História I love you because I hate you! - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Visualizações 25
Palavras 2.134
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


o/

Capítulo 3 - Terceira pétala da rosa


Fanfic / Fanfiction I love you because I hate you! - Capítulo 3 - Terceira pétala da rosa

11:14

||Jimin||

A última aula iria acabar e o plano de fulga eu já havia planejado, era sempre tão cansativo sair da escola evitando aos garotos, o preconceito que eles tem comigo é algo que eu nunca entendi, nunca fiz nada a nenhum deles, mas eles continuam me perseguindo e dizendo coisas ruins, eles dizem que sou estranho porque sou muito baixo pra ser um homem, que sou muito gentil e delicado, eles dizem que sou gay.

Eu não sou de fato, mas não tenho nada contra, acredito que você ser homossexual não irá mudar em quem você é, apenas que tipo de pessoa é de seu agrado, sendo homem ou mulher, se você a ama não há questionário, apenas amor.

O sinal ecoou pelos corredores fazendo os vários alunos correrem para fora da sala deixando-a completamente bagunçada, a senhora de meia idade bufou, a professora Hyuwon sempre foi tão gentil com seus alunos, mas nenhum deles estavam interessados nas palavras da senhora, isso me deixa triste, por isso nas aulas de artes eu me dedico a escutá-la e ajuda-la, o que me torna mais gay na visão dos garotos.

 —Sra.Hyu? –chamei vendo os olhos cansados da professora de artes se direcionarem a mim e brilharem em seguida, seu sorriso doce iluminou a sala mais do que o sol do meio dia podia brilhar, era isso que me encantava na professora, era ela uma senhora muito doce e acolhedora, quase uma grande avó, ou até mesmo mãe.

 —Pequeno Park..! Irá para casa agora? –perguntou juntando as provas em ordem alfabética.

 —Pretendo ficar um pouco e esperar a poeira abaixar, quer ajuda com algo? –arrumei meus livros em meus braços os abraçando com um sorriso meigo direcionado a professora.

 —Você é um anjinho, sabia? Pode me ajudar a arrumar a sala para a aula de amanhã? –perguntou indo até o armário no canto da sala ao lado de sua mesa, retirando alguns produtos de limpeza dali, deixei meus livros e minha mochila ao lado dos pertences da professora e vesti o outro avental que se encontrava pendurado num pequeno gancho que se encontrava na porta. –deveria aceitar tal ato como um sim? –riu docemente e eu assenti.

Arrumei os quadros feitos, os deixando para secar em uma área onde o sol da tarde batia e secava a tinta, guardei os cavaletes de madeira clara no armário e vi Sra.Hyu varrer a sala, após algum tempo a sala se encontrava limpa, suspirei sentindo o perfume do produto de limpeza que havia sido passado no chão e sorri ouvindo uma risada gostosa.

 —Fizemos um bom trabalho, uh? –passou a mão por meu rosto, me virei e pude sentir os lábios macios na minha testa, meu rosto se tornou levemente ruborizado e meu sorriso aumentou, sentia como se minha mãe estivesse ali agora, era uma sensação de segurança e acolhimento que eu só sentia com pessoas muito especiais.

O sentimento que eu sentia com pessoas como Jungkook.

Guardamos as coisas e pegamos nosso pertences, ajudei-a com uma pilha de papéis um pouco pesada, saímos e trancamos a sala e andando pelo corredor fomos até o estacionamento do colégio onde ajudei-a a guardar as coisas em seu carro, me despedi da professora de artes e saí, abraçado com meus livros, em direção a minha casa.

Quando cheguei no portão, notei uma única silhueta parada, recostada no muro de pedra mexendo em seu celular, era um dos garotos, ele parecia concentrado em seu celular, então aproveitei o momento de distração e saí silenciosamente dali evitando qualquer barulho, chegando na esquina de minha casa ouço o som de algo se quebrando dentro da residência ao meu lado, gritos eram escutados junto a alguns palavrões.

Ignorei pois tal acontecimento não me diz respeito, e fui andando direto para minha casa, e quando cheguei vi a silhueta alta e adorável de Jungkook ali, brincando com meu pequeno Keomi.

 —Jungkook? O que faz aqui? –perguntei sorridente, aquela sensação de acolhimento havia voltado quando o vi sorrir. –Veio trazer minhas vestes? –perguntei notando a pequena sacola em sua mão direita.

 —Oh, oi Jimin! Na verdade me esqueci de trazê-las... –coçou a nuca. –I-Isso é para ti! –estendeu a sacola com suas duas mãos, sua cabeça estava abaixada em uma tentativa de esconder seu rosto, ele estava corado.

 —Ah! O-Obrigado Jeon... –peguei a sacola sentindo meu corpo arrepiar quando nossas mãos se tocaram, aquele pequeno toque foi algo que deixou meu coração tão acelerado!

Maldito coração agitado, pare seu ansioso!

 —N-Não quer entrar? Tomar um café? Farei um bolo agora, se puder ficar seria um prazer cozinhar contigo! –abri o portão de minha humilde casa e vi seus olhos brilharem e ele assentir como uma pequena criança ao lhe oferecerem um sorvete.

Sorri e o dei passagem, entramos em minha casa que se encontrava um tanto bagunçada graças aos estudos, ri envergonhado ao ver a situação da sala; Vários livros e papéis espalhados pela pequena mesinha de centro da sala e no chão, a luminária ainda acesa, a minha xícara de café ainda com um pouco do líquido dentro.

 —P-Peço perdão p-pela bagunça! –tirei meu sapatos rapidamente e fui apressadamente até a mesinha, deixei minha mochila e livros ao lado, no sofá, e fui pegando os papéis espalhados, ouvi os paços abafados pela meia perto a mim e logo Jungkook estava me ajudando a limpar a bagunça.

Estava quase tudo limpo, sorri animado ao ver que logo estaríamos cozinhando juntos e peguei a pilha de livros um pouco pesados andando rapidamente até o segundo andar em direção ao meu quarto, mas minha animação foi tanta que acabei escorregando com a meia no piso liso de madeira, sentindo meu corpo se chocar com o chão.

 

 

||Jungkook||

Terminei de limpar o lugar e no momento me encontrava lavando as louças que estavam sujas na pia de metal, ouvi o som de algo caindo e logo depois um choro, parecido com o de uma criança, deixei a louça e sequei minhas mãos subindo as escadas rapidamente, ao chegar encontrei Jimin deitado com sua barriga para baixo e seus braços e pernas esticados, me aproximei rapidamente e o segurei pelas costelas.

 —Jimin, o que aconteceu? Porque choras? Se machucou?! –perguntei preocupado e o vi se sentar no chão abraçando o próprio peito, chorando de forma que deixava meu coração apertado e minha garganta enrolada, queria chorar junto à ele.

 —E-Eu fiquei animado de..demais e corri pra gu-guardar os livros! Mas e-eu escorreguei no ch..chão e caí! –explicou em meio a soluços. –M-Meu peito está doendo! –reclamou ainda abraçado consigo, me aproximei e passei a mão em seus cabelos tentando o acalmar, segurei seu rosto e o levantei, sua face molhada pelas lágrimas salgadas e seus olhinhos puxados, vermelhos pelo choro, seus lábios carnudinhos estavam vermelhos com um pequeno machucado no meio, devia ter se cortado quando bateu com o chão.

Limpei suas lágrimas e beijei sua testa sentindo meu rosto esquentar e ruborizar como nunca, era tão bom beijar a pele de Jimin, me deixava feliz e confortável fazer isso, mas ao mesmo tempo...m-me deixava envergonhado s-sem as-saber o que fazer...

Maldito coração acelerado, pare seu teimoso!

Passei minhas mãos pelo peito de Jimin com calma, sua respiração descompensada e seus olhos levemente acanhados, seu rosto ainda estava vermelho e seu choro havia cessado dando espaço apenas para alguns soluços, terminei a pequena massagem vendo o mais velho respirar normalmente.

 —Está melhor agora? –perguntei, ele assentiu e eu me levantei o ajudando a se erguer, levamos os livros ao seu quarto e os colocamos em seus lugares certos, descemos a cozinha e jimin deixou todos os ingredientes do bolo acima da mesa de mármore.

 —Vou cuidar do meu lábio, pode esperar-me por um segundo? —assenti e o vi sair da cozinha subindo as escadas em direção ao segundo andar, olhei em volta, era uma cozinha simples e aconchegante, o chão limpo assim como o balcão, a pia e a mesa que, agora, continha tudo o que usaríamos para fazer o bolo.

As paredes eram em um azul clarinho que combinava com a pequena cortina de nuvens, os armários eram de madeira clara e o conjunto de cadeiras com a mesa eram de ferro branco, olhei para o balcão estilo americano e vi um retrato, um pequeno garotinho com o rosto gordinho ao lado de uma moça não muito diferente de cabelos pretos longos, me aproximei e vi com clareza, o garotinho usava uma roupa de marinheiro e de fundo haviam várias crianças com outros adultos.

Sorri ao ver que Jimin era fofo até quando criança, não havia mudado muito, apenas emagreceu, bastante, meus olhos correram para dois pequenos ganchos na parede que seguravam dois aventais de cozinha com estampas fofas, um era maior que o outro e isso foi o que me intrigou.

Park Jimin morava sozinho, tudo o que ele tinha era apenas um!

Quero dizer, a casa de Jimin era bem simples, mas no segundo andar haviam três portas, uma era claramente o banheiro, já que a porta aberta revelava que aquilo era de fato um, outra era o quarto que eu e Jimin entramos para pôr os livros, dava para ver claramente que era o quarto dele ...mas havia mais uma porta, uma porta branca, que estava fechada.

O que me deixa mais curioso ainda, já que, todas as portas da casa eram em um tom de marrom escuro e aquela no final do corredor era a única branca! Uma porta misteriosa e um segundo avental grande? Se Jimin morava sozinho, porque tinha dois aventais?! Meus pensamentos foram invadidos quando a voz fora e melodiosa me chamou.

 —Jungkook? Está tudo bem? Você está...encarando meus aventais...? –ele segurou a risada, corei e me afastei dos aventais brincando com meus dedos, sua risada gostosa ecoou pela cozinha. –Kookie! Não encare aventais ou irão lhe achar estranho! –ele abriu uma das gavetas da pia e de lá retirou dois aventais brancos.

 —Não iremos usar esses? –apontei para os dois aventais pendurados.

 —Não. –disse simples e colocou o avental em mim com um sorriso doce no rosto, seus braços rodearam minha cintura me fazendo arrepiar por inteiro, nossas íris estavam coladas e, eu juro, que por três míseros segundos, eu achei que Jimin iria me beijar. –Prontinho! –se afastou, acordei de meu transe e olhei meu corpo, ele havia amarrado o avental atrás de mim, me lembrei do momento em que nossos rostos estavam tão próximos, seu perfume...e-estava tão perto...

 —Jungkook pare de me encarar assim! Está me assustando! –senti um tapa em meu braço, sussurrei um “desculpe” e começamos a cozinhar, Jimin fazia a massa enquanto me dava as instruções para fazer a cobertura, foi um momento divertido em que nós estávamos nos ajudando.

Em um momento, Jimin e eu estávamos enfeitando o bolo já recheado e saído do forno, e o chantilly manchou meus dedos, não hesitei e passei-os no rosto do baixinho vendo sua face incrédula, ele sorriu e jogou farinha em mim, travamos uma guerra de ingredientes até eu escorregar em uma casca de ovo e trombar em Jimin fazendo nós dois cairmos no chão sujo gargalhando pela grande idiotice.

Terminamos o bolo e o colocamos na geladeira, Jimin me convidou para dormi na casa dele, pensei que iria desvendar o mistério daquela porta branca, mas me enganei drasticamente quando vi Jimin trancar a porta com uma chave e a colocar dentro de uma gaveta com cadeado.

 —J-Jun...Jungkook...? –me chamou a voz fofa, olhei-o e vi seu rosto vermelho. –Tem algum problema se...se você d-dormir comigo? –me amaldiçoei por meus pensamentos impuros e assenti com o rosto mais do que quente, ele sorriu mínimo e nós nos levantamos do sofá, já estávamos limpos e eu usava uma samba canção que Jimin tinha em seu guarda-roupa.

Jimin tinha roupas grandes para seu tamanho, roupas que com certeza não poderiam lhe pertencer.

Comemos, escovamos nossos dentes e desligamos as luzes da casa, Jimin trancou a porta da frente e nós dois fomos para seu quarto que se encontrava levemente bagunçado, mas nada muito parecido com a sala quando cheguei. Nos deitamos cada um de um lado e pude sentir meu rosto esquentar quando as costas do baixinho colaram com as minhas, seus pés geladinhos tocaram os meus e sua voz suave e tímida sussurrou um “boa noite”, ele nos cobriu e apagou o abajur.

Ainda envergonhado e um pouco constrangido com meus próprios pensamentos, me virei podendo dessa vez admirar as costas de Jimin cobertas pela camiseta de manga comprida listrada, seus shorts deixava suas coxas grossas expostas e seus cabelos pareciam tão levem sobre o travesseiro, arrumei o lençol e a coberta sobre nossos corpos e sem pedir permissão abracei Jimin com calma para não acordá-lo sentindo agora suas costas coladas ao meu peito.

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Notas Finais


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