História I Love You (Parte Dois) - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Michael Jackson
Tags Michael Jackson, Sienna Darnell
Exibições 39
Palavras 1.346
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - Outra Vez O Destino Foi Injusto


—Senhorita? Senhorita, acorde!
   Abri meus olhos e vi um homem. Ele vestia terno e gravata, tinha cabelos muito ruivos e um rosto que me parecia familiar, porém  não consigo me lembrar quem ele é.
   —A senhorita está bem?
   —Quem é você? — ignorei sua pergunta fazendo outra que não me deixava em paz desde o momento em que acordei e o vi.
   —Meu nome é Jason. Sou segurança do Senhor Jackson.
   Franzi o cenho sem saber de quem ele estava falando. Olhei ao redor e me vi num jardim enorme, mas um pouco mal cuidado. De longe eu podia enxergar um grande parque, e olhando para trás, bem distante e parecendo pequena como uma casa de bonecas, eu podia enxergar uma casa completamente iluminada.
   —Onde estou?
   —Na casa do Senhor Jackson. Vamos, eu lhe acompanho até ele. — disse o tal Jason já me pegando pelo braço.
   Soltei-me no mesmo instante.
   —Eu não conheço nenhum "Senhor Jackson". Por favor, chame meus pais. Eu quero ir embora daqui!
   O homem me olhou como se eu fosse louca, e se aproximou mais de mim para tocar minha testa como se estivesse checando se eu estava com febre.
   Meu coração batia forte no peito. Eu me sentia presa. Não sabia que lugar era aquele, não compreendia as coisas que aquele homem dizia. Eu só sentia já o conhecer de algum lugar.
   —Por favor, me deixe em paz! — implorei chorando.
   —Eu não vou fazer nada de mau! — disse Jason num tom bastante calmo — Venha comigo. Eu vou te levar para casa.
   Ele estendeu a mão para que eu segurasse, mas não o fiz.
   —Não. Você vai me levar para esse tal Senhor Jackson, e eu não quero ir!
   —Se você me acompanhar, eu prometo que te levarei para a sua casa. Venha.
   Olhei ao redor outra vez, procurando por alguém mais que pudesse me ajudar mas não encontrei ninguém. E apesar do lugar ser grande e até bonito, fazia eu me sentir presa e perdida como se as árvores ao meu redor pudessem me prender e não soltar nunca mais.
   Por fim, peguei na mão de Jason que ainda a estendia para mim. Quando o fiz, ele sorriu e outra vez senti que já o conhecia.
   Ele me levou até um carrinho e me sentei ao seu lado. Eu tremia dos pés à cabeça, e durante todo o trajeto não falei com ele, apesar dele não ter calado a boca por um minuto sequer.
   Fui observando o lugar, que por algum motivo não parecia assim tão ruim. Talvez eu estivesse exagerando. Mas com eu iria me comportar sendo que não conhecia nada e não me lembrava de nada relacionado ao tal "Senhor Jackson". Será ele algum sequestrador?
   Por mais que eu tentasse não pensar nisso, era a única coisa que conseguia imaginar dele.
   —Nós chegamos, Senhorita. Deixe que eu lhe ajude descer. — disse já descendo do carrinho e dando a volta para me ajudar.
   Recusei a ajuda, descendo antes mesmo que ele completasse a volta.
   —Por favor, me leve daqui. Eu não sei que lugar é este.
   —Eu não disse que lhe traria para casa? Esta é a sua casa.
   —Não, não é. Minha casa não é assim.
   Eu estava chorando e cada vez mais ia andando para trás; Até que o homem me pegou nos braços sem que eu esperasse e foi me carregando para dentro. Eu esperneava e gritava tentando me soltar, mas Jason é mais forte e conseguiu me fazer entrar na casa.
   Lá, havia uma mulher uniformizada como doméstica passando e ele mandou que ela fosse imediatamente chamar o patrão.
   Por fim, eu só chorava feito criança. Já havia perdido qualquer esperança de conseguir me livrar daquela situação.
   Fizeram eu me sentar num sofá e uma outra mulher que também devia ser empregada me obrigou tomar um copo d'água gelado.
   Um homem de olhos negros enormes e com os cabelos também pretos, porém bagunçados, apareceu. Por algum motivo senti-me protegida por ele e corri para abraçá-lo. Ele chamou a atenção tanto de Jason quanto da mulher, que me obrigaram entrar e tomar a água que molhou toda minha blusa.
   —Onde ela estava? — ouvi o homem perguntar.
   —No jardim. Perto do parque, Senhor.
   "Senhor"? Então este é o Senhor Jackson?
   —Por favor, me deixe ir. Este homem me obrigou vir para cá. Eu não sei que lugar é esse...
   —Sienna! — ele me interrompeu, chamando meu nome num tom atônito — O que você está dizendo?
   —Ela parece ter perdido a memória, Senhor. — Jason se apressou em dizer.
   —Não, não é verdade. Me leve para casa, Senhor. Por favor!
   Ele franziu o cenho, sem entender enquanto eu continuava aos prantos desesperada.
   —Tudo bem, querida. Se você me acompanhar, eu te levarei. — falou puxando-me para um outro abraço, guiando-me para as escadas.
   Eu não conhecia a casa. Não sabia se aquele era o caminho que levaria à minha, mas aquele homem trazia a paz que eu precisava.
   Assim nós íamos subindo. Na metade da escada ele me soltou, e lá de cima olhei para baixo. O tal Jason ainda estava lá encarando-me com uma expressão muito estranha. Parecia querer me matar com o olhar. Subitamente senti uma forte pontada na cabeça que me fez perder o equilíbrio. Tudo que senti foi meu corpo rolar pelos degraus, e ouvir a voz de alguém me chamar.

***
 
   Estava frio quando acordei tossindo. Parecia já ser noite e a última coisa que me lembrava era de ter discutido com Michael. Aquela discussão...
   Me levantei com calma e saí do quarto à procura de alguém em meio àquele silêncio agoniante que se fazia.
   Eu não sabia bem para onde estava indo. Depois de um ano sem vir à Neverland este é o resultado. Por fim, encontrei a cozinha. Haviam duas mulheres trabalhando, e eu as chamei. Ambas se viraram para mim e me fitaram da cabeça aos pés.
   —Vocês sabem onde Michael está? — perguntei.
   —Não. — foram breves em responder num tom bastante seco, logo voltando a dar as costas para mim e sem o menor interesse em ajudar.
   —Tudo bem. Obrigada.
   Saindo da cozinha, segui por um corredor bastante vago e que me levou até uma escada, fazendo-me parar próxima do quarto outra vez. Foi então que vi Michael sair de lá bastante apressado. Se eu soubesse, nem teria saído. Poderia ter continuado lá o esperando.
   —Você está aí. — falou o óbvio, mas parecia ter dito aquilo consigo mesmo — Não deveria ter saído da cama.
   —Por que seus olhos estão inchados?
   —Ah Sienna... Você já pode se lembrar de mim?
   —E por que não lembraria? — finalmente andei até ele e o abracei, de repente me sentindo muito mesquinha por todas as coisas que falei quando Michael me contou que íamos ter um bebê —Ah Michael por favor me desculpe pelas coisas que eu te disse. Eu estou sim muito feliz por estar grávida. Naquele momento eu...
   —Não tem mais bebê. — me interrompeu, soltando-me do abraço.
   —Como não? Não foi você quem disse...
   —Você caiu da escada. Agora já não deve se lembrar, mas... — enquanto falava seus olhos iam se enchendo cada vez mais de lágrimas, até que ele não aguentou mais segurar e começou a chorar.
   —Não, eu não caí de escada nenhuma! Do que você está falando? — eu o sacudia pelos ombros exigindo uma resposta, jogada ao chão com ele.
   —Você perdeu outra vez. Acabou! Não era o que você queria?
   —Não! Como pode dizer isso?
   —Não chore, Sienna. Foi você quem fez um espetáculo quando eu dei a notícia. Não venha agora se fazer de coitada! — gritava comigo em meio aos soluços de choro, enquanto tudo que eu conseguia fazer era olhar atônita para ele — Você deixou outro filho meu morrer. Já não bastasse a Jasmine, agora este também?
   —Eu não tive culpa! Eu nem me lembro de ter caído como você diz...
   —Não importa. Tudo que eu sei é que você deixou dois dos meus filhos morrerem, e para mim já basta!
   Michael se levantou bruscamente e saiu a passos largos, abandonando-me ali jogada no chão chorando enquanto absolvia aquelas palavras tão injustas.



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