História Um fado pior que a morte ( Imagine Lay) - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Tags Byun Baekhyun, Exo, Kim Junmyeon, Lay, Oh Sehun, Park Chanyeol, Suho, Zhang Yixing
Visualizações 197
Palavras 1.918
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que não fique sem sentido esse capítulo logo no começo da história. Mas eu queria deixar claro algumas coisas desde agora... Esse capítulo vai ter a ver com o começo do primeiro capítulo, que teve um trecho destacado. Boa leitura ^^

Capítulo 3 - Capítulo 3


 
Me virei para trás e encarei a sala agora completamente vazia, suspirei com a lembrança do beijo. Andei a passos lentos até que escuto um barulho vindo da cozinha.  
- Suho?
- Aqui!
Segui em direção a cozinha e o encontrei sentado a mesa com um papel nas mãos. Me sentei na cadeira a sua frente e o mesmo me encarou pensativo.
- Você parece querer me falar alguma coisa. - falei me sentindo um pouco ansiosa, Suho não sabia esconder os sentimentos, ainda mais de mim.
-Sim, eu quero... Hoje eu fui na prisão. - ele parou e olhou para o papel - na conversa com nosso pai ele me disse que recebeu uma visita, a duas semanas, e que essa pessoa o entregou uma coisa. 
- Mas como se ele não pode receber visitas nos outros dias da semana?
- Então, esse é o problema. Essa pessoa é uma pessoa que tem seus contatos..
Ele disse isso e me olhou como se esperasse que eu entendesse o que ele queria dizer. Eu entendia. 
- Chanyeol? 
- Sim. 
Minhas mãos começaram a tremer na hora em que ele confirmou, Suho parecia calmo mas dava pra ver na maneira como me olhava que ele estava querendo muito que eu dissesse para irmos embora já. Mas eu não ia fazer isso, não dessa vez. 
- Suho, eu...já se passaram dois anos...
- Sim, eu sei! Já estamos fugindo a dois anos. Ele não vai nos deixar em paz, na verdade, ele não vai TE deixar em paz. 
Ouvir aquelas palavras da boca dele era como se eu sentisse o peso do perigo que eu estava correndo. Só de olhar em seus olhos eu via, que ele já estava com tudo planejado.
- Eu não vou dessa vez.
- Soo a gente tem que fugir. Ele já nos encontrou. 
- Tá mas eu cansei de fugir Suho! Já se passaram dois anos, a cada seis meses mudamos de cidade. Eu estou cansada. Isso tudo foi culpa minha, fui eu quem participei de tudo aquilo. Já está na hora de arcar com as consequências...
- Não! Olha, a gente pode mudar de país então, ir pra um lugar bem mais distante.
Eu ri soprado, eu ri por conta do nervosismo. Ele já sabia que não daria certo, desde a primeira vez que fugimos, ele já tinha esse pressentimento. Mas Suho quis ir junto, ele quis enfrentar isso comigo quando essa luta era somente minha. Ele se dispôs a me ajudar e agora quem corre perigo é ele também.
- Você precisa ir.
- NÃO ME VENHA COM ESSE PAPO OUTRA VEZ! EU JÁ DISSE PRA VOCÊ QUE EU NÃO VOU TE DEIXAR! - ele dizia alterado. Ele odiava quando eu o mandava se afastar. Mas era para o seu bem.
As lágrimas já começavam a deslizar pelo meu rosto e pelo dele, suas lágrimas desciam rápido a medida que outras tomavam seu lugar seguindo o mesmo caminho. A mão trêmula de meu irmão pousou sobre a minha e então ele levantou a cabeça, e pela milésima vez eu vi em seu olhar que eu não tinha escolha, ele não me deixaria e no fundo eu também não queria que ele fosse.
- Eu não aguento mais. - falei com lágrimas saindo dos meus olhos com toda a força, todo o desespero e angústia do meu coração. Eu simplesmente já não sentia mais vontade de lutar. A minha esperança já havia tido um fim, assim como a pessoa que foi assassinada naquele dia; a visão da tristeza estampada naquele olhar direcionado a mim, não saia da minha mente e eu guardava essa culpa e essa sensação de nojo de mim mesma. 
- Eu sei que não. - Suho nesse momento se encontrava de cabeça baixa, ele também estava cansado. Cansado de lutar por mim e por ele, eu apenas lamentava profundamente ter de fazê-lo passar por tudo isso por minha culpa. - eu recebi isso do nosso pai, ele pediu pra mim te entregar.  
Ele entendeu sua mão sobre a mesa e devagar eu peguei aquele papel, olhei e abri. Dentro estava a seguinte mensagem.


"Já se passaram dois anos, e meu ódio por você só aumenta. Eu estou cada vez mais perto de sentir a sensação do seu sangue escorrendo pelas minhas mãos. Eu tenho esperado esse momento por todo esse tempo, cada vez mais sedento do prazer de te ver sofrer. 
Você pode fugir, quantas vezes quiser mas eu vou te encontrar e você sabe disso. E quando eu o fizer, você vai sentir a dor que eu passei naquele dia. 
Você tem duas opções, eu vou te dar o direito de escolha. A primeira:
Você pode tentar fugir, mas eu vou te perseguir e vou chegar até você. E quando eu fizer isso eu não terei piedade. 
E a segunda opção é:
Você pode ficar aí, pode viver tranquilamente, eu te darei um prazo de 8 meses. Nesse tempo você será livre pra fazer o que quiser, mas quando esse prazo terminar você terá que vir a mim de boa vontade. Eu estarei te esperando. Caso contrário eu irei atrás de você. 
Faça a sua escolha, estarei te observando. 
                                    P.C.Y"

Ao terminar de ler essa carta minhas mãos já tremiam, temendo o meu futuro, eu encarava a carta com a sensação de vazio percorrendo o meu corpo. As lágrimas já cessaram, davam lugar a um olhar vazio, desesperado e distante. Nesse momento me veio as lembrança daquele dia.
flashback on:
"No caminho para a casa, estava tudo tranquilo, o que não era tão comum já que era horário de almoço e várias pessoas
estariam saindo de seus trabalhos para comer. Estava um dia nublado, úmido e quente, era um desses dias indecisos que não sabe o que quer ser. Odiava dias assim. Cheguei na entrada da casa no final da esquina, tudo aparentava estar tranquilo até o momento em que eu entrei na casa. Tudo mudou em mim a partir daquele dia. A minha respiração acelerada era o único som que eu era capaz de ouvir dentro daquela casa, até que escuto o som de alguma coisa caindo lá em cima. Subo as escadas correndo, o desespero tomando conta de mim, vejo a porta do quarto de Baekhyun meio aberta então entrei e o vi.
Sentado no chão com a mão sobre o peito, o sangue escorria pelas juntas de seus dedos e ia manchando ele por inteiro. Seu olhar direcionado a mim era de pura dor, ele já devia ter descoberto tudo. 
Senti o desespero tomar conta do meu corpo e lágrimas vieram aos meus olhos. A dor de vê-lo ali era tão grande que chegava a ser sufocante. O ar me faltava e eu apenas encarava aquela pessoa a minha frente com um pedido de desculpas estampado nos olhos. Ele sentia minha culpa, ele sabia dos meus sentimentos. Ele tinha uma ligação comigo que o fazia saber de meus sentimentos mesmo antes de mim mesma. Acho que eu tinha me apaixonado por ele no fim das contas, a pessoa da qual eu usei para conseguir a minha liberdade, em troca disso, tirando sua vida. O remorso que vinha carregando enquanto corria até aqui se tornou mil vezes mais pesado e eu senti minhas pernas temerem. Olhei para a pessoa a pessoa ao lado dele e esta me direcionou um olhar satisfeito. O ódio que ele sentia por Byun Baekhyun estampado no semblante obscuro e satisfeito do seu rosto, suas mãos manchadas de sangue e a faca que permanecia firme em suas mãos, já não eram mais tão importantes para ele. Seu "dever" já tinha sido cumprido. Em voz baixa ouvi Baekhyun sussurrar meu nome e então me aproximei. 
- Soo...- ele abaixou a cabeça e esta tombou para o lado, como se ele estivesse desmaiando ali mesmo. Mas logo após ele levantou a cabeça e procurava se focar seu olhar em mim. - tem tantas coisas que eu queria te dizer - ele sorriu e da sua boca escorreu sangue, após uma pausa ele ainda permanecia olhando nos meus olhos - eu te perdôo meu amor. - disse com sua voz falhada e sua visão cada vez mais perdendo o foco. 
Meus olhos já estavam totalmente embaçados devido as lágrimas que não paravam de escorrer pela minha face, eu coloquei minhas mãos sobre seu rosto e antes de seu último suspiro disse a ele as palavras que ele tanto queria ouvir.
- Eu te amo Byun Baekhyun! - e então me aproximei dele e selando nossos lábios fui sentindo um gosto diferente do de todas as vezes que nos beijamos. Eu sentia nesse beijo o sabor amargo da despedida, do arrependimento e o gosto do preço da pior escolha que eu tinha feito na minha vida. - me desculpe.
Ele abriu os olhos depois do beijo e com um sorriso sussurrou um "eu te amo" para mim. Enfim sua cabeça tombou completamente para o lado e seu corpo foi pendendo para este até se encostar no chão.
Minhas lágrimas escorriam pelo meu rosto e caíam no chão quando ouvi a voz de alguém. Olhei para a porta e lá estava ele, Park Chanyeol. Ele olhou para o corpo de seu irmão jogado a minha frente e o sangue que se alastrava pelo chão, então seus olhos já imersos em lágrimas se transformaram em puro ódio e vi ele partir para cima de Sehun no intuito de se vingar e descontar no assassino de seu irmão todo o ódio que estava sentindo no momento. 
Eu me lembro de ter corrido, o mais rápido que minhas pernas me permitiram, eu fugi, com toda a culpa e dor pesando sobre meus ombros, eu cheguei em casa e já preparei todas as minhas coisas para que pudesse fugir. Suho chegou e veio atrás de mim, sendo comunicado por mim no caminho até o carro, entre soluços, sobre os acontecimentos recentes que me fizeram estar correndo perigo de morte. Ele apenas segurou a minha mão e me disse que seguiria minha escolha seja ela qual fosse. Então decidi fugir. "

Dois anos se passaram desde os acontecimentos e desde aquele dia eu estou vivendo as consequências de minha escolha. A tortura de viver fugindo, sem ter noção do que será daqui pra frente. Me pergunto como seria se eu tivesse continuado naquele quarto aquele dia. Provavelmente estaria morta nesse momento, estaria poupando a mim mesma de toda essa tortura e estaria poupando também o meu irmão. Mas eu fui covarde, eu fui covarde em não assumir meu erro e preferir carregar comigo a dor da culpa a abandonar a vida livre que eu tanto lutei para ter, mas que no fim acabou sendo totalmente tirada de mim a partir do momento em que aceitei o convite de Sehun para participar de sua vingança contra a pessoa na qual ele depositava todo seu ódio reprimido por anos de inveja e solidão. E agora estava eu ali, novamente tendo a oportunidade de escolha. E dessa vez eu não iria fugir, eu iria enfrentar de frente os problemas que antes não fui capaz.
- Suho, eu vou ficar. 
O olhar de meu irmão demonstrava tristeza e compreensão. Ele sabia o que viria com o fim desses oito meses e queria evitar isso a qualquer custo. Mas não seria justo o prender a mim na minha fuga pelo resto da minha vida, se eu precisasse morrer para que nós pudéssemos ser libertados desse destino eu iria. 

 

 


Notas Finais


Se tiver algum erro pfv me desculpem, tá tarde e eu tô com sono kkkkkkk


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