História I Love You (Parte Dois) - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Michael Jackson
Tags Michael Jackson, Sienna Darnell
Exibições 43
Palavras 2.610
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - O Começo De Uma Nova Etapa


SEIS MESES DEPOIS...

Se alguém me pedisse para resumir brevemente tudo que aconteceu nesses últimos seis meses da minha vida, seria difícil. Foram tantas coisas...
   Primeiro eu vendi tudo que tinha em Los Angeles e vim com Wayne para Nova Iorque na intenção de casar o mais rápido possível. No outro mês eu já estava morando na minha própria casa, com um novo escritório, e noiva de Michael Jackson! Mas se eu pensava que nesses dois meses tudo havia se virado de cabeça para baixo no meu mundo, foi porque eu não sabia o que ainda me aguardava.
   Mas apesar de tudo, não reclamo. Estes últimos seis meses serviram para me preparar para tudo que vou passar a partir do momento que eu e Michael nos casarmos. Eu percebi que tudo era uma preparação para o futuro. Estes estão sendo para mim como um “Curso Preparatório Para a Vida de Senhora Jackson”. E eu pensava que já sabia tudo que precisava saber sobre o mundo do meu futuro marido, mas vi que na verdade eu não sabia nem da metade.
   A começar pelas pessoas, eu conheci muito mais gente do que esperava conhecer. Algumas boas, outras nem tanto. Algumas bastante evidentes no dia-a-dia de Michael, outras não tão evidentes mas que são de extrema importância. E é claro que eu já imaginava que alguém como Michael deve ter muitos “vampiros” ao seu redor, tentando chupar seu dinheiro e seu poder; mas foi muito triste ver que esses vampiros são incontáveis. Com exceção de umas pouquíssimas pessoas, qualquer um pode ser “um lobo com pele de cordeiro” no mundo dele. A maioria nem gosta dele. São pessoas que estão ali apenas para roubar e prejudicar Michael. O problema é que nem sempre é fácil ter certeza e comprovar que tal pessoa é um desses “vampiros”. A maioria sabe disfarçar muito bem, e mesmo depois de descobri-las, é difícil se livrar deles. As coisas no “universo Jackson” são muito mais complicadas do que se pode imaginar. Mas as boas pessoas que Michael me apresentou, eu diria que são como verdadeiros Anjos da Guarda. É como na história de Peter Pan, onde as fadas são extremamente boas ou extremamente más; nunca os dois ao mesmo tempo.
   Umas das pessoas mais importantes que Michael me apresentou foi Frank, que não é ninguém mais, ninguém menos que o Paul da reunião no apartamento de Steven. Aquele foi uma espécie de codinome usado com pessoas que não o conheciam, como eu. O trabalho de Frank é extremamente importante e até um pouco sigiloso, e por isso todo cuidado é pouco quando está em meio à pessoas desconhecidas. Steven e vários outros convidados já sabiam que seu nome é Frank, mas outros, como eu ou Wayne não sabíamos. Na verdade, há muitos “vampiros” atrás de Frank, porque ele é um cara que vêm tirando muitos deles do caminho. Ele é uma espécie de assistente. Michael me contou que ele o conheceu há muitos anos atrás, quando Frank era apenas uma criança com menos de seis anos de idade. Michael ficou muito amigo dele e de toda a família que confiou cegamente nele, deixando até mesmo Frank e um de seus irmãos viajar ao redor do mundo com Michael numa turnê. Os anos se passaram, e hoje Frank é mais que um funcionário; ele é o maior amigo que Michael têm. Os dois se veem praticamente todos os dias, tanto que para onde Michael vai, Frank vai também.
   Apesar de bastante jovem, ele é um cara bastante inteligente e está aprendendo cada vez mais a exercer seu papel na vida do amigo. Eu cheguei a me assustar ao perceber que Frank praticamente não tem vida pessoal porque a dele gira em torno do meu noivo. Somente alguém de coração realmente bom largaria a vida de jovem numa universidade, com namoros e festas por uma onde sua função é viver em função de outro cara. E não é qualquer cara. Estamos falando de Michael Jackson. Imagino o quanto deve ser complicado o trabalho de Frank.
   E junto com ele, conheci o resto da família Cascio. Todos tão carismáticos quanto o filho. Eu diria até que eles são como uma segunda família para Michael, afinal, nesses meses eu vi mais os Cascio que os Jackson.
   Os Jackson... O que dizer sobre eles? Bom, francamente eu não me simpatizei pela a maioria deles. É claro que não estou falando de Prince e Paris, sou apaixonada por eles! Estou falando na verdade sobre os irmãos de Michael. Eu estaria mentindo se dissesse que gostei de algum deles. Vendo a relação deles com Michael não consegui enxergar amor, apenas interesse. Assim, mesmo com aqueles mais simpáticos como Janet — que é uma das irmãs — e alguns primos igualmente carismáticos, preferi manter o pé atrás e não confiar muito. Michael não me pediu para fazer isso, aliás ele me apresentou todos eles como santos. A decisão de não confiar demais partiu de mim, pela percepção que tive. Portanto, preferi não comentar nada com ele sobre sua família; vou deixar o tempo passar e então ele me mostrará quem é bom e quem é ruim naquela família. Mas uma coisa eu sei: a maioria não passa de sanguessugas aproveitadores que tratam Michael bem para conseguir arrancar dinheiro enquanto se fazem de vítimas dizendo que estão endividados e que não estão ganhando mais tanto dinheiro quanto antes; então, Michael dá o que eles querem. E da mesma forma, acho que eles não foram muito com a minha cara. Quer dizer, Katherine me tratou muito bem e pareceu empolgada ao saber que o filho vai se casar. Eu nunca havia visto uma senhora tão elegante e boa quanto ela. Katherine é uma verdadeira dama.
  
 Mas já não bastassem as pessoas, também tem os negócios de Michael que vão muito além da música. Nunca imaginei que ele pudesse ser dono de tanta coisa. Ele nunca está parado, nunca está sem nada para fazer. E admito que depois de vê-lo tanto ao telefone falando sobre negócios, indo à reuniões importantes, produzindo tanta coisa nova para o trabalho achei um pouco estranho quando o vi dançar, pois a figura do Michael empresário me pegou de surpresa.
   Então, com tantas coisas para fazer, eu diria que chega ser raro os momentos que eu e ele tivemos juntos em comparação aos outros relacionamentos que já tive. Mas é claro que também não tenho o direito de ficar comparando-os e reclamando, afinal, das outras vezes eu estava namorando com caras comuns, e não com um dos homens mais famosos do mundo. Aliás, eu não tenho do que reclamar. Nunca fui do tipo de mulher grudenta que exige que o companheiro lhe dê 24hrs de atenção por dia. Gosto da distância, pois quando finalmente temos tempo para ficar junto, a saudade já é grande e ambos tem muito sobre o que falar e o que fazer com o outro. Isso sem contar que um relacionamento com Michael jamais cairá na rotina, o que eu acho maravilhoso.
 
 Enfim, esses seis meses foram como uma amostra do que está por vir desde que eu aceite ser a Senhora Jackson, coisa que já aceitei há muito tempo e não pretendo voltar atrás na minha decisão.
   E foi assim, que há exato um mês atrás, Michael veio até eu falar sobre a produção de seu álbum, que foi o motivo de trazê-lo até Nova Iorque. Ele me explicou que agora a produção chegou a um outro nível, e que ele quer voltar para Neverland e continuar tudo lá. Eu não me surpreendi; já vinha notando que ele não estava gostando de morar aqui, e além disso Neverland é seu lar e cedo ou tarde acabaria voltando para ele.
   Tudo simples, até eu cair na real e entender o que Michael estava querendo ao me dizer aquilo.
   Como nosso namoro iria continuar com ele morando do outro lado do país e eu aqui?
   A frase que ele me disse naquela manhã em que nos reconciliamos me veio à mente: “Será rápido porque se as coisas derem certo — e eu sei que darão — quero que se case comigo no mais tardar daqui há alguns meses.”.
   Chegou o momento.
   As coisas de fato estão dando certo mesmo após seis meses. Eu não ligo se ele não poderá estar comigo o tempo todo. Não ligo se ele já tem filhos, porque eles já me chamam de “Mamãe” e é assim que eu os vejo: como meus filhos de verdade. E não fui eu ou Michael quem os ensinou a me chamar assim. Foi Prince que num dia qualquer começou a me chamar "mamãe", pegando tanto eu quanto Michael de surpresa. Nós pensávamos que ele nem ao menos conhecesse a palavra ou o significado dela. Mas Prince deve ter aprendido em algum desenho ou filme, e me vendo como tal, passou a me chamar assim. Paris, seguindo o exemplo do irmão também me chama de mamãe.
   Eu gosto dos amigos dele, me entendo com sua família, estou apaixonada... Por que esperar mais? Não consigo encontrar nenhum motivo.
   Então, mais uma vez largo meu escritório e vou para outro lugar com um cara me prometendo fazer-me a mulher mais feliz do mundo. Admito que estou com medo das coisas não se saírem como planejamos. Afinal, com Wayne também foi assim: eu vendi o que tinha e fui para o outro lado do país apaixonada, mas não demorou um mês para passar do estado de amor para o de ódio. Sei que Michael é muito diferente dele, mas o trauma me persegue. Persegue tanto que desta vez não vou cometer o erro de antes e vender tudo que tenho aqui para depois acabar sem casa e escritório.
   Esta casa não venderei, mas o escritório só vou vender quando eu e Michael já estivermos com uns bons meses de casados e felizes. Porque se isso não acontecer eu volto para cá e recomeço outra vez, apesar de não achar que isso vá acontecer.

 Ouço a campainha tocar e vou até a porta atender. Como eu imaginei, é  Alexander, um dos seguranças de Michael.
   —Senhorita Darnell, meu patrão já está lhe esperando. Ele pediu que não demore mais que cinco minutos.
   —Tudo bem, Alexander. Diga que eu só vou dar uma última olhada na casa e vou.
   —Sim, Senhorita. — respondeu enquanto balançava a cabeça — Quer que eu ajude a levar as malas?
   —Eu agradeceria. Elas estão ali. — falei apontando para minhas três malas com todas as minhas roupas, sapatos e outros pertences.
   Alexander as pegou prontamente e com a ajuda de um outro segurança as levou.
   Assim que eles saíram fechei a porta e me vi sozinha outra vez. Minhas mãos tremem, o coração está acelerado, sinto as gotas de suor na minha testa... Estou nervosa.
   Será que eu serei capaz de cumprir bem o papel de esposa e mãe?
   Nunca mais minha vida voltará a ser como antes. Estou entrando num mundo sem volta e mesmo que algum dia eu e Michael nos separemos, meu nome ainda estará vinculado ao dele. Parece estranho, mas todo o nervosismo que não senti nos últimos meses está tomando conta de mim agora.
   Olho em volta. Meus móveis estão todos cobertos por lençóis para que não estraguem durante o tempo que ficarei ausente. Não sei porquê, mas isso me dói. Subo as escadas e chego ao segundo andar, igualmente coberto por panos. Sento-me na cama e penso que nunca mais irei dormir sozinha. Observo as paredes, os enfeites e concluo que nada jamais estará essencialmente decorado ao meu gosto. Agora terei que levar em conta o gosto do meu futuro marido antes de comprar alguma coisa.
   Aproveito os poucos minutos que ainda tenho para ir também à minha biblioteca onde eu costumava trabalhar quando chegava do escritório e ainda tinha coisas pendentes a fazer. Acho que nunca mais irei trabalhar com divórcios ou heranças como costumava ser. Se caso algum dia eu voltar a trabalhar, será com outra coisa como as empresas de Michael ou algo do tipo. Mas por enquanto não tenho trabalho. O dinheiro que tenho é o que está guardado no banco, e quando ele acabar e eu não estiver trabalhando, será Michael quem irá me sustentar e então eu serei o típico tipo de mulher que sempre repudiei. Eu e ele vamos ter que conversar sobre isso. Não quero ser sustentada por ninguém.
  
   A campainha toca outra vez, mas nem preciso atender para saber que é Alexander para dizer que Michael já está impaciente. E claro, eu não me enganei.
   Pego minha bolsa e a chave. Tranco a porta e antes de ir faço uma oração pedindo à Deus que tudo dê certo nesta nova etapa da minha vida, porque este meu nervosismo inexplicável me deixa aflita.
  
   —Finalmente! — Michael exclamou assim que me viu entrar em sua casa, acompanhada por Alexander — Eu já estava pensando que você havia desistido.
   Ele estava sentado num sofá com Paris em seu colo. Ela segurava um livro que o pai devia estar lendo para eles.
   Já Prince estava entretido demais com o truque da moeda atrás da orelha que Frank fazia.
   —Vamos. — Michael disse já se levantando.
   Prince, Paris e Grace foram num carro com um segurança. Michael, eu e outros dois em outro carro. E ainda havia Frank em outro carro com mais alguns seguranças e funcionários. Nós estávamos indo em direção à um aeroporto, aonde um jato estaria nos esperando para finalmente partirmos para Neverland. 
   —Você está bem? — ele perguntou sentado ao meu lado no banco do carro.
   —Sim.
   —Tem certeza? Você está muito pálida.
   —Não se preocupe. Eu só estou com fome. Não comi nada hoje. — menti.
   Michael acariciou meu rosto, e eu sorri para despreocupá-lo.
    —Quando chegarmos ao avião você come alguma coisa, ok?
   Balancei a cabeça e respirei fundo. Eu senti que iria desmaiar a qualquer momento.
   Michael fez com que eu repousasse a cabeça em seu ombro, e eu o fiz. Fechei os olhos enquanto sentia suas mãos grandes acariciando meus cabelos e sem querer acabei dormindo. Quer dizer, até agora não sei se dormi ou desmaiei, pois só acordei já quase no aeroporto e sentindo as mãos de Michael dar batidinhas no meu rosto enquanto chamava meu nome.
   —Acorde, Sienna. Nós já estamos chegando.
   Apenas balancei a cabeça e olhei pela janela para saber se haviam fãs esperando. Ao que parece não. Respiro aliviada ao notar isso. Estou mal o suficiente para passar por um tumulto e desmaiar.
   Mas nós não tomamos o caminho que as outras pessoas costumam tomar. Fomos parar direto na área dos aviões. Notei que os seguranças e empregados entraram um avião comum; enquanto eu, Michael, as crianças e Frank fomos para o jato. Grace, a babá, também estava conosco.
   Quanto mais eu me aproximava do jato, mais minhas pernas tremiam. Em determinado ponto Frank precisou me segurar para que eu não caísse. Percebi a cara de susto que todos fizeram ao olhar para mim. Michael que andava de mãos dadas com Prince e Paris os deixou com Grace e veio me ajudar o resto do caminho. Dava para ver que ele estava muito preocupado. No jato ele me obrigou a comer uma série de coisas e ficou abanando meu rosto com uma folha de papel que encontrou. Mas sentir aquela coisa pegar voo não ajudou e em poucos minutos coloquei toda aquela comida para fora. Mas ainda assim me senti um pouco melhor depois e tive o trabalho de fingir que estava perfeitamente bem para Prince que não parava de perguntar se eu estava doente, e em sua inocência pedia para Michael me dar "remédinho" para que eu sarasse.



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