História I hate you, I love you. - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Exibições 519
Palavras 2.230
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Feeling


Fanfic / Fanfiction I hate you, I love you. - Capítulo 3 - Feeling

Acordei com um fio de sol em meu rosto, lembrando do dia passado, acabei corando um pouco e meus batimentos aceleraram. Levantei e fui pro banho, corri um pouco com medo de me atrasar, e se eu me atrasar, aposto que o Taehyung vai passar a semana toda me enchendo a paciência. Fui para o quarto e coloquei uma roupa bem delicada e leve, está um calor infernal. Corri até a cozinha e dei logo de cara com Taehyung conversando com três meninos — que por sinal eram muito bonitos.


— Bom dia estorvo, quem são eles? — mordi os lábios.


— São uns amigos de infância que acabaram de se mudar aqui pra Busan. Está interessada por acaso? - disse enquanto me fitava dos pés a cabeça.


— Garanto que bem mais do que estou interessada em você! — dei de ombros.


— Deixa de ser mal educada e deixe-me apresentá-los. Esse com cara de sono e ar de sarcasmo é Min Yoongi, mas chama ele de Suga.


— Oi — disse virando a cabeça como um cãozinho pidão, e fazendo uma cara de sono.


— Annyeong.


— Esse é  Park Jimin... Bom ele é... Ah, com o tempo você descobre. — revirou os olhos me fazendo rir


— Prazer... — dizia passando a língua sobre os lábios. Ele fez isso, senti meu coração acelerar e meu rosto esquentar, que menino ousado! Ousadamente lindo.


— P-Prazer... - entrelacei os dedos e ele riu, tinha um sorriso lindo.


— E esse é Hobi. Hoseok pra falar a verdade, mas nós o chamamos assim.


— Prazeeeeeer Omma! — Sorriu fazendo aegyo. Seu sorriso também era extremamente atraente e divertido, não pude conter a risada.


— Oi Hobi — retribui o Aegyo


— Bom, todos apresentados, agora vou cobrar minha carona. 


— Carona? - indaguei.


— Sim, carona! Agora vamos logo antes que o portão feche.


Suas mãos estão tocaram meus ombros. AI... AI... AI.. TIRE AS MÃOS DAÍ MOCINHO! 



Logo ao chegar na faculdade dei de cara com Jungkook que acenou pra mim. Me despedi dos meninos e fui em sua direção.


— Bom dia meu biscoitinho. - apertei suas bochechas e ele corou, que fofinho!


— Hey não faz isso! -  riu - pelo visto a noite foi boa hein, o que estava fazendo com Kim taehyung e outros três meninos no seu carro? Não parece que você tá se sentindo muito desconfortável com a "horrivel situação"


— Desculpa, não nos vimos mais e acabei não te contando. Alias, tenho uma noticia bombastica pra contar.


— A é? E qual seria?


— Kim Taehyung é o filho da senhora Kim Jiyoon vulgo mamãe.


— O que? Bom, se bem que faz sentido!


— Claro que faz.


Não deveria fazer, argh.


— Parece que agora, você vai ter que aprender a conviver com o inimigo... Que nem naqueles reallity shows que você tem que conviver no mesmo ambiente com alguém que você odeie - disse com um tom meio debochado enquanto íamos para o terraço.


— Cala a boca, senhor biscoito de pernas! E eu não o odeio. Ele é meio idiota mas acho que toda aquela implicancia era coisa de criança - rimos. -  E além disso, não pretendo continuar morando lá, eu sei que parece ingratidão, mas essa história vai acabar não dando muito certo.


— Ahhh por favor, não faz isso... Seria realmente ingratidão! Sua mal agradecida.


— Ingratidão nada, seria é divertido! Morar sozinha, fazer o que bem entender. - mordi os lábios de uma forma provocativa.


— Não faça isso! - seu rostinho de pessego logo ganhou uma coloração avermelhada, parecia um pequeno cosplay de tomate, fofissimo.


— Fazer o que ?


— Ficar mordendo a boca desse jeito... Você tira todo meu juízo. - Suas mãos me empurraram de leve, fazendo com que minhas costas se chocassem contra a parede. Cadê o garoto fofo que estava aqui, e que papo é esse de juizo?


— Jungkook... Para com isso... Seu doido! - Pus minha cabeça sobre seus ombros num movimento delicado, meu coração pulsava rapidamente. Suas mãos firmes logo tocaram meu rosto, foi algo delicado e pude sentir sentimento com o mesmo. Ele estava bem próximo de mim, pude sentir sua respiração, que estava agitada.


— Desculpa ___, eu não tô conseguindo... Toda vez que eu te vejo eu sinto um desejo enorme de te tocar e estar contigo, consegue sentir isso? - senti sua mão puxando meu rosto em sua direção, nossos lábios estavam perigosamente próximos, até ouvir o barulho da porta se abrindo e, pra variar, lá estava ele me olhando com cara de ué.


— Toca nela mais um pouco e você vai se tornar um cara morto.


MAS O QUEÊ??!!


— Vem ____ .


Ele nos separou num movimento brusco e agora, eram suas mãos que estavam enlaçadas as minhas. Era pra eu estar indo para a sala de aula, mas novamente eu estava sendo arrastada, dessa vez, rumo ao jardim. Eu não estava entendendo nada, é muito dificil pedir uma explicaçãozinha?


— Você tem algum problema? Porque fez isso? - Irritada? Era pouco! Eu estava irada! Fechei minhas mãos formando um punho acertando um leve soco em seu peito. Fui dar outro mas ele foi mais rápido, pegou minhas duas mãos as apertando. Ele as segurava firme sobre minha cabeça, mas não as machucava.


— Você é mesmo muito ingênua, não sabe que ele só está querendo uma transa contigo? - bufou


— Você bebeu!??


— É verdade, idiota.


— Mesmo que seja, desde quando você acha que tem algum tipo de autoridade sobre mim ? Eu faço o que eu bem entendo, até onde eu saiba! E idiota é você!


— Não tá vendo que eu só tô tentando te proteger ? Para de ser burra. 


— Desde quando eu preciso que alguém me proteja, nunca precisei. 


— Marrenta!


Soltei meus braços da sua mão e o empurrei, sem muita força.


— Quem você pensa que é, Kim Taehyung? Você acha mesmo que depois de tudo que a gente já passou junto, você simplesmente poderia aparecer e ainda pior, achar que pode se meter desse jeito nos meus assuntos? Independente do que eu fizer com Kookie, não cabe a você dar opinião. 


Vi ele se virar, escondendo o rosto. Ele parecia estar irritado com a situação, mas acredite, não era só ele que estava.


- E quem você pensa que é para achar que pode me fazer me sentir assim? De novo.- ele gritou de volta


- Como assim ?


- Você é mesmo muito idiota. 


Ele se aproximou sorrateiramente de mim, fazendo com que nossas testas ficassem coladas. Ele fitou os olhos nos meus.


— Quem você pensa que é garoto.


— Sou o garoto que está morrendo de ciumes de você, idiota!


Aquelas palavras me atingiram como um tiro, meu coração acelerou de uma forma inexplicável... Como uma simples palavra daquela pode mexer tanto com meu coração? Eu não consigo entender mais nada do que tá acontecendo comigo. No começo eu pensei que fosse algum tipo de problema cardíaco, mas não vou ser ingênua, está bem longe de ser, o único e mais perigoso problema que eu tenho não se chama arritmia, se chama Kim Taehyung.


Suas mãos se voltaram ao meu rosto e gentilmente o acariciaram. Ele estava fervendo, fervendo tanto ao ponto de dar pra fritar um ovo. Vi um sorriso malicioso no rosto de Taehyung.


— Te deixo nervosa? - riu.


— O que você acha? Você vem, me tira do sério, se aproveita da minha boa vontade e ainda toca em mim! Acha mesmo que eu não estaria nervosa? Você me irrita, idiota!


— Tiro é?


— Não sei como você consegue me deixar nesse estado, cada canto do meu corpo e alma implora pra que eu esteja do seu lado e ceda a esses seus "charmes", garoto abusado. - eu estava fora de mim, porque mesmo eu disse isso?


Uma de suas mãos tocaram minha cintura com determinação, puxando-a para cada vez mais perto de seu corpo. Sai de uma situação constrangedora para cair em outra ainda pior, esses meninos...


— ME SOLTA!!!!! - gritei.


— Não adianta se fazer de boba - Olha fixamente em meus olhos - você mesma disse que cada canto do seu corpo e alma imploram por mim, eu sei que te tiro de sério... E você gosta do meu jeito abusado - diz com tom ofegante.


— ME SOLTA, ME SOLTA, ME SOLTA! ABUSADO, ABUSADO! 


Acabou que ele me puxou contra seu corpo, eu estava completamente imóvel, não conseguia me mexer de forma alguma e, acho que mesmo que pudesse, não me moveria. Por um instante eu não conseguia controlar o fato de que eu sabia que estar ali, era o melhor lugar que eu poderia estar no momento. Não me importava com a aula que nós estávamos perdendo, simplesmente senti seu abraço sutil, e eu, bem idiota acabei retribuindo, mas de uma forma que não parecesse que eu queria, o que era mentira porque lá no fundo, bem na realidade, eu sabia que queria, eu ansiava por isso e ele também. Sentia cada batida de seu coração. Era forte e intenso, como uma bomba que estava prestes a explodir. Minhas pequenas mãos caminharam em sua cabeça, explorando cada canto. Seus cabelos eram tão macios quanto aparentava. Meu juizo não estava perfeito, quando que eu em meu estado sobrio estaria aqui? Cedendo aos charmes desse garoto perigosamente encantador?


Suas mãos vagavam por meu pescoço distribuindo movimentos carinhosos, fazendo com que eu o olhasse, mas eu não conseguia, desviava o olhar assim que podia.


— Você... Sente alguma coisa por mim? - meu coração estava prestes a parar de tanto nervosismo.


— Sinto raiva, idiota! - desviei o olhar novamente.


— Hipócrita. - Seus lábios cada vez mais próximos dos meus.


Prestes a selá-los, com um beijo que possivelmente seria intenso e desejado e eu, morrendo de medo como um carneiro prestes a ser devorado por um lobo. Medo não dele e nem do seu beijo, mas sim, dele acabar despertando algo que não deveria ser despertado. Meus batimentos à mil. Ouvimos o barulho do regador ligando, que logo começou a jorrar água para todos os lados, quase nos molhando.


— SALVA PELO GONGO! - gritei, desligada do transe. Sai correndo sem pensar duas vezes.


— Eu odeio esse maldito regador. - exclamou Taehyung, com uma voz um tanto irritada e decepcionada.


— Há males que vem pra bem - debochei mesmo.



Voltamos para a sala, um pouco molhados. Pedimos licença pro professor, que nos concedeu de bom grado. Todos estavam nos olhando de uma forma meio espantada, pude ouvir os buxixos no fundo da sala. e outras vezes, alguns comentários maldosos que eu fazia questão de ignorar. Jungkook estava lá, e me olhava vermelho, parecendo estar com vergonha do incidente que quase aconteceu. Taehyung se sentou perto dos meninos, que por acaso caíram na mesma sala que nós, percebi que davam risada, meio que debochando da nossa cara, e quem não está?


Eu quase beijei Kim Taehyung, dessa vez de verdade. Aquele beijo no quarto não se pode considerar bem um beijo, foi mais um cala a boca. Mas esse seria real. O que foi que deu nesse menino?



A aula havia finalmente acabado. Foi bem cansativo. As vezes fazer faculdade é algo bem mais estressante que passar uma semana na mesma casa que a praga.


Corri para o carro sem me despedir de ninguém e não, não queria de forma alguma dar carona pro Taehyung. Tentei me camuflar o mais rápido que pude, infelizmente foi em vão, ele havia chegado primeiro que eu no tão odiado veículo.


— O que faz aqui?


— Vai me levar de volta. - seu rosto estava ruborizado.


— Não vou! Não quero que molhe meu carro.


— Aigoo, eu já estou seco! Além disso, meu carro, lembra? - Soltou um risinho debochado.


— Entra logo antes que eu te deixe aqui pra morrer de fome, menino mal acostumado. - reclamei com louvor.


O caminho foi silencioso, o constrangimento era bem grande. Eu sabia que ele estava nervoso, olhava de soslaio e via pela janela seu rosto levemente corado, me fazendo imaginar o quanto ele era surpreendente. Um hora fofo como um coelinho assustado, já outras vezes, tão ardiloso quanto um gangster. O carro deslizava pelo asfalto, e logo haviamos chegado na tão reconhecida casa.


— Já chegamos. - disse meio que sussurrando. - Pode descer.


— Eu sei.


— Olha Taehyung, sobre hoje, eu...


Assustada, isso assustada. Foi assim que eu me vi quando o maluco puxou meu rosto para o seu, selando nossos lábios. Ele estava me dando um beijo, e dessa vez, era de verdade, e era necessitado e profundo, ao mesmo tempo era provocante e viciante. Sua lingua acariciou um dos meus labios pedindo passagem e sem esforço algum eu cedi sem exitar. Sua boca macia e com um gosto surpreendentemente bom ditava movimentos leves e calmos. Nos separamos pela falta de ar e trocamos olhares cumplices. Nossas respirações sendo mescladas e ambas as pupilas dilatadas.


— Quero ver agora qual regador vai estragar o momento - sorriu fazendo eyesmile.


— Eu vou entrar!


— Espera, espera.


Saí as pressas sem me importar com o que ele ainda havia para me dizer. Ele também não demorou à entrar.  Omma  estava sentada no sofá tomando alguma coisa e logo seu olhar voltou para nós dois, bem espantado.


— TAEHYUNG E ____, QUE MARCA DE BATOM É ESSA?


Nos olhamos e vimos que estávamos sujos pelo batom que eu tinha passado. Nunca fiquei tão envergonhada em toda minha vida. Não exitei em correr para meu quarto trancando a porta. Vergonha! Era apenas isso que eu sentia. Meus lábios ainda estavam inchados por conta do beijo E QUE BEIJO! 


MAS QUE MERDA DE DIA FOI ESSE?


 




Notas Finais


E aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii? O que acharam?
Como será que ela irá reagir?
Deixem seus comentários e opiniões, ❤ amo vocês.


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