História I Love to Hate you - Capítulo 51


Escrita por: ~

Postado
Categorias Os Instrumentos Mortais
Tags Clace, Malec, Sizzy
Exibições 97
Palavras 4.107
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi... Eu sei que eu demorei. E muito, mas desculpas não vão desfazer esse tempo. Mas mesmo assim é o mínimo que posso fazer então me desculpem pela demora. Mas a esse ponto vocês já devem saber que mesmo que eu demore eu sempre vou voltar, quer dizer, até a fic acabar. Mas até lá eu sempre vou continuar. Espero que gostem, eu demorei muito tempo planejando esse capítulo, queria que ficasse o melhor possível. Obrigado por entenderem, ou não, mesmo assim, obrigado por ler!

Capítulo 51 - Saudades


                    Helen P.O.V

                Assim que o sinal bateu, sai da sala e fui até o refeitório, comprei uma garrafa de chá gelado e caminhei até a mesa de costume, onde encontrei Maia, Jordan e Camille, o que me deixou surpresa, no lanche ela normalmente fica na biblioteca... Olhei para a mesa de Isabelle e lá estava o motivo. O menino de cabelos morenos e olhos negros. Camille já tinha me contado sobre ele. O garoto misterioso apaixonado pelo mesmo amor de Camille. Os livros. Normalmente ela fica na biblioteca com ele.

                Ela não fala muito dele. Na verdade ela não fala nada pessoal sobre ela. Ela não se abre para qualquer pessoa. São raros os momentos que realmente mostra o seu verdadeiro sentimento, mas de jeito algum significa que não existam. Não estou dizendo que ela é um robô que prefere morrer a mostrar afeição à alguém. Ela demonstra afeição várias vezes, todavia ela faz isso do seu jeitinho.

                - Oi Galadriel- Camille disse. Ela me compara com a personagem élfica de Tolkien, pois eu pareço ser uma elfa pela minha fisionomia.

                - Olá.- Disse me sentando e assim que me sentei espirrei. Estranho, não estou com gripe... (N/A- Entendedores entenderam. Dica 1: Japão. Dica 2: Orelha quente. Se você assiste anime, provavelmente entendeu, e se lembra do capítulo anterior tem mais chances de entender)

                - Então, Magnus Bane vai dar uma festa de Halloween- Camille disse brincando com um piercing de coruja em sua orelha

                - Eu com certeza vou nessa festa!- Maia exclamou- A festas dele já são incríveis, misture isso com Halloween e teremos a melhor combinação para uma festa!

                - Se você for eu vou.- Jordan disse sorrindo para ela- E vocês?

                - Eu vou. Camille?- Chamei atenção dela- Você não tinha brigado com ele?

                - Sim. Mas prometi para alguém que iria. E nós não nos odiamos só nos afastamos. E você vai me ajudar a achar algumas coisas para a minha fantasia... - Ela sorriu de lado e eu concordei

                   Sebastian P.O.V

                Depois de resolvermos como nós faríamos o plano de Aline o sinal bateu, isso significava que teria que aguentar mais três aulas chatas. Felizmente o ano está acabando e nunca mais vou voltar para esse inferno.

                O único problema é faculdade. O que eu vou fazer da vida? Simples, eu não tenho uma boa resposta. Temos algumas possibilidades em mente, mas não sei o que eu realmente quero. Na verdade eu sei. Eu quero não ter um peso da sociedade sobre mim. Não é minha culpa que somos bonecos feitos para fazer escolhas estúpidas. Muito menos que tudo o que fazemos é estudar para passar na faculdade, estudar para ter um trabalho e trabalhar para ter dinheiro.

Somos controlados e não podemos fazer nada sobre isso. Tenho apenas dezoito anos, não posso simplesmente sobre o que vou gastar minha vida para sobreviver. Quero algo que me deixe feliz, não apenas por dinheiro. Claro, dinheiro é importante, mas não quero desperdiçar minha vida inteira sendo infeliz.

Parei de refletir e percebi que enquanto pensava, automaticamente fiz o caminho até a minha sala, e aqui estou. Me sentei no meu lugar e olhei para o lado, e Camille estava lá sentada ouvindo música enquanto o professor não chegava. Já eu queria dormir... Porém quando estava deitando na mesa:

- Morgenstern se tentar dormir de novo na minha aula você vai tomar um cafézinho para acordar na sala do diretor- Levantei a cabeça dos meus braços só para olhar a professora de Fisica  cruzar os braços

Murmurei um xingamento pegando o caderno de Física. Aula de exatas é aula de dormir. O que algumas contas melhoram nesse mundo podre e corrupto? Ah é. Cria bombas e armas para estragar tudo! (N/A- Sou de exatas, mas ninguém se importa, então vamos continuar com o capítulo...)

- Ei- Alguém me chamou e eu olhei para o lado- Toma, mas não deixa a professora ver- Camille estava com uma garrafa de chá gelado- É energético, eu coloco aí dentro para ser mais difícil dos professores perceberem. Não é muito, mas pelo menos vai aguentar ficar acordado pelo resto das aulas. Não que eu acho errado dormir na aula- Ela riu- Eu adoro dormir em aulas chatas. Mas acho melhor não ter que ouvir reclamações de professores me dizendo o que não posso fazer.

                Eu peguei a garrafa e olhei para a professora. Ela estava escrevendo cálculos na lousa. Tomei um gole. Tinha um gosto bom. Doce e azedo ao mesmo tempo, por causa do ácido carbônico do energético. A única coisa fora do comum era a queimação na garganta.

                - Eu coloco um pouco de Tequila.- Eu levantei a sobrancelha e dei um meio sorriso, ela piscou para mim.- Não precisa me agradecer.

                - Nossa que menina rebelde... - Disse irônico e ri- Ficaria melhor com Vodka, mas quem está julgando?- Sorri

                Meu celular vibrou e sem que a professora percebesse olhei a mensagem “Sebs, encontra a gente no fim da escada quando as aulas acabarem”-Clary

                Olhei de novo para Camille e ela estava olhando para o celular. Virei pra frente e voltei a prestar atenção na aula

                    Clary P.O.V

                Enquanto a professora explicava a matéria, Aline, eu, Jace, Cameron e Alec usávamos bilhetes para conversar sobre o plano de Aline. Esse plano mudou o meu jeito de olhar para ela. Percebi que ela só quer reconquistar quem ela ama. O que ela esta fazendo é a coisa mais fofa que eu já vi alguém fazer por outra pessoa. Só que vamos ter de comprar muita cartolina e de uma pessoa muito próxima de Helen.

                Aline falou que pediria ajuda para essa pessoa, mas não mencionou o nome. Essa pessoa iria levar Helen para o primeiro passo. O resto é conosco, Maia e Jordan, que Aline tinha falado sobre o plano primeiro.

                Cameron me passou um bilhete de Jace: “No final das aulas nós compramos as cartolinas e dividimos quem vai ficar aonde”, depois de ler passei para Alec e assim todos nós lemos. Escrevi um dizendo para nos encontrar no fim da escada e que tínhamos que avisar os outros por mensagem. Todos leram e concordaram.

                   Simon P.O.V

                Recebi uma mensagem de Clary: “Simon, você e a Izzy tem que nos encontrar no final da aula”. Eu estava na aula de Química e Isabelle estava do meu lado prestando atenção na aula. Nós sentávamos nas últimas carteiras então dava para ficar jogando no celular ou DS, o que Izzy estava fazendo. Ela estava jogando New Super Mario Bros, tão concentrada que nem prestava atenção no que acontecia ao seu redor. Era uma cena engraçada ver Isabelle Lightwood tão entretida em um jogo.

                Ainda iria apresentar Zelda para ela. Cutuquei o ombro dela e ela olhou para mim. Mostrei a mensagem no celular e ela afirmou e logo voltou a jogar. É ela realmente estava determinada à zerar o jogo... Não contive um pequeno sorriso brotando dos meus lábios ao vê-la jogar.

                Flashback ON

                “Era sábado e eu estava na minha casa quando meu celular tocou. Olho para a tela e vejo a imagem de Izzy na tela.

                - Alô?- Disse atendendo ao telefone e ela fala que estava indo para cá. Antes que eu pudesse terminar de falar ok ela desliga o celular. Fiquei parado um tempo processando aquilo e lembrei que meu estado estava deplorável depois de uma maratona de Star Wars

                - MEU GANDALF DO CÉU!- Arregalei os olhos e fui correndo para o armário procurando uma camiseta limpa e que não cheirasse a pipoca e anti-socialidade.

Troquei rapidamente e fui para o banheiro. Que a força esteja comigo! Definitivamente não esperava que a minha cara estivesse tão ruim. Não deveria ter virado a noite... Lavei meu rosto e rapidamente sequei, aproveitei e escovei os dentes e passei um pouco de perfume. Bem melhor!

Voltei para o quarto. Que bagunça! Como meu quarto ficou assim?! Tinha uma pilha de roupas sujas no final da cama, que tinha mais pipoca que o meu estômago. Louça se encontrava pela minha escrivaninha e meu gato tinha acabado de vomitar uma bola de pelo no chão. Ótimo! Eu estou ferrado...

Comecei com as roupas sujas, jogando tudo dentro do armário e fechando antes que a avalanche de roupas se voltasse contra mim. Limpei o presentinho do meu gato, enquanto ele me observava curioso, provavelmente se perguntando como eu saí da cama para arrumar o quarto. Peguei o aspirador e comecei a aspirar o quarto inteiro. Eu odiava o barulho irritante dessa coisa. Levei todas as louças para a pia e antes que pudesse voltar para o quarto, a campainha toca.

Vou até a porta e abro para Isabelle que me puxa para um beijo, o que me surpreendeu um pouco. Nos afastamos e dou passagem para ela entrar. Escovar os dentes definitivamente foi útil.

- Eu quero que você me ensine a jogar- Ela me falou sorrindo e eu fiquei um pouco confuso

- O que?

- Eu quero aprender a jogar.- Ela disse decidida

- Isso eu entendi, mas jogar o que? Tem vários tipos de jogos. Videogames, jogos de PC, de celular, de DS, tem RPG que contém vários tipos na verdade, resumindo existem um monte de jogos

- Vamos começar pelo seu favorito então. Qual é o tipo?

- Na verdade meus jogos favoritos são de uma “saga”, mais conhecida como The Legend of Zelda, mas acho melhor começar pelo difícil primeiro. Vou te ensinar a jogar o primeiro jogo que eu joguei. Lara Croft. Conhece?

- Conheço. A Clary me falou desse jogo.

- Bom, então vamos lá....

Coloquei o jogo no meu Xbox e dei o controle para ela jogar. Ela começou a pegar o jeito e depois que eu expliquei como funcionava e que tinha que procurar por coisas escondidas ela ficou muito boa.”

Flashback OFF

Ficamos jogando a tarde toda e depois daquele dia ela sempre vinha jogar na minha casa, e quando Clary vinha também ficávamos jogando Mario. Parei de devanear e voltei a anotar o que a professora escrevia na lousa

   Camille P.O.V (N/A-desculpa por tanta mudança de pov)

- Nossa que menina rebelde... – Sebastian disse irônico e riu- Ficaria melhor com Vodka, mas quem está julgando?- O celular dele vibrou e eu ouvi o meu apitar

Olhei para a tela e havia uma mensagem de Aline: “Camille, você já sabe do meu plano, agora nós vamos ter que se encontrar para resolver como tudo vai funcionar, por isso você vai ter que encontrar a gente depois das aulas no fim da escada.”

Bloqueei a tela depois de ler a mensagem e olhei para o lado. Sebastian voltou a prestar atenção na aula. Finalmente Aline e Helen iriam voltar. As duas são minhas amigas, não queria ter que escolher um lado.

Sebastian tomou mais um gole do energético sem que a professora percebesse e começou a rabiscar no caderno. Não podia culpa-lo, essa aula realmente estava chata. Resolvi deixar mais interessante... Escrevi um bilhete e joguei na mesa de Sebastian, que me olhou confuso e abriu para ler: “Observe e aprenda”

Peguei meu celular e entrei na minha pasta de músicas, quando finalmente achei a que eu queria aumentei o volume e deixei para tocar. Era a música do caminhão de gás, e como tinha uma janela atrás da sala, que dá para a rua, perto de onde eu sento ninguém vai desconfiar que sou eu.

Na primeira vez que eu toca ninguém acha estranho, mas eu repeti o processo cinco vezes, sempre esperando um minuto para fazer de novo. A professora já estava irritada e os alunos confusos. Sebastian fingia que nada estava acontecendo, mas ele estava sorrindo enquanto tentava conter o riso. (N/A- Eu não lembro se eu já fiz isso na fic, então se eu já fiz algo assim, desculpa, eu procurei mas n achei então acho q n)

- NOSSA! O caminhão do gás não vai sair dessa merda de rua não?!- A professora se irrita e quando a música para pela quinta vez ela vai até a janela , vendo um grande nada, já que sou eu que estou tocando a música

Depois de desistir de procurar o caminhão a professora voltou para a frente da sala e quando ela ia explicar eu toquei mais uma vez, o que eu juro que quase vi fumaça sair do nariz dela.

- JÁ CHEGA QUEM ESTÁ ME FAZENDO DE TONTA??- Ela gritou olhando para a classe. A minha vontade era falar que ela conseguia fazer isso sozinha, mas eu não a odiava. Ela só estava fazendo o trabalho dela...

Ninguém sabia que era eu, quer dizer, exceto Sebastian que fingia muito bem estar tão confuso quanto os outros alunos. A professora ameaçou de dar advertência para todos se ninguém falasse, mas como eu sabia que isso era um blefe fiz que nem Sebastian e fingi não entender

- Olha, - Ela disse se acalmando- seja quem for só pare, por favor. Eu estou tentando explicar a matéria e eu sei que pode ser chato para vocês, mas não deixe chata para mim também.

Assim que ela se virou eu e Sebastian nos olhamos e demos um riso baixo para a professora não perceber. Peguei meu fone e decidi ouvir música do jeito ninja. Coloquei minha blusa que eu sempre deixo na mala e passei o fio por baixo da manga da blusa até chegar na mão. E assim, coloquei a mão na orelha, fingindo estar segurando a cabeça. (N/A- Eu sempre faço isso, quer dizer, só quando eu sei a matéria ou estou quase dormindo, no último caso ajuda à prestar atenção por incrível que pareça...)

 E assim fiquei até todas as aulas do dia acabarem e o último sinal bater. Ou seja, vou encontrar Aline e o resto no final da escada para terminar de planejar o plano.

  Cameron P.O.V

Depois que as aulas acabaram, nós fomos para o fim da escada esperar os outros. A sala de Izzy e Simon ficavam mais perto, então já deveriam estar lá, mas Sebastian ficava no andar superior.  Quando chegamos, Izzy e Simon estavam esperando, como eu disse. Logo Magnus chegou. Esperamos lá e Sebastian chegou e Camille também. Não sabia que Camille sabia do plano. Faz sentido, ela deve ser a pessoa que vai levar a Helen para o primeiro passo, só não sabia que ela era amiga da Aline.

Eles falaram oi e logo Sebastian olhou para Camille e depois para mim. O idiota estava dando um sorriso malicioso. Para que inimigos se você tem primos não é mesmo? Começamos a resolver onde cada um iria ficar e Aline foi comprar as cartolinas. Depois de tudo estar resolvido era hora do plano começar...

Nós fomos todos para a casa de Aline e fizemos as cartolinas. Depois cada um foi para o determinado local que deveria ficar e o plano iria começar....

Helen P.O.V

Depois da escola fui para a casa, iria pensar no que iria para o Halloween. Lembrei do apelido que Camille me deu...

- Galadriel...- Disse para mim mesma e comecei a procurar roupas no meu armário e pesquisar desenhos de elfos na internet.

Desenhei a fantasia que eu queria e comecei a procurar o que era preciso para começar a fazê-la. Procurei pelo meu armário e achei a minha blusinha verde escura de mangas caídas nos ombros. Perfeita. Procurei agora pelo cinto. Finalmente achei o meu cinto preto que parecia um losango, formando uma ponta da cintura para cima e outra da cintura para o quadril, isso na parte da frente.

Agora faltava a saia rasgada. O que eu não tinha, teria que pegar uma saia branca minha que vai até os pés e rasgar ela na diagonal, para dar um ar de guerreira, além de dar uma sujadinha aqui e ali para realmente parecer que eu rasguei lutando com algo.

 O resto eram os acessórios que eu teria que fazer, ou seja: o enfeite da cabeça, teria que comprar fio de metal e moldar para formar uma coroa élfica; a aljava, teria que comprar uma; flechas, dava para fazer facilmente; e um arco, o que também dava para fazer mas seria um pouco mais complicado. (N/A- No dia da festa eu vou deixar imagens da fantasia de cada um, só que dessa eu fiz um desenho porque eu não achei nenhuma que eu gostei e achei legal)

Enquanto eu planejava como eu faria o arco a campainha toca e eu olho para o relógio. Nossa! Eu passei duas horas planejando a fantasia! Corro até a porta, já que meus pais ficam trabalhando fora de tarde. Quando abro a porta vejo Camille. Ela estava segurando um pequeno envelope branco envolto por uma fita vermelha. Olho confusa e Camille apenas sorri e me manda ler, sem nenhuma intenção de entrar. (N/A- Se vocês quiserem ter um pouco mais de emoção já podem colocar os fones de ouvido e ouvir uma música bem melosa)

“Helen, eu passei um bom tempo refletindo no que eu fiz, e esse tempo todo sem você me fez passar noites em claro. E isso foi bom, pois esse tempo me deixou fazer uma surpresa para você. Mas não estou sozinha nesse plano, não conseguiria sem ajuda. Por favor continue seguindo os passos e você vai ter uma pequena surpresa em cada um deles. Lembra de quando nós tomamos milk-shake na lanchonete no outro quarteirão? Vá até lá. Espero que não esteja tão brava comigo a ponto de não ir. Caso esteja, me desculpe pelo incomodo, só quero te dizer que eu te amo e me arrependo muito de tudo. Menos você.”

Camille me olhava com um sorriso no rosto e, assim que me viu derramar a primeira lágrima, segurou minha mão e me guiou para fora de casa. Fomos até a lanchonete conforme o que estava escrito. E eu tive, sim, uma pequena surpresa.  Maia estava olhando para a nossa chegada com um grande sorriso no rosto e ela segurava uma grande carolina.

“Eu disse que tive ajuda. Eu espero que veio até aqui, e se veio, bom EU TE AMO. Agora, eu vou fazer você andar mais um pouco, mas tudo vai valer a pena no final. Vá seguindo as placas.”

Eu não sabia nem o que pensar, simplesmente olhei a direção que Maia me apontou e fui até lá. Enquanto andava pude ver ao longe Jordan com mais uma cartolina. Corri até lá e Jordan levantou uma sobrancelha sorrindo e me apoiando.

“Olá mais uma vez! A essa hora você deve estar se perguntando o que é tudo isso e no que vai dar, mas isso só saberá depois. Só queria dizer que você é muito especial e eu nunca encontraria outra pessoa com quem eu dividiria minha vida. E sim Helen, eu quero dividí-la com você”

Jordan me abraça e aponta para o final da rua, onde vejo Magnus Bane segurando outra placa. Vou até lá sentido lágrimas quentes descendo da minha face depois da última mensagem. Eu pensei que tinha esquecido ela, mas nesse momento eu só queria segurar ela o mais forte que conseguia. Tanta saudade. Tanta dor. Tudo indo embora.

Cheguei perto de Magnus que como os outros ficou calado, apenas sorrindo com compaixão e observando a minha reação

“Helen, você é única e me faz esquecer de tudo, só para pensar em você. Ter você em meus pensamentos é como tomar um café. Me deixa energizada, mas ao mesmo tempo me faz ficar acordada por mais tempo do que eu posso contar”

Mais lágrimas rolam pelo meu rosto. Ele aponta para entrada de uma praça, que logo percebi ser a praça que Aline me levou para o nosso primeiro encontro. Lá Alec Lightwood segurava outra placa. Não via muito ele, mas ele estava sorrindo de um jeito confortador. Cheguei mais perto e li:

“Como eu não queria deixar nenhuma mágoa entre nós, resolvi consertar o motivo de estarmos aqui, o motivo dos meus arrependimentos mais profundos”

Não entendi e olhei Alec confusa, enquanto enxugava minha bochecha com o verso da mão. Ele simplesmente apontou para dentro da praça como os outros. Segui a direção e Isabelle segurava uma placa no local exato onde eu e Aline nos deitamos para olhar o céu. Ela sorriu calmamente para mim.

“Se você não entendeu a mensagem anterior, eu contei para meus pais quem eu sou. Eu lutei por isso. Eu lutei por nós. Eu lutei por você. E quero que saiba o quanto você significa para mim. Tive medo, mas você me mostrou que deveria enfrentar.”

Eu fiquei olhando processando tudo o que estava acontecendo. Todas aquelas palavras e seus significados. Isabelle apontou para o lago da praça e o namorado dela, Simon Lewis, estava sorrindo esperando que eu fosse lá e lesse a placa dele. Fui correndo e dando risada de tudo o que estava acontecendo. Eu estava feliz, e dava para perceber pelas lágrimas escorrendo pelo meu rosto.

“Você podia não estar presente fisicamente naquele momento, mas em meus pensamentos, você era o motivo da minha força. E você SEMPRE estará em meus pensamentos.”

Simon apontou para frente e lá, Sebastian Morgenstern segurava uma placa, e por mais surpreendente que fosse, seu sorriso não continha nenhuma malícia, era um sorriso bom e acolhedor.

“Lembra da banda The Cab que você me apresentou? Depois que terminamos ela é tudo que ouço e definitivamente These Are The Lies se tornou minha música tema. Pois são mentiras que eu falo à mim mesma quando eu penso que eu não preciso de você, que eu segui em frente, que eu morrerei bem sem você. Mentiras que me mantêm viva.”

Eu comecei a chorar para valer, e a saudade aumentou em um nível catastrófico. Assim que Sebastian apontou o próximo local sai correndo até lá, só para ler outra mensagem dela. Dessa vez era Jace, o que me fez hesitar, já que ela o beijou, mas o jeito que ele sorriu era como se pedisse desculpas

“Lembra de Numbers? Essa música é a que eu ouço todas as noite só para eu poder chorar e me render a sua residência em meus pensamentos. Você mora lá. Não duvide disso”

Assim que Jace apontou eu disse que o perdoava, ele sorriu para mim e me deu um abraço. Segui em frente e vi Clary segurando outra mensagem de Aline. Corro até lá e leio, já ansiando por vê-la e tê-la em meus lábios.

“Me desculpa por qualquer dor que te causei, nem sei se você está aqui ou não, você pode ter ficado em casa e não querer nada, mas se está aqui, isso me deixa muito feliz, mal consigo esperar até te ver”

Clary aponta para uma barraquinha no parque, onde eu comprei um sorvete para Aline no nosso primeiro encontro. Lá, o garoto que a Camille falou, Cameron, segurava uma placa.

“Endlessly é a música que eu gostaria de cantar para você, mas nós duas sabemos que eu iria deixar alguém surdo ou depressivo por causa disso. Em vez disso vou retribuir o que você fez no nosso primeiro encontro. A senhora sabe de tudo e eu já paguei pelo sorvete”

Eu pedi um sorvete de menta e a senhora sorriu para mim e me deu um guardanapo para enxugar as lágrimas. Enquanto tomava, todo mundo que estava com a placa veio até onde eu estava e me guiaram pelo parque, até que chegaram em um local que pararam e todos apontaram para uma árvore.

Atrás dela dava para ver um tênis, mostrando que alguém estava encostado na árvore. Aline. Corri até lá o máximo que pude e antes de qualquer coisa abracei ela com mais força do que eu imaginava ser capaz.

- Eu te amo tanto!- Disse chorando e sentindo o cheiro do qual eu tanto sentia a falta, enchi ela de beijos enquanto queria sentir mais e mais daquele cheiro viciante.

Ela me abraçou de volta e se enrolou no meu pescoço, chorando e deixando as lágrimas quentes descerem pelo meu ombro. Não entendi por que ela estava chorando. Ela fez tudo isso. Eu deveria estar chorando. Olhei para ela e limpei as lágrimas com beijinhos em cada uma delas.

- Eu tive tanto medo de que você não viesse!- Ela disse e me apertou mais ainda

Eu a beijei e ficamos agarradas por um bom tempo e percebemos estar chorando juntas e abraçadas. A urgência de estar em contato com ela era inexplicável, só queria beijá-la até meus lábios caírem....

E assim nos deitamos embaixo da árvore, abraçadas. Ambas sem falar um palavra, apenas matando a saudade que nos matava, e assim, vencendo-a.


Notas Finais


Aí vai o bordão............ GOSTARAM?????????????????????????????????????


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