História I Need You - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chen, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chen, Drama, Exo, Romance, Xiuchen, Xiumin, Yaoi
Exibições 46
Palavras 2.070
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Slash, Violência
Avisos: Homossexualidade, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Sadness


Fanfic / Fanfiction I Need You - Capítulo 1 - Sadness

– MÃE! PAI! – Gritava por meus pais, quando duas figuras encapuzadas surgiram de repente e os imobilizaram. Estavam armados e carregavam dois sacos grandes e velhos, os quais pretendiam enfiá-los e levá-los embora.

– MINSEOK! – Minha mãe gritou de volta, desesperada. Tentava resistir e se soltar do indivíduo que a segurava, porém em vão, já que este era muito mais forte que ela.

– Tá olhando o quê, tampinha? – Um deles gritou para mim. – Corra enquanto estamos sendo bonzinhos e dando a chance, ou vai preferir ficar e ver a morte de seus pais?

– NÃO! – Gritei, desesperado, e corri em direção a eles. Não sabia o que fazer, mas tinha que impedir aquilo.

Fui barrado e jogado facilmente no chão, como se não fosse nada. Me pus de joelhos para assim levantar, e fui surpreendido com a cena de um deles perfurando com uma faca o estômago da minha mãe. Ele brincava como se ela fosse apenas um pedaço macio de carne, enquanto a mesma agora cuspia sangue. Eu estava em choque e lágrimas involuntárias começaram a sair, quando desviei a atenção ao meu pai e presenciei justamente o momento que fora decapitado, tendo sua cabeça rolado longe dali. Voltando à minha mãe, a mesma agora se encontrava com profundos cortes por todo o corpo, que sangravam sem parar.

– E agora? – O que matara meu pai perguntou ao outro que esfaqueava minha mãe.

– E agora mais nada. A infeliz vai morrer em pouco tempo de tanto sangrar, nosso trabalho acabou.

– Ok. – O outro confirmou e os dois saíram dali em um piscar de olhos, não deixando rastros.

Fui acudir minha mãe, que agora não tinha mais forças para sequer mover um músculo dolorido de seu corpo, e muito menos falar, já que sua língua fora cortada. Ela apenas me olhava, tentando me acalmar, porém falhando miseravelmente. Agora estava traumatizado, e me lembraria disso pelo resto da vida. Eu não parava de chorar. Não fazia nenhum barulho, não falava, não reclamava; apenas chorava. Minha visão ficou embaçada por conta das lágrimas, e agora já não via mais nada.

 

Acordei suando frio e com o rosto molhado pelas lágrimas. Sonhara com a morte de meus pais novamente. Sempre tinha esse sonho, mesmo depois de cinco anos. Já sabendo do pesadelo que me esperava, sempre tinha medo de dormir, e até tomava remédios e energéticos para me manter acordado o máximo possível. Mas sempre chegava uma hora que eu acabava cedendo ao sono, como o que aconteceu dessa vez. Me pus sentado na cama e olhei meus pulsos, percebendo que as marcas que eu deixara semana passada já estavam cicatrizando; pobres delas, se abririam novamente.

(...)

 

Acordei mais cedo que os outros dias e preparei tudo que me era necessário, pois hoje eu, Kim JongDae, finalmente tentaria me juntar ao circo que mais admirava. Sempre gostei dessa coisa de circo, lembro até hoje o quão encantado fiquei na primeira vez que fui a um. Acabei levando para a vida toda essa paixão de criança, e percebi que era meu destino fazer disso meu trabalho. Muitos me diziam que era bobeira, que eu morreria de fome e que deveria procurar um emprego decente, mas não ligava: faria aquilo que me agradasse e ponto final.

Mas o que eu faria em um circo? Mágica, é claro! Pratiquei mágica também desde criança, e agora me considerava um tanto experiente, o suficiente para ser merecedor de participar da equipe daquele circo tão grande. Era exatamente o mesmo circo que fui pela primeira vez na vida, e isso deixava as coisas muito mais especiais. Estavam justamente à procura de um mágico, então era o momento perfeito.

Me aproximei de uma espécie de balcão montado ao ar livre, junto das tendas onde estava hospedada a equipe do circo, onde se encontrava o homem que me atenderia, sentado em uma cadeira de balanço enquanto lia uma revista e chupava um pirulito. No balcão, além de alguns papéis, se encontrava uma plaquinha com a seguinte frase: “Meu nome é Lay e eu não mordo”. Simpatizando com o homem apenas pela frase, chamei sua atenção.

Expliquei que vim me candidatar à vaga de mágico, enquanto ele me olhava com pouco interesse. Me esperou terminar de falar e finalmente pegou meu currículo, dando uma olhada rápida e me encaminhando para a segunda maior tenda do local, perdendo apenas para a de onde ocorriam os espetáculos.

Lá dentro era como uma casa normal, com móveis e até mesmo uma cozinha improvisada, onde só havia apenas mais outro homem, que estava sentado diante de uma máquina de costura.

– Esse cara aqui tá querendo ser mágico. – Lay, o atendente, disse ao outro.

– Mágico, é?  E como você pretende mostrar suas habilidades? – Ele perguntou, mas em seguida percebeu a grande maleta que eu carregava, se arrependendo da pergunta. – Ah, tá. Então... Comece, por favor.

– Agora? – Ele respondeu apenas assentindo com a cabeça. – Ok.

– Ah, não, espera, isso pode ser interessante, então queria chamar os outros para ver. Chame-os, Lay. – Eu já começara a tirar alguns objetos da mala, quando ele me interrompeu.

– E o Xiumin, SuHo? – Lay perguntou.

– Chame-o também, talvez o garoto se distraia um pouco.

– Ok. – Lay saiu, não demorando muito para voltar com o resto da equipe. Todos pareciam felizes e empolgados para ver o que eu tinha para mostrar, exceto por um, o último da fila, que estava cabisbaixo e agia indiferente a tudo.

Todos se acomodaram no chão, mesmo, enquanto eu preparava meus truques de pé atrás de um balcão parecido com o que estava lá fora. Começaria por um truque simples de cartas e aumentaria aos poucos o nível de dificuldade, até chegar às mágicas consideradas por mim extremas, que eu mesmo criara e mais ninguém sabia qual o truque por trás delas.

As reações foram excelentes do começo ao fim. Acabei sendo aprovado e descobrindo que o homem da máquina de costura era o dono do circo. Recebi o nome artístico de Chen e em seguida cumprimentei cada um da equipe, que no total eram 11, agora 12, comigo.

Cumprimentei todos normalmente e até achei alguns que tive a impressão de serem grandes amigos meus futuramente, até chegar ao último, o garoto cabisbaixo, e me demorar mais nele. Percebi que seus olhos eram tristes e sem brilho, e não mostrava nenhum traço de felicidade. Apenas olhá-lo me deixava triste, e nessa hora, não sei por que, um sentimento forte, talvez de compaixão, invadiu meu peito.

 

Mais tarde, a equipe toda se reuniu novamente para comemorar com um banquete a minha chegada. Mesmo nessa situação, aquele garoto continuava triste e indiferente. Seu corpo estava presente, mas sua alma parecia viajar em outro mundo, um totalmente diferente e repleto de trevas. Continuei o olhando, já que ele não ligava, quando um garoto que eu conhecera por BaekHyun, o acrobata, tocou meu ombro.

– Não querendo o julgar nem nada, mas se fosse eu, não me envolveria com esse daí. – Ele disse, apontando ao garoto.

– Qual era o nome dele mesmo... Minseok, não é? Com o nome artístico de Xiumin? – Perguntei, pensando no garoto.

– Sim, ele mesmo, o palhaço, que de palhaço não tem nada.

– Por que eu não deveria...?

– Ah, esse daí sofre de depressão desde que perdeu os pais, e dizem que ele tem tendências suicidas e até mesmo psicopatas.

– Aquele garoto... – Fiz uma pausa, tentando enxergar naquela pobre alma triste e indefesa as tendências suicidas e psicopatas. – Ele me intrigou.

– Intrigou porque é estranho.

– Por que você não gosta dele?

– Não está mais que óbvio? Aquele garoto é perigoso!

– Eu não acho...

– Pare de tentar ser bonzinho, você nem o conhece! Você pode ver que ninguém se mete com ele e é justamente por causa disso! Pode não apresentar ameaças agora, mas futuramente pode ser perigoso!

Depois dessa pequena conversa, comecei a prestar atenção no que diziam do garoto: apenas o julgavam como estranho, mal e ameaçador. Percebi com isso o bullying que acontecia por aqui, e sempre que o olhava, percebia aquele olhar triste e medroso e sentia novamente aquele sentimento forte. Aquele pobre garoto não podia ser isso tudo.

E foi por isso que, nos dias seguintes, tentei me aproximar dele nos tempos livres. Tivemos nossa primeira conversa, que não foi uma das mais longas, mas apenas aquilo conseguira saciar um pouco minha curiosidade sobre ele.

– Você sempre fica sozinho? – Perguntei, me sentando no chão ao seu lado.

– É. – Ele respondeu, simplesmente.

– Por quê? – Tentei puxar assunto, percebendo que isso não era o forte dele.

– Não gostam de mim.

– Por que não gostam de você?

– Eu não sei.

– Você deve ter feito alguma coisa que eles não gostaram?

– Nada. – Ele dobrou as pernas e as abraçou, encostando o queixo nos joelhos. – Eu nunca fiz nada.

– Mas que injustiça, então! – Exclamei, indignado.

– A vida é uma injustiça. – Ele afirmou, friamente.

– Você é triste demais. A partir de agora serei seu amigo. – Disse, dando a iniciativa para um aperto de mãos.

– Eu não preciso de amigos. – Ele disse, e eu já ia desistindo e guardando minha mão, desanimado, quando continuou. – Mas se você insiste... – E ergueu sua mão para apertar a minha, fazendo aparecer uma parte de seu pulso que antes era coberto pela manga de sua blusa, onde eram visíveis alguns cortes.

– EI! – Exclamei ao ver o que eu achava tamanho absurdo. Assustado, ele tirou rapidamente sua mão, puxou a manga da blusa e escondeu os dois braços entre a barriga e as pernas. – Deixe-me ver, vamos!

Ele acabou tendo que ceder já que eu era insistente demais, e me mostrou os dois pulsos, revelando várias marcas de corte que iam de seus pulsos até onde começava a dobra de seus braços.

- Não faça mais isso com você mesmo!! Entendeu?! Nunca mais! – Comecei a lhe dar uma bronca, e ele, assustado, começou a chorar e saiu correndo.

– Eu disse que era melhor não se aproximar dele. – BaekHyun, que assistira toda a cena, se aproximou e disse.

– Ah, vai se lascar! – Disse, dando início a uma talvez inimizade.

Corri atrás de Minseok, que tinha ido à sua pequena tenda. Entrei com tudo e o presenciei já com a lâmina em mãos e pronto para se cortar.

– Não faça isso! – Consegui chamar sua atenção, mesmo que isso tenha apenas o assustado. Pelo menos ganhei tempo.

Pulei em cima dele e tentei tomar a lâmina de suas mãos, o que foi difícil. No meio da confusão, Minseok sem querer escapou a lâmina no meu rosto, abrindo um corte um pouco fundo na área da bochecha. Isso fez com que ele, muito arrependido, parasse de lutar, e eu finalmente consegui pegar a lâmina.

Se antes ele chorava de dor, tristeza, solidão ou o que quer que sejam seus motivos, agora era de arrependimento. Começou a sussurrar repetidos pedidos de desculpas, no começo quase inaudíveis, mas que passaram a ficar mais altos e claros conforme ia dizendo.

– Só vou desculpar se você prometer parar com isso.

– Mas não dá! Desde que comecei se tornou um vício, e é também o meu único jeito de desabafar toda dor e tristeza que sinto!

– Pois então comece a desabafar comigo! Eu sou seu amigo e estarei sempre do seu lado, então conte comigo para desabafar tudo que quiser, que eu te ouvirei!

– Mentira! Meus pais disseram a mesma coisa, e já não estão mais comigo!

– Minseok, seus pais não tiveram culpa... – Afirmei, com base no pouco que ouvira da história.

Então ele desabou a chorar. Escondeu seu rosto com as mãos, e percebendo que era por vergonha, logo as tirei, revelando seu rosto choroso, e o abracei. Permanecemos daquele jeito durante todo o tempo que fosse preciso, e o ouvi chorar desesperadamente como jamais ouvira alguém antes. O sentimento de compaixão voltou, agora mais forte que nunca, e comecei a chorar também, porém silenciosamente, pois não queria preocupá-lo.

– Você promete que nunca me abandonará? – Ele perguntou.

– Isso eu não posso prometer, já que nunca se sabe quando chegará minha hora, mas prometo nunca te abandonar enquanto eu viver.

Ao ouvir isso, ele sorriu pela primeira vez. Mesmo não sendo um sorriso grande e vivo, ainda era um sorriso, e eu pude perceber como seu rosto era bonito. Em seguida, comigo totalmente despreparado, ele segurou meu rosto com as duas mãos, como uma criança, e se apossou dos meus lábios. Seu beijo era desesperado e longo, me dando tempo de conseguir me restaurar da surpresa e ainda conseguir aproveitar o momento.


Notas Finais


Olá! Espero muito que tenham gostado!
Esse é apenas o fruto de uma ideia que eu tive do nada quando voltava da escola, então não dava pra fazer mais que uma two shot, bem curtinha por sinal.
Nos vemos no próximo (e último) capítulo!


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