História I love you to the moon and back. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation
Tags Girls' Generation
Exibições 50
Palavras 1.143
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Orange, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi *-*


Eu resolvi postar a fic, pq eu acho que não vai ser tão longa. E eu gosto de escrever esta estória.

Capítulo 1 - Prólogo.


 

Ainda quando eu tinha dez anos, vovô nos levou pela primeira vez na casa do gigante. Ele tinha uma filha que na época morava fora do país e, naquele mesmo dia os amigos do meu irmão – e posso dizer que meus também – estavam sentados perto da porteira. Ao que parecia conversavam sobre a ida dela à fazenda.

Confesso que eu estava bem curiosa, queria vê-la, poderíamos ser amigas, certo?! Perguntava-me enquanto aqueles idiotas discutiam dizendo que tentariam “conquistá-la”, coisa que eu duvidava muito, afinal, quando em sã consciência uma menina rica da cidade iria dar bola para uns mortos de fome do campo? Assim entrei na brincadeira e disse que seria moleza “ficar” com ela.  E veja, esses eram meus pensamentos de criança...Tudo o que eu precisava era de uma ajudinha deles, apenas para esconder uma mentirinha. Eu me passaria por um garoto!

 

oOo

 

No dia seguinte depois do colégio, corri para o trabalho do meu avô – ele trabalhava cuidando dos cavalos na fazenda do gigante – e para a minha surpresa, ela, a filha do dono da fazenda, já havia chegado e já estava rodeada pelos babacas, incluindo meu irmão. Meu plano seria colocado em prática naquele momento! Me aproximei dos garotos, me misturei, não foi tão difícil porque minhas roupas não eram tão femininas e meus cabelos eram ainda curtos, porém maiores do que de um corte masculino. Vovó ficava louca tentando me fazer usar vestidos, eu os odiava. Esquecendo-me disso, sorri para a garota e empurrei os idiotas de minha frente e dei uma boa olhada nela, dos pés à cabeça. Fiquei um pouco hesitante, ela era linda! Mas, mesmo assim, peguei sua mão e a beijei na maior cara de pau. E para a minha surpresa a menina corou violentamente, encarei-a e a vi sorrindo.

Ainda segurava sua mão e por conta disso, saí puxando-a para longe daqueles ranhentos. Passeamos de mãos dadas pelos arredores, eu conhecia o lugar como as palmas de minhas mãos! Se ela estava incômoda com o contato, não disse e também não me importei com isso. Por último levei-a ao meu lugar secreto, era muito bem escondido entre o mato, perto da cachoeira e ficamos em pé olhando a água, estávamos sob a sombra de uma árvore.

 

 

- Qual seu nome? – Ela me perguntou curiosa. – Você ainda não me disse.

 

- Eu não tenho um nome! – Falei encarando seus olhos castanhos.

 

- Mentiroso! Todas as coisas que existem tem um nome! – A garota sorria enquanto falava. O que era engraçado.

 

- Está dizendo que eu não existo? Eu sou um fantasma? Fantasmas fazem isso? – Me aproximei dela e pousei minhas mãos na região de seus seios, claro que ainda não tinha nada ali, mas apertei-os levemente.

 

- Pervertido! – Ela me deu um baita empurrão, caí para trás e bati com a bunda no chão. Ainda por cima levei um tapa no rosto. Eu sei, eu sabia que tinha sido atirada.

 

- Me desculpe. – Falei enquanto alisava minha bochecha, que estava bem quente. Acho que minutos depois ela havia se arrependido, pois se agachou e segurou meu rosto, deixando um beijinho no local da pancada.

 

- Agora vai passar. – Sorriu de novo, me puxou pela gola da camisa e eu levantei, caso contrário morreria enforcada.

 

 

Levamos um bom tempo andando de volta até a casa dela. Estava anoitecendo e estava ficando muito escuro. Mal pisamos na fazenda e os nossos parentes correram em nossa direção, meu corpo gelou, porque vovô – o estraga prazeres – iria detonar todo o meu disfarce e isso arruinaria meu plano. Virei meu rosto para não encará-la.

 

- Onde levou a filha do patrão, peste? – Meu avô começou a gritaria, me deu um tapa na cabeça e puxou minha orelha. – Pede desculpas!

 

- aiaiaiai, desculpa, aiaiaia... – Choraminguei e finalmente vovô me soltou. Ele também pediu desculpas ao gigante e terminou dando uma palmada em minha bunda, logo na frente da menina que soltava um sorrisinho.

 

- Desaparece das minhas vistas! – Ordenou ele mais calmo.

 

Dei um tchau para a garota e saí correndo, tropeçando em meus próprios pés. Minha orelha ardia e tinha certeza que quando chegasse em casa vovô iria me dar uma surra daquelas!

 

oOo

 

 

Poucos dias depois o meu plano continuava indo às mil maravilhas. Sempre depois das aulas eu ia passear e me atirar para a filha do gigante. Mas, quase um mês depois a história foi bem diferente...

Cheguei animada na fazenda e ela me esperava no degrau da entrada, eu estava sorrindo, mas meu riso morreu quando notei que  ela chorava em silêncio.

 

 

- Aconteceu alguma coisa? – Perguntei ajoelhando-me diante dela, que acabou fazendo um sim com a cabeça. Suas lágrimas escorriam, então passei meus dedos sujos de terra em sua pele branquinha, tentando enxugar seu rosto molhado. – Desculpe, manchei suas bochechas. – Arranquei-lhe um minúsculo sorriso.

 

- Eu vou voltar para a cidade amanhã. – Meu coração apertou, era uma brincadeira que tinha me feito ficar bem próxima dela. E naquele instante eu sabia que iria perdê-la, eu não queria aquilo.

 

Não sei o que deu em mim, saí correndo rumo às plantações. Chorei, chorei muito até não ter mais água para sair de meus olhos já vermelhos. Horas mais tarde fui para casa e assim que sentei à mesa, fiquei olhando minha avó terminar de aprontar a comida. Acho que dormi sentada na cadeira da cozinha.

 

...

 

No outro dia bem cedinho, acordei com a vovó apalpando minha testa. Estava com febre, a manhã inteira não consegui segurar nada no estômago. Ficar naquele estado era chato, definitivamente doença não era para mim! Levantei, tomei banho e me vesti como sempre. Escovei os dentes até minha língua arder, depois fui para a cozinha e saí de casa pela porta dos fundos. De novo fui para as plantações.

Chegando lá olhei aos arredores e vi os idiotas, meu irmão e os amigos, comendo tangerinas. Meu irmão, Jiwoong, jogou uma para mim e não demorei muito a destroçá-la com os dentes. Era doce, senti o líquido da fruta escorrer pelos cantos de minha boca. Fiquei grudenta.

 

 

- Aí está você! – Ouvi uma voz fraquinha e virei, encontrei aquele par de olhos brilhantes.

 

- Você já vai? – Perguntei tentando parecer indiferente.

 

- Você tá muito vermelhinho! – Ela passou a mão em minha testa. – Está ardendo em febre!

 

- Yah! Me responda! – Gritei exigindo uma resposta.

 

- Sim. – Ela me olhou triste. – Vou agora, mas antes vim me despedir de você. – Ela avançou contra meu corpo e beijou minha boca, era um selinho na verdade, coisa de criança. Foi demorado.

 

No fim ela me olhou mais uma vez e bagunçou minha franja. Saiu correndo e eu nunca mais a vi. Eu lembro de ter saído correndo atrás dela, mas minha vista foi ficando escura aos poucos e acabei caindo com tudo no chão. Eu não lembrei de muita coisa quando acordei...

 

Continua...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...