História I miss myself. - Capítulo 1


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Categorias Kim Nam-joon / Rap Monster
Tags Ansiedade, Depressão, Desabafo, Drama, Kim Namjoon, Rap Monster, Tristeza
Visualizações 41
Palavras 1.041
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drabs, Drama (Tragédia), Droubble, Musical (Songfic), Universo Alternativo
Avisos: Self Inserction
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Um desabafo pessoal, com trechos de "Always" do Namjoon. Uma songfic baseada nos meus conflitos internos.

Capítulo 1 - Acordar dói. — Capítulo único.


Fanfic / Fanfiction I miss myself. - Capítulo 1 - Acordar dói. — Capítulo único.

Ele acorda. Tateia o celular ao lado de seu travesseiro, ascende a tela; sete e meia. Se levanta e vai preguiçosamente até o banheiro. Ultimamente tem ido ao banheiro muitas vezes por dia, mais vezes que o normal, talvez algum problema em seu organismo causado pelo estado de sua saúde mental. Tudo bem, para si já é normal não ser normal; não é como se esperasse que algo funcionasse muito bem si, não é como se esperasse ser saudável. Faz o que precisa fazer e volta para o quarto, para a cama. Sonolento, deita-se, aliviado. Sente que algo está errado, alguma coisa o incomoda e grita, lá do fundo, que ele não deve ficar calmo assim, algo lá no fundo lhe grita que ele precisa sentir alguma dor. Seu sono é imenso, felizmente ele dorme.


🌻


Acorda novamente. São dez e meia. “Droga. Dormi demais”, pensa. Com o sono reduzido, a mente acordada, sente um tapa invisível. A realidade o estapeia. Seu gato, única companhia real, ainda dorme na ponta da cama. Ele sorri por um breve, muito breve instante, enquanto olha para as feições delicadas de seu animal. Sorrir não é algo que ele costuma fazer com tanta boa vontade assim, sorrir lembra felicidade e felicidade o lembra que ele não a tem. Sorrir cansa, dói.


Quando eu abri meus olhos um dia

Eu desejei estar morto

Eu queria que alguém me matasse

Neste silêncio barulhento


Senta na cama e olha para cada canto do cômodo pequeno e escuro, abafado. Está frio, mas não deixa de lhe causar a sensação de que está numa caixa pequena de papelão fechada. Claustrofobia psicológica. Observa cada canto de sua prisão e sente uma pontada no peito. É doloroso olhar para as paredes todas escritas, cobertas de frases que o lembram de que a tristeza bateu à sua porta e ele a abriu para que entrasse. Ou foram outras pessoas, equivocadas, egoístas, que abriram a porta e convidaram-na? Ele pode ser masoquista às vezes, mas não seria burrice trazer uma convidada tão inconveniente e traiçoeira para dentro de si? De qualquer forma, ele é só um vagabundo, como todos costumam apontar. É um preguiçoso que não quer nada com nada e gosta de passar dias dormindo, pra fugir das responsabilidades. Tristeza? Não. Não passa de drama.


Estou vivendo para entender o mundo

Mas por que este mundo não tentou me entender?

Mesmo se for a metade, ainda não é o bastante

Está tentando me machucar


Por um instante se lembra de quando era criança e seus maiores conflitos eram coisas como: escolher qual cor de roupa usar no aniversário de fulano, qual chocolate dar de presente no amigo secreto ou decidir se preferia doce ou salgado. Lembra-se de quando tinha alguns amigos -se é que realmente eram seus amigos-. Memórias que poderiam ser simples se tornam beiras de abismos em que já esteve e nem percebeu que estava prestes a cair; as brigas entre os adultos à sua volta, que ele sempre ria pensando que fossem brincadeiras ou encenação, os amigos de adolescência que com certeza não eram amigos de verdade. Todas as apunhaladas que já devia ter levado pelas costas e nem percebeu. Agora se dá conta. E as costas ardem. Se lembra de quando não percebia, sorria, ria. Sente saudade do tempo em que os problemas já gritavam pela janela mas ainda assim ele conseguia fechar as cortinas e tampar os ouvidos. Sente saudade de quando era fácil, extremamente fácil sorrir.


Eu sinto minha falta, sinto minha falta baby

Eu sinto minha falta, sinto minha falta baby

Eu me desejo, me desejo baby

Queria poder me escolher


E se lembrar de tudo e pensar em tanto... O dilacera. Ele sente vontade de parar de lembrar, pensar, sentir. Sente a maior vontade de voltar a sorrir com facilidade. Só quer voltar a se sentir tranquilo enquanto o resto do mundo grita consigo.

Por que não consigo alcançar isso quando estou tão desesperado assim?

Toda a dor o deixa cansado de uma forma que o irrita e preenche-o com um vazio que não parece nada vazio. Não era suposto vazio ser leve? Mas por que isto pesa tanto? “Me odeio”, murmura. Se odiar é tão triste, e ele sabe, sente pena de si mesmo, sente por si. Se pudesse, se daria um abraço forte e diria que vai ficar tudo bem. Mas se abraçar não é tão fácil assim, ainda mais assim. Quer se amar, mas não vê motivos pra isso. Se sente fraco, perdido, perdedor. Se pergunta o por quê. Questiona sua existência e volta a se irritar consigo e com o resto do mundo. Com a vida.


Eu diria a Deus, se eu o conhecesse

Que esta vida é um café que eu nunca pedi

Eu seguraria seu colarinho e diria a ele

Que a morte é como um americano que não pode ser preenchido


Deus? Pra que serve? Existe? O que era suposto uma força tão imensa e boa fazer pelas criaturas que criou com tanto esmero? Não é injusto sentir tanta dor mesmo sem fazer mal a ninguém? Por que pessoas boas sofrem? Por que elas morrem? Por que se matam o tempo todo, das piores formas possíveis, por motivos que nem deveriam existir? Onde está este Deus, que vira as costas a quem precisa de Sua ajuda?

Ele se questiona mais e mais, irritado, transtornado, abafado, magoado, abandonado, negligenciado, cansado. Farto do fardo. Ainda assim, pede um sinal, qualquer sinal. Implorando por ajuda. “Socorro”.


Você está morto

Você é pai, mas você está morto

Pai morto, você não me escuta

Pai, por favor, me escute


Finalmente conclui, uma vez mais, que não tem saída. As coisas estão completa e definitivamente perdidas para si. A dor continua ali, cada vez mais forte, latejando. Ele sente que por mais alto que seja não adianta gritar. Se desespera, inconformado. O choro forte e escondido molha sua face de angústia, uma angústia que não faz menção de ir embora -nunca fez- e não pretende fazer. O peito dói, mas é preciso se acostumar e se adaptar com esta dor, porque ela não é passageira, é colega de quarto, moradora de sua casa.

Sempre, sempre, sempre, sempre

Sempre (eu perdi todos os meus caminhos).


Notas Finais


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