História I love my friend 0.2 - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Drama, Noivado, Romance
Exibições 9
Palavras 2.272
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Volteiii. Nem demorei, não é?

Bem, nada a declarar neste capítulo.

Boa leitura 😉

Capítulo 3 - Capítulo três


Emmy terminou a comida deliciosa. Limpou a boca com o guardanapo. Marine ainda levava uma garfada à boca. Emmy fitou a tela do celular, já marcava ali 13:30. Ainda tinha umas contas para pagar. Mas não era as contas que tiravam sua concentração, mas sim o fato, o motivo de Matthew e Marine terem terminado. E ainda a razão desconhecida para que Nonsense ter chamado-a para aquele almoço repentino. Mari pigarreou chamando a atenção de Emmy para si. Nem percebeu, mais ficou um tempo encarando o nada enquanto Mari terminava o seu almoço. 

 — O que tanto pensa? — Mari limpou a boca no guardanapo e encarou Emmy.

 — Nada — mentiu. Marine arqueou a perfeita e alinhada sobrancelha. 

 — Vamos, Emmy. Você sabe que pode me contar ou perguntar qualquer coisa. 

 — Não sei se devo... — Emmy abaixou a cabeça. 

 — É claro que deve. Fale. — Maxwell levantou a cabeça e exitou por um momento: 

— ... Qual é realmente o motivo para você me chamar até aqui? 

 — Como? — Franziu a testa. 

 — Mari... — Emmy remexeu-se na cadeira. — Não acho que você me chamou até aqui para relembrar os velhos tempos, ou pra falar da vida uma da outra, se me permite dizer. 

 — Nossa, Emmy. É sério que você pensa assim? — Mari cruzou os braços. 

 — Não é assim... Só... Não sei. 

 — Você está enganada, Emmy. Eu chamei você porque eu estava querendo conversar com a pessoa que foi minha melhor amiga por anos e que eu não via fazia décadas, se me permite dizer. 

 — Mari.... Me desculpe. Eu não... 

 — Não, está tudo bem. — Mas não estava, o semblante de Mari demostrava tudo. Mesmo o sorriso que deu não foi o suficiente para apagar o olhar. — Eu entendo... 

 — Não, sério. Eu não sei o que deu em mim. Eu ando desconfiando de todos e de tudo ultimamente — Emmy falava rapidamente. — Eu sei que o nosso passado não terminou bem e eu realmente acho que possamos... 

 — Ei, calma. Está tudo bem, Emmy. Eu gosto muito de você e acho que a nossa amizade será boa. — Emmy concordou. — Só... tenho que te dizer algo. 

 — Algo? Como assim? 

 — Eu sei que você quer saber mais que tudo, está na sua cara. — Emmy franziu a testa, confusa. — Não faça essa expressão. Você quer saber porque eu e o Matt terminamos, não é? 

 Emmy ficou sem reação. Era a pura verdade. Queria saber mais que tudo, e ao mesmo tempo não queria. Não sabia se deveria, mas Marine ajeitou-se na cadeira e suspirou, pronta para contar uma longa história. 



 [...] 


 Emmy estava com a cabeça à mil. Fechou a porta atrás de si. O almoço em si foi ótimo. Marine era uma ótima pessoa e Emmy não poderia não está mais feliz por, de certa forma, ter reparado uma amizade que deste o início não deveria ter terminando. Na verdade, a separação foi necessário, para ambos os três. Eles acabaram crescendo e rumando cada um para seu caminho. Era algo que tinha que acontecer. Só que agora, a cabeça de Emmy estava embaralhada. "— Ele simplesmente nunca deixou de te amar" dissera Marine. Aquilo mexeu com Emmy na proporção que não deveria mexer. 

 Emmy jogou a pequena bolsa no sofá e jogou-se ao lado. Massageou as têmporas. Deixou sair o ar que nem mesmo sabia que prendia. O quer que Marine queria dizer com toda aquela história? Não séria possível que Matt... Que dizer, eles haviam terminado porque Matthew não era mais apaixonado por Nonsense e sim por... 

 "— Tudo começou quando você parou de falar com a gente. Passava por nós e nem ao menos nos encarava [...] Sabe como Matt ficou com aquilo? Não, você não sabe. Eu fiquei do lado dele, mas ele só falava o quanto você fazia falta e as coisas só pioraram quando você se mudou para New York [...] Ele não conseguiu ir ver você, ele ficou no quarto chorando enquanto você pegava o ônibus para parti [...] Eu vi Matthew ficar no fundo do poço, Emmy. Eu vi todas as lágrimas dele por você e foi então que eu percebi o que estava na minha cara o tempo todo. Ele simplesmente nunca deixou de te amar." 

Emmy sentiu náusea. Quis vomitar, quis chorar. A ficha só havia caído naquele momento. Matthew Hughes ainda não havia deixado de ama-lá. Matt a amava. Matt talvez a estivesse esperando. Emmy deixou-se chorar. Chorou como uma criança que acabara de perder seu bichinho de estimação. Deixou que cada gota molhasse seu rosto. Deixou o soluço que a muito tempo guardava para si escapar. Prometera a si mesma que nunca mais iria chorar por homem algum. E agora sua promessa estava acabada. 


 [...] 


 Emmy ligou a televisão afim de ser entreter. Passou de canal em canal, mas nada a fazia parar de pensar. A história e as expressões de Marine vinham em sua mente a todo momento. Se ela já achava Mari uma assombração, agora ela tinha certeza. Cada palavra ela lembrava, e também viu em seu pensamento Matt, sofrendo como Marine relatava. Via cada lágrima que ele deixou cair para si, cada lágrima era dela, somente dela. Engoliu o choro que já queria a invadir e tomar seu ser. 

 O ranger da porta a fez se assustar. Emmy pulou do sofá. Esquecerá de trancar a porta. Gelou. O vento sobrou e fez as cortinas balançarem. Emmy encolheu-se com medo perto do sofá, em um canto. O vento atravessando as cortinas fazendo um barulho meio macabro. Emmy sentiu o coração acelerado. A pessoa que adentrara caminhou até ali. Maxwell sentiu o perfume familiar. 

 — Emmy? Amor? 

 Emmy reconheceu a voz, era Josh. Levantou-se do canto que estava. Josh a encarou e arqueou uma sobrancelha, confuso por ver a futura esposa saindo do pequeno espaço escuro. Emmy deu um sorriso sem graça. 

 — Achei que fosse alguém querendo me assaltar — disse ela. 

 — Quê? — Josh caiu na gargalhada deixando uma Emmy de cara fechada. — Oh, amor, desculpe. Mas da próxima vez tranque tudo. Ainda mais que você estava sozinha. 

 — Eu sei. Foi um momento falho. Fiquei com medo. — Ele deu um sorriso de canto e aproximou-se dela. Envolveu sua cintura. — Estava com saudade. 

 — Eu também, meu bem. — Ele levou a mão até a bochecha dela, massageando com o polegar. — Muita saudade. — Ele beijou-a.

 Apertou firmemente a cintura dela a fazendo arfar. Emmy envolveu as mãos no cabelo castanho claro dele, tão macios e bem tratados. Emmy até mesmo duvidava que Josh tinha os cabelos mais bonitos que os dela próprio. Na verdade, Billing era muito areia para o seu caminhão e a vezes — na maioria da vezes — Emmy perguntava-se o que Josh viu nela. Uma garota que não tinha tanta classe, se vestia de maneira desleixada na maioria da vezes e gostava de pantufas cor neon. 

 — Hmm, te amo, Emmy — ele sussurrou entre o beijo. 

 Ele tinha uma grande mania de falar eu te amo o tempo todo. Principalmente quando eles estavam fazendo "coisas de adultos". Josh amava falar eu te amo, meio irritante. Que dizer... Emmy achava que amar era realmente para os fortes, só quer expressar o tempo todo o amor com palavras não era muito o forte de Maxwell, já o contrário para Josh, que tinha uma facilidade de expor seus sentimentos com palavras. 

 — Eu sei, Josh — brincou, separando os lábios dos deles. — Eu também e você sabe disso. 

 — Eu sei, meu bem. — Ele deu um selinho rápido em Emmy antes de se afastar para pegar a bagagem ao lado. — Estou morto de fome, tem algo para comer? 

 Ele partiu para o quarto. Emmy foi atrás dele. Josh jogou a pequena mala de rodinhas em cima da cama e a abriu, tirando as roupas de lá. Tinha documentos e mais documentos em baixo das roupas. Emmy o ajudou a guarda algumas blusas e calças no grande guarda-roupa. Josh já praticamente morava com Emmy, porém tinha seu AP. 

 — Tem miojo, serve? — Josh a encarou incrédulo. — Estou brincando, amor. Tem arroz e bife. 

 — Hmm, ótimo. Achei que a minha futura esposa não havia feito nada para o noivo aqui. — Emmy soltou um riso. 

 — Eu sou prestativa, Josh Billing. Sua mãe se orgulha de mim. — Josh assentiu e a trouxa para perto de si, a beijando novamente.  

— As vezes acho que a minha mãe gosta mais de você do que de mim, sabia? — Ele beijava o pescoço de Emmy que ria do comentário dele. 

 — E ela gosta mais de mim mesmo. — Josh parou e fitou a noiva que riu. — Só falo a verdade. 

 — Sua danadinha. — Josh fez cócegas na barriga de Emmy que pediu para parar. — Não. 

 — P-pare de Josh. — Emmy gaguejava de rir. — Josh! 

 Ele parou e Emmy saio correndo. Josh a perseguia por ali. Emmy riu correndo para a cozinha, depois foi para a sala onde Josh a jogou no sofá. Emmy sentiu a costa doer um pouco ao bater no desconfortável sofá marrom. Eles tinham a respiração descompassada. 

 — Você me paga, mocinha. — Josh brincou e Emmy sorriu maliciosa. 

 — Pagar com o quê? — Josh riu malicioso e tomou os lábios rosados de Emmy. Um beijo afoito que fez Maxwell suspirar. 

 Seu pensamento então voou para Marine no almoço mais cedo, por alguma razão. Na história. O rosto de Matt aparecera. Josh começou a beijar seu pescoço. Emmy paralisou, o rosto de Matt não saia de seu pensamento por alguma razão não tão óbvia como ela queria. Pensou no que Mari falara: "Ele simplesmente nunca deixou de te amar." Sentiu o coração apertar em seu peito. 

 — Josh, pare — pediu ao homem deitado sobre si. 

 — Hmm.. — ele murmurou e mordeu levemente o lóbulo da orelha de Emmy. 

 — Pare, Josh. É sério. 

 Josh parou e a encarou confuso. Os olhos de Emmy estavam receosos e os dele de cor âmbar estavam confusos e um tanto furiosos por ela interromper aquele momento só deles. Mas não era só deles, Matt estava ali, no pensamento de Emmy, como um mostro assombrando-a. Só que Josh não via, apenas Maxwell. Emmy tocou o rosto de Josh. Matthew Hughes, ela viu o rosto dele no próprio rosto de Billing, e o empurrou rapidamente fazendo-o cair no chão. 

 — O que deu em você, Emmy?! — Josh levantou-se enraivecido. 

 — E-eu. Me desculpe, Josh. Não foi minha intenção. — Emmy se inclinou ficando sentada no sofá em frente à Josh. 

 — O que você tem? Do nada quer fazer coisas e do outro me pede para parar e depois me empurra no chão sem motivo algum. O que está acontecendo? — Ele levou as mãos a cintura, bravo. 

 — Eu só... Já pedi desculpas, está bem?  

— Não, Emmy. Você não fica assim do nada. Com certeza tem um motivo para isso. Vamos, fale de uma vez. 

 — Não é nada Josh! Que coisa! — Emmy levantou-se irritada. — Eu só não quero hoje, está bem? 

 — Quê? Isso eu entendi, Emmy. Mas qual é a sua agora? Do nada estressadinha. 

 — Não estou estressada! Caramba, Josh. Se eu não quero fazer eu não quero. Que coisa! — Emmy caminhou para o quarto e Josh a seguiu. 

 — É o trabalho? Você não pode ficar descontando em mim, Emmy! Imagine quando estivemos casados, então. — Ele abanou as mãos no ar. 

 — Ah, por favor, Josh. Não é porra de trabalho nenhum. Só... Me deixe em paz. Agora sobre o casamento é super simples, só não casar mais. 

 — Hãm? Emmy, você ouviu o que acabou de dizer?! — Emmy ficou calada e Josh tinha a face vermelha. — Você mesmo se escutou? 

 — Josh... — Emmy se jogou na cama e levou a mão ao rosto querendo chorar. 

 — É isso que você quer? Se for é melhor falar logo! 

 — Caralho, você sabe que não é isso que quero. E-eu, só estou cansada, Josh. 

 — Cansada de que, Emmy? 

 — Sei lá. Cansada. 

 — Ai, senhor. Você não pode está cansada de porra nenhuma, Maxwell. 

 — Não me chame de Maxwell. Você só me chama assim quando está com raiva de mim — murmurou. 

 — E eu estou, Maxwell. 

 Um silêncio desconfortável se seguiu por um longo minuto. Emmy ainda estava deitada com as mãos enterradas no rosto, lágrimas queriam cair a todo custo, Emmy as segurou. Josh bateu as mãos em um sinal de rendição. 

 — Eu, vou jantar, está bem? — Emmy murmurou um ok. — Só... Fique aí. — Emmy assentiu com as mãos ainda no rosto. 

 Josh saio do quarto e fechou a porta. Emmy retirou as mãos do rosto. Encarou o teto de gesso por uns segundos. O rosto de Matt voltou em sua mente e ela quis chorar. Abanou o ar como se assim todos os pensamentos de um fantasma fossem embora de uma vez só. Claro que não funcionou. Desejou não ter escutado aquilo de Marine. Na verdade, desejou nunca de indo até aquele almoço despretensioso. Deveria ter ficado em casa e assim seu coração não estaria esmagado. E Josh e ela não teriam brigado e sim feito amor por um longo tempo. Não estaria sofrendo por alguém que ela amou incondicionalmente no passado. Na verdade, Matthew Hughes estava em seu coração e ela faria de tudo para esquece-lo mais uma vez.




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Notas Finais


Eita, DR mais já?
Será será?
Josh é legal, pode ter certeza.

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Até 😘


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