História I Have a Demon With Me - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Demonios, Drama, Romance, Yaoi
Visualizações 167
Palavras 2.148
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


O capítulo de hoje saiu tarde, eu sei, eu estava cheia de coisas para fazer e não podia vacilar com vocês, não é? Então aqui vai um capítulo novo para as fujoshis/fudanshis de plantão.
~Melhor mãe ever~

Capítulo 9 - O Amor e Suas Complicações


Quem é você? Me faço essa pergunta sempre que eu vejo Mistuki sentado na varanda, agora o porquê eu não sei. Não sei nada sobre o seu passado e nem o que ele pensa, nunca o vi realmente com raiva, raivas incontroláveis, ele não tem paciência para quase nada, mas eu nunca o vi demonstrar raiva ou tristeza, nunca o vi chorar. Ele fica sentado na varanda de noite, olhando para o céu e eu fico na porta o observando, eu acho que ele já me notou, mas eu não me importo de ficar olhando.

- Por quanto tempo você vai ficar ai? - Ele fala friamente colocando o cotovelo no joelho e se apoiando em sua mão.

- Você quer que eu me junte a você? - Eu falo me aproximando aos poucos, ele concorda com a cabeça. Eu me sento ao seu lado.

- Por que estava me olhando? - Ele fala olhando para frente, falando calmamente e eu olho para ele. - Estava tendo sangramento nasal?

- Não...! - Eu falo gaguejando e com vergonha, então ele olha para mim com aqueles olhos frios.

- Então por que estava me olhando da porta? - Ele fala como sempre, embora eu não goste do seu olhar frio, eu tenho que me acostumar com isso.

-... Bem... - Eu falo sem manter contato visual. - É que eu fico pensando se eu realmente te conheço e também fico imaginando o que se passa na sua cabeça.

- Você quer mesmo saber? - Ele fala com preocupação. Por quê? - Se você realmente me conhecesse, você me odiaria como todo mundo.

- Eu sei que você é um assassino, mas eu... - Eu falo inicialmente olhando para ele e depois viro o meu rosto e levando, sento atrás dele, com as minhas pernas ao lado do seu corpo e o abraço forte mente, encostando minha cabeça em suas costas envergonhado. - Eu não consigo odiar você.

- Por quê? - Ele fala calmamente sem demonstrar nenhum tipo de emoção, sem olhar para mim, olhando para frente.

- Porque eu gosto de você. - Eu falo completamente envergonhado, escondendo meu rosto em sua blusa branca. 

Isso é vergonhoso, eu sei, mas eu precisava falar, o porquê eu não sei, mas eu precisava. É a verdade, eu gosto dele, não me importo se ele mata pessoas, não me importo se ele é louco, não me importo se ele é um demônio. Eu não preciso que ele me prove nada, eu acredito na palavra dele.

- Yuimura, me dê seu sangue. - Ele fala como se isso fosse normal, eu pergunto o porquê. - Eu não disse que bebia sangue por diversão? Então, era mentira. Eu bebo sangue para me controlar, e enquanto estava preso, eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser matar e comer carne humana e eu não tenho intenção de se tornar um demônio por completo, eu quero ser humano.

Eu não entendi nada direito, ele não me explicou tudo mas eu não vou recusar, desde que o faça ficar "controlado" eu aceito. Então eu me levantei em silêncio, e sentei em seu colo, de frente, ele abaixou um pouco a roupa que estava no meu ombro e mordeu fortemente, fazendo sair sangue, e quando o sangue escorria ele passava a língua. Isso me deixava envergonhado e eu não conseguia olhar para ele, enquanto fazia isso. Ele colocou a mão na minha cintura me puxando contra ele, eu tentava me afastar, mas ele é muito forte. Eu tomei coragem de olhar para ele, enquanto lambia o meu sangue, os seus olhos estavam vermelhos, seus olhos descoloridos estavam vermelhos, quando ele percebe que eu estou olhando seus olhos vermelhos.

- Tem medo deles? - Ele para de lamber o meu sangue e olha para mim.

- Não... - Eu falei gaguejando um pouco, mas a verdade é que eu não estava mesmo com medo. Eu coloquei as minhas mãos no rosto dele e disse: - ... Eu não estou com medo... Eles são lindos...

Ele fez uma expressão de surpresa e então me pegou pela cintura me colocando no ombro, eu pedia para ele parar, mas ele me levou para o quarto e me jogou na cama e subiu encima de mim.

- Diga de novo. - Ele fala me olhando nos olhos, ainda com aqueles olhos vermelhos, mas dessa vez ele falou diferente, tinha emoção na fala - Por favor, diga.

-... Seus olhos são... Lindos. - Eu falo olhando nos olhos dele com muita vergonha que as palavras não saem juntas em uma simples frase.

- Yuimura... - Ele me abraça, se deitando em mim, ele é pesado. - Eu te amo. - Eu fico surpreso e ele me olha, mas os seus olhos não estavam mais vermelhos, estavam descoloridos como de costume, e me beija. A língua dele, ainda tinha meu sangue, mas eu não me importei, o sangue era meu e a língua era do Mistuki, isso já é o suficiente.

Eu te amo... Como alguém pode se apaixonar tão rápido assim? Eu não entendo. Como eu também não entendo como eu posso gostar de alguém tão rapidamente, ele me fez ter sentimentos por ele tão rápido que até me assusta.

No dia seguinte eu fui para a escola, e antes de sair eu coloquei um curativo na mordida, pois aquilo deixou uma marca muito forte, ainda doí, mas eu não estou nem aí. Teitsuo-san ainda não chegou, então eu vou ficar sozinho hoje. Eu fui para o meu armário trocar o sapato e vi um bilhete dentro, era do Teitsuo-san, dizia "Amanhã, no caso hoje que você está lendo isso, não vou comparecer por causa de assuntos pessoais, se você precisar de companhia ou se sentir sozinho venha na minha casa, de Teitsuo" E o endereço no final, acho que ele colocou aqui ontem de noite, não acho que isso servirá, mas, eu vou guardar só para garantir.

A aula foi chata para caralho, e eu quase não prestei atenção tem nada, eu passei o intervalo sozinho e fui para casa sozinho. Nada mais que o normal, tirando a parte de ficar sozinho, eu devia falar com alguém e tentar fazer amizades, mas eu não quero mais problemas. Alias, eu passei por alguns lugares antes de ir para casa, eu queria me sentir livre por um tempo, tipo, sair por aí sem rumo, acabei comprando comida, pois nós compramos comida para viver e vivemos para comer, confesso que uso essa frase sempre quando o assunto se trata de comida. Eu comprei três, um para mim, para Mistuki e para minha mãe, devia comprar mais um, minha mãe é pior que eu quando se trata de comida.

Quando cheguei em casa, ela estava toda escura, só a TV que estava ligada, Minha tinha deixado um bilhete e eu o li com a lanterna do meu celular: "Yui-kun, vou chegar tarde, cuida da casa e não se esqueça de apagar as luzes quando for dormir com o Mistuki, e nada de coisas pervertidas no sofá, Beijos da Mamãe! (smile face)" Minha reação não foi normal, eu me senti envergonhado e irritado ao mesmo tempo. Mistuki estava assistindo TV, estava passando jornal, falando sobre vários coisas que me deixam desconfortável.

- Por que está assistindo jornal, e ainda por cima, com a casa toda escura. - Eu falo me apoiando na cabeceira do sofá, enquanto Mistuki nem olhava para mim, e ficava com as pernas juntas apoiando os braços cruzados.

- Você não se incomodou com a casa escura, pois não ligou a luz. - Ele fala sem olhar para mim, e quando eu fui dizer alguma coisa ele me interrompe. - Sua mãe trabalha o dia todo, e você chega tarde em casa, eu não posso sair se não sou preso, então fico aqui dentro sem ninguém além das pessoas da TV.

- Você se sente sozinho quando eu não estou em casa? - Eu pergunto, sentando ao lado dele.

- O que você acha? - Ele fala olhando para a TV, e em nenhum momento ele olhou para mim, isso está me irritando.

- Desculpa... - Eu falo baixo imitando ele, juntando as pernas e as colocando encima do sofá, apoiando meus braços cruzados nos joelhos, escondendo o meu rosto.

- Hã? Falou alguma coisa, Yuimura? - Ele fala olhando para mim.

- Desculpa por deixar você sozinho, eu me senti assim hoje, meu amigo Teitsuo faltou hoje, então eu fiquei sozinho o dia inteiro. - Eu falei normalmente, olhando para a TV.

- Quem é Teitsuo? - Ele falou, sua voz parece estressada, ele me olhava com o seu rosto frio e eu retribuía com um olhar confuso.

- Um amigo que eu fiz na escola, por quê? - Eu falei olhando para ele, na maior inocência, quando ele pega o meu pulso e pergunta de novo. - Espera... Por que está bravo?

- O nome dele é Teitsuo Amaishi? - Ele fala com raiva, segurando o meu pulso com força. Como ele sabe disso?

- Sim, é... Mas... - Eu falo, mas ele me interrompi segurando os meus dois pulsos, e fica encima de mim. - Mistuki! O que você está fazendo?!

- Não chegue perto dele. - Ele fala calmamente, mas a aparência dele está igual a de uma pessoa brava. Eu pegunto o porquê. - Ele não quem você pensa que é.

- Então, quem ele é?! - Eu falo com raiva, fazendo força para ele me soltar. Por que eu achei que ele estava com ciúmes?

- Ele parece ser gentil, não é? Mas não, ele é filho do dono do hospício que eu fugi! Ele está atrás de mim, ele está te usando para me alcançar. - Ele fala com raiva, enquanto olhava nos meus olhos. 

- Isso é mentira, você não o conhece! - Eu falei furioso e Mistuki me soltou surpreso, e então eu sentei e o encarei. - Você não o conhece, você está mentindo para mim! Pare de ser ciumento, contar mentiras sobre as pessoas não é legal!

- Yuimura... - Ele fala baixo e recua, ele nem tenta mais discutir.

- Você vai dormir aqui em baixo hoje, e nem ouse em me seguir. - Eu falo me levantando, bravo, e vou em direção ao meu quarto e fecho a porta com força.

Eu me deito na cama de costas e fico pensando se o que ele disse era verdade ou não, mas dessa vez ele passou dos limites, sentir ciúmes a ponto de mentir assim. Quem ele pensa que é? Não sou obrigado a lidar com pessoas ciumentas. Que raiva.
Minha mãe chega em casa e se depara com o Mistuki na sala assistindo TV comendo a comida que eu trouxe, eu já estava no meu quarto dormindo.

- Mistuki, o que está fazendo? Por que não foi dormir? - Ela pergunta olhando para ele enrolado em um cobertor. 

- Eu vou dormir no sofá hoje. - Ele fala olhando para a TV enquanto coloca a comida na boca.

- Você e o Yui-kun brigaram? - Ela pergunta se sentando ao lado dele, com um sorriso bobo no rosto tentando reconforta-lo. - O que aconteceu?

- Ele ficou bravo, e ficou falando que eu sou ciumento por estar falando mal do "amigo" dele. - Ele fala olhando para ela, como se ela fosse uma psicologa para ele.

- Não se preocupe com isso, ele é fraco, se ele realmente gosta de você, ele vai te perdoar daqui a pouco, você só tem que dar um tempo para ele. - Ela fala com um sorriso confortador, olhando para Mistuki, tentando faze-lo se sentir melhor.

- Hum... - Ele fala abaixando a cabeça e depois olha para ela com um sorriso satisfatório para ela. - Obrigado por tentar me reconfortar.

- Eu gosto de ver as pessoas felizes, mas você deve entender que ele é igual a uma garota, as garotas precisam de espaço as vezes, e nem todas gostam de ciúmes, tente não sentir muito ciúme. O Yui-kun gosta muito de você, então não há com o que se preocupar - Ela fala levantando o dedo indicador, que significa para prestar atenção, mas ela fala sempre com um sorriso no rosto.

- Você não se incomoda do seu filho gostar de garotos? - Ele pergunta.

- Todo tipo de amor é válido, Mistuki. - Ela fala com um sorriso bastante cativante e sincero. - Não importa se você gosta de homem ou mulher, somos todos iguais, somos seres humanos. Então, você pode amar o meu filho cada vez mais, que sempre será válido, sua opção sexual não interfere no seu caráter. - Ela faz um coração na mão com um sorriso no rosto. - Bem, eu amanhã eu tenho que trabalhar, então boa noite, Mistuki.

Todo tipo de amor é válido... 
 


Notas Finais


Obrigado por ler, sexta-feira sai capítulo novo <3


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