História I love my friend 0.2 - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Drama, Noivado, Romance
Exibições 3
Palavras 2.189
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Não demorei tanto assim, não é? Espero que não rsrs.

Não sei quando volto novamente. Sorry. Mas minha internet me deixa nas mãos as vezes 🙄. Ontem quis postar, mas a internet decidiu me deixar na mão 😑. Sem falar que estou cheia de trabalhos e tudo o mais.

Mas vou dar um jeito, não se preocupem 😉❤

Boa leitura 😘

Capítulo 4 - Capítulo quatro


Emmy levantou-se da cama. Foi ao banheiro e encarou seu reflexo no espelho em cima da pia grande. Havia soltado algumas lágrimas. Passou uma água no rosto afim de tentar melhorar o aspecto sonolento. Enxugou na toalha ao lado da pia. Voltou para o quarto e ficou um tempo encarando a maçaneta da porta cor de madeira. A tocou, relutante girou-a. A porta rangeu um pouco. Emmy passou e caminhou até a cozinha onde Josh estava de costa lavando a louça que utilizara para jantar. 

 Emmy esperou ele terminar. Josh colocou tudo no escorredor ao lado. Enxugou as mãos no guardanapo e virou-se vendo sua noiva ali, parada o fitando. Engoliu em seco e aproximou-se dela, ficando alguns centímetros longe. Ela fitou o chão primeiro antes de o olhar nos olhos. 

 — Desculpe. Não tive intenção de brigar. Eu..., realmente não gosto quando ficamos assim.

Josh ficou calado. 

— Fale algo, Josh. Não me deixe nervosa. — Josh negou. 

 Emmy voltou a fitar o assoalho. Josh levou as mãos até o queixo dela. Ela era mais baixa que ele. Levantou a cabeça dela para enfim ela o olhar, olho no olho. Josh sorriu carinhoso e a envolveu em um beijo quente. Emmy passou as mãos entre o pescoço dele, aprofundando o beijo. Ficou na ponta do pé como de costume. Quando o ar faltou, eles afastaram-se. Maxwell sorriu.

— Isso significa que você aceita meu pedido de desculpa? — Billing riu. — É sério. 

 — Você sabe que eu não consigo ficar com raiva de você. Já estava quase indo no quarto lhe beijar. 

Emmy abriu um sorriso grande. 

 — Por isso que eu.. te amo — disse ela.

 Josh não tardou a envolve-lá em seus beijos quentes novamente. A fez envolver a cintura ao redor de seu quadril. Emmy segurou-se no pescoço dele mais firmemente enquanto ele os levava até o quarto. Jogou-a cuidadosamente sobre a cama. Josh sussurrou no ouvido de Emmy: eu te amo tanto. Aquilo fez o coração de Maxwell se aquecer. Ele voltou a beija-lá, agora selvagemente. 


 [...] 


 Emmy acordou com o despertador a tocar. Apalpou o criado mudo afim de achar o relógio e quando o achou, faltou esmurrar. Encarou o espaço vazio ao lado. Suspirou. Ele voltara com certeza para a empresa. Josh saia sempre mais cedo que Emmy. Maxwell levantou com a maior preguiça de todas. Rumou para o banheiro e tomou um banho rápido. Vestiu uma roupa confortável — porém profissional —, já que passaria o dia sentada em volta de papéis e números. 

 Foi para a cozinha e surpreendeu-se em ver uma cesta ali. Estava cheia de tudo que Emmy gostava; pão de queijo, pão doce, uva, maçã, pêra, um pequeno sanduíche e mais. Havia um cartão logo em cima. Ela o retirou e levou a cesta até a mesa no centro da pequena cozinha. Sentou-se e leu o cartão, um sorriso se formando em seu rosto: 

 "Para a minha noiva:

 Estou indo, vou para empresa e voltarei um pouco tarde (desculpe por isso meu bem, mas você sabe, negócios). Deixei está pequena cesta com tudo o que você gosta pois você merece. A noite de ontem foi perfeita, e eu te amo tanto, Emmy. Você não faz ideia do quanto é o meu amor por você. Me desculpe por ontem (na hora da briga), não fui muito paciente. Talvez também estivesse um pouco cansado. Só quero que você confie em mim para contar-me tudo. Daqui à um ano seremos marido e esposa. Não podemos esconder nada um do outro, está bem? 

 De seu noivo, Josh." 

 Emmy soltou uma exclamação. Josh estava tão romântico. A deixara conduzir noite passada, como nunca deixara. Ele estava mais amoroso e Emmy estava amando aquilo. Josh parecia está se reapaixonando novamente por Emmy — no início do namoro ele era daquela forma, carinhoso e amável. — Ou Talvez ele só quisesse agrada-lá mesmo, mas não importava, Emmy estava bem com aquilo. 


 [...] 


 O elevador abriu-se e Emmy caminhou até sua pequena e costumeira sala. Jogou-se na cadeira giratória. Ficou um tempo ali, parada, antes de ligar o computador velho. Suspirou e fitou a tela do computador que já ligava. A porta foi aberta bruscamente e uma mulher da idade de Emmy adentrou pisando duro. Ela era Bárbara, a amiga de trabalho de Maxwell. Elas tinham uma boa amizade, sempre saiam para tomar um café juntas ao final do trabalho, e até mesmo faziam compras juntas. 

 — Você não vai acreditar! — esbravejou chegando perto da abarrotada mesa de Emmy. 

 — Ei, calma, só não quebre nada — brincou Emmy e Bárbara revirou os olhos em resposta. — Tá, o que foi? 

 — Jobson terminou comigo! Acredita nisso? — Emmy franziu a testa. — Aquele babaca de uma mãe! 

 — Mas por que ele terminou com você? — Bárbara mexeu os ombros como dizia que não sabia. — Tem que ter um motivo. 

 — Ele só se preocupa com a "mamãe" escrota dele! Você não vai acreditar, Emmy. Ele acha que eu o trair, mas eu mal saio de casa!

— Quê? — Bárbara voltou a mexer o ombro. — Isso foi hoje? 

 — Agora à pouco. Por telefone! Acredita? Aquele filho da puta. Não teve nem coragem de vim falar comigo cara à cara. 

 — Calma, amiga. Sabe o que eu acho? — Bárbara negou. — Que o Jobson não é pra você. Você merece coisa melhor do que um cara que ainda dorme com a mãe porque tem medo do escuro. 

 — Você tem razão, Emmy. Eu não mereço um cara que tem um ursinho de pelúcia que se chama Bob. — Emmy gargalhou e Bárbara acompanhou-a. 

 — Isso é sério? — Bárbara assentiu rindo. — Meu Deus! Ele ainda tem um ursinho de pelúcia. 

 — Um não, dois. — Emmy voltou a gargalhar e precisou segura-se na mesa para não cair da cadeira.

 — Caramba! — Maxwell respirou fundo afim de parar de rir. — Agora precisamos de um novo homem para você. 

 — Também acho. Bar hoje? — Emmy balançou a cabeça em conformidade. — Feito. 19:30. 

 Bárbara virou-se indo embora. Emmy soltou um riso. Voltou a atenção para o velho computador. Apertou na última anotação. Respirou fundo, pronta para o trabalho. 


 [...] 


 Emmy precisava de seu carro. O velho celta que Maxwell andava por aí estava no conserto já fazia mais de uma semana. De uns anos para ali o carro já não funcionava muito bem. Claro que Josh a ofereceu outro automóvel e Emmy recusou todas as ofertas. Não porque ela era orgulhosa, longe disto, Emmy apenas gostava de seu celta. Na verdade, Maxwell queria conseguir seu próprio carrinho com seu próprio dinheiro. É, talvez Emmy fosse um pouquinho orgulhosa. Ela sempre quis um carro, só dela. Josh já tinha um dele, um BMW cor prata — aquilo era um carro. Emmy sonhava em ter o seu também, e ela iria conseguir, mas sem ajuda de ninguém. 

 Desceu do ônibus na parada. Ainda tinha mais ou menos uma quadra para caminhar até chegar na conhecida oficina. O carro passava mais tempo lá do que com Emmy. Josh vivia rindo do carrinho de Emmy, dizendo que aquilo não era um carro e sim uma esponja feia. Emmy fechava a cara toda vez que ele falava do seu primeiro carro — que já tinha seus bons dez anos, ou mais. 

 — Bom dia seu Otávio. 

 O homem que olhava o cabo de um carro inclinou-se para encarar a senhorita. Os cabelos já brancos e o rosto um tanto sujo de graxa. Emmy sorriu para o senhor que retribuiu com seu doce sorriso, aproximando-se dela. 

 — Ah, Emmy. Querida, que bom vê-la. — Seu Otávio a abraçou. 

 — É bom também vê-lo. — Se desvencilhou. — Como está meu carro? 

 — Ah, esse seu carro. — José coçou o queixo. — Já me deu tanto trabalho. 

 — Sério? Ai não. — Emmy franziu a testa, cansada. — O que foi dessa vez? 

— Não, agora está tudo certo. Precisei trocar várias peças. Vai sair caro, minha filha. 

— Ai não. Quanto seu Otávio? — Emmy massageou as têmporas. 

 — 600. Tive que trocar a bateria e as correntes. Sem falar que o ar do seu carro estava horrível. — Vendo a expressão de desgosto da jovem sorriu. — Mas posso fazer para você por 500. 

 — Sério, seu Otávio?! Obrigada, obrigada. — Emmy o abraçou. — Você não sabe o quanto isso me deixou feliz. 

 — Eu sei, Emmy. — Riu. — Só quero algo em troca. — Emmy o soltou e sorriu. 

 — O quê? 

 — Que venha tomar um café da tarde comigo e com a Graça. — Emmy sorriu mais ainda. 

 — Claro. Eu adorarei. Podemos marcar outro dia. 

 — Está bem — ele assentiu. — O seu celta está logo ali — apontou. 

 Emmy foi até o carro passando a mão pelo cabo. Sorriu para aquele automóvel. Continuava a mesma coisa de sempre, mas Emmy o amava. Pode parecer retículo, mas Emmy amava aquele carrinho problemático. Voltou para seu Otávio e entregou o cartão de crédito à ele. Não demorou muito para tudo está resolvido e Emmy adentrar aquela belezura de carrinho. Levou a chave para a ignição. Rodou e o barulho da bateria fez-se presente. Novinho em folha enfim. Deu macha à ré e saio da oficina. Emmy parou ali e baixou o vidro do carro. 

 — Obrigada, seu Otávio. Mande um grande beijo para a dona Graça. 

 O velhinho assentiu sorrindo. Emmy voltou atenção para a frente e acelerou, arrancando dali de uma vez. Aquele carro estava um máximo..., até volta a quebrar de novo — o que talvez não demorasse tanto, mas enquanto aquilo Emmy aproveitaria. 


 [...] 


 — Ah, Josh! Eu não vou fazer nada, há não ser beber um pouco. Não vou exagerar. 

 — Emmy... 

 — Josh! Eu vou, ok? Nada demais. Só uma saída com uma amiga. 

 — Tá.

Ele suspirou do outro lado da linha. 

— Está bem. Eu confio em você, amor. 

— Isso é muito bom. Eu também confio em você, Josh. Obrigada. 

 — Te amo.. 

 — Eu também. 

 Emmy desligou primeiro. Jogou o celular na cama e encarou o guarda-roupa aberto. Estava escolhendo uma roupa para ir ao bar com Bárbara. Achou o que queria; um vestido colado, que marcava sua silhueta e seu busto, de cor bege claro — quase um branco. Sorriu e o pôs na cama. Rumou para o banheiro e tomou um banho rápido e refrescante. Não tardou a está arrumada. O par de brincos que ganhara de Josh em seu primeiro ano de namoro era utilizado por ela. Emmy passou um leve batom — não era muito de se maquiar, ao contrário de Bárbara, que vivia impecável. Sorriu ao se olhar no espelho. Estava pronta e bem arrumada. Não era porque estava noiva que não iria se arrumar. 

Emmy no dia à dia era uma tragédia no quesito roupa. Mas quando queria, sabia se arrumar. Maxwell pegou a chaves do AP e do carro. Rumou para o elevador do apartamento não antes de trancar a porta de casa. Josh dormiria em seu apartamento aquela noite, por ser mais perto da empresa. 

 Emmy abriu a porta do carro e adentrou. Fechou e colocou a chave na ignição, ligando o automóvel. Jogou a bolsa amarelada no banco vazio ao lado. Levou as mãos ao volante e o pé no acelerador — claro, retirou o salto alto. Os pneus cantaram e saíram do lugar. 


 [...] 


 — Nossa! Você está linda, Emmy. 

 — Você também. 

 — Que nada. — Bárbara achou graça e sentou-se ao lado de Emmy. 

 — Josh não queria que eu viesse. 

 — Sério? Ai, Jobson nunca foi desse jeito. Que inveja de você. 

 — Quê? Isso não é legal, Bárbara. O Josh vive no meu pé achando que na primeira oportunidade eu vou o trair. Ele não confia em mim e isso é uma merda. 

 — Que engraçado. Geralmente são os homens que traem as mulheres. Que dizer, tem sim mulheres safadas. Só que é mais do fetio deles... 

 — Entendo. Só que o Josh é muito... Como posso dizer? Muito inseguro. Sei lá... 

 — Ah, inseguro? Aquele Deus grego? — Emmy arqueou uma sobrancelha. — Desculpe, mas o seu noivo é muito gato, amiga. 

 — É, né? — Emmy suspirou. — Gato e inseguro vulgo ciumento.

 — Você diz... Vamos pedi uma vodca, só pra aquecer? — Emmy assentiu pensativa. — Barmen, dois copos de vodka. 

 — Sabe? As vezes acho que o Josh me ama e outras não... — Bárbara franziu a testa. 

— Como assim, Emmy? Não é óbvio que ele te ama? Eu acho... 

 — Sei lá, Bárbara — deu de ombros. — Esquece. 

 — Tá bem. 

 Um silêncio bom entendeu-se. 

— Aí meu Deus — murmurou. 

 — Que foi? — Maxwell encarou o rosto de amiga que fitava atrás de Emmy, para alguém que acabava de entrar. 

 — Olha pra trás. Aquele Deus grego. 

Emmy virou-se discretamente. Sentiu o estômago revirar. Sentiu a visão ficar turva. Não seria possível. De todos os bares do mundo, por que ele estava logo ali? 




 .


Notas Finais


Eita! Quem será? Tam Tam! Tirem suas conclusões hehe.

Até mais ❤

Não esquecem de deixar um comentário e favoritem se acharem que mereço 😉❤


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