História I Promise - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna
Personagens Luna Valente, Matteo, Simón
Tags Lutteo, Romance, Ruggarol, Sou Luna
Visualizações 501
Palavras 2.431
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi <3
Não tenho muito que dizer aqui, só um obrigada por estarem as esperando atualizações, mesmo com a demora.
Esse capítulo é narrado pela Ámbar, então é como se fosse uma parte extra da história, mas está inserido no mesmo contexto, então dá sequência ao que aconteceu anteriormente.

BOA LEITURA!!!

Capítulo 30 - Teenagers


Ámbar Smith

O que pode dar errado na vida de uma garota loira, rica, cheia de oportunidades e de sonhos? É tudo tão perfeito que visto de fora parece patético. E visto de dentro é só mais uma visão falsa da sociedade sobre um estereótipos em questão. Minha vida não é assim. A vida de nenhum dos meus amigos é assim.

- Querida, estamos saindo. – ouço a voz da minha mãe e me apresso em secar as lágrimas que escorrem pelo meu rosto.

- Já estou indo, mãe.

Retoco minha maquiagem. O que diriam se eu chegasse com o rosto inchado no colégio? Certamente iram apontar o dedo para mim e dizer que a culpa é minha, como sempre fizeram naquele lugar. Sempre tive a culpa das coisas darem errado no Blake South College e, sinceramente, não acho que agora seria diferente, ainda mais numa situação que envolve Simón, Matteo e todo o resto. Colocar a culpa na Ámbar é bem mais fácil que olhar pra si mesmo e ver que também faz parte disso, que contribuiu para a situação estar como está.

Estou olhando pela janela do carro, mas o que vejo não são carros, casas ou pessoas andando. Vejo a mim mesma anos atrás, chegando ao colégio e sendo recebida por todos como se fosse alguém especial. Era assim que eu me sentia, alguém especial. Todos se sentem assim quando estão com pessoas como as do Blake. Só que todos crescem. E esse foi o maior problema de todos nós.

Aos 11 anos dei meu primeiro beijo com Matteo. Foi o dele também. Acho que nenhum dos dois comentou isso com ninguém porque foi horrível. Com 12, comecei a fazer parte da equipe de dança, assim como a Luna e a Sofia. Logo depois de fazer 13 achei estar tendo meu primeiro amor, o que foi um erro. Aos 14 as coisas mudaram e Matteo Balsano voltou a fazer parte dos meus pensamentos. Talvez porque eu não conhecia nenhuma menina que não falava dele. Todas, todas mesmo, ficavam idealizando como seria estar com ele. Luna era a única que não admitia isso, mas sei que ela era a que mais pensava nisso e a que tinha mais possibilidades.

Matteo e eu ficamos alguma vezes. Mais do que a Luna imagina, mais do que o Simón sabe e, talvez, mais do que nós dois pensávamos que iria durar. Só que não passou disso. Meu amor próprio falou mais alto quando pensei direito na situação. Eu tinha uma batalha perdida com Luna, lutar por ele ela ridículo quando eu sabia que ele morreria por ela se precisasse. Foi ai que me aproximei de Simón, sem pretensão nenhuma, só para me divertir um pouco como grande parte dos adolescentes prestes a cumprir 15 anos fazem. Só que saiu do meu controle, me apaixonei e tudo acabou do pior jeito possível. Porque somos adolescentes e não temos a menor ideia de como algumas palavras e ações podem ferir o outro.

E eu sou o que sobrou daquela Ámbar que tinha fé nas coisas boas e nas pessoas. E é por isso que passei dez minutos chorando quando a Luna me ligou desesperada perguntando se eu sabia do Matteo, porque ele tinha desaparecido. Chorei porque não posso acreditar que isso está acontecendo. Que essas pessoas, meus amigos, deixaram tudo chegar ao ponto de um de nós fugir porque não tem ajuda para resolver os problemas. Somos todos egoístas. Esse é o problema.

Todos estão na sala de reuniões quando eu chego. Sentados ao redor da mesa gigante e encarando um ao outro como se agora, depois do estrago feito, pudessem desfazer suas ações inúteis e não chegar até aqui. Caminho até Maya, ela é a única que deve saber como a Luna está.

- Ela está bem? – pergunto baixo.

- Nenhum de nós está. – não há verdade maior que essa.

- Ela vai vir? – antes dela pensar em uma resposta, Sofia levanta correndo e chama a atenção de todos.

- Você. Ele desapareceu por culpa sua! – corre até Luna e aponta o dedo no rosto dela – POR CULPA SUA!

Sofia pode ser muitas coisas. Mas ela gosta de verdade do Matteo.

- Você pode calar a boca só hoje, Sofia? – Gastón pede – Isso não é uma competição de quem fez alguma coisa ou não. Meu primo desapareceu.

- Se ele não voltar... – Sofia começa a dizer.

- CALA SUA BOCA! – Noah grita – Não se brinca com uma coisa dessas.

Luna está estática na frente de Maya. Rosto inchado, cabelo despenteado, uma roupa qualquer que ela não se deu o trabalho de escolher. Margot aparece e arrasta Sofia para a cadeira que ela estava antes. Luna segue parada, encarando todos com um olhar de medo. E sei que ela está sentindo medo, porque foi exatamente assim que eu me senti quando Simón fez um escândalo por minha causa. Essas mesma pessoas me olharam do jeito que estão olhando para ela, julgando ela por algo que não deveria ter julgamento. Porque ninguém aqui pode apontar o dedo para o outro.

Os minutos passam. O ar da sala vai ficando mais quente a cada ponteiro do relógio que muda e não traz novas informações. Luna e Maya estão num canto, isoladas só as duas, ninguém se atreve a fazer uma aproximação. Só encaram co o mesmo ar se superioridade que me dá nojo. E quando Simón chega, o encaram também, mas não tanto como a Luna. Porque ela assim como eu, sempre leva a culpa de tudo, mesmo quando a culpa de tudo tenha nome e sobrenome.

Olho para o meu celular na esperança de receber um telefonema do meu pai. Ele é advogado e tem alguns contatos que estão ajudando a procurar por Matteo, já que a polícia não pode ser acionada porque ainda não consideram isso um desaparecimento. Só que ele não liga. Ninguém liga. Lá fora tem várias pessoas ao telefone, mas elas é que estão ligando, procurando pistas, pedindo informações. Seja lá o que Matteo estava pensando quando resolveu fugir, afetou todas as pessoas por aqui. Vejo os professores saírem das outras salas com uma expressão de aflição, a coordenadora está quase passando mal e Margot tenta manter todos aqui sem discutir ou dar tapas na cara um do outro.

Pedem para revisar nossos celulares. Querem saber se Matteo avisou alguém, mesmo estando explicito nas nossas expressões de desespero que ninguém tem a menor ideia de onde ele possa estar. O tic tac do relógio volta a ser irritante. Faz horas que estamos aqui e não nos deixam sair. Parece que é um combinado entre todos os pais para a nossa segurança. Traduzindo, para que ninguém resolva fazer o mesmo e piorar a situação. Só podemos ir até o final do corredor, onde ficam os banheiros, e voltar.

- Não aguento mais ficar aqui. Não fiz nada, não me meti em briga, não dormi com a namorada do meu melhor amigo, não fugi feito uma criancinha. – Nico levanta da cadeira e joga um copo de café no chão.

- Você fez pior que isso. – Jim resmunga, olha de relance para Diana e chuta a mesa.

Nico e Diana? Qual parte da história eu perdi?

- Infelizmente não posso te liberar Nicolás. – Margot está a beira de ter um ataque – E por favor, não comecem outra briga.

- É a única coisa que sabem fazer por aqui. – resmungo para mim mesma.

- O que disse Ámbar? – se curiosidade tivesse um nome, seria Jazmín.

- Que a única coisa que sabem fazer aqui é brigar. – jogo uma bolinha de papel no meio da mesa – Apontar o dedo, ver os erros dos outros, criticar, julgar. Me incluo nisso também. Quando eu fui embora recebi mensagens me chamando de um milhão de coisas porque todos ficaram sabendo do que aconteceu com o Simón. A Ámbar Smith morreu por um tempo. Só existia a vadia, oportunista, falsa, sem coração. Fui embora daqui sendo essa Ámbar e demorei a voltar a ser quem realmente sou. E estão fazendo a mesma coisa com a Luna. É o que fazem todos os dias com o Sofia por sair com vários caras. O que fazem com a Maya por nunca saber de algum namoro dela. O que fazem com o Ramiro por ser meio estranho e com o Noah também, porque ele resolveu trocar o grupo de amigos. Vocês arrumam qualquer desculpa para apontar o dedo para outra pessoa e dizer que ela está errada, quando vocês escondem coisas e cometem erros como ela. Todos nós erramos. Somos adolescentes. Isso não faz de nós más pessoas. – respiro fundo – O Matteo, o nosso Matteo, que conhecemos desde criança está sabe-se lá onde e vocês ainda se preocupam com briguinhas sem sentido?

Todos estão me olhando como se eu fosse um ser estranho. Talvez procurando uma resposta para revidar. Acontece que não tem. E eles sabem que não tem. Esse circo todo é ridículo. Encaro Simón para que ele também compreenda a mensagem. Ele me devolve o mesmo olhar de raiva de sempre, mas hoje ele parece estar com raiva da vida. Não o julgo, eu também estaria se tivesse exposto a vida dos meus melhores amigos e um deles sumisse logo em seguida.

O silêncio permanece por mais longas horas.

Já está escurecendo. Estamos aqui há quase 12 horas e nada mudou. Tudo que sabemos é que ele desapareceu do mapa depois de pegar o metrô.

Simón sai da sala. Peço a Delfi que distraia Margot porque preciso ir atrás dele e dizer umas boas verdades. Sendo bem franca não me importa se ele vai me responder com gritos ou se vai armar outro escândalo, preciso dizer a ele o que está preso na minha garganta.

- Espera! – falo um pouco alto – Eu disse espera.

- Não quero conversa. Muito menos com você. – continua caminhando em direção ao banheiro.

- Se te serve de consolo eu preferiria estar resolvendo uma prova de matemática que tendo que falar com você, mas as coisas não funcionam assim e você vai me ouvir. – corro ate mais perto.

- Ouvi suas palavras. Tirou de algum livro? – para de andar e vira de frente para mim – Se acha que vai me comover, nem perca seu tempo. Não foi você mesma que disse que só apontamos o dedo uns para os outros? Dê o exemplo e me deixa em paz.

Volta a andar na direção do banheiro e me deixa com o sangue fervendo. Ele não está no direito de me dizer nada. Nunca esteve. Olho bem os corredores, me certificando de que, tirando os seguranças, ninguém mais estava ali. Vou a passos rápidos na mesma direção de onde ele foi.

- Você tem noção de que o Matteo pode ter feito algo contra si mesmo? - o encontro encostado na parede, de olhos fechados.

- Esse não é o seu banheiro. Sai daqui Ámbar. – ele está se sentindo culpado.

- A Luna está mal e você nem mesmo foi perguntar a ela se ela queria um abraço. Ela é sua melhor amiga e você nem se importou com ela. – grito.

- EU ME IMPORTO! – segura a cabeça entre as mãos – Estou me culpando por isso e se acontecer alguma coisa com o Matteo eu não sei o que vou fazer, mas isso não muda nada do que ele e a Luna fizeram contra mim. Não muda o fato de que estou magoado com ela e não acho que ela quer justo o meu abraço quando o namorado dela sumiu por culpa minha.

- Olha para o que você está dizendo e tenta perceber o quanto é ridículo. Estamos falando da Luna e do Matteo. Eles são como irmãos para você. Matteo é seu irmão. É só você perdoar e tudo volta a ser como antes. Ou pelo menos você deixa todo esse rancor longe.

Estou respirando rápido, quase tremendo de nervoso.

- Você perdoou, Ámbar? Me diz, você me perdoou tão fácil assim como está pedindo que eu faça?

Fico sem fala. O que vou dizer? Que perdoei? Ele sabe que não é verdade.

- Não compare as duas coisas. Não compare quando elas aconteceram em momentos diferentes, por motivos diferentes.

- Não comparar? Você veio atrás de mim me dar uma lição de moral e quer que eu não compare a mentira deles com a sua? – grita e se aproxima, penso em correr, mas não o faço porque fui ali por um motivo.

- Esquece que eu existo. Está bom assim? Se você esquecer que eu existo, quem sabe possa pensar com coerência e não colocar o que aconteceu entre nós como parâmetro.

- Quero esquecer que você existe, mas nesse exato momento você está aqui, jogando coisas contra mim como se você fosse a santa perfeita que nunca cometeu erros.

- Tem razão. Cometi muitos erros. E você foi o maior deles.

E não sei o que acontece. De repente estou beijando Simón de uma forma bem desesperada. Me da raiva, nojo, vontade de chorar, mas não sei como parar. O odeio. Ele não tinha o direito de fazer isso. Minhas mãos estão tremulas e não se mexem, estou estática correspondendo ao beijo quase em piloto automático, mas ainda assim, correspondendo.

Uso minha força para me afastar e vejo que ele está confuso, pensando no que fez. Se nem ele sabe, como eu vou saber?

- Sai daqui antes que alguém venha te procurar.

- Você tem que voltar também.

- Preciso ficar sozinho, Ámbar.

Limpo minha boca enquanto caminho de volta para a sala. O filtro de água no meio do caminho nunca foi tão útil como agora. Minhas mãos ainda tremem e respiro fundo para não entrar naquela sala tendo que responder a perguntas idiotas de determinadas pessoas.

Entro na sala e todos estão olhando para Margot. Ela está no telefone. Volto ao meu lugar fingindo que nada aconteceu. Até porque nada de importante aconteceu. Margot responde algumas coisas e desliga o telefone, dizendo que vai esperar mais informações.

- Onde ele está, Marg? – Luna olha esperançosa para ela.

- Ainda não sabemos. Mas tivemos a informação de que ele foi visto num café junto a uma mulher faz menos de uma hora.

Com uma mulher?

Olho para Luna e ela não esboça nenhuma reação. Margot continua falando e arregalo os olhos conforme ela conta o que aconteceu. As pessoas ao meu lado têm a mesma expressão que eu.

- Isso quer dizer que essa mulher é a...? – Gastón não termina porque Simón aparece na porta.

- Sim. – Margot responde com receio – É ela.


Notas Finais


E ai?
O que me dizem?
Matteo desapareceu como tinha dito no capítulo passado e deixou todos desesperados e com medo de que ele fizesse alguma besteira. Só que ele encontrou uma pessoa no meio do caminho...
Quem é essa pessoa e porque todo mundo ficou meio chocado em saber quem ela é?

Comentem e façam Luana feliz :)
Nos vemos em CP <3


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