História I Love You (Parte Dois) - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Michael Jackson
Tags Michael Jackson, Sienna Darnell
Exibições 41
Palavras 1.405
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - Você Me Decepcionou


 Quando chegamos à Neverland já estava quase anoitecendo. O jato particular desceu há uns bons metros longe da mansão. Uma série de empregados surgiu como mágica para levar nossas malas para dentro. Notei que aqueles que vieram pelo outro avião já estavam aqui e trabalhando.
   Michael fez questão de me ajudar a ir até dentro da casa, segurando-me pela cintura. Eu me sentia bem o suficiente para ir sozinha, mas reconheço que talvez eu caísse caso ele me soltasse, então aceitei a ajuda de bom grado.
   Fiquei decepcionada ao perceber que Neverland não está tão bonita quanto da última vez que vim aqui há mais de um ano. As flores e o gramado estão feios e a casa está um pouco suja e com cheiro de poeira. O chão parece não ser varrido há semanas... Não tenho dúvidas de que a ausência de Michael serviu para deixar os empregados muito relaxados.
   —O que você quer fazer? — Michael me perguntou quando entramos na mansão.
   —Eu acho que preciso de tomar um banho.
   —Quer que eu te acompanhe até lá?
   —Não precisa. Eu posso me lembrar do caminho.
   —Tudo bem. Então eu vou ajudar Grace a dar banho nas crianças.
   Balancei a cabeça concordando e ele me deu um selinho, finalmente soltando a minha cintura. Minhas pernas fraquejaram quando tive que me manter de pé sem a ajuda dele, mas consegui ir até as escadas e subi me apoiando no corrimão. No banheiro enchi a banheira bastante e tirei minha roupa. Ao entrar e sentir a água quente no meu corpo foi como se estivesse me renovando. Estava tão gostoso que meus olhos faziam força para continuar fechados e eu cair no sono.
   Acabei sendo vencida pelo cansaço e fiquei ali por um bom tempo apenas relaxando. Quando acordei a água já estava gelada.
    —Sienna, Sienna acorde! — ouvi Michael me chamar sacudindo-me um pouco pelos ombros.
   Abri os olhos e o encontrei agachado ao meu lado na banheira. Suas mãos ainda me seguravam pelos ombros e seus olhos estavam arregalados.
   —Está tudo bem? — perguntou num tom um tanto dramático. Eu não sabia o motivo para tanta preocupação. Eu estava me sentindo ótima, exceto por uma enxaqueca que aumentava à medida que eu ia despertando de vez.
   —Sim. Por que está com essa cara?
   —Sienna, se eu não tivesse chegado à tempo você teria se afogado! — exclamou num tom bastante rude.
   —Como assim?
   —Faltava pouco para a água cobrir o seu nariz. O que está acontecendo com você, Sienna? Veja como a água está gelada! — ele continuava exclamando como se falasse com uma criança que havia aprontado — Vamos. Saia da água antes que pegue um resfriado.
   Michael ajudou-me a levantar e me enrolou num robe, já que minhas roupas não estavam ali. Fomos até o quarto e ao chegar lá, encontramos uma das empregadas passando as minhas roupas da mala para o closet. Ela nos deixou à sós, a pedido de Michael. Ele me ajudou a vestir a roupa e desembaraçar meus cabelos. Foi estranho que pela primeira vez a minha ausência de roupas não o tivesse deixado excitado. Na verdade ele estava mais preocupado e com uma mustura de entusisasmo do que qualquer outra coisa.
   —Sienna, está acontecendo alguma coisa e eu preciso que me conte o que é. — falou quando terminados. Ele estava na cama e fez com que eu me sentasse em seu colo. Daquele jeito eu me sentia como uma criança, mas a forma com que ele olhava para mim e acariciava meu rosto enquanto perguntava me traziam a calma que eu precisava.
   —Não é nada demais. — desviei meu olhar do dele, enquanto pensava se deveria mesmo falar. Decidi que sim — Eu acho que todas essas mudanças na minha vida estão me deixando um pouco atordoada... Só isso.
   Por um momento, Michael mudou drasticamente a expressão de seu rosto, passando de uma preocupação estranha para uma felicidade também estranha, e no mesmo nível.
   —E se você estiver grávida?
   —Grávida? — repeti incrédula. Senti meu rosto empalidecer só de cogitar a possiblidade. Apesar de tudo não planejei engravidar agora. Varri minha mente a procura de algum dia que eu não tenha tomado a pílula e felizmente não me lembro de ter feito isso — Não, não meu amor. Eu não estou grávida. Como eu disse, deve ter sido apenas o nervosismo...
   —Você não quer engravidar? — me interrompeu.
   —É claro que quero, Michael. Mas não agora. Até porque do caso contrário eu já teria parado de tomar a pílula...
   —Mas você está grávida. — afirmou como se tivesse certeza.
   —Não, não estou. Se estivesse eu saberia. — tentei explicar, já logo evitando que ele criasse expectativas.
   —Sienna, eu disse que você está grávida! — agora ele quase gritava. Em seu rosto havia um sorriso que quase não cabia na boca.
   —Não, Michael. Por favor, não crie expectativas...
   —E a sua menstruação? Não está atrasada? — a pergunta mais soou como se estivesse me apresentando uma prova.
   —Não. Ela só vêm no final do mês, e nós ainda nem estamos no meio dele.
   Me levantei de seu colo. Não queria decepcionar Michael, mas a probabilidade de eu estar grávida não existe.
   Eu estava de costas para ele. Esperava que se conformasse, mas ao contrário disso senti suas mãos me abraçarem por trás e ele sussurrou no meu ouvido algo que jamais vou esquecer:
   —Eu troquei as pílulas.
   —Como assim? — minha pergunta soou num tom mais ameaçador do que eu queria, mas já era tarde para reparar isso.
   Por um segundo o sorriso de Michael se desmanchou e ele franziu o cenho, mas não demorou para que sua expressão voltasse a ser a mesma de antes.  
   —Eu troquei as pílulas! Você não estava tomando anticoncepcionais. Eram comprimidos inúteis como farinha.
   —Você não está falando sério, não é?
   —Claro que estou!
   Eu fiquei estática olhando para ele a procura de algum sinal de que aquilo não passasse de brincadeira, mas ele, por outro lado esperava que eu comemorasse; o que não aconteceu.
   —Como você fez isso?
   —Você estava dormindo e eu troquei a cartela por uma idêntica. Não sei como você não percebeu.
   —Como eu iria perceber se a embalagem, os comprimidos... Tudo era igual? — agora eu gritava com ele — Como você conseguiu isso, Michael?
   —Eu mandei fazerem a cartela. Peguei uma usada e reproduziram uma igual para mim, só que com comprimidos inúteis.
   —Não, não! Você está brincando comigo, não é? Pare, Michael. Não tem graça. Diz logo que isso não passa de uma das suas pegadinhas.
   —Você não está feliz?
   Levei alguns instantes para processar a pergunta. Ele de fato não estava brincando. Isso quer dizer que ele me enganou, trapaceou!
  —Por que você fez isso? Por que você não me disse que queria que eu parasse de tomar a droga da pílula? — minha voz falhou. Senti lágrimas nos meus olhos — Eu teria parado! Mas não. Você preferiu me enganar e me fazer de idiota!
   —Eu só queria te fazer uma surpresa. Não entendo a sua reação. Mais cedo ou mais tarde você iria engravidar mesmo!
   —O que você fez foi sujo! Você pôs uma vida dentro de mim sem que eu soubesse! — eu protestava aos prantos.
   —Sim Sienna! Uma vida! Pare para pensar nisso. — disse se aproximando de mim e tocando minha barriga. Ele já não estava radiante como antes, mas queria que de repente eu ficasse — Um bebê meu e seu! Isso não te deixa feliz?
   —Tire suas mãos de mim!
   Eu o empurrei para longe e saí correndo do quarto. Atravessei a casa em direção ao jardim. Michael vinha atrás, mas acabou me perdendo entre as árvores. Depois de longos minutos correndo sem destino e tendo certeza de que ele não me encontraria agora me sentei em meio ao gramado, escorando-me numa planta enorme. As lágrimas caíam pelo meu rosto sem parar. Eu me senti idiota. Pior que isso: me senti traída. E esses sentimentos me impediam receber a felicidade de uma gravidez. Pelo contrário: eu só conseguia pensar na parte ruim. Na enganação, no medo de perder outra vez, o pavor de me imaginar com mais um filho morto. Eu fechava os olhos e tudo que conseguia visualizar eram coisas ruins. A imagem de um filho saudável era distante. Mas pensar nele morto era tão real...
   Assim como da outra vez, engravidei sem planejamento, sem querer. Isso trouxe todo meu passado e aflições à tona, e agora tudo que quero e consigo fazer é chorar de medo e tristeza.



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