História I Have Written You Down - Sizzy - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~pirateprince02

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Palavras 2.875
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Magia, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoas!!
Estamos aqui paara trazer mais um capítulo pra vocês
Espero que gostem <3

Capítulo 4 - Capítulo 4


Simon

O som do secador era só mais um entre a harmonia desarmoniosa que era o quarto de Isabelle Lightwood. Era amplo e cinza e repleto de livros. Como uma garota linda que nem ela pode gostar de ler? Minha mente logo viajou para esse lado. Ela não seguia aquele padrão, no fundo do meu peito eu sentia a frase ser dita.

Fiquei um bom tempo olhando para o notebook dela, pensando em como eu escreveria essa cena. Uma cena de assédio. Eu vi uma cena sobre esse assunto em uma série do Netflix.

— Isabelle! — Gritei para ela, que não me escutou. Me levantei da cama e fui em direção ao banheiro. Ao chegar lá fiquei sem reação mais uma vez. Ela não estava vulgar, tipo de calcinha e sutiã, mas estava apoiada com os cotovelos na pia com a bunda empinada. Enquanto uma mão segurava o secador apontado para o cabelo, a outra segurava a cabeça logo no queixo. Foi uma cena tão natural que não queria atrapalhar, até que ela me viu pelo espelho.

Ela se ajeitou lentamente e se virou para mim.

— Sim? — Disse suavemente. Balancei a cabeça para sair da minha hipnose e dizer:

— Erm, você tem Netfilix no notebook? — Disse cabisbaixo.

— Ah. Sim, tenho. — Disse trocando o peso da perna. — Não precisa colocar a senha, é só entrar. — Balancei a cabeça de forma clara.

— Certo. — Disse por fim. Simon, você é um idiota pude ouvir tanto minha irmã quanto a Isabelle dizendo isso. Mas porque isso passou pela minha mente? Deixei isso de lado e voltei para a cama dela apoiando novamente o notebook dela no meu colo e entrei no Netflix.

Não queria parecer entrão nem nada, mas procurei na lista dela as séries e filmes que ela gostava. No quesito séries ela tinha 13 Reasons Why, Vikings, todas as séries Marvel – Netflix e DC, How I Met Your Mother e Friends (além de muitas outras). No quesito filmes eram aqueles comédias-românticas, filmes de terror e de super-heróis. Eu poderia ter imaginado qualquer coisa na lista dela, menos filmes de super-heróis. Ela era meio nerd minha mente pensou. Ou isso foi implantado por ela pra te impressionar e gostar mais dela, afinal se ela assistiu Punho de Ferro ela deveria saber o que era um monastério outra parte do meu cérebro imaginou. Balancei a cabeça como sempre fazia e deixei esses pensamentos de lado e me voltei para a série que eu procurava.

Depois de assistir a cena do episódio de uma série que tinha a cena que eu precisava, voltei para o arquivo e comecei a escrever.

“ — O que você quer Jon? — Perguntei nervosa, como era de costume meu. Jon se aproximou de mim e colocou uma mão em meu ombro.

— Eu quero o que você quer Glinda. — Ele disse olhando atentamente para os meus lábios.

— Então você deveria saber que o que eu quero é que você fique longe de mim. — Disse balançando o braço para afastar a mão dele da minha pele. Dei as costas para ele e fui em direção de minha avó, até que fui puxada para trás por uma mão que me obrigou a beijá-lo.

Pude sentir algo correndo pelas minhas veias e por todo o meu corpo. Era um misto de medo com algo quente e me deixava com vontade de fazer muitas coisas. Entre elas, bater nele. Podia sentir meus olhos queimarem, assim como a minha pele. Mas não era só uma sensação, era fogo real que saia das minhas mãos que estavam nele, queimando sua roupa.

Me afastei dele e saí correndo até a minha vó. Ela estava olhando atentamente a cena com seus olhos castanhos apreensivos e os cabelos grisalhos com pequenos resquícios do original negro avoados.

— Vó Ina! Eu... — Disse enquanto corria para ela, que me que calou com uma mão levantada. Ao me virar para cena fiquei horrorizada. Apesar dele ser um cretino (ele já transou com três garotas da aldeia sem o querer delas) senti pena dele. Sua roupa, que ele tirou rapidamente, estava chamuscada no chão. Seus olhos estavam arregalados e sua expressão assustada, mas logo depois ele explodiu em ódio, me trucidando com o olhar. Vovó Ina me puxou pelo braço e disse:

— Vamos, criança, vamos para casa. — Enquanto caminhávamos para casa, ela disse: — Ele recebeu o que merecia.

Uma das únicas coisas que me mantinham na aldeia eram as histórias e minha avó. Desafiaria qualquer deus por ela.”

Estava ótimo. Pelo menos eu tinha adorado.

Isabelle, depois de arrumada, se aproximou de mim e pegou o notebook, lendo o que tinha escrito. Suspirou um “Hm” antes de dizer:

— Apesar de ter ficado meio por cima, tem potencial. — Pude ler nos seus olhos que julgava silenciosamente meu trabalho. Não podia falar nada, sempre penso que as pessoas estão julgando o que eu faço.

— Mas...? — Estranhamente disse, depois de um lapso de coragem. Ela me olhou espantada e riu timidamente. Ela estava sem graça logo pensei.

— Desculpe. — Ela disse depois de se recompor. — É que, a cena dos dois tem pouco sentimentalismo, entende?

Enfiei o meu orgulho fundo na garganta e assenti com a cabeça. Concordava com ela, a muito que pensava que meus livros eram bons na história e péssimos nos sentimentos e na ambientação. Eu não sei nem dizer o que eu sinto algumas vezes...

— Eu admito, nunca gostei muito dessa parte na minha escrita. — Concluí com pesar. Ela então afagou o meu ombro e disse:

— Se serve de consolo, você tem mil fãs e um. — Virei para ela meio confuso, até ver o sorriso que se abriu em seu rosto.

Não podia negar, Isabelle era muito bonita. Ela era tudo o que eu nunca fui: bonita, gostosa, popular (por assim dizer) e sabe falar com pessoas novas. A forma como ela tinha se aproximado de mim naquela noite de autógrafos era algo que eu nunca teria feito. E nunca teria correspondido.

— Uma pergunta. — Disse logo depois dela se levantar da cama para pegar uma bolsa em seu enorme closet. — Como você não sabia o que é um monastério se você tem Punho de Ferro na sua lista no Netflix?

— Primeiro, você é um enxerido de uma figa. — Ela disse enquanto analisava suas bolsas, de forma metódica, quase como se nunca tivesse visto aquelas peças antes. — Segundo, eu tinha que manter a personagem.

O segundo motivo foi dito com um olhar para mim de cabeça baixa e sorriso de canto. Ela era uma nerd. Bem no fundo eu sentia isso. Era como uma sociedade secreta, onde todos se reuniam uma noite ou outra para poder assistir aos 8 filmes de Star Wars seguidos, ou assistir algum episódio de Lost e tentar desvendar os mistérios da ilha.

— Você é uma nerd, Isabelle Lightwood. — Disse dando uma breve risada.

— Me respeite, eu sou uma escritora de romances adultos, okay? — Disse colocando a bolsa no ombro. — Vamos, Lewis, tenho que deixar você e a sua lousa em casa.

Fechei o notebook, o deixei na cômoda do quarto e partimos em direção ao elevador.

 

***

 

Ela parou logo à frente do meu prédio e senti um pesar no peito. Não sabia por qual motivo era, então atribuí a lousa.

— Bom — Ela começou. Estava arrumando a maquiagem, passando mais uma demão de batom vermelho na boca, realçando o profundo de seus olhos e o negro de seus cabelos sedosos. — Eu te mando o arquivo do livro por email amanhã, okay?

Assenti com a cabeça e tirei o cinto de segurança. Antes de sair para tirar a lousa do carro, parei por um instante e tomei coragem para dizer:

— Eu estou muito feliz por estar trabalhando com você. — Era verdade. Cada palavra. — Eu sei que nos estranhamos no começo. BEM no começo, mas...

— Tudo bem. — Ela colocou uma mão na minha perna e me olhava profundamente de forma suave. — Eu também estou feliz. Adoro os seus livros, de verdade.

Pude ver sinceridade no olhar dela, então decidi fazer uma promessa, para ela e para mim mesmo.

— Eu prometo ler os seus livros. — Ela riu alto jogando a cabeça para trás. — É sério, eu prometo.

Ao parar de rir ela olhou para mim com um sorriso suave. Estava relutante a sair. Sabia que tinha, mas me sentia bem naquele ambiente feito de nós dois. E a lousa. Olhei para o relógio do carro que marcava 19:30.

— A família Lightwood são muito pontuais? — Perguntei fazendo graça, que deixou Isabelle chateada.

— Sim. — Respondeu com um suspiro. — Eles querem que os filhos sejam pontuais como os amigos britânicos deles, os Herondale.

— Por causa de toda aquela história de “pontualidade britânica”?

— Exato.

— Ah. — Soltei tristemente. — Bom, acho melhor eu ir.

Isabelle assentiu lentamente a cabeça, puxou meu braço me fazendo voltar para dentro do carro e beijou minha bochecha.

Após pegar a lousa e sair do carro, olhei para ela pelo vidro do motorista.

— Tchau Isabelle. — Disse acenando com a mão livre da lousa.

— Tchau Simon. — Ela disse olhando para frente do carro. — Ah, uma coisa. Izzy.

E depois saiu com o carro acelerado, como se tivesse ensaiado para fazer isso. Eu sabia que ela não tinha ensaiado. Ela conseguia ser fodona a ponto de fazer uma saída triunfal dessas.

Demorou alguns minutos para chegar ao meu andar com aquela bendita lousa. Você pareceu um idiota com a lousa pensei.

— Bela lousa. — Pude escutar meu vizinho falando. Olhei para a porta dele de repente. George Lovelace tinha cabelos castanho claros encaracolados, olhos castanho escuros e uma pele bronzeada por passar grande tempo no pomar da família dele. Usava uma camisa polo vermelha e preta, um shorts preto e estava descalço. Em uma mão uma xícara de café, na outra um morango, mesmo sendo fora de época. Ele tinha uma pequena plantação de morango nos arredores da cidade, onde a casa da família dele era. — Quer ajuda?

Assenti com a cabeça e ele saiu correndo para deixar a xícara dentro da casa dele.

Quando entramos em casa agradeci a ele e perguntei se precisava de algo.

— Não precisa. — Quando estava quase fora de casa ele parou de repente, se lembrando de algo. — Ah, sim. Seu telefone não parou de tocar hoje de tarde.

— Ah, okay. Obrigado.

— Tem alguma ideia de quem pode ser?

— Tenho sim, obrigado. — Ele assentiu com a cabeça e partiu para seu apartamento. Fechei minha porta e puxei o meu celular. Muitas ligações perdidas da minha irmã, além de algumas mensagens com um “p” escrito.

Liguei de volta para ela e não me anunciei ao dizer:

— Um cara quase chegando nos seus trinta anos pode se apaixonar de novo?

 

Isabelle

Posso afirmar com toda certeza que odeio jantares em família.

Graças a porcaria do transito de Nova York cheguei atrasada para o jantar, o que não passou despercebido para minha mãe, muito menos para Céline Herondale; de todas as mulheres que eu conhecia ela era a mais insuportável, sua atividade favorita era medir e criticar as pessoas, obviamente nunca escapei dela. Graças ao tempo que me fez adquirir certa mania de minha mãe em ser impecável em termos de aparência, não querendo me gabar e me chamar de linda, mas eu tentava ao máximo me encaixar nos padrões da sociedade atual - o que os quadris largos herdados da minha mãe não contribuíam –, Céline não me fez nenhuma de suas críticas sutis, ao contrário, ela parecia quase me jogou no colo de seu filho.

Parece que dentro da cabeça loira dela não entrava que Jace era meu irmão adotivo, ela mal conhece a gente e já se acha a mãezona dele que tem direito e dizer com quem ele deve ou não namorar nem Maryse fazia isso e pareceu afetar muito ela.

O outro convidado era Hodge Starkweather. Nossas famílias se conheciam desde que eu nasci, ele sempre passava verões conosco, e ele até que era legal, pelo menos até a adolescência onde ele virou um idiota e deixou de frequentar nossa casa, o que na época deixou Alec triste, já que o mesmo tinha uma quedinha por ele; não que ele não fosse atraente, o oposto, ele era MUITO bonito, mas não era o que eu procurava.

Em meio aos empurrões de Céline, as piadas sem graça de Stephen, seu marido, e as perguntas sobre a minha vida que meus pais não paravam de fazer para mudar de assunto, descobri o porquê de Alec não ter ido nesse jantar, ele não aguentaria.

A solução que tomei não foi a mais sensata, mas com certeza o vinho estava bem melhor do que ouvir o que eles falavam. Dentre todas as coisas, vinho definitivamente era meu calcanhar de Aquiles; não demorou muito até que eu tivesse deixado de lado a parte sensata do meu cérebro e começasse a falar e fazer asneiras.

***

Ao abrir os olhos de mão logo senti a dor imensa na cabeça, maldita ressaca...

Até que era bom, eu não me lembrava da noite, mas também era bem ruim por eu não me lembrar da noite passada. Minha maior surpresa foi levantar e me dar conta de que estava pelada, só havia uma opção e era o amigo mais velho do meu pai, o único com quem pudesse em algum universo alternativo ter levado para cama.

— Ótimo, você acordou! Não sabia se preferia café ou suco, então trouxe os dois. — Hodge devia estar na faixa dos quarenta e poucos, ele tinha um abdome maravilhoso e cabelos grisalhos que deixavam um ar sexy nele, mas eu nunca dormiria com ele, pelo menos não se estivesse sã. A bandeja de café da manhã que ele trazia confirmava o que eu imaginava ter acontecido, e a falta de roupa nele também.

Não tinha a mínima ideia do que falar, era Hodge, o tio Hodge, 20 anos mais velho, amigo de faculdade do meu pai, será que ele não tinha ideia do quanto aquilo era esquisito?

Quando percebi que ainda estava parada e nua no meio do quarto encarando ele, corri para o banheiro; primeiro eu precisaria de uma aspirina, depois resolveria o que fazer em relação a ele.

O pote de comprimidos estava na terceira gaveta, os peguei e ao sair do quarto esbarrei no cara alto e estranhamente muito gato que me entregou o copo de suco para engolir o remédio direito.

— Você se lembra de... alguma coisa? — Perguntou ele cautelosamente, parecia até envergonhado.

— Não, mas eu gostaria de pôr uma roupa antes de você me contar — falei.

— Ou então, eu poderia te mostrar — senti quando suas mãos me seguraram pelo quadril, eu olharia para elas em reprovação se não temesse ver demais. Sentia sua respiração bater em meu pescoço enquanto ele se inclinava e eu estava começando a ficar apavorada, até que o som da campainha tocou ele se afastou de mim.

— Vou lá ver! — Respondi entrando e saindo do closet o mais rápido que pude, quase tropecei na escada antes de chegar a porta e apertar o nó do roupão. Tamanha foi a minha surpresa ao ver quem estava na porta. – Simon?

— Desculpe, mas não consegui dormir querendo escrever e tenho trabalho daqui algumas horas — não consegui barrá-lo ele simplesmente foi entrando como se já fosse de casa.

— Simon...

— Te acordei? — Perguntou, Simon usava camisa de flanela de mangas curtas, calça jeans e tênis.

— Não é isso... — Como explicar que tinha um cara pelado na minha casa?

— Isabelle? — Hodge. Ah, maravilha!

— Tá, isso eu não esperava — Simon disse eu havia congelado, não sabia o que falar.

— Olha Simon, é minha vida e você meio que não tem nada a ver com isso, então por favor só não pergunte — Não foi a melhor coisa a se falar, ele não pareceu gostar.

— Eu vim até aqui pelo nosso livro, mas se você prefere transar com caras que, MEU DEUS, tem idade pra ser seu pai, posso muito bem escrever sem você.

— Hodge, você pode por favor nos dar licença

— Não, não precisa se desfazer dos seus parceiros sexuais só porque apareci. Por favor, eu saio, para que vocês possam ter mais desventuras sexuais. — Está para nascer homem mais amargo que Simon Lewis. Foi então que eu tive uma ideia, era um jeito de acalmar Simon e mandar Hodge embora.

— Por favor Simon, a culpa não é minha se você faz parte desse tal de clube do celibato, eu tenho necessidades! Não achou que eu esperaria com você para sempre, não é amor?! — Ainda bem que Simon estava de costas para Hodge ou ele veria a completa cara de desentendimento do mais novo.

— Amor? — Hodge estava tão confuso quanto Simon.

— Sim, Simon e eu estamos noivos, mas eu ainda não contei para os meus pais então fui sem minha aliança, e depois que exagerei no vinho ontem... — Eu olhava para o chão fingindo vergonha.

— Não sei se posso te perdoar, isso era algo importante para mim — Simon parecia ter entendido ou quase, mas pelo menos entrou na atuação.

— Me desculpa... — Cai de joelhos aos pés do moreno.

— Vou pegar minhas coisas — Hodge falou constrangido e subiu as escadas tão rápido que quase não o vi.

— Você vai me explicar isso direito depois — Simon sussurrou, eu ainda estava ajoelhada e quando o Starkweather passou pela porta do apartamento, com certeza achava que eu chorava aos pés de Simon.

— Você é louca!



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