História I Just Love You - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Love Live! School Idol Project
Personagens Eli Ayase, Hanayo Koizumi, Honoka Kousaka, Kotori Minami, Maki Nishikino, Nico Yazawa, Nozomi Toujou, Personagens Originais, Rin Hoshizora, Umi Sonoda
Tags Honokaxumi, Love Live, Nicomaki, Nicoxmaki, Rinxhanayo, Yuri
Visualizações 91
Palavras 2.764
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Yooo
Gente, me desculpa não ter postado semana passada; tive que "cuidar" dos meus primos e não tive tempo pra nada.
Em compensação, esse capítulo tem 2.000 palavras... lol
Espero que gostem...acho que esse é o melhor capítulo que eu já escrevi...
Vou TENTAR postar quarta, ok?

PS: Eu mudei o nome do Akira, pai da Maki, para Yuri ok? Espero que não seja um problema.

Capítulo 10 - Um Passo De Cada Vez


Fanfic / Fanfiction I Just Love You - Capítulo 10 - Um Passo De Cada Vez

Capítulo 10 - Um Passo De Cada Vez


Nico observava, com um olhar irritado, mas tranquilo, as costas de sua companheira de classe. Nozomi caminhava de forma calma enquanto segurava uma pequena maleta em suas mãos; estava com um cachecol verde ao redor de seu pescoço,que impossibilitou Nico de ver o laço de terceiranista ao se encontrarem no templo.

A cartomante sugeriu que tivessem a conversar no café onde Kotori trabalhava, em Akihabara. Nico de início estranhou, mas não pôde fazer nada ao não ser seguir a outra. Agora já se encontravam em Akiba; fizera o percurso todo em silêncio. Com a exceção das vezes em que a Toujo cantarolava alguma música.

— Ei Nozomi! Vamos ficar o percurso todo sem falar nada? Se for assim, eu irei pra escola — a morena reclamou parando de andar

— Agora você quer conversar, Nico cchi? — a mais alta perguntou sarcástica olhando para trás e recebeu um aceno irritado — Se é assim... hoje Eli cchi e eu tivemos uma reunião com os outros representantes de turma — falou e voltou a andar

— E porquê você acha que eu me interesso nisso? — a Yazawa questionou ácida — Quero conversar sobre o que ocorreu no templo — disse e olhou em seu relógio

Eram 06:40

— Foi você que quis conversar — a cartomante respondeu ignorando o pedido da outra — e essa reunião foi feita para decidir quem formará o conselho estudantil ano que vem

Nico desistiu de tentar arrancar algo da outra garota

— Entendo. Nos formaremos em Março. — Nico afirmou suspirando — Mas se quer minha opinião, acho que está muito cedo para isso. Estamos no final de Junho ainda. 

— Eu também penso a mesma coisa, mas nossa presidente quer pensar com calma em quem deve confiar pra assumir o posto — disse se referindo a Eli — Eli cchi ama essa escola — sorriu de forma singela

— Ela não vai mudar. — Nico tirou o rosto irritado — Mas já pensaram em quem vai ocupar esse posto? — perguntou com curiosidade

— É apenas uma hipótese, mas...

— Mas? — a menor questionou para que Nozomi continuasse

— Eli cchi e eu pensamos na Honoka chan — a cartomante suspirou — mas sabemos que ela é irresponsável e desorganizada.

— Mas tem um amor tão intenso quanto da Eli por aquela escola. — Nico colocou a mão no ombro de Nozomi e sorriu — Não se preocupem, quando aquela cabeça de vento se empenha em algo, não há nada que a faça mudar de ideia ou desistir

— Obrigada, Nico cchi. — Nozomi sorriu fechando seus olhos numa expressão fofa — Venha! — a garota maior saiu puxando Nico pela mão, enquanto essa tentava, desesperadamente, se soltar.

— Oye Nozomi! O que aconteceu? — a Yazawa perguntou, mas não obteve resposta

Cansada, a morena apenas desistiu de se soltar e deixou sua companheira lhe puxar; seja lá onde ela fosse levar a menor

~*~

Nico se curvou se apoiando em seus joelhos, ofegante pelo tanto que andara. 

— Pode se sentar naquele banco, Nico cchi — a cartomante falou apontando para um banco na praça e começou a andar em direção ao que parecia ser uma barraca.

A outra só concordou e andou em direção à praça. Observou e percebeu que era a mesma praça que brincava quando criança. Apesar de ser um pouco afastada de seu bairro, por algum motivo sempre ia para lá. Sorriu nostálgica.

Sentou-se no banco e se colocou a pensar no dia em que seu pai morreu. Yazawa Hiroshi, como o próprio nome dizia, era um homem generoso e tolerante. Seu pai trabalhava como professor de jardim de infância; um emprego que Nico sempre gostou e admirou. Graças a ele pode fazer alguns amigos na infância. Amigos que já haviam saído de sua vida. Ou melhor: nem haviam entrado.

Hiroshi era um excelente professor; ajudava seus alunos em tudo. Estando em seu alcance ou não. Lembrava da vez em que levara uma de suas alunas pra residência Yazawa; tudo por que a garota não queria participar de uma excursão por conta do isolamento.

Era uma criança que já sofria preconceito apenas por ter uma condição social um pouco melhor e bullying por possuir um cabelo de cor chamativo. Os pais da garota estava trabalhando e a pequena não queria ser alvo de chacota num passeio escolar. Por isso seu pai a levara pra passar o dia em sua casa.
Nico se lembrava vagamente de ter criado uma amizade com aquela menina, mas nada sério, visto que se viram apenas naquele dia. Porém lembrava de ter se divertido.

Hiroshi também era um excelente pai; sempre a educando da maneira certa, a ajudando no que era preciso, a repreendendo quando necessário, mas nunca de maneira ignorante, e sim de uma maneira firme e amorosa. Seu pai era uma ótima pessoa, sempre sorrindo e ajudando a todos. Um ótimo pai, amigo, marido, professor... um ótimo ser humano.

O sorriso da morena morreu ao se lembrar do dia do acidente. Seu pai tinha ido buscar sua mãe no hospital com o carro, depois que Mirai passara mal. E Nico iria até a praça, caminhado, em Akiba, novamente. Por ser uma criança na época, faltava alguns pedaços de memória do que aconteceu naquele dia. Só lembrava de sua mãe chegando em casa e dizendo que Hiroshi sofrera um acidente e não sobrevivera.

Nico perdeu seu chão. Seu pai era tudo para ela. Seu melhor amigo. E de repente não o veria mais. Aquela foi a primeira vez que Nico chorou por uma ferida que não era física.

Limpou as lágrimas ao perceber que Nozomi voltava com dois crepes na mão.

— O que houve? — a Toujou perguntou preocupada

— N-nada... Nico só estava pensando no Papa — a morena sorriu triste

— Eu sinto muito, Nico cchi — os olhos verdes demonstravam tristeza — aqui tome! — ofereceu um crepe e forçou um sorriso

Nico aceitou o doce e tratou de agradecer com um sorriso falso, mas que parecia real. Deu uma mordida e não conseguiu segurar o gemido de satisfação.

— Morangos e creme! O favorito de Nico. — a morena, dessa vez, sorriu verdadeiramente — Obrigada, Nozomi — voltou a se deliciar com seu crepe

— Eu sabia. — sorriu convencida — Nico cchi sempre diz que ama morangos e sempre que saímos você pede sorvete de creme

— Bem observadora! — a Yazawa rodou os olhos — E o seu é de qual sabor?

— Chocolate e bananas. — respondeu mastigando seu doce — Quer? — ofereceu

Nico sorriu mais uma vez antes de morder o doce da cartomante
~*~
Após comerem seus doces, se dirigiram para o centro de Akiba. Mais especificamente, estavam em frente ao café onde Kotori trabalhava. Entraram no local e sentaram numa mesa mais afastada.

— Vamos conversar? — a terceiranista menor perguntou após se sentar

— Vamos — a de seios maior fez uma pausa — mas antes vamos comer algo — deu um sorriso provocativo 

— Mas...

— Ei, pode vir aqui por favor — Nozomi chamou uma garçonete — eu vou querer um bolo de chocolate e sorvete de creme — fez seu pedido

— E você Nico cchi?

A morena bufou e pegou o cardápio

— Chá verde com leite — respondeu rapidamente

A garçonete sorriu gentilmente antes de se dirigir ao balcão.

— Sem enrolações, por favor — Nico falou e viu a cartomante suspirar

— Quer que eu comece como psicóloga ou como amiga? — a vice-presidente perguntou séria

— Você que decide. Não era pra estarmos aqui de qualquer forma — a Yazawa apontou para um relógio no estabelecimento que indicava 07:02

— Me faça uma descrição do que sente por ela. Tente ser o mais sincera possível.

— Psicóloga, certo? — falou irônica, mas desfez a postura ao começar a falar — Maki é incrível, Nozomi. Ela é linda e talentosa, teimosa, mas é uma pessoa maravilhosa — suspirou apaixonada — Eu me sinto leve e sinto como se algo se mexesse na minha barriga toda vez que nos aproximamos — deu um sorriso nervoso — foi por isso que eu a evitei nessas duas semanas. Eu me sinto bem por ficar com ela, mas tão mal por não ser da maneira que eu queria.

— Entendo — Nozomi sorriu triste — Você sente que não é recíproco?

— Definitivamente não! — exclamou rapidamente 

— Como você sabe? — perguntou erguendo uma de suas sobrancelhas 

— Eu apenas sei!

Nozomi iria retrucar, mas a garçonete chegou com seus pedidos.

— Desculpe a demora — falou gentilmente

— Obrigada — as terceiranistas agradeceram em uníssono

— Yazawa senpai! Está melhor? — a garçonete perguntou com um sorriso tímido 

— Ah!? S-sim — Nico respondeu — eu te conheço?

— Ah! Essa é Yagami Mirai san; foi ela que nos avisou que você havia caído, Nico cchi. — Nozomi respondeu a dúvida de Nico — Como tem passado, Yagami san?

— Muito bem, vice-presidente. — Mirai respondeu educada — Minami senpai me recomendou a trabalhar aqui quando eu disse que precisava de dinheiro — corou — Preciso ir agora. Fico muito aliviada que esteja bem, Yazawa senpai — falou e se despediu das garotas

— Ela deve ser uma primeiranista — Nico comentou levando o copo térmico com chá à boca — pela maneira que se referiu à Kotori — concluiu

— Sim — a cartomante concordou

Nozomi começou a comer seu bolo com sorvete de forma silenciosa, provavelmente pensando sobre a sua amiga e sua paixão por Maki. Pensando e repensando em como deveria: expôr sua opinião, ajudar a sua amiga e, acima de tudo, de uma maneira que ninguém saísse ferido.
Nico e Maki não eram explosivas, mas também não eram nada calmas. Brigavam mais do que dois irmãos que "se odeiam", tinham uma sincronia tão grande ou até maior de que várias pessoas por aí. 

1°passo: Fazer cada uma controlar sua personalidade. Não mudá-la, mas controlar.

2°passo: Fazer com que Nico se declarasse. Tanto Maki quanto Nico mereciam a verdade, mesmo que tivesse a possibilidade da amizade delas mudarem ou que Nico se machucasse.

3°passo: Apoio. Ambas precisariam do apoio das famílias e amigos. Mesmo que o Japão não demonstre violência contra homossexuais, ainda era um tabu no país.

Tinha muito mais coisas envolvidas, mas o principal era isso; embora duvidasse que conseguiria sair do primeiro passo. Suspirou fundo e olhou para Nico. A morena mexia o copo com chá com a mão direita, enquanto com a esquerda apoiava o rosto; o olhar perdido no movimento de fora.

— Você não pretende se declarar pra ela. — Nozomi afirmou esperando pra observar a expressão que Nico faria.

A Yazawa suspirou fechando os olhos e sorriu tristemente

— Não — respondeu abrindo os olhos mirando a cartomante.

— Por enquanto eu não posso fazer nada por vocês. — a Toujou disse e se levantou — Mas você deveria tentar, Nico cchi. 

Nozomi abriu sua bolsa para pegar o dinheiro e pagar a conta, mas foi detida por Nico.

— Obrigada por hoje, Nozomi. — a vice-presidente viu um sorriso de agradecimento surgir nos lábios da morena — Hoje fica por minha conta.— Nozomi iria protestar, mas foi cortada — Nico ainda pretende ficar por aqui — concluiu

— Tem certeza? — perguntou e viu a outra assentir — Então até amanhã, Nico cchi — se despediu

Assim que Nozomi saiu do estabelecimento Nico suspirou. Voltou a se perder em devaneios.
Estava gostando mais do que deveria de Maki. O que poderia fazer pra que esse sentimentos sumisse? Rezar? Começar a trabalhar? Ser mais compreensível com as pessoas? Mudar de personalidade? Não sabia.

Sentimento forte, coração palpitante, mãos suadas, mente vazia, entre outros. Eram essas as sensações que sentia quando se aproximava da ruiva. Não era bom. O sentimento deveria ser algo bom e libertador... mas não era. Não era porque não podia fazer nada com esse sentimento, não podia demonstrar. 
Nico não queria se declarar; as palavras orgulho, medo e rejeição eram o que a impedia. 

Orgulho. Nico, por si só, era uma pessoa orgulhosa o suficiente. Desde o acidente do seu pai Nico passara a agir de forma egoísta, com exceção de sua família. Seu orgulho e egocentrismo foram os principais motivos de não ter feito amizades ou boas relações no restante do fundamental e no início do ensino médio. Arrogante e prepotente. Eram esses os comentários de seus professores do fundamental. Boa aluna em sala de aula e com um péssimo comportamento fora dela.

Medo. Preconceito era algo aterrador. Se assumisse seus sentimentos por Maki, seria julgada por ser lésbica? Por mais que sua pátria não tivesse uma faixa decretando ódio por homossexuais, sabia que seu país tinha um tabu em relação à isso. Se por algum milagre ela e Maki assumisse um relacionamento, sofreriam preconceito; isso era óbvio. Maki ouviria palavras ofensivas, a colocariam pra baixo e quem sabe mais o que fariam com ela? Tinha medo tanto por ela e por Maki.

Rejeição. Essa palavra era o que tirava qualquer esperança do milagre que esperava. Reciprocidade era algo que Nico já havia riscado de sua lista. Maki nunca poderia corresponder seus sentimentos. Nico possuía milhares de defeitos, tantos que nem adianta citá-los. Nunca que alguém como a ruiva: bonita, inteligente e talentosa se interessaria por ela; chata, nada estudiosa e... uma garota. Além disso, se por algum acaso se declarasse poderia arruinar a vida perfeita da primeiranista. E não sentia que a garota gostasse dela.

Nico bebeu um último gole de seu chá e preparava para se levantar.

— Nico chan?

A voz que a chamou estava atrás de si. Reconhecia essa voz. Reconheceria em qualquer lugar. Se virou.

— M-Maki... o que... bom dia — cumprimentou

— Bom dia Nico chan — Maki sorriu de canto — tomando o café da manhã?

— N-não. Na verdade Nozomi estava aqui a pouco, ela queria conversar comigo — respondeu começando a corar

— Entendo. — a ruiva suspirou — Gostaria de tomar café comigo? Eu não comi nada antes de sair de casa.

— Você não pode ficar sem se alimentar, Maki. — Nico disse preocupada — E se passar mal?

A única coisa que recebeu como resposta foi um sorriso singelo. Sorriso tão lindo que a morena o observou com carinho especial.
Maki se sentou no lugar que Nozomi estava sentada, esperando que a Yazawa também se sentasse; o que ocorreu depois de alguns segundos.

A ruiva pediu um café e um pedaço de bolo, não antes de questionar se a outra garota queria algo e receber um aceno negativo como resposta. Ficaram conversando sobre o estabelecimento e sobre Mirai, que Maki afirmara ser a segunda melhor aluna de sua classe.
Quando o pedido de Maki chegou ambas se calaram para que a garota pudesse comer sua refeição com tranquilidade. Enquanto Maki estava concentrada em sua refeição, Nico estava concentrada na ruiva. Era linda. E quando sorria? Nico sentia que poderia ser feliz apenas se a mais nova sorrisse ou esbanjasse felicidade. Suspirou.

— Nico chan? Tudo bem? — Maki perguntou a mirando confusa.

— E-eu? S-sim, eu estou bem... apenas...— Nico respirou fundo — me desculpe pela maneira que eu venho te tratado, Maki. — a morena pediu olhando para baixo, sem coragem de encarar a ruiva — Não posso te dizer o porquê de ter agido de tal maneira, mas eu realmente sinto muito

— Se você não olhar pra mim, não vou acreditar em você — ouviu a voz da primeiranista sair séria

Nico levantou o olhar e viu Maki com um sorriso amável e caloroso no rosto. Os olhos fechados e as bochechas coradas. Essa, definitivamente era uma imagem que levaria em sua cabeça para o resto da vida.

— Desculpas aceitas, Yazawa Nico chan — abriu os olhos, mas sem retirar o sorriso do rosto

— Obrigada...

Depois de comerem, ou melhor, depois de Maki comer houve uma pequena discussão sobre quem pagaria a conta que, no final, Maki ganhou. Nico incluiu “persuasiva" na lista de atributos da jovem Nishikino.
Saíram caminhando lado a lado e Nico olhou seu relógio.

— Já são 07:58, será que nos deixarão entrar para a aula? — a morena perguntou e recebeu um olhar surpreso da mais nova

— N-Nico chan... — Maki se interrompeu e se pôs a sorrir de maneira presunçosa

— O que foi? — Nico questionou confusa

— Hoje é domingo.


Notas Finais


E aí? Gostaram? Espero que sim ^^
O que acharam da tentativa da Nozomi?


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