História I Love You, Idiot Elf! - Capítulo 36


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce, Eldarya
Personagens Ezarel, Jamon, Keroshane, Leiftan, Lynn, Lysandre, Mery, Miiko, Nevra, Personagens Originais, Valkyon
Tags Eldarya, Ezarel, Nevra, Personagens Originais, Romance, Valkyon
Visualizações 397
Palavras 2.555
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Helloooo Docinhos de Limão >////<
Tudo bem?

Comigo não já que minhas provas começam Segunda :'( Me desejem sorte e que minha mente não dê um branco. AMÉM!

Nesse capítulo as coisas ficaram muito tensas e tristes, sério, peguem seus lenços. Lembrando: vai ter mais problemas '-'

Boa leitura e sintam-se livres para toda e qualquer reação <3

Capítulo 36 - O Abraço da Morte Que Nos Cerca


O silêncio era perturbador. A floresta mergulhada em sombras ocultava seus seres noturnos fazendo a tensão aumentar drásticamente, correndo com todas as suas forças a jovem em vão desviava de galhos que a feriam de maneira dolorosa, cortando sua pele fazendo finos filetes de sangue escorrerem. Contudo, sua determinação a fazia correr continuamente até parar numa clareira cercada por imensas árvores que pareciam agarrar o céu, a escuridão aumentara ainda mais.

- Onde você está?.... - murmurou para si mesma tentando recuperar o folêgo, correndo os olhos pelo local notou um vulto de costas para si próximo a uma árvore encurvada. - Mascarado?

Ao som de sua voz ele se virou lentamente fixando suas orbes vermelhas em sua face, engolindo em seco Lua se viu lutando contra suas próprias palavras.

- Eu... Eu nem sei o que dizer. Estou tão feliz em vê-lo e ao mesmo tempo confusa. - começou abraçando seu próprio corpo para se proteger do vento gelado repentino. - Eu sinto muito, por tudo o que disse a você naquela noite. Não quero deixar as coisas assim, você sempre esteve do meu lado, me ajudando, me protegendo, e independente do que a Guarda diz eu sei que você é meu amigo. Me desculpe por te acusar daquela forma, mas entenda que tanto Ezarel quanto a Guarda de Eel são meus amigos, eu confio neles... Talvez você também deva confiar.

Mantendo a cabeça cabisbaixa a garota esperou que o mesmo reagisse, talvez uma acusação ou argumento contraditório, contudo, o silêncio prosseguiu. Levantando os olhos notou que ele se mantinha imóvel diante de si, era impossível saber qual expressão fazia.

- Ainda está com raiva, não é? Entendo perfeitamente.... Mas eu sinto muito, mesmo. - estendendo a mão direita de modo pacífico abriu um sorriso tímido. - Será que pode me perdoar?

O Mascarado encarou a delicada mão estendida para si antes de voltar para a face da moça. Segundos se passaram até que movesse a mão para cima, mas em vez de apertar a outra se encaminhou para a própria cintura retirando algo de lá. Um tremor percorreu a espinha de Lua ao ver uma pequena bainha de cor púrpura na mão dele, os detalhes em rubi e couro novo mostravam ser uma arma nunca antes usada.

- Pra que isso? - indagou recolhendo a mão. Sem saber o porquê sentiu a floresta se fechar em torno de si. Sem respondê-la desembainhou a adaga revelando uma lâmina friamente cortante, o modo espelhado refletia uma luz cinzenta mortífera fazendo a faeliana dar um passo para trás. - Mascarado...?

Não houve tempo para completar a frase, num milésimo de segundo a lâmina desceu em direção ao seu rosto a fazendo pular para o lado num reflexo anormal. Grama e terra sujaram suas vestes e braços enquanto encarava de modo incrédulo o sujeito a sua frente. 

As pessoas são cruéis, Lua. 

O Mascarado voltou-se para ela lentamente segurando com força o punhal da adaga, um choque de adrenalina correu por suas veias fazendo-a levantar e correr o mais rápido que podia. Era um pesadelo. Tinha que ser. Desta vez já não sentia dor ao ter sua pele cortada pelos galhos, pedregulhos não incomodavam seus pés descalços, tudo que queria era voltar ao QG antes que morresse. Podia ouvi-lo se aproximar.

Elas mentem, são traiçoeiras.

Uma chicoteada em sua bochecha foi o bastante para seu desespero aumentar ainda mais, sentia o sangue queimar sua face antes de tropeçar numa pedra mediana fazendo-a cair num estrondo sobre a terra dura. Respirando com dificuldade voltou-se para trás bem a tempo de se desviar de outro ataque, desta vez seu equilíbrio fraguejou de vez provocando uma dor lascinante em sua cabeça. 

Nunca confie nas pessoas.

Sem saída alguma Lua se encolheu de modo aterrorizado, uma risada abafada vinda do ser de armadura negra ecoou por seus ouvidos antes de ver a lâmina se erguer novamente, desta vez de encontro ao seu coração. Era o fim. De repente, surgindo no meio da moita mais próxima uma pequena figura pulou em direção as pernas do Mascarado o desequilibrando, o choque foi tamanho para a jovem ao reconhecer seu mascote.

- Azul! - o Sabali relinchava de modo furioso enquanto dava fortes coices na armadura do sujeito que já recuperado do susto tratou de agarrar o animal pela cauda o puxando sem piedade. - Para! Deixa ele em paz!

Se levantando pegou a adaga que caíra no chão pronta para atacá-lo, porém, um resmungo de dor emitido por Azul que caiu no chão devido a um golpe foi o bastante para fazê-la se distrair, sem conseguir desviar a tempo Lua se viu jogada para trás num chute violento fazendo a arma voar de sua mão, sendo pega pelo Mascarado. 

Pois elas vão trair você.

Caída no solo gramoso a faeliana só teve tempo de vê-lo avançar sobre si numa velocidade assassina antes de Azul pular entre eles, recebendo o golpe que a acertaria. Um último relincho agudo foi emitido antes de o pequeno corpo tombar para o lado com um ferimento no dorso. Depois, o silêncio.

O sangue vermelho tingiu a terra. 

Os olhos arregalados se turvaram de lágrimas. Seu corpo tremeu, tomado por ondas de adrenalina e algo mais que não pode identificar, seus ouvidos rugiram em sons inaudíveis enquanto sentia seu corpo queimar em fogo vivo. 

Um grito explodiu de sua garganta carregado de dor e ódio enquanto era ecoado nos quatro ventos, uma onda azul-florescente foi liberada de seu corpo jogando com violência o Mascarado para trás fazendo sua adaga voar longe. Ao conter seu grito a albina viu toda sua fúria se dissipar súbitamente a deixando embebida numa sensação vazia, tombando o corpo para o lado completamente exausto viu seus olhos se fecharem contra sua vontade.

Sons de passos se aproximavam. Então, tudo ficou escuro.

***

A primeira coisa que viu assim que abriu os olhos foi um par de olhos verde-água a olhando com preocupação, a face de Ezarel estava abatida e cansada como se não tivesse dormido nada. Ao ver as orbes azuis lhe encararem devolta a face do elfo se iluminou num sorriso sem vida enquanto a envolvia com seus braços calorosos. Lua não retribuiu o abraço.

Palavra nenhuma foi dita.

A Enfermaria em tons claros continha o mesmo perfume de pinho, um cheiro reconfortante para os doentes, pela janela dava para ver a manhã nublada que nascera. Nuvens cinzentas carregadas de lágrimas prontas para jorrarem sobre a terra. Enquanto sentia Ezarel acariciar seus cabelos a jovem continuou a percorrer o lugar com os olhos sem saber como chegara ali, nenhuma lembrança, nenhum sentimento. O que acontecera?

- Ezarel... - sussurrou se afastando, só então notou bandagens em seus braços e pernas, uma camisola de hospital cobria seu corpo. - O que aconteceu?

A face do rapaz estava impassível, contudo, seus olhos estavam carregados de dor.

- Vai ficar tudo bem, estou aqui agora. Ninguém vai te fazer mal. - beijando sua testa se afastou pegando sobre a mesa um copo de água. A albina olhou para o copo por um bom tempo antes de tomar seu conteúdo. O que Ezarel queria dizer? O que acontecera?

De repente, flashs de memórias invadiram sua mente como um filme acelerado, tudo o que ocorrera na noite passada retornou como um choque fazendo seu corpo tremer dos pés a cabeça. Se lembrava de tudo. O Mascarado, o ataque... Seu mascote.

O copo se estilhaçou no chão.

- Azul... Onde está ele?! - gritou tentando se levantar. O elfo não se moveu. - Ele foi ferido, onde está ele? Ezarel, onde está meu mascote? 

- Eu sinto muito... - murmurou o alquimista com os olhos turvados de lágrimas. Sua voz era carregada de dor. - Mas é tarde demais. 

- Não! Está mentindo! - gritou ela já chorando, seu corpo tremia. - Não é verdade! 

- Ele já estava morto quando chegou ao QG, não dava para fazer mais nada.

- ELE NÃO ESTÁ MORTO! - o grito furioso foi sufocado por mais lágrimas, escondendo o rosto com as mãos a jovem abafou seus gritos de angústia. - Está mentindo... Não é possível...

Ezarel abraçou-a novamente sentindo seu coração despedaçar. Pelo Oráculo, como doía sua tristeza. Acariciando seus cabelos e dizendo palavras gentis o elfo tentava a todo custo reconfortá-la, se lembrava de quando acordara no meio da noite ao som de um grito carregado de dor e imediatamente reconhecera a voz dela. Nunca sentiu um desespero tão grande. 

- Sinto muito, Lua... Sinto muito mesmo.

- E-Ele salvou minha vida... - confessou escondendo seu rosto sobre sua blusa. - Azul morreu para me salvar.

- E eu vou ser eternamente grato a ele. 

Minutos se passaram até que Lua se afastasse, lágrimas continuavam a descer sobre sua face mas tratou de secá-las da melhor forma possível. Seu Sabali morrera por causa de um erro seu. Se fora por causa dele. 

Queria vê-lo morto pelas suas próprias mãos. 

- O que aconteceu com ele? - Ezarel sabia de quem ela falava, cerrando os punhos engoliu sua ira.

- O Mascarado está morto. - uma voz fria e decidida invadiu o recinto fazendo ambos se virarem, Miiko caminhou até eles em passos rápidos fazendo seu fogo azul crepitar. 

- Morto? Mas como? - surpresa invadiu a jovem que rapidamente tratou de se levantar. Os olhos da Kitsune continham um brilho diferente... Satisfação.

- Quem pode explicar melhor é ele. - num aceno uma figura adentrou o recinto de modo entristecido, a face do guerreiro era marcada por cansaço e arrependimento fazendo seus ombros cairem. Lua perdeu o ar quase que imediatamente ao ver o enorme ferimento em seu braço direito. 

- Ciel? - pronunciou surpresa, o rapaz curvou-se de maneira educada. Seus olhos castanhos estavam cabisbaixos.

- Ele foi quem te salvou ontem, Ciel não somente a protegeu como também matou o Mascarado. - prosseguiu Miiko em tom orgulhoso, Ezarel cruzou os braços de maneira observadora.

Em sua mente a jovem se lembrou de ouvir passos se aproximando quando sua visão escureceu. Não conseguiu ver mais nada depois disso.

- Eu estava realizando meu turno de vigia nos Jardins quando vi você passar correndo, estranhei ao ver nenhum guarda no Portão Principal por isso resolvi ir atrás de você. - Ciel cerrou os punhos furiosamente - Infelizmente cheguei tarde demais, seu mascote estava morto e você desacordada. Perdi o controle na hora e o ataquei, em troca recebi um ferimento no braço. Me perdoe por não chegar antes, se eu tivesse ido mais rápido...

- Está tudo bem, obrigada por ter me salvado. - a moça não se moveu, envolvida em seus próprips pensamentos se viu tomada por outra onda de tristeza. A Guarda de Eel estava certa, ele era um traidor, infelizmente percebera isso tarde demais. Sentia ódio por todas as palavras carinhosas ditas por ele, pela confiança que depositara nele, por todo o tempo que pensara que eram amigos. Sentia ódio. Um ódio que nunca sentira antes. - Quero vê-lo. 

Miiko assentiu olhando para Ezarel e Ciel que se mantinham em silêncio. Mesmo de longe dava ver a aura repleta de ira que emanava da moça.

***

O recinto fedia a Morte, as cores escuras dos poucos móveis eram banhados por uma luz branca fúnebre. Sozinha a seu pedido, Lua observava em silêncio o homem morto a sua frente, deitado numa simples maca no depósito de medicamentos para impedir alarde entre os moradores e subordinados a criatura não era nem um pouco como imaginara. A face era marcada por detalhes bruscos, o queixo forte demais, os olhos fundos, os lábios curvados em desgosto, a pele pálida marcada por cicatrizes leves. Era a imagem perfeita de um assassino cruel, o mesmo que um dia pensara ser uma pessoa gentil.

- Maldito... - murmurou em tom acusatório, lágrimas brotaram em seus olhos mas impediu-as de cair. Ele não merecia nenhuma delas.

Virando-se de costas respirou fundo enojada, precisava sair dali. Tivera que mentir a todos que apenas saira do QG afim de ir atrás de Azul que não estava no quarto, de maneira nenhuma contaria a verdade. Envergonhada por usar seu amado Sabali como mentira fez seu coração se apertar, Ezarel lhe dissera que Purreru estava cuidando de todos os detalhes do funeral, Azul seria enterrado no Cemitério Alpha que ficava no floresta do Leste, um lugar apenas para os mascotes descansarem em paz.

De repente, algo lhe chamou a atenção. Apoiada numa pequena mesa junto da máscara a adaga que matara Azul refletia um brilho avermelhado devido aos rubis gravados no couro da bainha. Era uma arma belíssima, mas no momento era símbolo de sua desgraça. Tocando-a hesitantemente a faeliana guardou-a ocultamente sobre seu casaco, sabia que era errado mas sentia que aquela arma agora lhe pertencia. 

Olhando uma última vez para o Mascarado deixou a sala em passos leves, desta vez sem esboçar qualquer reação.

***

- Foi adorável o jeito que você rezou, as flores de algodão ficaram lindas sobre o túmulo. - a jovem assentiu sem escutar absolutamente nada do que dizia Keroshane, durante todo o dia seus amigos vieram dar seus pêsames e alegrá-la da melhor forma possível fossem com piadas ou abraços gentis. Embora estivesse grata tudo que desejava era acordar desse pesadelo e ter sua vida normal novamente, cada vez que fechava os olhos via a adaga do Mascarado descer em direção ao seu coração. Se lembrar disso a fazia tremer dos pés a cabeça, principalmente quando o corpo dele fora queimado completamente pelas chamas de Miiko. 

Tudo se manteria num segredo guardado a sete chaves. Para sempre.

Sem se der conta Lua se encontrava sozinha em seu quarto com Ezarel, que no dia inteiro ficara ao seu lado. Saber que o amor da sua vida estava lá para cuidar de si a fazia sorrir, era grata a ele.

- Tem certeza que não quer que eu passe a noite aqui? - indagou ele de braços cruzados, sua insistência era admirável. - Não se preocupe que vamos apenas dormir, a não ser que você queira outra coisa...

Uma risada escapou de seus lábios ao ver o sorriso malicioso do mesmo. Céus, como o amava!

- Você está andando demais com o Nevra. Não se preocupe, ficarei bem.

Ezarel a observou por breves segundos antes de beijar sua testa. Era incrível o quanto se preocupava com ela, principalmente depois de uma perda como essa.

- Vou deixar a porta do meu quarto aberta, se precisar de qualquer coisa me chame.

- Ficarei bem, agora pare de bancar o preocupado que estou achando muito suspeito. - o beijando rapidamente a albina o empurrou para fora antes que ele mudasse de idéia, não estava afim de entregar suas bolachas de mel para ele.

Assim que a porta se fechou seu sorriso desapareceu, apoiando a testa na madeira fria da porta segurou suas lágrimas antes que desmoronasse. Seria difícil se acostumar com o tapete vazio ou dormir sem aqueles barulhos estranhos que só Azul emitia. Caminhando até sua cama a jovem retirou do bolso do casaco preto a adaga que escondera, ninguém dera por sua falta. Melhor assim.

Analisando cada detalhe muito bem colocado desembainhou a arma vendo sua imagem refletir na lâmina fria. Ficaria com essa adaga como um lembrete.

De que jamais deveria confiar nas pessoas.

 

 

 

 

 


Notas Finais


R.I.P AZUL :'( Descanse em paz, sentiremos saudades...

O que acharam? Xingamentos e choro é livre, se bem que as coisas vão ficar piores....

Sorry '-'


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