História I Miss You - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias B.A.P
Personagens Bang Yongguk, Daehyun, Himchan, Jongup, Youngjae, Zelo
Tags Banghim, Bap, Daejae, Jonglo
Visualizações 25
Palavras 4.449
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabs, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Hentai, Lemon, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi pessoinhas ><
Então, eu tenho uma ligeira dificuldade em encontrar fics BangHim, então acho que foi daí que surgiu a inspiração pra isso (risos)
Confesso que já escrevi coisas melhores (o lemon ta bem fraquinho) mas fazer oq? Vai assim mesmo (risos)

Espero que se divirtam um pouquinho, boa leitura <3

P.S.: se quiserem me indicar fics, estou aceitando u.u
P.S.2: Caso alguém fique em dúvida, "bae" é um diminutivo carinhoso para "baby"

Capítulo 1 - OneShot - I Remember


Fanfic / Fanfiction I Miss You - Capítulo 1 - OneShot - I Remember

 Já se passou tanto tempo que o calor de seu toque não passa de uma lembrança distante. Às vezes me pergunto se o que vivemos naquelas férias fora real ou se, ao invés disso, fora uma manobra cruel de meu cérebro que vira que eu precisava de algo bom no qual acreditar, e forjara aquela ilusão para mim. Por mais estúpido que pareça, ultimamente tendo a acreditar nessa última opção. Fora tão mágico e surreal, o tipo de coisa que só acontece em história infantis ou filmes. Não parecia cabível aquilo ter acontecido a mim. Ainda me pego pensando nele, um pouquinho todos os dias. Prometemos não perder contato, não permitir que aquela história virasse distantes memórias a serem observadas. Palavras vãs, jogadas ao vento. Pois, cá estou eu, sozinho e melancólico, três meses depois sem sequer uma notícia informando se ele está vivo e bem, ou se ao menos ele é real. Jogo o talher com brutalidade sobre a mesa do refeitório, ignorando os olhares curiosos que conquistei com o barulho.

_ Não que seja da minha conta, mas acho que o talher não tem culpa das suas frustrações.

Reviro os olhos reconhecendo a voz doce e nojentamente esbanjando sabedoria.

_ Não me importo. Vou descontar minhas frustrações aonde diabos eu quiser. E se você começar a encher meu saco, Yoo YoungJae, será o próximo a sofrer as consequências.

YoungJae arqueou as sobrancelhas, divertido, e sentou-se ao meu lado ignorando minha ameaça.

_ O Bang de novo? - pergunta, apoiando os cotovelos na mesa.

_ Quem mais? - retruco, abaixando a cabeça para meu prato.

_ HimChan, já se passaram três meses! Você deveria ter, pelo menos, começado a superar isso.

_ É fácil pra você dizer quando está num relacionamento estável. - suspiro.

_ Se tem uma coisa que não chega nem perto de ser estável, é o meu relacionamento. - ele diz, sorrindo de lado. Não consigo aguentar e deixo escapulir uma risada.

O silêncio que se segue é o bastante para me transportar novamente àquelas malditas lembranças do último verão. Um nó se faz presente em meu peito e escondo meu rosto nas mãos.

_ Eu te odeio, Bang YongGuk. - sussurro, e sinto as mãos macias de Jae acariciarem minhas costas.

Involuntariamente, começo a lembrar.

 

Flashback on

 

A areia fofa sob meus pés, a brisa salgada do mar em minha face e o sussurro dos pássaros ao longe. Se aquilo não era o paraíso, era o mais próximo que eu já tinha chegado dele. Separo ligeiramente meus braços de meu corpo e sorrio sendo banhado pelo sol. O som das ondas quebrando me faz relaxar tanto que quase sinto como se minha alma quisesse abandonar o meu corpo, de tão leve que estou. Mas braços fortes envolvem minha cintura, me trazendo de volta para a realidade.

_ Não tem nada mais lindo do que observar um HimChan relaxado à beira do mar.

Um leve arrepio toma conta de mim e envolvo as mãos que me cercam com as minhas. Sorrio mais, ainda sem abrir os olhos. Tem duas semanas que conheço YongGuk, mas era o suficiente para me mostrar um outro pedacinho do paraíso.

_ Como você me encontrou aqui? - pergunto, descansando minha cabeça em seu peito.

_ Segui seu cheiro. - ele responde, me fazendo abrir os olhos. Deslumbrei um pouco o mar antes de me remexer em seus braços para encará-lo.

_ Tá falando que eu sou fedido?

Ele me olha confuso e surpreso, e um YongGuk confuso e surpreso com os cabelos rebeldes ao vento, dentro de uma camisa fina é definitivamente a visão mais maravilhosa desse mundo.

_ Puta merda, HimChan. Você acabou de ganhar o prêmio de “melhor maneira de estragar o clima”.

Não aguento e explodo em uma gargalhada descontrolada, levando ele junto comigo. Seus braços acabam me apertando mais, e eu descanso minha cabeça em seu peitoral enquanto recuperamos o fôlego. Ouço seu coração batendo contra mim e sorrio me deliciando com o momento. Suas mãos descem mais um pouco pela minha cintura, me arrepiando. Era incrível: as sensações que ninguém me dera em uma vida inteira, YongGuk me proporcionara em duas semanas.

_ HimChan? - ele me chama, e me afasto ligeiramente para encará-lo. Seus olhos buscam os meus e ele acaricia meu rosto. Me esforço ao máximo para não fechar os olhos e ronronar.

YongGuk se inclina lentamente, mas sou mais rápido em cobrir o espaço entre nós, iniciando o beijo. Ele se assusta ligeiramente, mas logo se recupera e assume o controle da situação. Sua mão desce para minha cintura novamente enquanto as minhas encontram suas madeixas. É um beijo lento e cheio de significados. Ele me aperta um pouco mais, aproximando nossos corpos e me fazendo soltar um gemido tímido em seus lábios. Com cuidado, acaricia acaricia-me com sua língua, me fazendo abrir ainda mais a boca. Nos invadimos por completo, e seu gosto é inebriante. Fecho um pouco mais meus dedos sobre seus cabelos, enquanto uma de suas mãos se aventura por debaixo da minha camisa. Eu poderia beijá-lo o dia inteiro, mas ainda precisava de ar. Mordendo seu lábio, me separo um pouco para recuperar o fôlego enquanto encaro sua boca avermelhada e ligeiramente mais inchada que antes. Ele me abraça, enterrando a cabeça em meu pescoço.

_ Você tem o melhor cheiro do mundo. - completa, me fazendo sorrir.

 

Flashbak Off

 

Sou trazido de volta à realidade por um burburinho irritante perto de mim. Levanto a cabeça e vejo um YoungJae irritado discutindo aos sussurros com um DaeHyun em pé do outro lado da mesa.

_ O que está acontecendo? - pergunto, curioso.

_ Nada. - YoungJae responde rápido, sem parar de fuzilar o namorado. DaeHyun tem uma expressão de assombro e ansiedade no rosto.

_HimChan, o que você faria se o YongGuk aparecesse aqui agora? - ele pergunta, sem tirar os olhos de YoungJae, que agora adquirira uma pele da cor de tomates maduros.

_ Do que você está falando? - pergunto, ainda confuso. Quase posso sentir o gosto salgado do mar de minhas lembranças em minha língua. Não tinha despertado totalmente.

_ Só responde. - DaeHyun continua.

_ Eu não sei. - falo, me remexendo na cadeira – Provavelmente o socaria. Por que?

YoungJae e DaeHyun travavam uma luta silenciosa com o olhar, e eu não poderia dizer quem estava vencendo. Algo se remexe em meu estômago. Eu não estava gostando daquilo.

_ Por que? - repito, mais autoritário dessa vez.

Jae parece ceder com um suspiro derrotado e irritado, o que faz DaeHyun se virar pra mim. Mas quando está prestes a falar, meu celular vibra. Por mais curioso que eu estivesse com a resposta de Dae, pego o celular por reflexo para ler a mensagem. O número não é nenhum que eu tenha salvo nos contatos, mas o sangue foge de meu rosto ao ler seu conteúdo.

 

~ Sentiu minha falta, bae? ~

 

Só uma pessoa no mundo inteiro me chamava assim, e eu não podia acreditar que era uma mensagem dele. Releio-a vinte vezes antes que outra chegue.

 

~ Você continua tão lindo quanto no dia em que te conheci.~

 

Meus pulmões falham e meu coração realiza miseravelmente sua função de continuar batendo. Olho para os lados, procurando-o. Quando me viro para as portas de vidro atrás de mim, meu sangue congela. Andando lentamente pela grama do pátio, como se o mundo pertencesse a ele, estava Bang YongGuk. Vestido numa camisa vermelha e casaco e calça pretos, ele sorria sob os cachos soltos. Me levanto lentamente, e não tenho mais consciência dos meus movimentos. Abro a porta do refeitório e começo a andar em sua direção. Por um momento, o tempo passa mais devagar, me permitindo lembrar tudo o que eu passara naqueles três meses. As ligações que ele não atendera, as mensagens que ele não respondera, a frustração de começar a me questionar sobre o que eu tinha feito de errado. E finalmente, o amargor da verdade: ele seguira em frente sem mim. Meus olhos marejaram. Eu queria muito que ele pagasse por tudo o que me causara. Como ele pode aparecer aqui assim, depois de tudo? Avanço mais rápido e ergo a mão, na intenção de acertar seu rosto. Mas ele é mais rápido. Segura o meu pulso e me puxa para perto dele, enterrando o rosto em meu pescoço. Estou em choque demais para me mover, então continuo com meu pulso erguido e preso por sua mão enquanto sinto sua respiração em minha pele.

_ Eu senti tanto a sua falta. - ele deixa sair, baixinho – Sinto muito, Channie.

Todo o peso que parecia que eu estava carregando sozinho por três meses derrete, e o alívio é tão grande que transborda pelos meus olhos. Ao sentir meus soluços, YongGuk solta meu pulso e eu envolvo seu pescoço, enquanto seus braços laçam minha cintura.

_ Eu te odeio tanto, Bang YongGuk. - falo, em meio as lágrimas. E tenho quase certeza que um pequeno sorriso se forma em seus lábios.

 

*

 

Estamos os seis sentados sob o guarda-sol de uma sorveteria. Quando eu e YongGuk voltamos para o refeitório da faculdade, DaeHyun já tinha avisado aos dois mais novos sobre o que estava acontecendo então todos esperavam o nosso retorno. Eles cumprimentaram YongGuk educadamente, com exceção de Jae, que se limitou a fuzilá-lo com o olhar. JunHong e JongUp, cujo relacionamento acabara de completar cinco dias, nos encaravam de mãos dadas e olhares curiosos.

_ É muito bom rever todos vocês. - Bang disse, depois das formalidades.

Os meninos sorriram, mas a expressão de YoungJae se tornou mais negra. Conhecendo-o como eu conheço, sabia que não viria coisa boa por aí.

_ Jae… - chamei-o, cauteloso. Mas era tarde demais.

_ COMO VOCÊ OUSA? - ele grita, e YongGuk se retrai – Você sabe o que fez ele passar? - continua, apontando para mim – Ele sofreu todos os dias desde aquelas malditas férias na praia. E você acha que pode chegar assim, DO NADA, e agir como se tudo estivesse normal? Como se nada tivesse acontecido? Você acha que a gente também não tá puto com você?

Todos encaravam YoungJae com expressões assustadas, e meu rosto corado estava voltado para o chão. Não podia dizer que ele estava completamente errado. Ao se recuperar do susto, Bang se pronunciou.

_ Acho melhor a gente procurar um local mais reservado para conversar.

Ignorando os olhares curiosos, seguimos para a sorveteria preferida de JunHong, e é onde nos encontramos agora, aguardando as explicações de YongGuk.

_ Acho que a essa altura todos já sabem que minha família é dona de uma empresa de eletrônicos, certo? - ele começou, e encontrou cinco rostos surpresos o encarando de volta – Ou então, ninguém sabe. Tudo bem. Então, minha família é dona de uma empresa de eletrônicos.

Olhamos para ele estupefatos, mas algo na minha mente gritava “BANG ENTERPRISES SEU BURRO”, mas eu decidi ignorar e continuar escutando a história.

_ É um negócio de família, e conheci vocês nas primeiras férias que consegui tirar em dois anos. - ele continuou – Quando voltei para casa, descobri que meu pai tinha sofrido um grave acidente e estava em estado crítico no hospital. - ele engole em seco – Quando me contaram o que aconteceu, senti que tinha algo a mais por trás e fui investigar. Acabei descobrindo que tinha gente muito perigosa querendo acabar com os negócios da minha família, pois éramos concorrência para eles. Bom, um tempo depois, meu pai piorou e… Acabou não resistindo. - expressões de choque saíram de nossos lábios e JongUp cobriu a boca com as mãos – A empresa, dessa maneira, passava a ser da minha irmã mais velha. Eu sabia que não parariam por aí e que a vida dela estava em perigo tanto quanto a de meu pai antes dela. Resolvi que colocaria um basta nisso de uma vez por todas, mas também estava muito ciente dos riscos que isso representaria para mim e para aqueles com quem me importo. - Ele virou seu rosto para mim, e pude ver que repreendia as lágrimas. O assunto lhe era doloroso, mas ele continuou – Me livrei de qualquer coisa que me ligasse às pessoas com quem me importava, por isso sumi durante esses meses. Por mais que eu tenha desenvolvido um relacionamento maior com o HimChan, todos vocês se tornaram importantes para mim. Por isso não dei notícias a ninguém. - ele respira e meu coração se comprime no peito – Bom, tive ajuda do meu irmão para ir atrás das pessoas que mataram meu pai, mas só quando os encontramos que percebemos o quão burros tínhamos sido de irmos os dois até lá e ter deixado nossa irmã sozinha. Eles a pegaram, e ameaçaram a vida dela caso nós nos recusássemos a afundar a empresa. Nós concordamos, claro, mas eles continuaram com ela, por via das dúvidas. Não podíamos jogar o trabalho de uma vida inteira dos nossos pais no lixo, então armamos algo com a polícia. Marcamos um encontro num galpão abandonado, e quando eles chegaram, a polícia os cercou. Infelizmente, eles não se renderam facilmente e uma troca de tiros começou. Eu perdi meu irmão naquela noite. - Nesse momento, algumas lágrimas escapuliram dos olhos dele, e eu não aguentei. Envolvi sua mão com a minha e apertei forte. Ele me olhou e limpou as lágrimas antes de continuar – Conseguimos ligar os sequestradores à empresa concorrente e tudo foi resolvido. Mas nossa família tinha muitas perdas com as quais lidar. Tudo isso nos tomou muito tempo, mas eu juro – ele disse, se virando para mim e segurando minha outra mão – Não houve um dia que eu não pensasse em você, ou que não sentisse falta dos momentos em grupo que passamos na praia. Eu queria poder tido a chance de contar para vocês, mas era muito arriscado. Eu sinceramente espero que um dia vocês possam me perdoar.

O silêncio era quase palpável, e a dor de YongGuk agora era sentida por todos. Jae foi o primeiro a sair do transe e se levantar, sumindo dentro da sorveteria. Eu não conseguia tirar meus olhos de YongGuk, pensando no quanto ele deveria ter sofrido, sozinho por todo esse tempo. E eu me lamuriando por dor de cotovelo. Me senti mal por ter pensado, por uma vez sequer, que ele não se importava. Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, YoungJae volta acompanhado de uma garçonete. Cada um segurando as maiores taças de sorvete que eu já vira na vida.

_ Aceite isso como meu pedido de desculpa. E como um gesto de gratidão. - ele diz, enquanto coloca as taças na mesa. YongGuk sorri, e YounJae devolve o gesto.

Atacamos as taças e, em algum momento, me deito no ombro ao meu lado. Observo as quatro pessoas mais importantes da minha vida compartilhando o doce e sorrindo, finalmente leves por podermos estar todos reunidos novamente. Em algum momento, YongGuk passara o braço pelas minhas costas, e agora se inclina até meu ouvi para sussurrar.

_ Dorme comigo hoje? Não quero mais ficar sozinho.

Sorri, cercando sua cintura num abraço apertado.

 

*

 

Já está escuro quando chegamos ao apartamento duplex mobiliado em cores neutras. Não consigo fechar a boca enquanto encaro o esplendor daquilo. YongGuk se aproxima rindo.

_ Bem-vindo à minha casa. - fala, enquanto me abraça por trás.

_ Isso tudo é só pra você? - pergunto, ainda boquiaberto. Inconscientemente, acaricio suas mãos.

_ Eu morava em um menor, mas pensei que esse comportaria melhor um casal, e eventualmente outras quatro pessoas que quisessem passar um tempo aqui.

Olho para trás estupefato, encarando-o. Aquele lugar comportaria, brincando, umas cem pessoas. Um sorriso travesso brinca em seus lábios.

_ V-você acabou de me chamar para morar com você? - gaguejo.

_ Quem disse que eu estava falando de você? - ele fala, perigosamente perto. Não consigo evitar a risada enquanto ele cola nossas testas – Então? Isso é um sim?

O cheiro dele me invade e eu quero gritar de tanta felicidade. Como eu sentira falta disso.

_ Antes, eu preciso dizer algumas coisas. - falo, e ele se afasta minimamente, confuso. Entrelaço nossos dedos e o puxo para o sofá cinza gigantE no meio daquela sala absurdamente enorme.

Nos esparramamos no sofá e ponho minhas pernas por cima das dele.

_ Obrigado por cuidar de mim e dos meninos. - começo, acariciando seus cabelos – Eu fui muito egoísta, e só pensei em mim durante esse tempo que ficamos separados, enquanto você tentava salvar as pessoas que ama. Você é bom demais para alguém como eu, Gukkie. - ele segura meu rosto e sela nossos lábios. Perco os sentidos ao sentir seu gosto novamente. Quero chorar. Esperei tanto por aquele contato. Acaricio a mão que está em meu rosto; ele não aprofunda o beijo, é apenas uma carícia entre nós. Um gesto físico que representa três meses de saudades e dores não compartilhadas.

_ Nunca mais repita isso, ok? - ele fala, sem tirar as mãos de meu rosto – Você é a pessoa mais importante da minha vida, HimChan.

Eu arfo, e esqueço todas as palavras que queria dizer para consolá-lo. Um discurso inteiro detonado com algumas poucas palavras. Que ódio, YongGuk.

_ Eu te amo. - solto em um suspiro. Ele fecha os olhos, quase saboreando as palavras, e sorri – O que eu queria dizer é que, não importa o que aconteça, eu sempre vou esperar por você, e apoiar você e estar do seu lado em qualquer situação.

Ele me encara e me beija novamente.

_ Era tudo o que eu precisava ouvir, bae. - ele fala, antes de me atacar novamente.

Seu peso sobre meu corpo me faz inclinar, e agora estamos deitados em seu sofá. Suas mãos caminham pacientemente por todo o meu corpo, parece querer gravar cada detalhe de mim, e eu sorrio contra seus lábios. Meus toques são mais urgentes e logo invado sua camisa. Precisava sentir sua pele, seu calor, ele por completo. Sua língua me invade com mais ferocidade, me fazendo perder o ar. Em um movimento rápido, estou em seu colo e ele retira minha camisa. Coro, mas me lembro que não é a primeira vez que fazemos isso. Retiro sua camisa também, e desço meus lábios por seu peitoral. Cada mordida um sinal de meus sentimentos, e cada arfada que ele solta faz meu estômago tremer. Ele já crescia embaixo de mim, e eu estava da mesma forma. Seus dedos trêmulos abrem meu zíper e minhas costas se arrepiam. Fico de pé para que ele possa tirar minha calça incômoda, não antes de encher suas mãos com a carne de meus glúteos. Aproveito para retirar a dele também. Me sento novamente em seu colo e começo a rebolar quase por reflexo. Um gemido grave escapa de sua garganta, me descontrolando. Ele me separa de seu corpo apenas para, logo em seguida, abocanhar meu mamilo. Meu gemido sai baixo enquanto aperto seus fios em meus dedos. Ele se afasta e posso sentir seu olhar em mim, mesmo estando de olhos fechados.

_ Kim HimChan? - ele me chama e resmungo um “hm” em resposta, enquanto abro os olhos – Eu te amo mais o que palavras podem expressar.

Não sei se é o momento, os sentimentos ou uma combinação de tudo, mas jogo minha cabeça para trás e desato numa risada fina, e logo ele em acompanha. YongGuk se levanta, me levando junto. Cruzo minhas pernas em sua cintura e o abraço. Seus lábios devoram meu pescoço enquanto ele sobe as escadas negras para o segundo andar. Quando chegamos em seu quarto, já sinto minha pele latejar e imagino as marcas que ele deixara por ali. Quando ele me deita na cama, outro lugar está latejando também. Seu olhar mergulha no meu, e vejo ali tudo o que sei que estou transmitindo na mesma intensidade: amor, saudade, paixão, cuidado e desejo. Ele desce uma trilha de beijos que termina no cós da minha cueca. Seus lençóis sofrem em minhas mãos enquanto os esmago e me contorço sobre eles. Ele beija toda a minha extensão por cima da box e reprimir os gemidos não é mais uma opção. Ele volta aos meus lábios, ao mesmo tempo que me liberta do tecido indesejado e me envolve com seus dedos esguios. Arqueio as costas, nos aproximando ainda mais e ele aproveita meu gemido para invadir minha boca novamente. Aperto seus braços com força e arranho suas costas enquanto deliro com seus toques. Seus movimentos aceleram e nossas respirações perdem a sincronia. Antes de me desfazer em suas mãos, troco as posições e lhe roubo um beijo. Sua expressão muda de surpresa para malícia numa velocidade impressionante, me fazendo sorrir. Sem rodeios, retiro sua cueca e abocanho seu membro. Um som animalesco sai de sua garganta, fazendo que eu comece a trabalhar em meu próprio membro também. Ele mela minha boca com seu pré-gozo e reviro os olhos ao gemer com ele dentro de mim, fazendo seu membro pulsar. Sinto que ele está quase gozando quando trocamos as posições novamente.

_ Chega de brincadeira. - ele diz, e um arrepio me invade a alma. Só consigo sorrir em resposta.

Ele ergue minhas pernas, me fazendo apoiar os pés no colchão e, antes que eu possa pensar, seus lábios acariciam minha entrada. Gemidos não são mais suficientes, então grito com o prazer que ele me proporciona. Isso parece fazer a sanidade dele desaparecer, e agora suas unhas estão cravadas em minhas coxas fartas. Me remexo e ele estrala um tapa na minha perna, me fazendo gemer mais. Seu corpo se movimenta, e eu me delicio com seu prazer.

YongGuk se afasta, e quero matá-lo por isso. Ele se inclina e pega algo na gaveta para logo depois retornar para seus lábios.

_ Agora você vai gemer… Bem. Manhoso. - ele se afasta minimamente de meus lábios para pronunciar isso, e introduz o primeiro dedo jpá lubrificado em meu interior. Como mágica, faço exatamente o que ele disse, incentivando-o a iniciar os movimentos. No início estava incômodo, e a dor me fez espremer os olhos com força. YongGuk começa a distribuir beijos em meu maxilar e meu pescoço, me distraindo. Quando o prazer começa a se fazer presente, ele introduz o segundo dedo, e eu arfo. Ele me invade com a língua e seus movimentos ficam mais rápido. Meus olhos marejam, mas agarro seus cabelos, nos aproximando. Quase consigo sentir sua língua em minha garganta enquanto meus gemidos se tornam mais altos. Isso faz com que ele introduza o terceiro e uma lágrima escapole por meus olhos. Ele beija a trilha que a lágrima fizera e depois volta aos meus lábios, deixando um beijo salgado ali. Seus dedos estão parados e começo a me acostumar. Ele arfa em meu pescoço e eu rebolo, indicando que ele continue. Seus movimentos são lentos, e o prazer me invade junto com a dor.

_ G-Gukkie. - gemo – Mais…

Não consigo raciocinar, mas sei o que quero. YongGuk retira seus dedos lentamente de dentro de mim e franzo o cenho, reprovando-o. Ele sorri e se aproxima de meu ouvido.

_ De quatro, bae.

Meu corpo reage àquela voz de maneiras inimagináveis. Tento me sentar e ele me ajuda. Me ajoelho e empino para ele, ficando ligeiramente constrangido.

_ Como você consegue ser tão gostoso? - ele pergunta, acertando-me uma palmada na coxa esquerda e mordendo sem dó a direita. Em meu gemido, uma mistura de dor e prazer.

_ O que você está esperando? Vai logo. - peço, já não aguentando mais não tê-lo em mim.

Não preciso olhar para trás para saber que ele está sorrindo. Ele acaricia minha entrada com sua glande, me fazendo gemer em desespero e esfregar minhas nádegas nele. Ele me penetra e sai várias vezes, nunca mais do que sua glande em meu interior. Quando acho que explodirei com aquele prazer insuficiente, ele finalmente me estoca forte e profundamente, me fazendo ir para frente.

_ Isso. - é o que sai de meus lábios sem que eu perceba.

_ Aah, HimChan… - ele geme, e começa a se movimentar.

Seus dedos se afundam na carne de minha cintura. Suas mãos estão quentes, assim como eu. Seus movimentos são ritmados e fundos, e meus gemidos saem descontrolados. Meu nome escapole de vez em quando, quando ele entra em mim, e isso só me deixa mais perto de desabar. Quando seus movimentos aceleram, ele me tinge num ponto que me faz gemer mais alto e arquear as costas. Ele beija a extensão de minhas costas e quando volta a sua posição original, começa a se mover com mais velocidade e mais força. Não sabia que era possível aquilo ficar melhor, mas os sons guturais que saem de nós dois e o cheiro de sexo no quarto me inebriam mais ainda. Começo a mover minha cintura na direção dele e quando sua mão envolve meu membro me masturbando na mesma velocidade das estocadas, acho que subirei aos céus.

Não é preciso muito mais além disso para me desfazer em seus dedos e lençóis. Sinto minha entrada se comprimir, fazendo-o gemer mais arrastado e jatear meu interior. Já sem forças, me jogo de encontro ao colchão, e sinto o corpo dele desabar ao meu lado. Antes que eu recupere o ar, ele me puxa e me vira num abraço quente. Olho para ele e sorrio docemente, ainda extasiado com o pós-orgasmo.

_ Vai ser um prazer acordar ao lado desse sorriso todos os dias. - falo, selando nossos lábios. YongGuk sorri mais e puxa um edredom para nos cobrir.

_ Então isso é um sim ao meu pedido? - pergunta e sorrio em resposta. Ele beija minha testa e me abraça apertado. Sei que encontrei meu lugar favorito do mundo ali, enclausurado em seu aperto. Sinto ele ficar tenso antes de falar – HimChan. Eu não quero te perder também.

Ponho a mão em seu peito para poder olhar seu rosto, que agora se encontra franzido.

_ Bang YongGuk. Você nunca vai me perder. - falo, acariciando seu rosto – Você vai ter que lidar com tudo isso aqui pra sempre. - faço, sinalizando meu corpo, finalmente arrancando-lhe uma risada. Ele me beija e trocamos carinhos até que ele me olhe novamente.

_ Promete? - ele estende o dedo mindinho.

Rio observando um homem daquele tamanho agindo de forma tão infantil, especialmente considerando o que acabáramos de fazer. Meu peito se enche de um carinho e um sentimento protetor inexplicáveis. E todo o meu ser sabe que ele sente o mesmo por mim.

_ Prometo. - respondo, cruzando nossos mindinhos e selando, por fim, aqueles belos lábios que sorriam para mim.

 

 

 


Notas Finais


É isso!! Espero que tenham gostado.
Obrigada de coração aos que leram até aqui, e todo comentário é bem vindo <3

Beijíneos e até uma próxima ^^


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