História I Need U - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias TazerCraft
Personagens Mike, Pac, Personagens Originais
Tags Drama, Mike, Mitw, Morte, Oneshot, Pac, Tazercraft
Exibições 77
Palavras 3.195
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Drabs, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, pessoas!

Essa fanfic, que demorou um pouco para fazer, foi feita para um concurso.

Quero lembrar que se você, que está lendo, não gosta de coisas e momentos tristes, não leia.

(Tem algumas partes que eu chorei enquanto escrevia).

Espero que gostem...

Boa leitura!

Capítulo 1 - I Need U Oneshot


Fanfic / Fanfiction I Need U - Capítulo 1 - I Need U Oneshot

Domingo – 11:23 A.M.

 

— Tarik Pacagnan, levante agora dessa cama e vá fazer alguma coisa nessa sua vida! — Exclamou Lorena, entrando no quarto de seu filho. Ela já não sabia o que fazer para melhorar a situação do garoto, que estava em uma depressão profunda desde que Amanda, sua antiga namorada, faleceu. — Tarik, por favor. — Falou com seus olhos já marejados.

 

Lorena sentia falta do antigo filho, sempre alegre e otimista. Agora, Tarik sai de seu quarto somente para ir para a escola.

 

A escola: Tarik a odiava. Sempre tinha alguém o provocando.

 

O único lugar onde o garoto podia ser feliz era em seus sonhos. Parecia que o subconsciente dele estava tentando fazer com que ele melhorasse.

 

— Me deixa dormir. Hoje é domingo. — Em uma coisa Tarik tinha razão: Não havia nenhum motivo para ele acordar cedo em um domingo. Mas mesmo assim, sua mãe continuava insistindo:

 

— Eu estava pensando se você está querendo ir ao shopping hoje, se divertir um pouco, sabe? — Lorena tentava animar seu filho. — Podemos ir ao cinema assistir algum filme. Quer ir?

 

Tarik já estava completamente convencido de sair de casa.

 

— Quero! — Disse o garoto, dando um leve pulo.

 

— Coloque uma roupa, não quero ir para o shopping com meu filho vestido com um pijama. — Brincou Lorena, provocando certo humor que fez Tarik rir baixo.

 

Lorena saiu do quarto e deixou o garoto se trocar.

 

— Hum, vamos ver. — Tarik disse olhando seu guarda-roupa. Ele tinha estilo, sabia as tendências da moda, mas hoje, iria se vestir casualmente, aliás, era somente um passeio.

 

Pegou uma calça preta com dois pequenos bolsos, uma blusa anil, com uma estampa que dizia: Avada Kedavra, Bitch. Sim, Tarik era fã de Harry Potter. E finalmente, um tênis preto e branco da Nike.

 

— Mãe, estou pronto! — Gritou Tarik, fazendo com que sua mãe se assustasse. — Vamos? — Perguntou o garoto já impaciente.

 

— Vamos. — Lorena se pronunciou. Os dois saíram de casa e foram em direção ao Corolla vermelho de Lorena.

 

A mais velha estranhava o comportamento do filho, ele não era assim.

 

Juntos, os dois tiveram uma ótima tarde: Compraram roupas, assistiram a um filme no cinema e foram em uma lanchonete de fast food.

 

Após chegar em casa, Lorena se dirigiu ao seu quarto, e Tarik ao seu. O garoto se lembrava do dia que passou com sua mãe.

 

Se um desconhecido visse Tarik naquele dia, diria que ele é a pessoa mais feliz do mundo.

 

Mas uma coisa que não entrava na cabeça do garoto era como que ele, que estava em uma grande depressão, conseguiu passar um dia inteiro sorrindo.

 

O corpo e a mente dele pareciam estar colaborando para fazer uma ilusão de felicidade. Uma ilusão que Tarik adorava sentir.

 

“Algo bom está prestes a acontecer”, pensou consigo mesmo, com um sorriso inocente no rosto.

 

A única coisa que poderia fazer naquele quarto entediante era dormir, logo, adormeceu.

 

      Tarik acordou em um lugar escuro, muito diferente de seu quarto, para falar a verdade. Olhou suas mãos; as duas estavam borradas e totalmente desproporcionais.

 

      Era um sonho.

 

      “Mas que tipo de sonho é esse? Não tem nada aqui”, disse em sua cabeça.

 

      — Alô? Tem alguém aqui? — Tarik gritou, provocando um grande eco. De repente, uma grande porta feita de madeira de carvalho com detalhes de vidro colorido em seu topo, do qual saia uma grande luz que se assemelhava a luz do Sol, apareceu atrás de si. Tudo que o garoto fez foi suspirar e entrar na porta.

 

      Após abrir a porta, se deparou com um mundo feito de materiais coloridos, que se assemelhavam a uma crista de unicórnio, cada coisa de uma cor. Começou a andar, com os olhos brilhando de admiração.

 

      Tarik realmente amou aquele lugar.

 

      — Uau! — Suspirou para que somente ele mesmo ouvisse.

 

      — Gostou da minha casa? — Alguém de voz masculina, doce e alta perguntou após surgir atrás de Tarik. — Aqui é bem legal, não é? — Repetiu a pergunta, ao perceber que o menor não disse nada.

 

      — Sim, eu gostei daqui. — Respondeu Tarik, se virando e vendo o ser que falava com ele. Aquele garoto era realmente deslumbrante: Seu rosto era perfeitamente alinhado com seu corpo, possuía um topete nos seus cabelos castanhos, olhos também castanhos, que hipnotizaram Tarik.

 

      O corpo dele não era dos melhores, era um pouco acima do peso, mas nada que o tornasse menos bonito. Mas o detalhe mais importante no moreno que hipnotizou o menor eram duas asas brancas que se localizavam nas costas do maior.

 

      — Que bom que gostou! — Disse sorrindo, mostrando seus belos dentes brancos. — Já provou a grama? — Perguntou animado.

 

      —Provar a grama? — Tarik perguntou curioso, passando a ponta de seus dedos em seu cabelo.

 

      — Sim, tudo por aqui é doce. — Disse e logo após se agachou e pegou um pouco da grama gelatinosa que se localizava nos pés dos dois. — Toma, prova um pouco. — Entregou o doce para Tarik, que prontamente pegou de sua e colocou na boca, tudo de uma vez.

 

      — Gelatina de limão! Está uma delícia. — O menor disse engolindo o seu doce. — Aliás, você tem nome? — Tarik perguntou, virando a sua cabeça para o lado.

 

      — Prazer, eu sou o anjo M1Q3. — Disse o anjo sorrindo largamente,

 

      —M1Q3? — Perguntou Tarik e o moreno afirma com a cabeça. — É muito complicado, que tal... — Disse dando uma pequena pausa, se concentrando para dar o melhor nome para aquele anjo tão gentil. — Mike? Gostou?

 

      — Acho que meu nome original é melhor, mas se você insiste, pode ser. — Respondeu Mike, ainda com seu sorriso no rosto.

 

      — Meu nome é... — Foi interrompido por Mike.

 

      — Tarik, eu já sei. — Disse Mike.

 

      — Como você sabe meu nome? — Perguntou Tarik curiosamente.

 

      — Eu sei tudo sobre você, tudo mesmo. — Respondeu calmo, dando ênfase a palavra tudo. O menor faz cara de confuso.

 

      — O que você sabe sobre mim? — Perguntou Tarik, ainda não acreditando no que estava acontecendo. Como que uma pessoa que ele nunca viu poderia saber tanto sobre si?

 

      — Eu sei que seu nome completo é Tarik Felipe Álvares Pacagnan, tem 17 anos e mora em Londrina. Você sofre bullying na escola e está em uma depressão profunda. — O anjo faz uma pausa para respirar e continua. — Seu único e melhor amigo, Rafael, se mudou no ano passado para a Europa. — Os olhos de Tarik começam a marejar, já sabendo o que o moreno iria falar a seguir. — Sua namorada se foi e... — Mike é interrompido pelo menor que já estava prestes a chorar.

 

      — Chega, já entendi. — Tarik diz virando seu rosto para que o anjo não o visse chorando. Tentativa falha, uma vez que o moreno estava ali para fazer o menor sorrir.

 

      — Por favor, não chore, eu lhe imploro. — Diz o anjo, que ao perceber que o menor não reagiu, o abraçou. Um abraço quente e necessitado, que ambos tanto precisavam. Tarik tentava se recompor, mas seu rosto já estava inchado e cheio de lágrimas. — Me diga tudo o que está sentindo, talvez eu consiga te ajudar. — Mike sugeriu tentando animar o menor. Talvez tudo que ele precisava era desabafar

 

      Tarik suspirou e começou a falar tudo que sentia:

 

      — Quando a Amanda morreu, meu mundo desabou. — Disse em meio aos soluços. — O Rafael não estava lá para me consolar, me abraçar e dizer que estava tudo bem. Eu precisava dele, eu precisava de alguém. — Fez uma pausa para absorver o ar. — Ninguém estava lá para me ajudar. — Aumentou a intensidade das lágrimas. — E a pior parte é que aqueles idiotas da escola ficaram brincando com a notícia. — Tarik parecia ter acabado de desabafar.

 

      — Porra. — Mike sussurrou baixo, para somente ele ouvir. Tarik estava tão envolvido com a tristeza que não ouviu. — Tarik, não fica assim. Eu estou aqui para você. — Mike consolou o menor, que rapidamente parou de chorar e começou a encarar o maior, que estranhou a atitude do outro.

 

      — Eita! — Mike disse olhando no seu relógio de pulso feito de ouro. — Você tem que ir para casa, agora! — O anjo disse desesperado ao pegar o pulso do menor e começar a correr naquele campo doce em direção à porta.

 

      — O que foi? — Tarik perguntou em meio a toda aquela correria. Ele já estava cansado.

 

      — Você vai se atrasar para a escola. — Mike diz cansado ao parar na frente da porta. — Entre, vá para casa. Quando quiser me ver de novo, é só dormir, estarei aqui. — Mike apontou para o chão. — Tchau, amigo. — O anjo diz dando um selinho na bochecha de Tarik, que fica estático com tal ato.

 

      Quando volta ao mundo real, dá um leve sorriso a Mike, que aponta para a porta.

 

      O menor escara a porta e a empurra, revelando uma grande luz branca. Tudo que fez foi entrar naquela claridade.

 

Segunda  - 06:03 A.M.

 

Acordou assustado em sua cama, tudo que fazia era sorrir. Tarik realmente estava feliz.

 

Ainda teria tempo para se arrumar e ir para a escola.

 

Levantou-se em um pulo, sem tirar o sorriso de seu rosto. Abriu seu guarda-roupa e pegou sua camiseta escolar branca com a estampa com o símbolo da escola, uma calça de moletom azul, também de sua escola, e um tênis cinza qualquer. Por último um moletom vermelho, com os olhos do Homem-Aranha.

 

Caminhou até o banheiro e fez suas higienes matinais.

 

Foi em direção à sala de sua casa, onde Lorena esperava Tarik calmamente, assistindo um noticiário em um canal aleatório.

 

— Mãe, estou pronto. — Tarik disse para sua mãe, que rapidamente desligou a televisão, pegou a chave do carro e foi em direção ao mesmo.

 

Os dois chegaram à escola. Normalmente, Tarik odiava aquele lugar. Mas hoje, ele estava confiante e com um sorriso alegre no rosto. Mike realmente estava fazendo bem para o garoto.

 

— Olha, o Nariz de Arara chegou. — Gritou um dos meninos que perturbava Tarik.

 

Tudo que Tarik fez foi continuar andando, sem desfazer o sorriso. Os garotos ficaram surpresos. Geralmente, Tarik corria para um canto para chorar.

 

Tarik foi em direção a sua sala de aula; ao chegar, sentou-se em seu lugar de costume. Assistiu todas as aulas, que, se antes pareciam chatas, hoje foram divertidas.

 

O garoto ia para sua casa andando. Enquanto andava, pensava no rosto angelical de Mike. Ele realmente era lindo, e isso provocava um pouco de tesão em Tarik.

 

Chegou em casa, sua mãe não estava lá. Sentou-se no sofá da sala e ligou em um canal de desenho infantil, Tarik adorava aqueles canais, mesmo sendo considerados infantis.

 

11:06 P.M.

 

Já eram onze horas e o garoto já estava querendo dormir.

 

“Estou indo, Mike”, pensou consigo mesmo, e riu baixo, longo em seguida.

 

Seguiu o caminho até seu quarto, colocou seu pijama azul escuro com pequenas bolas amarelas, se deitou na sua cama e colocou a grossa coberta de lã verde por cima de si mesmo. Fechou seus olhos vagarosamente, estava pronto para aproveitar mais um dia com seu novo amigo, ou, talvez...

 

Paixão.

 

      Acordou no mesmo lugar de antes. Olhou para trás e a mesma porta de madeira estava ali. Ele abriu a mesma e o mesmo mundo de antes foi visto pelos olhos de Tarik.

 

      — Mike, cheguei. — Gritou o garoto no tom mais alto que conseguiu.

 

      — Tarik! — O belo anjo chegou voando e abraçou o menor, ambos estavam com saudades e colocaram em um só abraço todo o carinho que sentiam um pelo outro. — Como foi o dia? — O maior pergunta ao separar-se do abraço e olhar no fundo dos olhos de Tarik.

 

      — Foi um dos melhores dias da minha vida. — Tarik se lembrava do dia de hoje e sorria bobamente, igualmente a Mike, que não conseguia conter o sorriso vendo o menor tão alegre.

 

      — Sabe o que pode tornar esse dia melhor ainda? — Perguntou Mike e viu Tarik acenar negativamente com a cabeça. O anjo segurou um pulso do menor e deu um impulso que o fez começar a voar com suas grandes asas.

 

      No começo, Tarik ficou com um pouco de receio. Ele poderia cair dali a qualquer momento; mas o anjo garantiu que nada de ruim iria acontecer.

 

      Aquela cena era um pouco romântica, os dois voando abraçados.

 

      Tarik estava encantado com aquela paisagem. Nada poderia estar melhor. Nesse momento, o menor olhou para o anjo, que por efeito do vento em seu rosto, ficava ainda mais belo e gracioso.

 

      Ele percebeu, realmente estava apaixonado.

 

      Mike foi pairando vagarosamente, até que os dois tocaram o solo.

 

      — Gostou? — O anjo pergunta olhando Tarik sentar-se na grama, e o acompanha.

 

      — Amei. — O anjo estava realmente feliz em saber que o menor havia gostado do passeio.

 

      — Você gosta de animais? — O maior pergunta, ele tinha uma ideia que deixaria Tarik encantado.

 

      — Gosto, mas sou alérgico ao pêlo deles. — Disse Tarik tombando sua cabeça para o lado e fazendo uma cara manhosa e triste com um biquinho.

 

      — Não tem problema. — Disse Mike e começou a estalar seus dedos em direção da floresta de jujubas, que se localizava ao lado dos dois, de onde saiu uma pequena raposa com uma pelagem de marshmallow. — Esse daqui não tem pêlos. — O anjo disse colocando a raposa em seu colo, a acariciando. — Pode pegar. — Mike disse entregando o pequeno animal a Tarik, que parecia um pouco assustado, mas logo viu que a raposa era totalmente dócil e a ajeitou em seu colo.

 

      Os dois davam pequenas risadas ao brincar com a raposa.

 

      Tarik estava cada vez mais apaixonado.

 

      — Mike, eu quero lhe falar algo. — O menor fala envergonhado para Mike. Ele estava prestes a dizer “eu te amo”.

 

      — Pode falar, Tarik. — Mike diz, ele já estava curioso. Esse anjo era conhecido por ser um dos seres mais curiosos já conhecidos.

 

      — E-então, é difícil falar isso. — Tarik diz já totalmente nervoso com aquela situação, o que aumentava ainda mais a curiosidade de Mike. — Você foi a única pessoa que me fez sorrir depois de que tudo aconteceu, e eu sou eternamente grato a tudo isso. — Tarik dá uma pausa, pensando no que iria dizer a seguir. — Mas, acho que não sinto uma simples amizade por você. — Mike já estava confuso e estático com aquelas palavras do menor, ele nunca tinha passado por aquela situação antes. — Eu... te amo, Mike. — Nessa hora, os dois já estavam imóveis e confusos. O que fazer agora?

 

      — Tarik, eu não sei o que te dizer. — Mike abaixa o seu rosto e olha para a pequena raposa que ainda estava em seus braços. — Nunca te olhei como alguém que eu queira... amar. — O anjo dá ênfase na última palavra e dá uma pequena pausa pensando muito no que falar. — Acho que, também te amo, Tarik. — Mike causa um grande choque no menor que já está cheio de pensamentos sobre os dois juntos.

 

      Antes que o anjo pudesse dizer qualquer coisa, Tarik sela os seus lábios em um movimento rápido. Foi um beijo longo e necessitado.

 

      — Eu te amo. — Os dois dizem simultaneamente, e dão uma leve risada com tal ato.

 

      — Tarik, já está na hora de ir. — Mike se levanta ao perceber o horário.

 

      O anjo repete o ato de antes e levanta um voo leve com o menor junto de si.

 

      — Até amanhã, Mike. — Tarik se despede quando chegam à porta.

 

      — Até, Tarik. — Mike sela os lábios dos dois em um beijo rápido, como um sinal de despedida.

 

      Tarik abre a porta e acorda, novamente, em seu quarto.

 

 

Terça – 05: 45 A.M.

 

O jovem garoto repete todas as ações que havia feito na manhã anterior.

 

Ao chegar à escola, ninguém estava o perturbando. Parece que aqueles idiotas de antes haviam desistido de atazanar sua vida. Deu um leve sorriso ao pensar em tal possibilidade.

 

Seguiu até a sua sala de aula, e, mais uma vez, divertiu-se em todas as aulas.

 

Ao chegar o intervalo, resolveu comprar algum salgado para si, pois estava com fome.

 

— Olá, senhor Orelha de Abano. — Disse Pedro, um dos garotos que gostavam de provocar Tarik.

 

— Sai da minha frente, por favor. — O menor deu um leve sorriso, tentando ser o mais educado possível naquela situação, e tentou continuar sua caminhada, mas foi impedido por Pedro que o empurrou para o lugar onde estava antes. Tarik já estava com medo.

 

— Você não percebe o quão ruim e patética a sua vida é? — Pedro pergunta sorrindo ironicamente. — Sua vida é um lixo. Você é um lixo. Não merece ser feliz. — O menor já estava com seus olhos marejados. O maior sabia o que fazer para abaixar o seu astral.

 

Pedro se dirigiu a qualquer outro lugar da escola. Tarik estava abalado com tudo que o maior disse, e já estava chorando.

 

— Isso tudo vai acabar hoje. — O menor sussurrou extremamente baixo.

 

Ele estava correndo até a saída da escola. Iria para casa, chorar, e pôr um fim em todo aquele sofrimento.

 

Tarik estava querendo suicidar-se.

 

Sair da escola era fácil. O garoto  mentiu que estava doente e o zelador simplesmente o deixou sair.

 

Caminhando até a escola, Tarik percebeu que antes de fazer tudo o que queria fazer naquele momento, tinha que falar com alguém:

 

Mike.

 

Ao chegar em casa, pegou uma caixa com comprimidos para dormir. Colocou todos de uma na boca e bebeu água logo em seguida. Deitou-se na cama e percebeu que seus olhos ficavam cada vez mais pesados, até adormecer.

      Ao chegar, viu-se na mesma sala, escura como sempre. Rapidamente, entrou na porta e viu aquele belo mundo de doces sendo destruído aos poucos.

 

      — Mike! — Tarik gritou em um tom tão alto que até as aves de maria-mole que viviam nas árvores voaram. De repente Mike aparece voando, olhando assustado para o menor.

 

      — Tarik, o que está acontecendo? Por favor, não me diga que você está tentando acabar com sua vida. — Mike estava com medo e com os olhos marejados. O menor estava sentindo a pior dor que já sentiu no mundo ao ver toda aquela destruição de um lugar que tanto amava.

 

      — Mike, desculpe-me. Eu preciso de ti. — Tarik diz já se entregando totalmente as lágrimas. Ele sabia que tudo aquilo que estava acontecendo era por sua causa. Tudo que o anjo conseguiu fazer foi abraçar o menor com suas asas e tentar consolá-lo.

 

      — Fica calmo, Tarik. — Mike tentava parecer alguém calmo, mas por dentro, estava morrendo de tristeza. — Vai ficar tudo bem, não se preocupe. — Os dois já estavam chorando em um tom tão alto que tudo o que se ouvia eram soluços que viam de seus choros.

 

      — Obrigado, Mike. Por tudo! — O menor agradecia o anjo que ainda estava o abraçando.

 

      Rapidamente, o maior selou os lábios dos dois em um beijo longo.

 

      Um beijo de despedida, ambos sabiam disso.

 

      — Adeus, Tarik. — Isso foi tudo que o menor ouviu antes de ver as asas brancas de Mike se transformarem em negras e a sua pele morena, se transformar em um tom totalmente vermelho. E aquela paisagem, que antes era viva e cheia de vida, se tornou um lugar devastado, incendiado e sem cor. Os rios, que antes tinham um material de gelatina azul, se tornaram lava.

 

      — Adeus, Mike. — Tarik disse e viu tudo em seu redor se transformando em pequenos pedaços que se assemelhavam a folhas de papéis rasgados, que desapareceram em questões de segundos.

 

      Depois disso, o pequeno e jovem garoto viu somente a escuridão, logo após, não viu mais nada.

 

 


Notas Finais


Gostaram? Acharam triste?
Comente : D

Espero que tenham gostado, de verdade.

Um beijo, um queijo, e tchau!


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