História I miss you - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 17
Palavras 1.256
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Self Inserction
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


A fanfic inteira é para uma amiga minha, que por acaso é a personagem principal. Esta fanfic vai ser inteiramente baseada em piadas internas, e é com casais que por mais que eu torça não sei se serão/são reais.

Nenhum dos lugares e/ou filmes aqui citados serão reais, além das cidades, porque não estou sendo nem paga para fazer propaganda. Se quiser que eu faça propaganda de qualquer coisa, me chama que eu faço se pagarem (brincadeira, brincadeira)

Capítulo 1 - After three years...


Após alguns anos, a garota de cabelos crespos estava de volta à cidade. Bastante coisa mudara, não só no aspecto da capital, como na própria atitude de Letícia. Estava mais velha, mais madura. Afinal, começaria o último ano do ensino médio, já estava com 17 anos. Não era mais a adolescente de 14 anos que deixou suas amigas para trás por causa do emprego do pai. A casa em que moraria por no mínimo, os próximos dois anos estava bastante bagunçada, mas não teria tempo de ajudar seus pais a organizar toda confusão causada pela mudança recente. Tinha combinado de encontrar seus antigos amigos e já estava atrasada.

— Mãe, pode me dar carona para ir no shopping? — Perguntou Letícia, enquanto pegava sua bolsa.

— Estou ocupada agora. — Respondeu-lhe a mãe. — Vai a pé mesmo.

— Mas está chovendo. — Letícia tentou argumentar.

— Pega um guarda-chuva e vai. — Falou a mulher encerrando de uma vez por todas o assunto.

A garota soltou um suspiro baixo e resmungou, enquanto colocava um casaco e pegava seu guarda-chuva. Era estranho estar chovendo em Goiânia, ao menos aquela foi a impressão que a adolescente tivera durante os anos que morou na cidade. A chuva ainda não era forte, então não foi tão difícil para ela chegar até o shopping quase ilesa. Em um banco, em frente à uma livraria, era possível observar duas garotas discutindo. Uma delas era baixa e tinha cabelos cacheados da cor roxa na altura dos ombros. Esta usava uma blusa preta, calça jeans clara e tênis da mesma cor de seu cabelo. A outra era mais baixa ainda, com cabelo loiro escuro curto, usando um casaco com estampa de Naruto, calça preta e sapatilha. Realmente, Stéfani e Ana Sofia não tinham mudado nada.

— Quanto tempo, Satanás! — Falou Stéfani abraçando a recém-chegada.

— Sentimos sua falta, Letícia. — Um sorriso se abriu no rosto de Ana.

— Também senti a falta de vocês. — Letícia falou com um sorriso. — O que aconteceu enquanto eu estive fora?

— Senta aí, que tem muita coisa para contar. — A garota de cabelos roxos falou. — Bem... a Ana ficou com o Batata, eles meio namoraram, mas terminaram há pouco tempo. — Letícia ficou meio perplexa com a informação, mas Stéfani deu de ombros. — Eles foram para o mesmo colégio no ensino médio. A Lívia se mudou e nunca mais falou com a gente, eu fiz intercâmbio por um ano na Inglaterra, a Maria Fernanda engravidou e o Bratyner é o pai, o Yee morreu... tenho mesmo que falar de tudo que aconteceu com todo mundo com quem a gente estudava?

— Ok, estou satisfeita com esse resumo. Vamos fazer alguma coisa um pouco mais interessante do que nos encararmos?

— Nós íamos ver Assinado com Sangue¹. — Falou Ana Sofia.

— Desde quando a Stéfani vê filme de terror? — Perguntou Letícia evidenciando o forte sotaque carioca.

— Desde quando eu quero. — A garota de cabelo roxo cruzou os braços e fingiu estar ofendida.

— Tá bom, corajosa. — Debochou Ana.

— Certeza que nos primeiros cinco minutos do filme, ela vai estar chorando de medo. — Disse a garota de cabelos crespos rindo.

— Bem que podia ser um documentário sobre aranhas. — Continuou Ana também rindo.

— Vão se foder. — Resmungou Stéfani, mostrando o seu dedo do meio para as amigas.

Elas riram e continuaram debochando da garota de roupa preta. Um casal, composto por uma garota loira, alta e de porte físico magro, e um garoto moreno com olhos claros, passou pelas amigas. O olhar dele se encontrou com o de Letícia, como se eles conversassem apenas com o olhar. Aqueles olhos claros estavam carregados de melancolia ao ver a menina. Sem dúvidas, era uma troca de olhares bastante intensa, com diversos sentimentos de ambas as partes. Ah, eles tinham uma história. Uma bela história, com detalhes mal contados. Apenas é necessário saber que os dois tinham lembranças vívidas de seu passado.

— Letícia? — O garoto de olhos claros perguntou em voz baixa.

— Sou eu. — Ela tentou reprimir um pequeno sorriso e se amaldiçoou por ficar assim perto de Cláudio. — Cláudio?

— Eu... — O garoto tentou começar a falar, sendo interrompido.

— Com licença. — Falou uma voz estridente. — Tá lindo esse momento, mas eu e MEU namorado vamos ao cinema. Dois beijos para vocês.

A loira arrastou o moreno até longe das três garotas e apenas foi seguida com os olhos por Letícia. Era quase possível notar a tristeza em seu olhar por não falar direito com Cláudio. Stéfani e Ana Sofia apenas assistiam a cena, tentando assimilar o que exatamente tinha ocorrido. Elas sabiam do antigo lance entre Letícia e Claudio, mas realmente não esperavam que alguém manteria algo do gênero por três anos.

— Tícia, vem. — Falou a garota de cabelos roxos tocando levemente no ombro da carioca. — Vamos comprar os ingressos, okay?

— Finge que não viu eles, tá? — Falou Ana, passando a mão pelos cabelos.

— Vocês não viram nada. — Afirmou Letícia, finalmente acordando do transe.

— Se você diz... — Ana e Stéfani falaram ao mesmo tempo se entreolhando.

A garota de cabelos crespos lançou um olhar ameaçador em direção as duas que apenas riram. Daquele mesmo jeito, brincalhão, as três passaram a tarde juntas, rindo da cara uma da outra, principalmente no cinema, onde Stéfani tomava um susto a cada cinco minutos. Apesar de alguns anos terem se passado e elas terem mudado consideravelmente, a amizade permaneceu da mesma forma. Era possível notar maior maturidade em Ana Sofia, que sempre fora a “criança” do grupo de amigas. Por incrível que pareça, Letícia notou que a amiga que tivera depressão parecia mais... feliz. E calma. Duas características não muito comuns à garota de cabelos coloridos, pelo que se lembrava.

Quando chegou em casa, a carioca não sentia vontade quase nem de comer. Sua cabeça estava cheia com todos os fatos recentes. Sem falar com seus pais ou seu irmão mais novo, ela trancou-se em seu quarto e deitou-se na cama, encarando o teto. Aqueles olhos que estavam entre o azul e o verde ocupavam sua mente, deixando-lhe inquieta. Três anos tinham se passado. Letícia tinha tido alguns casos com algumas pessoas naquele meio tempo, inclusive um namoro sério. Mas não tinha o esquecido. Não conseguiu esquecer de fato aquele olhar, ou o calor daqueles braços quando era abraçada. Se amaldiçoava internamente por tudo aquilo. A garota queria mandar seus sentimentos a merda e se concentrar em coisas importantes.

Amanhã seria o primeiro dia de aula do terceiro ano do ensino médio. O último ano em um colégio. O ano em que finalmente prestaria o vestibular e em que aquele ciclo se encerraria. Não tinha tempo para pensar em Cláudio. Tentando ao máximo se concentrar nos materiais que levaria para o dia seguinte de aula, Letícia arrumou sua bolsa e colocou música alta para tocar em seu quarto. Ela ia se distrair com algo. Precisava se distrair. A garota de cabelos crespos colocou um pijama e escovou seus dentes.

Tinha noção de que não conseguiria dormir bem naquela noite, mas ao menos tentaria. Um livro qualquer foi escolhido pela garota como forma de distração. Ela tentou se concentrar na leitura, mas apenas conseguia pensar no nome martelando em sua mente. Letícia odiava pensar nele, mas não conseguia controlar seus pensamentos. Afinal, por que as coisas sempre eram assim para ela?


Notas Finais


Satanás, ou Tícia, por favor não me mate
¹ Esse filme não existe, porque não sou nem paga para fazer propaganda de filme real


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