História I Need You - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chen, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chen, Drama, Exo, Romance, Xiuchen, Xiumin, Yaoi
Exibições 48
Palavras 2.563
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Slash, Violência
Avisos: Homossexualidade, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Happiness


Fanfic / Fanfiction I Need You - Capítulo 2 - Happiness

Os dias foram se passando, e com isso, nossa próxima apresentação e minha estreia como mágico se aproximava. Durante os ensaios, percebi o grande potencial de cada um: tinha o Kai e o D.O, os dois domadores de animais; o controlador de fogo ChanYeol; os dois acrobatas BaekHyun e LuHan, que se apresentavam como meninas, por não existirem meninas de verdade na equipe; Tao e Kris, também acrobatas, mas apresentados como homens; o apresentador e dono do circo SuHo, e seu assistente e hipnólogo Lay; o palhaço e ator SeHun, que era engraçado justamente por não demonstrar expressões nos momentos mais engraçados e conseguir contar piadas seriamente, e por fim Xiumin, também palhaço e ator. Existia também o pessoal dos bastidores, igualmente excepcionais, mas estes eu não conhecia muito bem.

Mesmo notando as habilidades dos outros, não pude deixar de reparar mais em Minseok, já que era o que eu mais fizera amizade e também o que mais me chamou atenção, dessa vez por seu grandioso poder de atuação. Aquele garoto depressivo conseguia ser um completo bobo alegre durante sua atuação como palhaço, algo realmente chocante. É por isso que consegue manter seu emprego, pensei.

Ao terminarmos, fui feliz e energeticamente ao encontro de Minseok para elogiá-lo, mas para a minha decepção, ele voltara a ser o Minseok depressivo de sempre. Porém não tinha o que reclamar, afinal, ele até que tinha dado uma melhorada comigo, mesmo que pouca. O problema era que isso acontecia apenas comigo.

Eu sempre tentava conversar com ele sobre se abrir mais, saber aproveitar o bom da vida, fazer mais amigos além de mim, entre outras coisas do gênero, mas ele sempre respondia bruscamente com coisas como “Você não entende!”.

– Explique, então! – Resolvi retrucar em uma das vezes que isso acontecera. – Você sempre diz que eu não entendo, mas também não explica nada! Eu quero entender sua dor, Minseok!

– Mesmo que eu explicasse, você não entenderia... Ninguém gosta de mim o bastante para ao menos tentar entender minha dor, nem mesmo você, Chen, e não tente me enganar dizendo o contrário!

– Mas eu gosto de você, Minseok!

– Mentiroso! Como é possível uma pessoa gostar de alguém como eu? Até os animais me evitam! Eu realmente não sei o que ainda estou fazendo vivo nesse mundo...

Ao ouvir aqueles absurdos, rapidamente e sem dar a ele tempo para reagir, o beijei, dando o meu melhor. – Se não gosto de você, como explica o fato de eu ter gostado disso?

Ele ficou sem palavras, chocado com meus atos e também com o que eu dissera. Mantendo os olhos arregalados, começou a encarar o nada, refletindo. O encarei enquanto isso, e às vezes pude perceber em seu rosto alguma vontade de sorrir, mas era como se ela sempre fosse apagada logo em seguida. Acabei me decepcionando, porque durante seus momentos de quase-sorriso, fui tolo o suficiente a ponto de criar falsas esperanças.

A verdade é que eu estava começando a amar Minseok. Provavelmente me apaixonei no dia em que ele me mostrou seu sorriso. A partir daí, aquele pequeno sentimento que eu já tinha por ele quando nos vimos pela primeira vez se tornou algo mais forte. Isso significa que agora, mais do que nunca, eu queria vê-lo feliz. Ou melhor, queria eu mesmo fazê-lo feliz. Queria saber como era o som de sua gargalhada, como se tornaria a beleza de seu rosto com um sorriso aberto, como ele seria extremamente amável feliz. Mas apenas o contrário acontecia, e isso me deixava triste. Amar alguém depressivo estava me deixando depressivo também.

Ainda naquela cena do beijo, ao ver que ele não falaria mais nada, voltei ao assunto principal.

– Quero saber sua história, Minseok.

Então ele me olhou, respirou fundo e começou a contar.

– Há 5 anos, eu presenciei o assassinato dos meus pais, como você já ouvira falar. Foi... No dia do meu aniversário de 12 anos. Meus pais me levaram ao campo para um piquenique em comemoração, estava tudo perfeito, até que, do nada, dois homens encapuzados apareceram e os imobilizaram: um pegou minha mãe, e outro, o meu pai. Eu fiquei solto, e eles não pareciam querer nada comigo. Porém, não pude fazer nada a não ser observar. Meu pai foi decapitado... – Ele começou a chorar nessa parte. – E minha mãe... Esfaqueada, porém morreu não pelas facadas, e sim de tanto sangrar. Desde esse dia, e-eu venho sonhando todos os dias com essa cena... – Agora ele chorava tanto que não conseguia mais falar.

– Não precisa contar mais nada, Minseok, eu já entendi. E desculpe por te fazer lembrar disso. – Eu o reconfortava, abraçando e deitando sua cabeça em meu ombro, que ficou molhado com as lágrimas.

– T-tem mais uma coisa que eu preciso falar, J-JongDae...

– Se você se sentir bem falando isso, eu estou ouvindo.

– Eu... – Ele esperou se acalmar do choro, e finalmente conseguiu falar normalmente. – Desde o dia em que tivemos aquele contato, eu nunca mais tive pesadelos com meus pais, e sim sonhos com você.

Um sorriso involuntariamente se abriu em meus lábios ao ouvir aquilo. Fiquei feliz em saber que seus pesadelos foram substituídos por sonhos, e o melhor, sonhos comigo. Por um momento, pensei na possibilidade de meu amor ser correspondido. Besteira, pensei em seguida. Para ele, eu era apenas a pessoa que estava o ajudando, nada mais.

Passei o resto da noite o consolando, coisa que fazia com o maior prazer, quando o sono bateu. Percebi que já era tarde e me despedi, levantando em seguida para ir à minha tenda, quando senti algo puxando a barra de minha camiseta: era ele.

– Não vá! – Ele pedia.

– Mas eu tenho que voltar à minha tenda... – Respondi, o encarando, enquanto cuidadosamente retirava sua mão da minha blusa e a envolvia nas minhas.

– Não me deixe! – Ele implorava. – Eu preciso de você! Eu gosto de você! Não como gosto do SuHo, que me acolheu quando não tinha para onde ir, gosto mais que isso. Gosto mais que qualquer outra pessoa viva. Eu... Amo você, JongDae. Você foi o único que conseguiu me compreender, o único que não me julgou mal pelo meu comportamento, e o único que conseguiu trazer de volta meus sonhos felizes. Você me ajudou bastante, mas o que eu sinto por você é muito mais que gratidão, disso eu tenho certeza. Por isso, eu preciso de você porque te amo, JongDae! Se hoje eu estou conseguindo aos poucos superar a morte dos meus pais e recuperar minha felicidade, está sendo graças a você!

Fiquei paralisado com sua declaração. Eu esperava tudo dele, menos isso. Achava que ter meus sentimentos correspondidos não passava de uma pequena esperança que não podia ser alimentada. Voltei e me sentei diante dele, ainda sem palavras. Queria responder alguma coisa, mas tinha tanto para falar que não sabia como e por onde começar. Então, ele apenas continuou.

– Sabe, eu pensava seriamente em me matar antes de você aparecer... Não tinha mais motivo nenhum para viver, então de quê adiantaria continuar com isso? Mas então você apareceu, e se tornou meu único e mais forte motivo. Olha, está tudo bem se você não gostar de mim desse jeito... Apenas não me deixe, só isso já faz... Feliz. Você é a fonte da minha felicidade, JongDae. – Ele sorriu ao dizer essa última frase. E não foi apenas um sorrisinho sem graça, e sim um sorriso de verdade, com os dentes à mostra e tudo.

Mesmo lutando para não chorar na frente dele, não pude conter a emoção. Chorei, mas de felicidade. Não existiam palavras que pudessem explicar o que estava sentindo naquele momento. Porém, ele pareceu não entender muito bem.

– Você está triste? – Ele perguntou, preocupado comigo. – Achei que quisesse me ver feliz... Coloquei tudo o que tinha nesse sorriso para mostrá-lo especialmente a você!

– Não é isso... – Eu mal conseguia falar. – Minseok... Não é isso...

Me recuperando um pouco do choro, me aproximei ainda mais e o beijei, colocando nisso todos os meus sentimentos. Ele correspondeu, e dessa vez de uma forma diferente: não havia mais tristeza, e sim apenas amor. Seu coração solitário foi preenchido por mim, e eu não poderia estar mais feliz e realizado.

– Eu te amo, Minseok! – Respondi, sorrindo, quando nos separamos, o que o fez sorrir mais uma vez.

(...)

 

Nos outros dias, era perceptível a mudança que Minseok entrou: A cada dia que se passava, mais feliz ele era. É claro que ainda não podia ser considerado completamente feliz, e ainda só conseguia mostrar suas mudanças quando estava comigo, mas ele se esforçava, e eu era o que mais reconhecia isso e o apoiava.

Em uma de nossas conversas, ele me disse como se juntou ao circo:

– O local onde fomos fazer o piquenique era extremamente longe de casa, e como meu senso de direção nunca foi um dos melhores e eu ainda era novo, estava completamente perdido. Sem rumo, passei minha primeira noite na rua. Porém, no segundo dia, enquanto passava por perto de onde o circo estava montado na época, SuHo percebeu minha situação, e já que na época estava precisando de artistas, resolveu ser caridoso e me dar uma chance. Então eu, aproveitando a oportunidade, só pensava em desenvolver minhas habilidades como artista, e nos meus pais, é claro. Enquanto trabalhava comigo, SeHun percebeu que minha atuação era incrível, e eu acabei sendo o que sou hoje. Já viajei inúmeras vezes com esse circo, e aqui acabou se tornando minha casa, e a equipe, minha família. SuHo e Lay são como pais para mim.

– Incrível! Então se não fosse por SuHo, você estaria na rua até hoje?

– É... Provavelmente eu já teria me suicidado.

– Já falei que não quero ouvir você dizendo essas coisas!

– Ah, mas eu vou fazer o quê se é o que realmente teria acontecido... Mas e você? Como se tornou esse mágico que enfeitiça corações? – Ele brincou, algo que eu adorava ver, pois deixava perceptível que seu senso de humor estava voltando.

– Bem, eu sempre gostei dessas coisas, desde o primeiro dia que fui a um circo, com apenas seis anos. Aliás, o primeiro circo que visitei foi exatamente esse! É por isso que me orgulho tanto de estar trabalhando com vocês! Então, a partir desse dia, eu comecei a pesquisar e aprender alguns truques amadores, coisa de criança. Mas o que era para ser apenas uma fase e parar conforme eu fosse crescendo, continuou ainda mais, e eu ganhava cada vez mais experiência, até levar isso totalmente a sério e conseguir chegar onde estou.

– Sabe, no momento em que vi a demonstração de sua mágica quando queria se juntar a nós, pela primeira vez depois de anos eu consegui me distrair completamente do que estava sentindo. Pela primeira vez, saí do meu triste mundo para fazer uma visita ao seu, e gostei tanto da experiência que acabei me mudando para ele. – Ele disse, tímido.

Essas demonstrações de outros sentimentos, com a timidez, por exemplo, eram mais uma coisa que eu amava nele. No começo, sua tristeza era tanto que não dava espaço às outras emoções. Mas agora, quando começou a amar, isso mudou. Além da timidez, ele também me demonstrava afeto, carinho e até mesmo ciúmes.

Sua primeira demonstração de ciúmes fora hilária: certa vez, LuHan tirara o dia para ficar perto de mim, com a intenção de formar uma nova amizade. Ele me seguia o dia inteiro e fazia tudo junto comigo, até mesmo na hora de comer, e se duvidasse, até para ir ao banheiro. Com isso, Minseok se sentiu desprezado, já que não me sobrava tempo para dar atenção a ele, e se intrometeu no meio de nós dois. Agora éramos um trio, com ele no centro. Me protegia como se LuHan fosse uma ameaça, e cortava o assunto sempre que começávamos a nos falar. Seu jeito era engraçado, porque ele tentava disfarçar, mas não tinha jeito para isso e nem sabia como. Porém, mais que engraçado, também era fofo, o que só me fazia me apaixonar ainda mais.

(...)

 

Os dias passaram voando, e finalmente chegou o dia da apresentação. O palco estava todo decorado, e os assentos aguardavam o público que estava por vir. Faltavam agora apenas algumas horas para o espetáculo começar, e no momento nos encontrávamos todos nos bastidores, nos arrumando. Terminei minha parte rapidamente, já que a maquiagem do mágico não era tão elaborada quanto a dos outros, e resolvi ajudar Minseok, que estava tendo dificuldades porque sua mão estava trêmula de ansiedade.

Desenhar já era um de meus hobbies, e fazer isso no rosto adorável de Minseok só tornou as coisas melhores. Queria poder demorar, para passar mais tempo traçando aquele seu rosto, mas infelizmente não tínhamos mais tempo. Finalmente o espetáculo começou, e pudemos ouvir SuHo no palco dando as boas-vindas ao público. Dei-lhe um selinho de boa sorte, o que o deixou tímido, e nos preparamos para entrar em nossos respectivos momentos.

Tudo estava ocorrendo perfeitamente, quando chegou a minha vez. Sendo minha estreia neste circo, estava um pouco receoso quanto a reação do público, mas não deixei isso me abalar e continuei firme. O final da minha apresentação estava planejado para ser cômico, com uma explosão de farinha de onde surgiria ninguém menos que SeHun, com sua cara de nada, todo sujo de farinha. Felizmente, o efeito que surtiu nas pessoas foi melhor que o esperado. Porém, essa ainda não era a melhor parte: uma vez que desviei minha atenção a Minseok, que observava tudo dos bastidores, o peguei gargalhando. Sim, Minseok estava gargalhando, como uma criança que estava indo ao circo pela primeira vez; como eu, quando fui ao circo pela primeira vez. Passei o resto do meu tempo no palco admirando a cena, e SeHun teve que chamar minha atenção para agradecermos e finalmente nos retirarmos. Passei o resto da apresentação sem ver Minseok, e só nos encontramos novamente nos agradecimentos finais, quando eu fiquei justamente ao seu lado.

Depois que toda a plateia foi embora, SuHo, ganancioso como sempre, contou todo o dinheiro que arrecadamos, e soltou um berro quando viu que fora muito mais que o esperado. Com isso, os outros gritaram também, e passamos o resto da noite festejando.

Durante toda a festa, Minseok mostrou-se sorridente. Teria ele finalmente se curado? Os outros membros da equipe ficaram surpresos, e esse foi mais um motivo para comemorarmos ainda mais. Durante a ceia, quando estávamos todos sentados em almofadas diante de uma mesa comprida e baixa, conversamos sobre a mudança repentina de Minseok, quando o mesmo ousou me roubar um beijo, em resposta aos comentários sobre o que estava acontecendo entre nós.

– Epa! O que dizer desse casal que mal conheço e já shippo tanto? – Tao disse, explodindo de felicidade. – Já podem se casar e adotar meia dúzia de filhos e gatos!

– Ah, se vamos! – Minseok respondeu. Estava tão feliz e energético que nem parecia o mesmo Minseok que conhecera. Porém, preferia mil vezes esse novo.

Passamos mais algum tempo conversando, onde todos participavam, e chegamos a um ponto onde Minseok já planejava um futuro comigo.

– Chen, agora que percebi como a vida é bela, quero viajar o mundo com você! Quero descobrir novos costumes, culturas, comidas... Tudo com você, Chen! Eu te amo!

– É claro que vamos, Minseok! Vamos descobrir o mundo juntos, e seremos muito felizes!

– Chen, graças a você, eu me sinto a pessoa mais feliz do mundo!


Notas Finais


Olá!
Espero que tenham gostado dessa fanfic do mesmo jeito que eu gostei de escrever!
Acho que foi a coisa mais amorzinha que já escrevi dskfjkds
Confesso que chorei enquanto escrevia esse capítulo sjdkfjkl E espero ter conseguido passar pelo menos um pouco desses meus sentimentos a vocês...
Enfim, chega de drama porque disso a fanfic já tá cheia dkjfsjlskl
Muito obrigada por ler! Até mais! <3

(Não sou boa com esses agradecimentos finais então deve ter ficado uma merda, oh god, estraguei o momento)


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