História I Need You, Akashi-kun... - Capítulo 34


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Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Aomine Daiki, Chihiro Mayuzumi, Himuro Tatsuya, Hyuga Junpei, Kagami Taiga, Kiyoshi Teppei, Kuroko Tetsuya, Masaomi Seijuurou, Midorima Shintarou, Momoi Satsuki, Murasakibara Atsushi, Nijimura Shuuzou, Personagens Originais, Riko Aida, Shougo Haizaki, Takao Kazunari
Tags Akakuro, Akashi Seijuurou, Akashixkuroko, Aokise, Basquete, Coitadinho Do Kuroko, Doença, Incesto, Kagamomo, Kiyohyu, Knb, Kuroko No Basket, Kuroko Tetsuya, Midotaka, Murahimu, Nijihai, Seijuurou, Sei-kun, Tetsu-chan, Tetsuya
Visualizações 254
Palavras 1.948
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oieeee!! Como vocês vão? Saudades??

Agora a gente entra na parte mais séria do arco, e to muito feliz comigo mesma. Relendo os capítulos que eu tenho até agora, posso dizer que a minha escrita evoluiu um nível no quesito drama. Me deu vontade de chorar lendo aquilo, e eu me senti um monstro.Por favor, não me matem.

Ah, o Imperador e o "Vossa Graça" aparecem! Sim, lá vem tragédia.

Boa leitura!

[CAPÍTULO NÃO REVISADO]

Capítulo 34 - Capítulo 32


Fanfic / Fanfiction I Need You, Akashi-kun... - Capítulo 34 - Capítulo 32

Em meio à névoa que nublava a mente de Akashi, seus dois eu’s estudavam o homem que havia entrado na sala, em roupas pretas e misturando-se com as sombras. Ele tinha um rosto japonês comum, cabelos negros e lisos, e olhos cinzentos.

         “Ele vai trazer o Tetsu-chan de volta?”, perguntou Seijuurou, os orbes vermelhos com pupilas felinas o analisando criticamente.

         O Imperador deu de ombros, recostando-se em algum lugar em meio ao totalmente branco, algo visível apenas para seus olhos dourados e maliciosos.

         “Não sei. Mas não vou deixa-lo tocar em Tetsuya com suas mãos imundas e corrompidas”.

         Seijuurou revirou os olhos, mas não podia deixar de concordar. Aquele homem tinha uma aura estranha, escura e diferente, algo que deixava a ambos, ele e o Imperador, desconfortáveis e agressivos, como gatos ariscos.

         Pensar naquela pessoa colocando suas mãos sobre o seu Kuroko lhe dava náuseas e tingia sua visão de vermelho.

         Ridículo. Apenas eles podiam tocar no irmão. Somente eles podiam olhar para o irmão com olhos luxuriosos. Somente eles podiam sequer olhar para o irmão. Ninguém mais tinha aquele direito, somente eles.

         Somente eles.

         “E você tem alguma ideia? Também não quero vermes perto do Tetsu-chan, mas se ele é o único que pode trazê-lo de volta...”.

         O Imperador riu criticamente.

         “Se me deixasse ter o controle por algum tempo, talvez Tetsuya já estivesse aqui”, alfinetou. Seijuurou estreitou os olhos para seu alter ego e abriu a boca para protestar, dizer que aquilo nunca aconteceria, mas o Imperador apenas impediu-o com um gesto de descaso. “Já sei, já sei. Você me disse milhares de vezes, não precisa repetir. Mas que tal continuarmos observando por agora, antes de tomar medidas erradas?”.

         Seijuurou o encarou. Depois que tudo foi revelado a ele e Kuroko alguns dias antes, entendeu que, ao nascer, a dor de ser separado do irmão o quebrou, dividiu seu coração e mente, e criou uma segunda personalidade, uma pessoa formada da solidão e do desespero. Quando sua mãe morreu aquilo agravou-se mais, e eles começaram a interagir e dividir o mesmo corpo, tomando o controle em turnos.

         Quando conheceram o azulado, ficou mais difícil para o Imperador assumir, mas este tomou o controle quase permanentemente depois que foram para a Inglaterra, e cometeu atrocidades horríveis com o rosto de ambos.

         Não era como se Seijuurou desgostasse do outro, apenas não confiava nele. Ambos concordavam que resgatar Kuroko era essencial, mas dentro de si mesmos, sabiam que lutariam com unhas e dentes pelo controle quando o menor finalmente fosse deles.

         Não queriam dividir tal bem precioso.

         Queriam o irmão só pra eles.

         Para um deles. Só um.

         - Quem é você? – a voz de Shiori forçou os olhos dos dois de volta a sala, de volta ao problema.

         O homem desconhecido fez um gesto com a cabeça para a mulher, reconhecendo sua presença, mas manteve-se em silêncio e com o rosto estoico. Respondia apenas ao seu mestre, Akashi-sama.

         Masaomi levantou de trás da mesa, os papéis e documentos ordenados magistralmente em cima dela, e desamassou as rugas em sua calça antes de se colocar ao lado de seu subordinado.

         - Este é Izuki Shun – respondeu com um sorrisinho – Ele trabalha pra mim, e eu o pedi para encontrar o Tetsuya.

         Aomine franziu o cenho.

         - Certo, mas por que você está se preocupando com isso? Nem conhece o Tetsu.

         A morena fez um som engasgado, encolhendo-se nos braços do sobrinho. Kise a acolheu de bom grado, os olhos confusos com a ação da irmã de sua mãe. Ele também vinha pensando naquilo, então entendia o indago de Aomine, mas Shiori parecia estar sofrendo com a fala.

         “A ingenuidade dos mortais sempre me surpreende”, sussurrou o Imperador.

         Masaomi ergueu as sobrancelhas aos olhos curiosos, contendo o sorriso que teimava em tentar aparecer.

         Akira baixou a cabeça, apertando as mãos em punhos na calça. Ele definitivamente não gostava daquele homem, o queria longe de Shiori e Tetsuya. Entretanto, naquele momento, Akashi Masaomi era o único que podia trazer o menor pra casa. Por isso, ele aguentaria.

         - Ora, vocês não sabem? – perguntou inocentemente – Eu sou o pai do Tetsuya. Ele e o Seijuurou são gêmeos.

         O choque foi instantâneo. Murasakibara, Himuro, Daiki e Kise arregalaram os olhos, todas as peças – a aparência, o comportamento, as ações – se encaixando em um quebra-cabeça bizarro.

         - Shiori-oba-san... – quebrou o silêncio, olhando com receio para a mulher com os olhos dourados, tão parecidos com os seus. Kise engoliu um seco e desviou o olhar – Isso é verdade?

         Ela não respondeu, sentindo a pressão dos braços do sobrinho aumentarem em torno de si. Não ligava para o que as pessoas pensariam, a única coisa que importava era o bem-estar de Tetsuya.

         Midorima suspirou e mexeu nos óculos, a tensão da sala palpável. Seu pai não ajudava, com os olhos fixos nas mãos enquanto imaginava-se usando suas habilidades médicas para matar e esconder o corpo do líder da família Akashi sem deicar vestígios.

         Aquelas pessoas não podiam cooperar por alguns minutos, nem que apenas um pouco?

         - Não importa. A descendência do Kuroko é irrelevante, ainda mais agora – cruzou os braços e recostou-se no sofá.

         Murasakibara estreitou os olhos.

         - Você já sabia, Mido-chin – não era uma pergunta. Shintarou deu de ombros. Como dissera antes, não importava.

         - Fiquei sabendo há algumas semanas, quando o Kuroko foi internado – volrou o olhar para o homem escondido nas sombras, tão quieto e invisível que era possível esquecer que estava ali – E agora, Izuki Shun-san, você vai trazer o Kuroko pra casa ou não?

         Masaomi sorriu e colocou a mão no ombro do homem casualmente, como um pai orgulhoso.

         - Tenho confiança nas habilidades do Izuki-kun. Ele já localizou o paradeiro do Tetsuya e dos sequestradores, mas eu o mandei voltar.

         - O quê? – ganiu o loiro – Por quê? O Kurokocchi já podia estar aqui!

         O ruivo mais velho deixou a cabeça cair para o lado, analisando o modelo com olhos insondáveis.

         - Izuki-kun é um ótimo investigador, Kise-kun, mas é difícil até mesmo para ele lidar com Hanamiya Makoto, um dos integrantes da Yakuza em Tóquio.

         “Yakuza?”, sussurrou Seijuurou. “Inesperado. Não sabia que Shirogane lidava com insetos.

         O Imperador rosnou em sua mente.

         “Principalmente aranhas nojentas e peludas. Quando seu treinador estiver debaixo de minhas mãos, eu o farei engoliu milhares de aracnídeos, fazê-lo passar por pelo menos um terço do sofrimento de Tetsuya nas mãos daquele ser repugnante”.

         Seijuurou observou o outro por um momento, antes de voltar o olhar para a sala. Ele não o impediria, realmente.

         - Y-yakuza? – berrou Aomine, levantando-se em um pulo. Masaomi assentiu com a cabeça, tranquilo.

         - Exatamente. Não sabemos se o sequestro de Tetsuya é parte das operações da máfia ou algo independente do próprio Hanamiya, então não podemos baixar a guarda – deu um sorrisinho que enviou pontadas de ódio pelos corpos de quem assistia. Mas não podiam fazer nada. Além de ser o pai de dois de seus amigos (ou entes queridos), era, no momento, sua única esperança de trazer o azulado de volta.

         Não importava o quão odioso fosse.

         - Mas não podemos deixa-lo lá por muito tempo – argumentou o jogador de Seirin, pela primeira vez desde que entrara na sala – Sobre o que estão fazendo com o Tetsuya-kun... A possibilidades são imensas e variam muito.

         Masaomi descartou a fala com um aceno de mão. Quem não sabe contribuir deveria ficar quieto e sem atrapalhar, não sua opinião.

         - Não temos a intenção de deixa-lo lá por mais muito tempo, Himuro Tatsuya-kun. Suas preocupações são sem fundamento – virou-se de costas e pescou o celular do bolso – Talvez devessem começar avisando seus amigos e familiares enquanto faço  algumas ligações. Em momentos como esse, ocupar-se é essencial – e saiu por uma porta com Izuki em seu encalço.

         Lançando um olhar para o Akashi catatônico na poltrona, Murasakibara acomodou-se com Himuro no sofá, ao ladode Kise e Shiori. Aomine voltou para seu lugar na parede com um suspiro, os olhos perdidos.

         - Mas está tudo bem, certo? – perguntou o arroxeado retoricamente – Kuro-chin está doente. Eles não fariam nada com ele assim, não é?

         Ah, Vossa Graça, o coração humano não é fascinante? Ele possuiu consciência e ideias próprias, e parece ter como o principal hobby contrariar o cérebro e seus pensamentos racionais.

         Não acha divertido vê-lo dentro dessas pessoas, lutando com unhas e dentes para fingir que essa ou aquela possibilidade exista em porcentagem nula?

         É um dos meus passatempos preferidos, na verdade. Não é também um dos seus?

         Midorima engoliu um seco e baixou a cabeça. Ninguém responderia a pergunta, aquele questionamento tão doloroso.

         Pois ele levantava esperanças que eles não se atreviam a ter.

         - Por ora – disse Akira, chamando a atenção dos companheiros cabisbaixos. Não que ele estivesse muito diferente – Acho que devemos fazer como o Akashi-san disse. Precisam ocupar suas cabeças, ou vão enlouquecer.

         Kise mordeu os lábios para não chorar, apertando a tia tremente nos braços, mas mantendo os olhos no rosto perdido de Aomine.

         - É, acho que sim.

***

         Nijimura Shuzou estava dormindo quando seu celular tocou, tocou e tocou. O treino aquela manhã fora pesado, mais puxado que qualquer outro. E o treinador também estava diferente. Parecia radiante, animado, ansioso.

         Bem, todos tem seus dias de acordar com o pé direito.

         Entretanto, por aquele motivo, assim que chegou em casa Nijimura desmaiou na cama, planejando acordar só na metade da tarde para comer algo, e voltar pra cama. Abençoado seja o dia seguinte por ser domingo.

         Mas, claro, a vida não podia ser assim tão fácil.

         Grunhiu e apalpou o colchão, onde havia jogado o aparelho quando chegou, apertou o botão de atender e levou-o a orelha sem nem olhar o visor.

         - “Sou eu” – resmungou Haizaki do outro lado. A julgar pelo som de fundo, ele estava em uma espécie de estrada – “Estou aqui embaixo, me deixe entrar”.

         Nijimura bocejou um xingamento antes de responde-lo, a voz baixa e roupa pelo sono:

         - Você tem a chave. Abra sozinho e me deixe em paz – deixou a cabeça cair novamente nos travesseiros, tentando se concentrar em ficar acordado.

         - “Eu esqueci” – a linha ficou em silêncio, e quando Haizaki estava se preparando para desligar por achar que o outro estava vindo abrir para si, um ronco passou por seus ouvidos e ele trincou os dentes – “Nijimura, seu bastardo inútil!”.

         - Vã para o inferno – respondeu Shuzou, começando o difícil trabalho de sair da cama e do quarto, ir até a sala e abrir o portão pelo interfone para o platinado entrar.

         - Odeio você – comentou quando Haizaki passou por si na porta e tirou os sapatos e o casaco, sentindo-se em casa ali, e com motivos. Vivia mais ali do que em sua própria casa.

         Shougo olhou para o mais alto, os cabelos desgrenhados, os olhos pequenos, a camisa desalinhada e com marcas onde o travesseiro e o cobertor pressionaram contra seu rosto.

         O sorriso que deu foi diferente, repleto de malícia como qualquer outro, claro, mas sem nem um pingo de maldade. Era um sorriso que poucos tinham o direito de ver, e Nijimura era um deles.

         Shuzou exclamou em surpresa quando o platinado enlaçou o braço em seu pescoço e puxou-o pra baixo, seus lábios encontrando-se sem qualquer resistência.

         - Você me ama – afirmou quando findaram o ósculo, ambos suados e ofegantes. De algum modo e por algum motivo, sem que qualquer um deles notasse, as camisas já faziam seu lugar no chão, e arranhões começavam a ficarem vermelhos em seus peitos nus.

         O instinto agiu mais forte, Vossa Graça.

         Nijimura rosnou, enredando os dedos no cabelo claro.

         - Cale-se e me beije.

         E, lá no quarto, o telefone tocou.


Notas Finais


O que acharam? Sério gente, eu amo o Imperador. Pessoa mais perfeita. Quero pra mim.

Hummm... Acho que não tenho muito pra falar.

Até semana que vem!
Beijos, Sei-chan


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