História I Lived - Capítulo 10


Escrita por: ~ e ~Elsa_Frost00

Postado
Categorias Criminal Minds
Personagens Aaron Hotchner, Emily Prentiss
Tags Aaron Hotch, Emily Prentiss, Hotchniss, Hotchnnis, Hotchnniss
Exibições 197
Palavras 3.386
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Policial, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Não demorei, claro que não, eu estava ansiosa para escrever esse capítulo.
Não tem Hotchniss, mas ele é super importante para a continuação da fanfic, espero que gostem de verdade <3
Obrigada a todos que me incentivam com os comentários, não seria nada sem vocês.
Sim eu passei o dia pesquisando coisas em latim srsrsrrs.

Capítulo 10 - Is give it all you have....


Fanfic / Fanfiction I Lived - Capítulo 10 - Is give it all you have....

A viagem para Manhattan devia ter levado só duas horas, em direção ao norte, pela Estrada 177 e depois pela saída 313. Morgan diria atento a estrada enquanto Emily observava pela janela, já havia visitado Manhattan antigamente, mas nunca em uma época de inverno, onde a maioria dos restaurantes colocavam placas indicando que tinham sopas e aquecedores.

- Acha que a irmã dela vai saber algo? - Morgan perguntou e Emily desviou o olhar da paisagem.

- Acredito que não, segundo Garcia elas não viviam juntas.

- Como estava aproveitando seu dia?

- Acordando tarde e ficando o dia de pijama.

- E como é esse pijama ? - Morgan perguntou sorrindo de lado.

- Ah, você nunca vai saber.

Ela apenas sorriu, quando ele piscou em sua direção, o carro parou em frente a uma pequena casa, os dois sairão do carro. Ouviu-se o barulho das portas batendo ao mesmo tempo, na casa de dois andares, as luzes estavam acesas, Morgan tocou a campainha, e a porta foi aberta por uma mulher de cabelos negros, alguns fios desprendidos do rabo de cavalo, um bebê em seu colo chorava alto enquanto ela encarava os dois.

- Anna Lopez? - Emily perguntou e ela afirmou com a cabeça - Somos agentes do FBI, gostaríamos de fazer algumas perguntas.

Ela apenas afirmou com a cabeça abrindo a porta e permitindo que eles entrassem.

- Esperem um minuto - ela comentou enquanto ia em direção a cozinha, eles a seguiram em silêncio ao meio de um choro alto de criança.

Havia bebês por toda parte. De pé numa cozinha que fedia a leite azedo e talco, eles aguardaram que Anna Lopez terminasse de limpar suco de maçã do chão. Um bebê estava agarrado à perna de Anna, um segundo bebê tirava tampas de panela de um armário de cozinha e batia umas nas outras. Uma criança estava numa cadeira alta, sorrindo através de uma máscara de creme de espinafre. No chão, um bebê engatinhava à procura de alguma coisa perigosa para enfiar na boca.

— Eles não são todos meus — apressou-se em explicar Anna enquanto tentava andar até a pia, o bebê pendurado nela como uma bola presa a corrente. Largou a esponja suja e lavo as mãos. — Apenas este aqui é meu. — Apontou para o bebê em sua perna. — Aquele com as panelas e aquele na cadeira alta são da minha vizinha. E o que está engatinhando por aí é da minha prima. Estou de babá dele. Contanto que eu esteja em casa com o meu, acho que não tem problema vigiar mais alguns, e ainda consigo algum dinheiro.

Emily e Morgan concordaram com a cabeça, ela mais horrorizada do que ele, se perguntando como alguém conseguiria se manter tão calma como Anna estava no meio de tanto choro e ao som de tampas de panelas batendo uma a outra, ela tinha a expressão serena de uma mulher que estava precisamente onde queria.

- Com esses sujeitinhos por perto, eu demoro uma eternidade para fazer a coisa mais insignificante - disse Anna. Ela pegou o bebê agarrado à sua perna e o tomou no colo. - O que vocês queriam mesmo?

- Precisamos fazer algumas perguntas sobre sua irmã - Morgan a respondeu e ela pareceu empalidecer.

- Já disse tudo sobre Valentina, não sei como algo tão horrivel foi acontecer com ela.

- Sabemos disso senhora, e sentimos muito, mas infelizmente precisamos fazer algumas perguntas. Disse que ela não estava namorando, mas sabe se estava saindo com alguém?

- Ela nunca me disse nada, mas acredito que não, ela trabalhava de garçonete em uma lanchonete no período de manhã, dava aulas particulares atarde e anoite ficava em casa, não teria tempo.

- Conhecia todos os amigos dela?

- Os via nas reuniões que ela fazia, todos eram ótimas pessoas, se conheceram quando ela fazia faculdade.

- Ela não tinha nenhum inimigo? Alguém de quem ela não gostava? - Emily perguntou,

- Não, todos gostavam de Valentina.

Algo puxou a barra da calça de Emily e ela abaixou o olhar vendo a criança que antes estava batendo as tampas da panela, agora ele puxava a barra de sua calça levantando os braços em sua direção, ela voltou o olhar para Anna que prestava atenção na próxima pergunta de Morgan, novamente a barra de sua calça foi puxada e um baixo choramingo ecoou, ela olhou rapidamente para Anna percebendo que ela não conseguiria aguentar duas crianças e continuar respondendo ao interrogatório, se abaixou pegando a criança no colo que ficou em silêncio enquanto a encarava.

- Você era o bagunceiro - ela sussurrou enquanto cutucava levemente a barriga redonda protegida pela camiseta de tricô e um sorriso formado por quatro dentes apareceu na criança.

- Obrigado por ter disponibilizado um tempo para nos responder - a voz de Morgan ecoou a fazendo desviar a atenção da criança em seu colo.

- Me desculpe, eu não o escutei - Anna falou rapidamente enquanto colocava o filho no chão e se levantava do sofá pegando a criança do colo de Emily.

- Não se preocupe - ela lhe respondeu enquanto seguia Dereck em direção a porta.

- Você daria uma ótima mãe - Dereck comentou quando saíram da casa, e ela sorriu.

- Você acha?

- Claro, já esta até se acostumando com vômito - ele comentou rindo e ela encarou o próprio ombro onde tinha um vestígio de vômito. Resmungou irritada enquanto escutava o riso de Morgan.

(...)

Aaron observou a carta que estava em suas mãos, um papel pautado e uma caligrafia firme, em uma letra torta.

Caro agente.

Antes de tudo me desculpe pela letra, tive de escrever as pressas pois fiquei sabendo a pouco tempo que você iria cuidar do caso, isso é um absurdo não acha? Me passaram para frente sem nem ao menos me perguntarem, mas fico feliz em estar em boas mãos.

Deve estar se perguntando como soube da mudança tão rápido, bom, tenho meus contatos. Posso afirmar que me achar não sera algo fácil, e vocês nem deveriam tentar, acredite, sei o que estou fazendo, isso está no meu destino, fui escolhido para acabar com todos aqueles que não são dignos de continuar na terra, estou mandando aqueles que realmente precisam para o inferno.

Almas imundas e falsas, ateus que não acreditam em nada, eu acredito, sei quem reinara com o tempo. Olhe a sua volta, pergunte o por que faz esse trabalho, todos temos o demônio dentro de nós, e cabe a nós escolhermos aceitá-lo ou não. Eu aceitei o meu e posso afirmar que é algo incrível, uma sensação de êxtase, assim como senti ao cortar a cabeça de Valentina, aquilo foi incrível, ela merecia isso, merecia sofrer pelo o que ela fez, posso até afirmar que me senti excitado enquanto fazia meu trabalho, tão excitado que quando cheguei em casa me masturbei diversas vezes, já teve essa sensação? De dever cumprido? O meu está quase, e eu lhe peço, deixe eu terminar meu trabalho, é minha missão.

" Aquele que se opuser no caminho do servo de satã sentirá o inferno arder sobre seus pés "

Aceite minha proposta e tudo acabará bem.

- O que acha que isso quer dizer? - JJ perguntou enquanto o encarava de longe - Ele está nos testando? Brincando conosco?

- Não - respondeu Hotch - Isso é uma ameaça, um aviso.

O som do celular rompeu o silêncio da sala, Aaron o atendeu no segundo toque escutando a voz de Morgan.

- Não conseguimos nada, Anna confirmou o que falou para a polícia, que Valentina era uma ótima pessoa. Estamos voltando para a delegacia.

- Está bem.

Assim que finalizou a ligação Aaron levantou o olhar para a equipe, não havia pista alguma, nenhuma linha concreta para seguirem.

- Quem encontrou a carta? - ele perguntou encarando cada pessoa na sala.

-Eu a encontrei em cima da mesa do detetive, fui deixar alguns papéis e ela estava lá - uma voz feminina falou, ele a encarou, não havia percebido sua presença antes, claramente era veterana no local, o cabelo castanho tinha mechas grisalhas que escapavam do perfeito coque, um rosto quadrado e o sotaque deixava claro que era canadense - Puxei as imagens da câmara de segurança mas não encontrei nada.

- Vai ser um longo caso - JJ sussurrou aquilo que todos sabiam, não haveria hora para acabar, e a noite já estava se aproximando.

(...)

As paredes do hotel eram finas como papel. Deitada na cama Emily podia escutar a televisão do quarto ao lado, indicando que Aaron e David não estavam dormindo, a porta do banheiro se abriu e ela viu a imagem de JJ ser iluminada pela luz do cômodo, ela falava ao telefone com o marido e o filho.

No quarto ao lado alguém desligou a TV, e Emily ouviu o som de um chuveiro. Seria Aaron ou Rossi? Apenas uma parede os separava, e ela se pegou contendo a vontade de bater na porta ao lado, não haviam quase se falado após sua volta, os momentos sozinhos não ocorrera, e ela sabia que ele nem havia notado sua presença pelo fato de estar concentrado no caso. Ali estava o homem de terno cinza que conhecera. Sério e impenetrável. Mas ela conhecia outro lado de Hotchnner, um lado que a encantara.

JJ encerrou a ligação e ela a observou se deitar na cama ao lado com um leve sorriso.

- Como está Henry?

- Bem - respondeu JJ enquanto arrumava os travesseiros - Will o estava arrumando para colocá-lo na cama, tive de contar uma historinha antes para que ele dormisse.

Emily sorriu com a resposta da amiga, estava acostumada a viver sozinha, claro tinha seus amigos que considerava como uma família, mas quando chegava em casa tinha de lidar com um lugar frio e sem vida. Nada de risos altos ou histórias infantis antes de dormir.

- Boa noite - JJ sussurrou e ela lhe respondeu, fechando os olhos.

(...)

O telefone do quarto de hotel tocou alto as despertando, JJ pulou da cama com uma agilidade impressionante antes de agarrá-lo, não era nem cinco horas da manhã e elas estavam sendo acordadas com brutalidade.

- Precisamos ir - Jennifer falou enquanto colocava o telefone no gancho, e Emily sabia o que aquilo significava.

Ela precisou tomar duas xícaras de café antes de se sentir pronta para enfrentar o dia, dispensou o waffle com cara de velho que o hotel oferecia, carregou sua bolsa de viagem ao lado de JJ em direção a garagem onde os outros lhe esperavam ao lado dos dois carros estacionados.

- Vocês estão horríveis - Morgan comentou rindo.

- Se você fosse mulher, gostaria de ver se conseguiria se arrumar em quinze minutos - JJ o respondeu com um olhar sério.

- O que aconteceu? - Emily perguntou enquanto colocava a mala de mão no porta malas do carro.

- Encontraram um novo corpo, e dessa vez no apartamento de Valentina - Hotch a respondeu, e ela percebeu que ele lhe encarava diretamente - JJ quero que você e Reid vão para a delegacia, vejam se encontraram algo, ou receberam outra carta. Eu, Morgan, Emily e David vamos ao local.

Cada grupo entrou no carro, deixaram Overland e seguiram para o Norte, atravessando estradas escorregadias por conta da garoa recém-caída. Nuvens pesadas ameaçavam chuvas fortes para aquele dia, e a paisagem que Emily avistava da janela do carro estava tomada por uma tonalidade cinza.

O excesso de café havia deixado sua boca amarga e ela podia sentir o estômago reclamando, ela se reclinou no banco, encostando a cabeça no estofado e fechando os olhos para evitar a náusea.

- Está se sentindo bem? - a voz de David ao seu lado a fez abrir os olhos rapidamente, vendo que Aaron e Morgan haviam virado a cabeça e agora lhe observavam sobre o ombro.

- Só estou cansada.

- Também não consegui dormir muito bem, o colchão era um pouco duro - Rossi comentou e Morgan riu.

- Está dizendo isso porque está acostumado a dormir nas melhores camas.

- Quando chegar a minha idade vai entender Morgan, minhas costas já não são mais as mesmas.

Emily sorriu enquanto voltava a fechar os olhos, ao fundo uma leve conversa entre Morgan e Rossi, encostou a cabeça no banco ignorando a leve dor de cabeça pela noite mal dormida.

Despertou pouco depois, e viu que agora estavam próximos ao local onde ela e Dereck visitaram na noite passada, passou a mão no cabelo enquanto observava a rua, que parecia ainda mais deserta que na noite anterior.

O carro virou a direita e Aaron estacionou entre duas viaturas, todos desceram, um dos patrulheiros lhes cumprimentara antes de levá-los a entrada do prédio, passando por um homem que estava sendo interrogado, provavelmente o porteiro, subiram as escadas até o terceiro andar, onde já era possível escutar o som de pessoas. Provavelmente curiosos.

Passaram pela fita de isolamento que cercava a porta do apartamento, andaram a passos calmos enquanto calçavam as luvas, Emily seguiu ao fundo, concentrada a cada detalhe da casa abandonada, fotos de Valentina estavam penduradas na parede, afirmando que ali era o local onde a mulher morara.

Ao chegarem no quarto todos ficaram em silêncio, Emily prendeu a respiração, como se algo a estivesse assustado, não fora o lago de sangue no chão que capturara sua atenção, mas as marcas de mãos cobrindo cada parede, como se uma multidão de almas perdidas estivessem deixado seu testemunho sangrento.

- As marcas de mãos foram feitas pela mão da vítima - o policial comentou e só agora ela percebera o corpo encoberto pelo plástico preto a um canto.

Se aproximaram com cuidado e Aaron levantou o plástico, a garganta estava aberta, exposta por um único e profundo corte que começava na traqueia e ia até a espinha cervical, mas não fora isso que prendera a atenção de Emily, e sim o torso desnudo, onde havia infinidades de cruzes entralhadas nos seios e no abdome, cruzes invertidas, o sangue coagulara sobre os desenhos, a falta de uma das mãos era a confirmação do que o policial dissera, enquanto a outra mão estava amarrada, presa em um prego no chão. E o mesmo ocorria com os tornozelos impedindo a vítima de se mover.

Ela voltou o olhar para as paredes, a mão da vítima havia sido feita como carimbo, e seu sangue como tinta. Quantas horas o assassino devia ter passado naquele quarto, molhando a mão na poça de sangue e pressionando-a contra a parede. Então seu olhar se concentrou na parede mais próxima, para as palavras escritas na parede, elas se repetiam como um mantra.

Abyssus abyssum invocat abyssus abyssum invocat abyssus abyssum invocat....

Subitamente ela entendeu o significado e deu um passo para trás, horrorizada, sua expressão não passou despercebida por Aaron que segurou seu braço a encarando.

- O inferno invoca o inferno - Emily sussurrou e todos voltaram o olhar para a parede.

- O que isso significa? - perguntou Morgan.

- Que está apenas começando - ela o respondeu.

- Essas cruzes estão todas para baixo - Rossi comentou - É um deboche contra a cristandade e uma rejeição à Igreja.

- Como ela veio parar na casa de Valentina? - Aaron perguntou, ainda segurava o braço de Emily ao seu lado, ao perceber isso a soltou com calma.

- Ela conhecia o assassino, assim como conhecia Valentina, elas eram amigas - Rossi comentou enquanto apontava para uma foto que estava na parede ao canto, onde tinha a imagem de três mulheres sorrindo, duas das quais, agora estavam mortas.

(...)

- Ele vai atrás da próxima, primeiro foi Valentina, depois Cindy, agora só tem mais uma para acabar com seu dever - David comentou enquanto encarava Aaron que estava em pé a sua frente de braços cruzados.

- Pode falar senhor - a voz de Garcia ecoou pelo viva-voz.

- Garcia preciso que pesquise sobre Cindy Martin, quero que descubra como ela e Valentina se conheceram e o nome de quem elas sempre andavam juntas, precisamos saber o endereço e nome da garota que andava com elas.

- Tudo bem, vou tentar pesquisar o mais rápido possível - ela falou e o som de teclado era escutado ao longe.

- Preciso que seja mais do que rápida Garcia - Aaron falou antes de encerrar a ligação.

(...)

Com a pesquisa de Garcia conseguiram o endereço da terceira pessoa na foto, Lilyan Scoot, as três haviam se conhecido na faculdade de Manhattan, no curso de letras, e após isso viviam juntas, a pesquisa no nome de Lilyan revelara o que o das outras ocultara, a quatro anos ela havia dado queixa na policia por medo de um rapaz que a vigiava, e que em uma noite tentara entrar em seu quarto pela janela, as amigas haviam confirmado sua versão. Nathaniel fora encaminhado a um psicologo que relatara-o como alguém com uma mente fantasiosa, o pai o internara após o encontrar tentando afogar o irmão menor na piscina.

Os dois carros estacionaram na frente da bela casa de dois andares, Aaron andou em direção a entrada com a arma em mãos, o grito de dentro da casa o fez ficar em alerta, passou as coordenadas para a equipe, forçou a porta da frente a encontrando aberta, entrou a passos calmos encontrando a casa sendo preenchida pelo escuro, todas as cortinas estavam fechadas e as luzes apagadas, acionou a pequena lanterna que havia em sua arma iluminando o cômodo, totalmente vazio.

Andou para o próximo cômodo, sentia Emily ao seu lado, a respiração calma em meio ao silêncio.

Emily seguiu ao seu lado, virando-se, viu a porta para o porão.

- Vou descer - ela sussurrou e ele concordou com a cabeça.

Abriu a porta e viu uma escuridão densa. Ela odiava aquilo, caminhar de costas para a luz, descer aqueles degraus até onde ela sabia que haveria uma cena de horror. 

Ela desceu os primeiros degraus os iluminando com uma faixa de luz fraca, empunhando a arma perto de seu corpo. Alcançou o final da escadaria, seus sapatos pousando em terra batida.

Emily girou seu corpo, o facho de luz ziguezagueando pelo porão, revelando postes e pedras, mas algo chamou sua atenção, uma mancha na parede. Sangue.

Moveu o facho, que caiu diretamente no corpo de Lilyan, pulsos e calcanhares amarrados ao chão. Sangue reluzia, fresco e molhado, em seu abdômen.

Numa coxa branca havia uma única marca de mão escarlate onde o assassino pressionara a palma da mão contra a carne da vítima, como para deixar sua marca.

Ela se aproximou a passos rápidos se aproximando da mulher, retirou o casaco o jogando sobre o corpo de Lylian, um novo som chamou sua atenção. Levou a mão em direção a arma mas não a alcançou, o sarrafo alcançou sua têmpora. O golpe foi tão violento que Emily caiu de bruços no chão de terra batida.

Ela levou a mão em direção a cabeça sentindo o sangue fresco e quente. Antes mesmo que pudesse falar algo escutou a voz de Aaron ecoar pelo local.

(...)

Hotch permanecia em pé a frente do homem, arma apontada para ele antes de desviar o olhar rapidamente para Emily que continuava com a mão sobre o corte.

- Larga isso, agora - sua voz soou mais fria que o normal e ele viu o homem sorrir em sua direção.

- Não vai querer fazer isso. Já lhe dei meu aviso.

- E eu estou dando o meu, largue isso agora.

Os passos atrás de si indicavam a chegada do resto da equipe.

- Se não largar, irei matá-lo.

- Não tenho medo da morte, posso me render, mas diga seu nome.

- Aaron Hotchner.

Nathaniel sorriu de lado jogando o sarrafo no chão, levantando as mãos em sinal de redenção, Morgan se aproximou algemando suas mãos atrás das costas enquanto JJ corria em direção a Lylian a desamarrando do chão. Aaron seguiu em direção a Emily a ajudando a levantar, ainda sendo observado por Nathaniel.

- E aquele que se opuser no caminho do servo de satã sentirá o inferno arder sobre seus pés - a voz de Nathaniel ecoou enquanto Morgan o empurrava sobre a escada.


Notas Finais


E então gostaram? Espero que sim, muito obrigada a todos, não esqueçam de comentar... Sim Emily normalmente se machuca kkkkk
Beijos meu amores <3


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