História I Love Your Lies - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Chanbaek
Exibições 232
Palavras 7.173
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá lindos floquinhos coloridos! <3
Eu sei que eu devia estar escrevendo HTLM e estudando para minhas provas, mas não consigo me conter quando ideias parecem surgir até de uma mosca que passa do meu lado, ta foda eu admito! kkkkk
Bem quero deixar claro que aqui de um modo está sendo relatado um relacionamento não saudável, e tem um pouco de prostituição, mas nada muito forte, ok? Os dois são meio loucos, só tenho isso a declarar! u.u
Particularmente não gostei muito da one e principalmente do lemon, mas eu gostei tanto do plot meio louco que sei lá, to aqui agora!
Desculpem qualquer erro e boa leitura! ^-^

Capítulo 1 - Amo suas mentiras, mas me odeio por não conseguir te odiar.


 

O som de coisas sendo quebradas podiam ser ouvidas pelos vizinhos que mesmo assustados não interferiam em mais uma briga que era comum entre o casal, gritos e xingamentos se seguiam até altas horas e apenas findavam quando o barulho de uma porta batendo com força encerrava o show.

Quase todos os dias eram assim e mesmo acostumados com o casal barulhento em vários sentidos, temiam chegar o dia em que som algum saísse mais do pequeno apartamento.

BaekHyun não ligava para quem ouvisse seus gritos, estava irado e louco para descontar sua fúria no maior que mais uma vez chegava tarde e embriagado de algum lugar com alguma fragrância que não era sua.

- Você acha mesmo que eu tenho cara de otário, Park ChanYeol?! Esse não foi nosso combinado! – sua garganta ardia e seu rosto queimava vermelho demonstrando o quanto estava irritado – Quer saber, eu cansei! – saiu da pequena sala de tv indo em direção ao quarto também diminuto que ambos dividiam a dois anos, dois anos cheio de mais baixos do que altos.

Pegou sua mochila de qualquer jeito começando a colocar suas roupas furiosamente dentro desta sem se importar se ia amaçar algo, apenas queria sair daquele lugar e deixar o maior de vez, estava cansado das falsas promessas e palavras vazias, tinha largado sua vida de baladas e prostituições para viver um amor que lhe fora jurado e idealizado, mas que só lhe trazia decepções e lágrimas.

Fugando tentando evitar que suas lágrimas o denunciassem e colocou a mochila já fechada contra as costas marchando pelo corredor olhando para baixo tentando chegar a porta de saída sem trocar nenhum olhar com o mais velho, pois aqueles olhos o enfeitiçavam e sempre conseguiam o influenciar para que mudasse de ideia, e sabia que se não fosse persistente se entregaria a ele de novo sem questionar.

- A onde você vai? – a voz um pouco mais sobrea lhe questionava rouca fazendo seu corpo se arrepiar como era desde o início, resolveu não responder deixando evidente que não importava o que este dissesse, não ia mudar de ideia – BaekHyun! A onde vai, droga! – desviou levemente o olhar da porta para prestar atenção na movimentação do maior que se levantava do sofá que antes se encontrava jogado contra.

- Embora. – pronunciou antes de abrir a porta e passar por esta rapidamente como tinha planejado, mas como na sua vida nada funcionava conforme seus planos braços fortes o puxaram bruscamente pelo braço para dentro do apartamento novamente apenas deixando que o som da porta batendo fortemente reverberasse.

- E vai pra onde, posso saber? – aquele tom sempre o deixava alarmado, era o momento que percebia que este começava a perder a calma – Você não tem pra onde ir, lembra? – o riso sarcástico apenas fez a chama em seu interior aumentar, e sabia muito bem como o atingir.

- Aí que você se engana meu querido, antes de você eu tinha uma vida, e junto dela pessoas que me acolheriam com muito “prazer” se eu pedisse. – sorriu o mais desafiador que conseguia dando uma ênfase maliciosa em suas palavras sabendo que ChanYeol entenderia suas referências.

A respiração alterada demonstrava que tinha conseguido o tirar do sério, e não se surpreendeu quando um punho voou acertando em cheio a parede ao lado do maior que tentava descontar a raiva que sentia de si em outro lugar.

- Acha mesmo que vou deixar você voltar para aqueles filhos da puta? Você é MEU, porra! – as mãos brutas agora lhe agarravam ambos os braços grosseiramente deixando a marca dos dedos longos enquanto seu corpo era balançado fervorosamente.

Mirava os olhos arregalados em sua direção que deixavam evidente o quão ensandecido o mais velho tinha ficado por conta de suas palavras, sabia que seu passado mexia com este, afinal era bem popular em seu ramo e foi de fato difícil deixar essa vida e mesmo assim ainda era cumprimentado na rua.

- Não é porque eu deixei a prostituição que não posso dormir com outras pessoas como você faz! Eu não sou seu, e se continuar assim, logo não serei seu nem em uma cama! – gritou na cara deste de volta se desfazendo rudemente do toque bruto que com certeza lhe deixaria mais alguns roxos.

- Vai virar puta de novo, é isso? Eu sempre soube que você não ia cansar de dar esse rabo pra todo mundo tão cedo, uma vez vagabunda sempre vagabunda, não é? – e o tapa estalado que depositou sobre a face deste encerrou a discussão e as palavras jogadas contra si.

Aquilo tinha doído muito, mais do que imaginava e mais ainda por ter vindo de quem pareceu ser compreensivo com sua situação e suas escolhas desde o início, o prometendo lindas ilusões onde não teria mais que se submeter a certas coisas que em seu âmago se desprezava por ter feito, sabia que suas ações não foram as melhores e as mais certas, mas tinha sido sua única saída para a miséria e as ruas frias durante as noites tempestuosas.

Balançou a cabeça em descrença enquanto mirava os olhos novamente arregalados em sua direção como se percebessem as palavras erradas que tinham sido pronunciadas e que eram retribuídas pelas lágrimas que insistiam em escorrer em seu rosto por pura decepção.

- BaekHyun, amor. Me desculpa, eu não queria ter dito isso! – tentou desviar das mãos e toques insistentes que tentavam lhe deter de sair novamente pela porta, agora mais que nunca queria se ver longe daquilo tudo e principalmente de ChanYeol, se arrependia de ter acreditado desde o início neste, e se perguntava se não estaria melhor se não tivesse cedido e acreditado que poderia ser feliz pelo menos uma vez, e que se tivesse evitado as insistentes investidas deste estaria em uma situação melhor, eram tantos “se” que já não conseguia enxerga um motivo para ficar.

- EU QUERO IR EMBORA, DROGA! – batia aonde suas mãos alcançavam dos braços desnudos e malhados que lhe prendiam como podiam tentando evitar que se desvencilhasse do corpo maior – ME SOLTA SEU FILHO DA PUTA, EU TE ODEIO! – não se importava de parecer histérico em plena três da manhã e pouco se importaria se a polícia batesse novamente a porta de ambos.

- Me desculpa! Eu juro que vou melhorar, só não me deixe, eu amo você! – e novamente os juramentos já tão gastos de serem ditos e vazios eram pronunciados no sentido de lhe nublarem a mente e fazer com que esquecesse tudo, mas não estava mais na posição de conseguir ignorar as palavras proferidas que dessa vez tinham o machucado de verdade.

- PARA DE MENTIR PRA MIM! – e com um impulso conseguiu se livrar do aperto insistente, e tinha noção que se encontrava uma bagunça de lágrimas e saliva, com cabelos bagunçados, rosto vermelho e inchado, mas nada daquilo era importante, não mais – Você não me ama e sabe disso, apenas não consegue lidar com a sua solidão e me usa como todo mundo, você não é diferente de todos eles ChanYeol, mas conseguiu me machucar mais do que eles juntos. – limpou raivosamente as lágrimas que ainda insistiam em escorrer e deixou que seus passos o guiassem até o velho sofá se sentando cansado sobre este.

Não esperava nenhuma resposta vinda do mais velho, pois no fundo o silencio deste demonstrava que este tinha ciência que suas palavras eram verdade, e a ausência de qualquer palavra o machucou mais ainda, queria que o questionasse e tentasse o convencer com mentiras de novo e assim poderia voltar para sua ilusão que era a única coisa que lhe restava.

E em meio as lágrimas e a omissão de ChanYeol se deixou divagar em como tudo aquilo começou, pensou que o maior seria mais um cliente, mas este se tornou mais assíduo do que esperava.

 

XXX

 

Dois anos antes...

 

Dançava entre muitos corpos que esbarravam no seu e muitas vezes lhe apalpavam sem vergonha alguma, não ligava mais para aquele tipo de promiscuidades depois que virara um homem que trabalhava com coisas impuras desde os doze anos por caminhos que a vida lhe tinha levado.

Os olhares que eram lançados em sua direção enquanto apenas se preocupava em dançar o mais sexy que a música e seu corpo permitia queimavam sua pele, estava ali mais do que apenas para se divertir, pois a diversão vinha como brinde da vida que tinha, e do jeito que era popular não demoraria para arrumar um cliente que pagaria uma bolada boa para valer sua noite e alguns dias de descanso.

E logo em meio a multidão de corpos fisgou o olhar que lhe fitava ao se aproximar, era um homem de feições maliciosas como todos costumavam lhe olhar antes de quererem algo e no seu caso, sabia exatamente o que aquele homem queria.

Não tardou a ir na direção deste que vinha em sua direção e quando as mãos rudes o agarraram e puxaram para um canto mais escuros seus alarmes internos pareciam apitar, pois estava mais do que acostumado com caras que já o tinham machucado ao ponto de perder a consciência, a brutalidade que era tratado o desesperou, e sabendo que tinha que se livrar deste o mais rápido possível começou a se debater, afinal, seu ramo possuía alguns perigos que não tinha como evitar.

E foi quando o primeiro soco veio, fazendo com que perdesse o ar, se curvou para frente colocando a mão contra a barriga que fora acertada, tentou se agarrar a qualquer um que estivesse ao seu lado, mas todos estavam inertes de mais com suas bebidas e drogas.

- Para de dar chilique seu viadinho de merda, ninguém vai te ajudar. – as palavras foram sussurradas contra seu ouvido e a mão que agarrou sua nuca o forçou a voltar a andar.

Já conseguia sentir seus olhos arderem, depois do que lhe fora dito sabia que aquele homem não passava de mais um hétero encubado que tinha sentido tesão em si e que provavelmente descontaria esta frustação contra seu corpo, já havia conhecido muitos destes e eles eram os piores.

Quando chegaram até atrás de algumas pilastras que estavam perto da entrada de serviços onde não possuíam muitas pessoas seu corpo foi jogado contra a parede e as mãos brutas o alisavam machucando sua pele, tentava novamente se livrar deste, mas mais alguns tapas contra sua cara o fizeram desistir e apenas aceitar tudo calado.

O fungar contra seu pescoço e a pressão daquele corpo contra o seu o dava náuseas, trabalhava no ramo do sexo, mas não era um lixo descartável que servia para ser usado e jogado fora, não merecia passar por uma agressão daquelas independente do que fazia para sobreviver, não merecia ser estuprado.

Fechou os olhos deixando finas lágrimas caírem apenas tentando se preparar para o que viria a seguir quando as mãos eufóricas tentavam desabotoar suas calças, mas logo aquele corpo não tocava mais o seu, fora tudo tão rápido que mesmo de olhos abertos não conseguia entender o que estava acontecendo.

Um homem mais alto do que o que lhe tentava assediar agora desferia inúmeros socos contra o outro que embora revidasse não conseguia retribuir a altura logo indo ao chão e não se mexendo mais.

A gritaria estava instalada e podia ver seguranças tentado cortar a multidão para chegar ao foco da briga, e sem pensar muito correu ao homem desconhecido que ainda se encontrava parado encarando o corpo que acabara de derrubar, e lhe pegou uma das mãos envolvendo seus dedos contra os deles apertado o puxando em meio as pessoas tentando passar pelos seguranças e chegar até a saída.

Não olhou para trás, apenas continuava puxando o desconhecido que nem ao menos tinha conseguido ver o rosto, e apenas parou quando o vento frio se chocou contra seu corpo quente lhe causando um certo arrepio pela troca de temperaturas, e mesmo assim não parou, continuou andando pela rua até virar uma esquina e se ver em outra rua deserta até finalmente parar e soltar quem segurava.

Respirou fundo antes de se virar e enfim focar no rosto do homem que parecia ter lhe salvado, e foi quando os olhos se cruzaram, o canto da boca estava sangrando juntamente com o supercílios, mas isso não interferia para que conseguisse ver a beleza do cara que se encontrava a sua frente.

Era coberto de tatuagens, o cabelo negro e curto o deixavam com uma ar selvagem, a expressão ainda séria misturado com o sangue que parecia não parar de escorrer, os músculos e a altura intimidante, mas que causavam mais que isso em si, e mesmo com os pensamentos de que estar sozinho com este também poderia ser um erro, sorriu.

- Obrigado, sério. Eu pensei que não conseguiria escapar daquele escroto. – falou tentando puxar algum diálogo, tinha ficado curioso para saber mais do maior – Byun BaekHyun, e você? – estendeu a mão no ar que logo foi envolvida pela semelhante que era o dobro do tamanho da sua.

- Park ChanYeol. – a voz grossa causou um certo alvoroço em seu interior, mas não sabia o que aquilo queria dizer, então resolveu ignorar – E não precisa agradecer, qualquer um teria feito o que fiz, ver aquele merda tratando alguém tão vulnerável como você daquele jeito me deixou muito irado. – estava gostando da conversa, mas quando este fez menção de que sua pessoa era de algum modo fraco se sentiu ofendido e irritado.

- Olha aqui cara, eu não sou fraco, entendeu? Eu posso não ter conseguido me livrar daquele imbecil, mas isso não quer dizer nada. – bufou insatisfeito dando as costas a este prestes a seguir pela rua, sua noite ainda não tinha acabado, precisava achar algum cliente, já que os seus mais assíduos estavam ocupados naquela noite.

- Foi mal ai baixinho. – o som dos passos que o seguiam pararam assim que seu braço foi segurado para que parasse também – Não quis te ofender, ok? É que você é tão... Esquece. – um incógnita apareceu em sua mente, o que afinal ele queria dizer? – Foi bom te conhecer, se cuida. – e quando a mão soltou seu braço e fez menção de sair foi sua vez de impedir.

- Espera! Você não pode ir embora assim, sangrando. – sorriu quando os olhos expressivos o miraram de novo – Vem, eu vou cuidar disso, minha casa é perto e de algum modo preciso te agradecer pela ajuda. – começou a andar não se preocupando em olhar para saber se era seguido, pois a presença do maior logo se pôs ao seu lado.

Nada foi dito enquanto andavam pelas ruas vazias e escuras, logo prédios com fachadas desgastadas tomavam a visão e foi em um desses que o menor entrou ainda sendo seguido, morava em um pequeno quarto com banheiro, dividindo a cozinha e sala com mais algumas garotas e garotos que levavam a mesma vida que a sua, mas ninguém de fato precisava saber disso.

Subiram as escadas já que o velho prédio não possuía elevador, e logo estavam em frente a porta do apartamento compartilhado que era aberto por BaekHyun, o som de alguns gemidos podiam ser ouvidos por ambos que adentravam o novo ambiente, e quando os olhos de ChanYeol o miraram indagadores apenas retribuiu com um levantar de ombros.

- Moro com outras pessoas. – respondeu simples vendo o entender nas expressões fechadas.

Seguiu pelo corredor passando por três portas fechadas inclusive pela qual o som provinha e se dirigiu para a última a abrindo e esperando o outro entrar antes de fechar novamente.

- Pode se sentar na cama, vou pegar o kit de primeiros socorros. – deu as costas indo em direção ao banheiro a procura da caixinha branca logo sorrindo quando a avistou em cima do armário.

Voltou até o quarto vendo a imagem do maior sentado ao meio de sua cama de solteiro enquanto observava seu quarto com atenção, era tudo muito simples admitia, mas tudo conquistado com seu esforço próprio e muito organizado, gostava de se gabar.

Sentou ao lado deste pedindo para que virasse em sua direção sendo atendido prontamente, não tardou a abrir a caixinha e pegar algodão com água oxigenada para limpar os ferimentos começando pelo da sobrancelha, esperava expressões de dor, mas nada veio, e enquanto se concentrava em limpar tudo e fechar com um curativo sentia os olhos que lhe avaliavam descaradamente queimar sua pele, sabia que tudo em si estava bem encaixado para atrair a atenção de todos, mas por alguma razão que não queria admitir gostava do jeito que estava sendo encarado por aquele homem.

- Gosta do que vê? – dirigiu um novo algodão ao canto do lábio que também sangrava limpando o sangue que tinha escorrido, não mirou os olhos que sabia que ainda o observavam.

- Muito. – e o mexer leve, e na sua visão sensual, dos lábios cheios ao falar o forçaram a levantar finalmente o olhar podendo de fato constatar a luxuria dentro das íris negras.

Sorriu de lado deixando ao chão a caixinha que se encontrava sobre a cama e o algodão que antes estava em sua mão para aproximar sorrateiramente do rosto frente ao seu parando apenas quando podia sentir a respiração do outro se chocar contra a sua, desviou o olhar dos lábios que quase grudavam aos seus para mirar os olhos que encaravam os seus lábios com vontade, sorriu mais uma vez passando lentamente a língua sobre estes de modo lento os deixando úmidos em forma de provocação.

- Então acho que devo lhe agradecer do melhor jeito possível, hoje pra você é por conta da casa. – mordeu de leve o lábio inferior instigando o tatuado a prosseguir.

E quando as mãos grandes que lhe davam tesão apenas de olhar o pegaram bruscamente pela cintura o obrigando a se sentar sobre o colo deste, se permitiu sorrir depravado antes de envolver seus braços contra o pescoço de ChanYeol o puxando para juntar finalmente os lábios.

O beijo começou quente, as línguas se envolviam com ânsia puxando as semelhantes para dentro de suas cavidades em uma luta mútua, sentia seu corpo se arrepiar e começar esquentar conforme tinha a pele por baixo da blusa alisada e apertada com vontade, seu quadril começou a ser instigado contra o do outro, então não se conteve em começar a rebolar por conta própria sobre o pênis que começava a dar sinais de vida.

Esfregava suas nádegas contra o volume nas calças do maior se satisfazendo com os suspiros que este soltava e os apertos que com certeza deixariam marcas em sua pele, mas não estava ligando para aquilo como nas outras vezes, pois naquela noite estava se entregando a alguém que queria e não apenas por dinheiro, mas por prazer.

As bocas foram separadas quando seu corpo foi virado e prensado contra o colchão estreito tendo o maior sobre o si, os lábios e dentes que agora exploravam a pele de seu pescoço lhe arrancavam leves gemidos, tirando que estava tão ansioso e com tanto tesão que não conseguia manter seu quadril quieto, o insinuando o tempo todo contra o semelhante a sua frente.

- Puta que pariu, como você é gostoso. – a voz grossa contra sua audição e tão perto de sua pele o fizeram tremer, e com pressa para ter a sensação maravilhosa que sabia que aquele homem podia lhe proporcionar o afastou começando a tirar a própria roupa lentamente sorrindo ao ver que a cada parte de seu corpo que era exposta os olhos atentos comiam lhe queimando a pele.

- Vai ser muito mais gostoso depois que você provar por inteiro. – lhe lançou um dos seus melhores sorrisos insinuativos conforme passava a lavagem justa de sua calça jeans por suas chochas grossas deixando sua pele macia e clara a disposição de ChanYeol – Está esperando o que? Não vai experimentar? – e a resposta que teve foi as roupas do outro sento tiradas rapidamente revelando aos seus olhos que observavam satisfeitos cada musculo bem definido envolto pelos rabiscos negros das tatuagens na pele clara.

Estava tão vidrado no maior que apenas despertou quando sua roupa intima que ainda restava em seu corpo foi arrancada e suas pernas separadas para acomodar melhor o outro que caia sobre si com sede.

Os lábios voltaram a se enroscarem em uma dança lenta e sensual, que era embalada pelos gemidos fracos que BaekHyun soltava ao ter as coxas apertadas e o roçar insistente de seu pênis duro contra o do outro ainda coberto.

Aquela tortura boa parecia que estava levando ambos a insanidade, a aura que pairava pelo quarto os embalava a procurarem por mais daquilo, e não se conteve em separar o beijo para gemer alto quando um dedo insistente tentava lhe penetrar a seco, estava acostumado a esse tipo de contado, mas parecia que até mesmo a dor da penetração conseguia se tornar prazerosa com o maior lhe tocando.

- Você deve ser bem apertadinho, uma delícia. – aquelas palavras apenas o fizeram gemer mais, e quando o segundo dedo o rasgou gritou ainda inebriado – Vem aqui e me prepara, não quero machucar você. – abriu os olhos que não tinha notado ter fechado e mirou nos inebriados do outro conforme os dedos deixavam seu interior e este se erguia.

Sabia do que o outro estava falando, então sorrindo malicioso se pondo de quatro e engatinhando até ter o falo duro em frente ao seu rosto, em forma de provocação empinou bem o quadril e se abaixou para lamber o membro da base até a ponta repetindo o processo até ter o que queria quando seus cabelos finalmente foram agarrados o forçando a o engolir.

Acolheu o pênis em sua boca que pulsava contra sua língua enquanto o chupava na velocidade conduzia pelo tatuado, gostava de engasgar naquela extensão grande e grossa e ver a satisfação no rosto do maior quando a cabeça de seu pênis tocava sua garganta apenas fazendo com que repetisse várias vezes o processo.

Gemeu quando dedos agora úmidos o penetraram novamente, sua nádega era apertada intensamente pela mesma mão conforme os dedos o adentravam fazendo com que gemesse e rebolasse o quadril tentando sentir mais.

Seus cabelos foram soltou e em uma última sugada cuspiu contra o pênis o deixando mais úmido e misturando com o pre gozo que escorria da ponta, envolveu este com a mão iniciando uma masturbação lenta observando as expressões de deleite de ChanYeol e se afastou do contato ainda observando os olhos fechados se abrirem insatisfeito, sorrindo virou de costas se pondo de quatro e se deixando exposto tentando dizer o que queria.

Mas a sensação da língua quente contra sua entrada fez com que gemesse surpreso, suas nádegas eram apertadas e abertas enquanto ChanYeol tentava adentrar dentro de si com o músculo molhado, gemia sem se importar da altura de sua voz, aquilo era muito bom, e fazia tempo que não faziam algo assim em si, era difícil achar homens que não sentissem nojo daquele tipo de coisa, então se deixou aproveitar enquanto podia rebolando e impulsionando o quadril contra o rosto alheio.

- Isso... é mu-muito bom... – falou manhoso, e quando a respiração desregulada deste bateu contra sua pele úmida quis implorar para que ele não parasse, mas a mordida que recebeu em sua nádega fez com que perdesse a linha de raciocínio.

E como tudo estava sendo inesperado não poupou sua voz ao gritar mais ainda ao ser penetrado de uma vez, aquilo tinha doido e ardido na mesma proporção, mas não conseguia parar, até aquela dor estava sendo boa e só queria mais dela, mais de ChanYeol.

Mexeu o quadril não se importando em esperar que seu corpo se acostumasse, instigando para que o maior começasse logo, e as mãos brutas em seu quadril indicaram que teria o que queria quando estas lhe apertaram o impulsionando para frente e puxando para trás.

As estocadas começaram rápidas e duras, e com apenas isso conseguia sentir seu corpo tremer, as sensações que ele conseguia causar em si ninguém tinha conseguido antes, e talvez deixou-se pensar que fosse a primeira vez que não estivesse usando sexo como um trabalho e sim como uma própria diversão.

Gemeu e pediu por mais sem ter vergonha alguma, pois as gotas de suor que escorriam de seu corpo apenas indicavam o quanto estava gostando daquilo, e quando as posições mudaram e se viu sentado no colo deste foi quando as coisas pareciam que poderiam melhor mais do que pensou, pois observar e ser observado faziam seu corpo queimar, gostava daqueles olhos banhados de luxuria o observando, gostava do jeito que os toques eram sempre nas medidas certas que mais gostava, tudo estava lhe enfeitiçando.

Tombou a cabeça para trás enquanto tinha as coxas mais uma vez agarradas e as palmas febris deslizaram até suas nádegas as apertando e fazendo com que rebolasse com mais intensidade antes de começar a se arremeter mais fortemente contra o quadril alheio.

Jurava que conseguia ver estrelas e que o som de seus gemidos se misturando com os roucos de ChanYeol formavam quase um linda sinfonia a seus ouvidos, e todo aquele turbilhão de sensações explodiu quando seu interior foi acertado várias vezes no lugar certo o fazendo gritar até atingir seu clímax, mas não parou seus movimentos apenas se concentrando em espremer mais o maior em seu interior até se dar por satisfeito ao sentir o líquido quente ser expelido dentro de si.

Caiu de qualquer jeito sem forças sobre o peitoral a sua frente, só notando que em seu processo de insanidade o tinha arranhado por completo com suas unhas bem feitas, passou levemente a palma pelas marcas deixadas por si observando o peito deste subir e descer recuperando o ar assim como fazia também.

Nada parecia que precisava ser dito, e se deixou cair na ilusão de que naquela noite não precisava de despedidas secas e de nenhum banho demorado para tirar qualquer cheiro desagradável que ficasse em seu corpo, pois o aroma que desprendia da pele abaixo de si o agradava mais do que admitira em voz alta.

- Acho que sei lá, precisamos de um banho. – resolveu se pronunciar depois de um tempo em silencio, quando o esperma que escorria de seu interior secou e começou a lhe incomodar – Pode ir primeiro se quiser. – desgrudou sua bochecha da pele quente, já que ainda se encontrava deitado sobre o corpo maior que lhe acolhia com um braço em sua cintura enquanto o outro se encontrava esticado sobre a cama, e apoiou seu queixo para mirar o rosto do tatuado.

- Ou podemos ir juntos e economizar água. – riu pelo levantar de sobrancelhas insinuativo do outro, se afastou um pouco para que conseguisse se levantar sendo seguido e se sobressaltando pelo envolver em sua cintura novamente – E quem sabe repetir uma dose também, o que acha? – a voz sussurrada em seu ouvido junto com os beijos que eram distribuídos pela curvatura do seu pescoço fizeram seus pelos se arrepiarem, gargalhando pelo modo como tudo era levado de um jeito tão simples pelo maior se permitiu virar ainda entre os grandes braços e se enroscar novamente contra este.

Se deixava ser guiado pelos passos tropeços que era obrigado a dar de costas em direção ao banheiro, não soube quando adentraram o cômodo pois seus lábios eram novamente envolvidos por outros que o beijavam com intensamente, uma das mãos deslizou por toda extensão de seu corpo até chegarem a suas coxas o impulsionando para subir no colo de ChanYeol, o enlaçar de suas pernas contra o quadril do tatuado fazia com que seu tesão novamente crescesse, o jeito que a carne farta de sua bunda era agarrada e apertada deixava seu corpo em chamas e sem controle algum, já que se esfregava como podia no maior.

E mesmo quando a água quente atingiu ambos os corpos eles não pararam, se entregaram ao prazer novamente e a ânsia que sentiam de sentir um ao outro, e quando toda a febre que os consumia foi saciada os corpos ainda nus se entrelaçaram sobre os lençóis usados que nenhum dos dois se importou de trocar.

 

TwT

 

BaekHyun não lembrava a quanto tempo tinha conseguido dormir tão bem e sabia que isso se devia ao fato de ter tido uma de suas melhores noites depois de muitos anos se sentindo frustrado com a vida que levava e o trabalho que tinha, mas seu sorriso recém aberto se desfez quando percebeu que os braços ao qual lhe envolviam quando adormeceu não estavam mais lá, abriu os olhos tentando se acostumar a luz olhando em volta a procura do maior, e ao constatar que não estava nem ao menos no banheiro suspirou frustrado tentando ignorar a decepção que sentia, mas que não deveria existir.

Tinha sido apenas uma noite e como sempre fora usado para algo, mesmo que tivesse feito aquilo por vontade própria e de graça, não iria se arrepender, mas de alguma forma ilusória se permitiu pensar que pudesse ser diferente, se repreendendo por criar expectativas vazias e se auto decepcionar a toa.

Se levantou observando as marcas em seu corpo, não as repudiava como costumava fazer, mas mesmo assim tentou ignorar e voltar a sua rotina monótona, estava começando a cansar da vida de baladas e bebidas, do sexo e principalmente dos homens, mesmo tendo passado por muitas dificuldade e tristezas, sempre via o amor em alguns momentos e em outras pessoas, e se achava um tolo por querer aquilo para si, pois todos vinham a si apenas procurando algo momentânea, e ser breve na vidas das pessoas já não estava sendo o suficiente, queria mais, queria ser lembrado e adorado como único, queria ser de uma única pessoa e não de todas elas.

O dia passou lento e torturante, aproveitou para organizar seu quarto e um pouco do resto da casa que dividia com os outros sendo ajudado por uma das meninas que moravam ali consigo, recebeu ligações de clientes fiéis que o queriam por aquela noite, e mesmo sabendo que não deveria recusar, pois ganharia uma boa bolada, disse que já tinha planos, e esses envolviam cruzar acidentalmente com um homem que possuía inúmeras tatuagens.

Se arrumou como em todas as outras noites, olhando uma última vez para seu reflexo no espelho e não se reconhecendo verdadeiramente naquelas roupas provocantes e no sorriso tentador, aquele era seu personagem, o cara que tomava o lugar de Byun BaekHyun e que trabalhava a noite como prostituto, pois o verdadeiro BaekHyun nunca agradaria ninguém, era apenas um jovem que a vida tinha tirado muito e que agora só lhe sobravam pedaços.

Cruzou a porta do apartamento sendo acompanhado pela mesma garota que o ajudou a arrumar a casa, não era muito de falar com as pessoas que moravam consigo, mas ela, de fato conseguia ser agradável e o entender, já que ambos passavam por quase a mesma situação, e ali juntos adentraram mais uma boate aquela noite, era sempre assim, vagavam por casas noturnas sofisticadas e caras caçando o cliente mais favorável da noite, e quando foi deixado por sua companhia que parecia ter finalmente fisgado o alvo certo se sentiu frustrado, estava cansado de procurar os cabeços negros e a pele rabiscada entre tantos corpos.

Estava amanhecendo quando deixou o ambiente que ainda fervia com a música alta, deveria estar acompanhado, mas não estava, aquela noite não parecia propicia para que sorrisse para outra pessoa e se entregasse abertamente para alguém, estava entristecido e de fato aceitou que deveria tirar umas férias.

O caminho não fora longo já que as ruas estavam vazias e isso facilitava o caminho do taxi que o deixou em frente ao seu prédio partindo logo em seguida, o vento frio da manhã envolvia seu corpo que possuía roupas finas e rasgadas, sempre era bom mostrar bastante as curvas e sua pele, afinal seu corpo era a mercadoria.

Correu com leves pulinhos enquanto subia a escada apressado, já sorria em pensar no aconchego de sua cama, mas freou os passos quando a imagem em frente a sua porta o pegou desprevenido.

Sabia que tinha ofegado alto já que agora a atenção do homem alto que antes se encontrava ao lado de sua porta encostado se virou em sua direção lhe mirando intensamente, queria sorrir por ver ChanYeol ali, pensava que mesmo depois de sua busca idiota nunca mais o veria, mas ali estava o grandão tatuado que fez questão de se aproximar.

- Você? – o menor perguntou brincalhão sorrindo zombeteiro tentando assim disfarçar a alegria que sentia ao o ver ali – O que faz aqui? Esqueceu alguma coisa ontem? – retirou as chaves do bolso tentado se manter calmo e um pouco indiferente a presença deste, não queria parecer rude, mas também não podia se permitir demonstrar toda a animação que lhe tomava.

Se dirigiu a tranca da porta vendo o maior se afastar desta para facilitar o que fazia, podia sentir o olhar penetrante novamente lhe queimar a pele, fazendo com que se arrepiasse apenas com isso, e internamente admitia que adorava o jeito que era encarado.

- Se for preciso esquecer algo para voltar aqui, eu vou esquecer todos os dias. – e antes que pudesse pensar sobre o significado das palavras do outro seu corpo já estava sendo atacado pelos braços fortes que o envolviam sedentos o empurrando para dentro do apartamento através da porta recém aberta.

E não precisou que mais nada fosse dito para conseguir entender o que aconteceria quando seus lábios foram também tomados com pressa, não soube como a porta fora fechada, pois apenas conseguiu ouvir o baque dela, pois as mãos que tentavam o despir ansiosas nublavam sua mente com os toques brutos que despertavam o maior dos fogos em seu interior.

O caminho ao quarto fora demorado e apenas caiu sobre a cama quando já se encontrava nu, tudo era muito intenso e rápido, a pressa que os preenchia não conseguia ser explicada por nenhum dos dois que apenas ansiavam ter todos aqueles sentimentos e sensações novamente e o mais rápido possível.

Gemeu como nunca antes e sorriu em meio ao gritos que ChanYeol conseguia arrancar de si por conta de todo o prazer que aquele corpo grande conseguia causar no seu, o ar parecia ter ficado pesado, pois era difícil de respirar e quando tudo se findou a sensação de que ainda precisavam de mais permaneceu, apenas não sendo vencida pelo cansaço que sentiam.

Nada do que aconteceu conseguia ser posto em palavras ou racionalizado para encontrar resposta para tudo aquilo, a única coisa que BaekHyun conseguiu associar após aquela noite fora que não conseguiria mais se ver livre tão facilmente de Park ChanYeol quando este aparecia noite após noite em sua porta.

Passou a gostar e apreciar os momentos que passava com o maior e o modo que este demonstrava a insatisfação por seu trabalho apenas lhe arrancava risadas, pois querendo ou não, ainda era prostituto e precisava atender seus clientes.

Mas as coisas ficaram sérias quando a presença do maior passou a ser frequente durante os dias também, onde o menor se via cercado de mimos e passeios, e seu tempo que deveria ser dedicado a seu trabalho era quase sempre atrapalhado pelo tatuado que quando sumia por dias sempre dava um jeito de atrapalhar suas saídas com ligações insistentes.

- ChanYeol você não pode ficar me atrapalhando no meu trabalho, temos que estabelecer limites, ok? – massageava sua cabeça com os dedos, estava pronto para sair, mas a presença surpresa do outro estava disposta a estragar seus planos – Olha eu não sei exatamente o que temos, mas se quiser um pouco do meu tempo pelas noites vai ter que começar a pagar como todos. – mirou o maior a sua frente que tentava impedir sua passagem pela porta – E agora eu estou atrasado para um encontro com um dos meus clientes, e como ele marcou antes de você, vai ter que esperar até amanhã como todo mundo! – tentou falhamente passar pela muralha que aquele homem era, mas foi em vão.

- Eu não sou igual a eles e você sabe! – as mãos grandes o seguravam pelos braços o olhando com aquele olhar frio que o deixava um pouco receoso, afinal, não conhecia muito da vida do Park, e embora o conhece a alguns meses ainda não conseguia confiar totalmente nas partes desconhecidas dele – Mas eu pago por todas as noites se assim quiser, ou melhor! Largue isso e venha morar comigo, eu prometo que vou te dar tudo, você não vai mais precisar se rebaixar a essas pessoas nojentas. – a expressão de repulsa do outro sempre o atingia, de todo modo se sentia julgado quando ChanYeol demonstrava que sentia nojo do que fazia.

-É o meu trabalho ChanYeol! Não fale assim dele! – se afastou do toque rudemente – Você não se importava com isso antes, então qual é o maldito problema agora? Eu não te devo nada, nós não temos nada e eu muito menos vou me tornar dependente de alguém que ao menos conheço por completo! – gritou. Não se importava de já estar de noite e que todos pudessem o ouvir, apenas não conseguia entender tudo aquilo que rondava ambos, queria estabilidade e não palavras vazias.

- EU NÃO GOSTO QUE TOQUEM NO QUE É MEU! É ESSA A MERDA DO PROBLEMA! – o grito forte o calou fazendo seu corpo se sobressaltar, nunca o vira irritado e essa sendo a primeira vez por instinto se afastou – Olha Baek, desculpa gritar com você, mas poxa, eu te amo entende? Não consigo ficar parado vendo você passar pelas mãos de tantos que nem ao menos merecem olhar pra você, enquanto isso eu poderia estar te protegendo de tudo isso, mas você não me deixa te salvar! Porque não deixa que eu te salve? Me diz! – e com essas palavras não conseguiu conter as lágrimas, tudo aquilo era o que sempre quis ouvir, que alguém queria que fosse único e que estava disposto a lhe tirar de todo aquele sofrimento, mas se negava a aceitar que tudo o que sonhara poderia se tornar de fato verdade.

Não se conteve quando cortou correndo a distância entre os corpos agarrando a cintura do tatuado e enterrando seu rosto contra o peito deste, se permitiu chorar pela confusão que sua mente se tornava, queria com todo seu correção acreditar no outro, mas aprendera da pior maneira que sonhos nunca se tornavam realidades.

- Você promete que eu serei único? – sua voz mesmo estando falha sabia que estava sendo ouvida e sua confirmação veio quando seu rosto fora afastando e suas lágrimas secadas pelos dedos ásperos.

- Você já é único, meu amor. – e com o beijo delicado depositado em seus lábios se permitiu aceitar que poderia tentar ser feliz sim, e que talvez a vida iria lhe sorrir.

 

 

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Presente...

 

Balançou a cabeça com as lembranças ainda vivas em sua mente, conseguia ouvir a voz grossa lhe dizendo todas aquelas promessas, e ainda sentado naquele sofá velho chorou, chorou por ter sido tão idiota quando tudo indicava que aquilo iria dar errado como tudo em sua vida.

Apenas queria voltar no início e o ter mandado embora no dia seguinte quando o viu novamente, deveria ter seguido sua vida sem sentido, deveria ter ouvido quando seu medo lhe avisou sobre aquilo que estava acontecendo, deveria ter feito muitas coisas como ter saído por aquela porta a alguns minutos atrás, mas não o fez.

Não conseguiria largar tudo aquilo, não conseguiria voltar ao que era antes após ter provado coisas diferentes, pois ficar agora sem aquilo que já teve doeria de mais, e mesmo sabendo que as promessas falsas foram todas quebradas e que continuariam sendo, ele iria ficar, pois apesar do amor de ChanYeol não ser verdadeiro, o seu era, e isso o mataria se não pudesse o ter por perto.

- Você é um filha da puta cretino e mentiroso, eu acreditei em você e você quebrou todas as promessas que tinha me feito. – respirou fundo tentando limpar o rosto e parecer menos patético – Me diga ChanYeol, valeu a pena todo o seu esforço para simplesmente me descartar depois? Pois como vejo não vai demorar para ter outra pessoa no meu lugar. – aquelas palavras lhe feriam, mas queria que pelo menos uma vez o outro se sentisse culpado pelas dores e duvidas que plantava em sua mente.

E novamente o silencio reinou, mas sabia que tinha a atenção toda voltada para si, pois a sensação dos olhos penetrantes queimando sua pele ainda faziam seu corpo arrepiar, respirou mais uma vez frustrado se levantando decidido a seguir seu caminho, doeria, mas estava disposto a fazer o outro sofrer também, e como previu antes que desse mais do que três passos mãos rudes o prendiam e o arrastavam até o quarto.

Tentou se soltar e gritar, mas nada faria efeito e foi solto apenas quando a porta fora fechada em um estrondo, e quando mirou as expressões fechadas e sem emoção, soube que tinha ultrapassado um limite que a muito não via.

- Sabe muito bem que não posso deixa-lo ir, você só vai me deixar quando estiver morto, e então, o que escolhe? – seu corpo tremeu e pareceu travar, sabia que a voz mais grossa que o comum indicava que este falava sério, e sabia que ele não brincava com essas coisas, afinal depois de tanto tempo ChanYeol não tinha conseguido esconder de si qual era seu verdadeiro trabalho.

- Vai me descartar como mais um dos seus trabalhos? – riu irônico mesmo que o medo ainda fosse presente - Falava tão mal do meu, mas pelo menos eu não era pago pra matar ninguém, acho que entre nós, você sempre será o mais podre! – ditou fortemente sem se importar ao ter o corpo arremessado contra o colchão gasto ao ter as mãos grandes contra seu pescoço – Mas você não vai me matar, e sabe porquê? O que seria de você sem mim, não é mesmo? – sorriu mesmo que finas lágrimas ainda escorressem de seus olhos e o aperto contra sua jugular o machucasse e fizesse sua voz sair sufocada.

A língua áspera deslizou contra sua bochecha e ali soube que o tinha em sua mão, era sempre assim, a ovelha que embora fosse constantemente abatida pelo lobo era o que sempre conseguia o controlar, afinal, um assassino só é um assassino quando se tem um vítima, e sem ela esse assassino não é nada.

- Eu amo você, e apenas eu posso te ter e mais ninguém, e mesmo que eu tenha que aprender a viver sem você eu nunca te deixaria ir. – a voz sussurrada contra sua audição fez seu pelos se arrepiarem, amava aquela sensação.

- Então não deixe. – e com aquela única frase os olhos se miraram cumplices daquela insanidade que apenas ambos entendiam.

O juntar dos lábios agressivamente apenas demonstrava que o ciclo vicioso novamente se iniciava sem fim, onde os únicos que sabiam dançar conforme a dança se entrelaçavam entre os lençóis dando folga aos vizinhos, que no dia seguinte apenas ouviriam mais gritos.

 


Notas Finais


E é isso pessoal!
Não sei se ficou um pouco confuso ou até mesmo mal descrito em algumas partes, não estou inteiramente satisfeita com tudo, e espero que me desculpem por estar meio bosta kkkk
Essa é minha fic que está em andamento caso alguém queira ler : https://spiritfanfics.com/historia/howls-on-the-moonlight-6044916 ( ChanBaek / ABO / MPREG)
Nós vemos por ai, sim? Bjos de luz! ^3^


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