História I Hate You, I Love You - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Jorge Blanco, Martina Stoessel
Personagens Jorge Blanco, Martina Stoessel
Visualizações 37
Palavras 1.663
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Voltei rapidinho, hein!? Espero que gostem do capítulo. E continuem comentando. Boa leitura! ❤

Capítulo 5 - Beijo


Fanfic / Fanfiction I Hate You, I Love You - Capítulo 5 - Beijo

P.O.V.

Jorge


Puta merda, eu fui baleado no meio do sinal.

Olhei para os lados e não vi nada suspeito, a maioria dos carros parados estavam com os vidros abaixados, menos um. Era preto e tinha vidro fumê, tenho certeza que o vi parado quando saí da loja.

Pisei fundo e avancei o sinal, tirando a limpo minha suspeita. O carro me seguiu. Mas ele não sabe com quem está se metendo, não mesmo. Entrei numa rua estreita, e ouvi tiros. Despistei-os, parando o carro e o cobrindo com uma lona preta. Entrei novamente no veiculo e vi eles passarem "voando" atrás de mim.

Panacas.

Tirei a lona e segui rumo a mansão, com uma dor do caralho no braço esquerdo.

Quando cheguei, vi marcas de balas no traseiro da minha linda Ferrari. Bando de filhos da puta. E o pior é que eu nem vi o rosto deles.

Diego - Caralho, o que aconteceu com teu carro? – Ele chegou junto com Candelária olhando. – E com teu braço?

Eu - Eu fui baleado.

Cande – Bufou - Quem?

Eu - Eu não sei, foi num assalto. Eles me viram e me seguiram, mas eu despistei eles.

Cande - A Tini vai ficar uma fera, ela disse pra você não sair.

Eu - Como se aquela patricinha mandasse em mim. – Revirei os olhos e entrei na mansão com o braço pingando de sangue.

Subi as escadas e entrei no meu quarto. Fui até o chuveiro, tirei a camisa e lavei o braço, me contendo pra não berrar de dor.

Voltei para o quarto e sentei na cama, sem saber o que fazer. Ir no hospital?

Martina - Jorge? – Ela entrou assustada no meu quarto. – Puta merda, Blanco! O quê aconteceu?

Eu - Eu fui baleado.

Martina - Oh, Deus! Você está bem? – Correu e se sentou ao meu lado.

Eu - Sim, mas meu braço não. Vamos precisar ir pro hospital?

Martina - Deixa eu ver... – Ela analisou meu braço, e tocou na ferida, o que me fez soltar um gemido. – Desculpe! Olha, a bala pegou de raspão. Só preciso limpar e fazer um curativo.

Eu - Ok. – Ela se levantou e logo em seguida voltou com uma maletinha nas mãos.

Martina lavou o meu ferimento, limpou e fez um curativo leve no meu braço. Enquanto ela terminava, meus olhos analisavam cada milimetro do seu rostinho perfeito. Ela parece tanto uma boneca, minha bonequinha. Como eu sentia falta de chamá-la assim, sentia falta de ver ela preocupada ou cuidando de mim quando eu me machucava.

Martina - Pronto.

Eu - Obrigada, boneca. – Falei sem perceber.

Martina - O quê disse? – Ela me olhou.

Eu - Eu disse, obrigada, Martina!

Martina - Você é muito imbecil mesmo, não?

Eu - Olha, não foi porque eu quis, escapou...

Martina - Eu disse pra não sair, você mal chegou em Veneza e já arrumou confusão.

Eu - Ah, você está falando do assalto. Olha, eu apenas fui em uma loja e lá chegaram uns assaltantes, ele atirou em uma mulher e eu atirei nele, e fugi. Eu consegui despistá-los, tá?

Martina - Jorge, não interessa, Paul disse para ficarmos aqui até segunda ordem, e você foi baleado.

Eu - Para de querer bancar a líder, todo mundo sabe que quem manda aqui sou eu. – Levantei irritado.

Martina - Você o caramba, eu lidero a gangue.

Eu - Ah tá! Eu vou ser liderado por uma patricinha metida? – Ri irônico. – Não mesmo.

Martina - Seu machista idiota.

Eu - Não é machismo, todo mundo sabe que eu sou melhor líder que você. Você só pensa em você mesma.

Martina - Egoísta aqui é você, seu idiota.

Eu - Eu não sou egoísta, sempre tive que pensar por nós dois. Você sempre esteve ocupada demais, até na hora que seu pai morreu, você simplesmente ignorou... – Senti um tapa o forte no meu rosto e em seguida, arder.

Martina - Não fale do meu pai. – Seus olhos estavam cheios de lágrimas. – Você não tem o direito de me chamar de egoísta. Quem foi que me ajudou quando eu mais precisei. Você? Não. Você estava bêbado demais pra isso. Nossos pais morreram e você foi encher a cara e transar com a primeira vadia que viu pela frente. Sua irmã e sua namorada passando por um momento terrível, e o que você fez? Nem se importou. Você nunca teve nenhuma consideração pelo seu pai e se...

Eu - CALA ESSA BOCA! – Puxei ela pelo braço e a joguei em cima da cama. – NUNCA MAIS DIGA ISSO. NUNCA. – Fiquei em cima de Martina e a segurei firme. Ela me olhou assustada com os olhos arregalados.

Martina - O quê? Você vai me bater? É isso? Então tá! Mostra que é machão e me bate. Anda, Jorge! – Ela começou a dar tapas no meu peito. – Me bate! Anda seu desgraçado, me bate! Me bate! Me ba... – interrompi suas palavras com um beijo.

Martina tremeu embaixo de mim, mas no instante depois ela retribuiu o beijo com muita urgência. Uma urgência que vinha de ambas as partes. Segurei seus pulsos e ela entrelaçou as pernas em minha cintura, como se quisesse mais.

Colocamos todo ódio, rancor, mágoa, tristeza, saudade, paixão e amor naquele beijo. Tudo isso se transformou em um beijo delicioso. Meu corpo acendeu uma chama incontrolável. Senti meu membro ficar duro e desconfortável dentro da cueca. Quando eu agarrei a cintura dela, Martina avançou com as mãos nos meus cabelos. Mordi seu lábio inferior e voltei a beijá-la com ferocidade. A lingua dela não parava quieta, e a minha queria acompanhar seu ritmo.

Nossos lábios foram se separando devagar e aos poucos terminamos, eu encerrei dando dois selinhos em sua boca.

Ainda de olhos fechados, eu consegui respirar e sentir ela respirar também.

Eu estava derrotado.

Eu - Oh, Deus! Como eu senti falta disso. – Sussurrei contra seu rosto.

Martina amoleceu sobre a cama e abriu os olhos me encarando.

Martina - Eu... Isso foi... foi...

Eu - Maravilhoso.

Martina - Errado.

Eu - O quê?

Martina - Sim, foi muito errado.

Eu - Por quê? Não foi bom?

Martina - Sai de cima de mim, Jorge!

Eu - Tini...

Martina - Jorge, sai! Sai! – Fiz o que ela pediu e saí.

Tini se levantou e caminhou até a porta, segui-a e quando ela abriu demos de cara com Xabiane e Mercedes passando no corredor.

Mercedes - O quê aconteceu?

Eu/Tini - Nada. – Eles olharam para mim sem camisa e depois para Tini descabelada.

Xabiane - O cabelo da Tini prova o contrário.

Mercedes - Isso não é da nossa conta, vem Xabi! – Ela pegou na mão dele e saíram.

Martina me olhou e depois entrou no quarto.

Fiz o mesmo e fechei a porta atrás de mim. Pressionei os olhos e respirei fundo, depois me joguei na cama.


P.O.V.

Martina


Desgraçado.

Imbecil.

Idiota.

Filho da puta.

Ele não tinha o direito de me beijar, não. De novo não. Tudo que tinha entre Jorge e eu acabou a muito tempo e não tem mais volta... Se bem que o beijo foi bom. Bom não, foi maravilhoso, eu confesso que senti saudade daquilo. Das vezes em que ele me abraçava quando eu estava triste. De quando estávamos brigando e ele simplesmente me beijava e acabavamos fazendo amor na cama. Senti falta de suas mãos me segurando... Ah, que droga. Eu sentia falta de Jorge. Sentia muita.

Joguei todos os travesseiros no chão com raiva e depois sentei na cama chorando, ao lembrar de meu pai. Eu o amava muito. Aquele homem foi meu exemplo de vida, ele me ensinou tudo que eu sei.

Lodovica - Tini?

Eu - Oi, Lodo! – Limpei as lágrimas no meu rosto.

Lodovica - O quê houve? Eu ouvi gritos seus e de Jorge, depois tudo se calou. Você está bem?

Eu - Sim. Foi só mais uma briga. – Levantei e comecei a arrumar os travesseiros.

Lodovica - Só isso mesmo?

Eu - Sim.

Lodovica - Você tá mentindo. – Diz com uma sobrancelha arqueada.

Eu - Sensor de melhor amiga?

Lodovica - O que eu posso fazer, hã? É um dom. – Sorrimos. – O quê houve?

Eu - Jorge e eu nos beijamos. – Falei baixo. Um perfeito "O" ficou a boca de Lodo.

Lodovica - Vocês... O quê?

Eu - Sim. Na verdade ele me beijou, mas eu retribui. E como retribui.

Lodovica - Nossa. Por essa eu não esperava. Eu não sei nem o que dizer.

Eu - Pois é. Foi errado, eu sei.

Lodovica - Talvez não tão errado.

Eu - Como assim? Ah, não... Já vai começar com esse papo que eu ainda gosto dele... Não. Melhor parar.

Lodovica - Tudo bem, você é quem sabe. Olha, vamos pra piscina, você vem?

Eu - Tá bom. Vou vestir meu biquíni.

Lodovica - Certo. – Ela sentou e eu fui vestí-lo.

Era rosa com preto, lindo, totalmente fio dental. Fiz um coque nos cabelos e vesti uma saída de banho.

Lodovica - Será que os meninos ainda continuam tarados? Porque se tiverem, pena pra você.

Eu - Com certeza estão. – Revirei os olhos e sorrimos.

Passamos no quarto da Lodo pra ela se vestir e depois fomos diretamente pra piscina.

Uma verdadeira anarquia, como diria meu pai. Pareciam um bando de adolescentes na puberdade. Facundo empurrando as meninas e os outros bebendo, e brincando na água.

Xabiane - Ih, papai! – Ele sorriu malicioso ao nos ver chegar.

Samuel - Fiu-fiu...!

Diego - Fala aí, fala aí, são umas gatas, né não? – Ele sorriu.

Olhei pra Jorge que observava tudo com uma cara nada boa. Dei de ombros e passei por ele para pegar uma latinha de cerveja.

Jorge - Paul ligou? – Olhei pra ele.

Eu - Quando ele ligar, você será o primeiro a saber. Receberá uma bronca daquelas. – Sorri.

Jorge - Você não vai contar à ele.

Eu - Quem te garantiu isso?

Jorge - Qual é, Martina...

Eu - Você desobedeceu.

Jorge - Você sabe que ninguém manda em mim, porra! – Disse gritando.

Me afastei um pouco para trás e ele se aproximou mais.

Eu - Não me xinga, Jorge! Você sabe o quanto eu odeio isso.

Jorge - Que se dane, você não precisa falar isso pra ele. Foi só um simples assalto.

Eu - Você desobedeceu ao chefe.

Jorge - Por que você quer me ferrar?

Eu - Eu não tô querendo te... Aaaahh... – Quando percebi, já estava caída dentro da piscina e Jorge, quando tentou me puxar, acabou caindo também.

Ele sacudiu os cabelos de um jeito sexy.

Senti suas mãos na minha cintura. Nos encaramos, e ele foi se aproximando, até me encurralar na borda da piscina.




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