História I Promise | CAMREN | - Capítulo 31


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Ally, Amizade, Amor, Cabello, Camila, Camren, Casal, Dinah, Doença, Drama, Fanfic, Fic, Fifth, Filhos, Gay, Harmony, Jauregui, Lauren, Lésbico, Militar, Musica, Normani, Promessa, Promise, Suspense
Visualizações 543
Palavras 2.052
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey babys, voltei kkkk

Só para esclarecer, eu tenho um esquema pra postar capítulos, geralmente espero alcançar um certo número de visualizações e comentários pra eu poder ter um feedback do que está acontecendo e se vocês estão gostando. E às vezes eu só tô inspirada e saio postando mesmo kkkkk

Hora de adicionar algumas perguntas à lista de vocês, bora lá.
Boa leitura 💜

Capítulo 31 - Desabafo


Fanfic / Fanfiction I Promise | CAMREN | - Capítulo 31 - Desabafo

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18 de agosto - Tarde/Noite



Porque amar você não é o suficiente pra nós ficarmos juntas.


Eu amo você sim, amo tanto que me corrói fazer isso.


" Se você for embora agora eu nunca mais irei atrás de você Camila... "


" Se você me deixar aqui é um fim definitivo para nós, por escolha sua. "


Eu espero que um dia você me perdoe por isso amor.


- Senhorita? Você está bem?


A jovem atrás da recepção me encarava com o cenho franzido, aparentemente irritada e com sinais de preocupação. As pessoas atrás de mim, que formavam uma fila, reclamavam pela demora e alguns me insultavam. Há quanto tempo eu estava ali?


- Senhorita? 


- Me desculpe, você pode remarcar esse vôo para amanhã? Eu não me sinto bem para viajar.


- Certo, em qual horário?


- O último disponível.


Com o vôo remarcado, e completamente alheia às coisas que aconteciam em minha volta, decidi procurar um lugar para passar a noite. Do outro lado da rua havia um hotel, pequeno e antigo, e encontrei ali um sinal de conforto e fuga para tudo o que estava acontecendo. Atravessei a rua movimentada assim que o sinal fechou e encontrei uma senhora simpática atrás do balcão de recepção, ela sorriu com carinho e um brilho nos olhos.


- Seja bem vinda querida, em que posso ajudar?


- Eu preciso de um quarto até amanhã a noite, a senhora tem algum disponível?


- Claro, você prefere uma cama de solteiro ou casal?


- Solteiro, pelo amor de Deus - eu disse um tanto desesperada e a senhora soltou uma risadinha contida, eu provavelmente estava parecendo uma louca nesse momento - desculpe, não está sendo um bom dia.


- Tudo bem querida, não se preocupe. Seu quarto é o segundo à direita - ela apontou para a escadaria e indicou por onde eu deveria seguir, agradeci e peguei minha mala no chão e a chave do quarto antes de começar a subir, quando cheguei no último degrau escutei a senhora me chamar - O jantar será servido em uma hora, descanse e venha me fazer companhia. Você é a única hóspede hoje.


Assim que atravessei a porta do quarto e a fechei eu joguei minha mala em qualquer canto e sentei no chão, abracei os meus joelhos e encarei a janela. A pior sensação que alguém pode experimentar é ter uma vontade absurda de chorar e não conseguir, ou que suas lágrimas não sejam o suficiente para calar a dor no peito. Eu estava com os olhos úmidos pelas lágrimas que desciam mas quem olhasse de fora poderia achar que elas eram falsas, mesmo não sendo. Eu me encontrava em um estado de saturação de emoções, elas se misturavam e interagiam entre si, não eram emoções boas e eu não era capaz de reagir. Agora não. Eu queria gritar até perder minhas forças, engasgar com um soluço repentino e doloroso no estômago, chorar até perder os sentidos, eu queria sentir algo. Queria sentir a dor devastadora me atingir de uma vez e ir embora o mais rápido possível, quanto mais tempo ela se atrasava mais sofrimento era acumulado. A única coisa que eu conseguia fazer era encarar a janela aberta. Me senti dentro de uma pintura expressionista, observando um ambiente em que os objetos não se distinguiam com clareza, uma melancolia sombria e subentendida. Claramente era uma sensação causada pelas lágrimas e pelo reflexo da minha alma.

Minha alma. Era uma sensação de estar acordada durante uma cirurgia, você está anestesiada mas sente sua carne sendo dilacerada e seu corpo invadido. Você escuta, sente e vê tudo mas a dor não está lá, só um formigamento, um incômodo. É desesperador.

É desesperador porque você sabe que quando o formigamento passar a dor vai aparecer, ela vai vir com crueldade, vai tirar suas noites de sono, vai te impedir de viver normalmente e vai ser pior quando tocar na ferida. Talvez você tenha alucinações, quem sabe. Talvez você veja seus demônios te olhando nos olhos e zombando do seu sofrimento. Faz parte da cura. Quem precisa passar por uma cirurgia descobre que o formigamento, a dor e a mudança de rotina fazem parte da cura. No final tudo o que você vai ter é uma cicatriz como lembrança. Cicatriz que remete à algo que você achou que te mataria mas que agora não dói mais. 

A cicatriz da alma é feia, em alto relevo e possui algumas partes enrugadas mas você se sente completamente grato quando ela aparece. A dor se foi.

Mas eu ainda estava no formigamento. Eu via todo o meu processo de cura pela frente e sofria por saber que a minha carne teria inúmeros pontos e que eles demorariam para cair, eu sofria por saber que teria que trocar os curativos diariamente e que eu precisava ser cuidadosa por que eles poderiam abrir novamente. Mas eu ainda estava no formigamento. Era isso que me revoltada.


Ouvi algumas batidas na porta e fui tirada dos meus devaneios, minha visão ainda estava turva e eu ainda encarava a janela aberta. 


- O jantar está pronto querida.


- Eu desço em um minuto, obrigada.


Eu só percebi que o céu estava completamente negro quando vi a escuridão que tomava o quarto, me levantei e lavei o rosto antes de colocar uma roupa mais confortável, estava esfriando e um moletom caiu muito bem naquele momento. Um moletom que não era o meu mas eu conhecia muito bem aquele cheiro. Desci as escadas e procurei pela cozinha, a senhora estava encostada em um balcão próximo ao fogão e escrevia algo em um caderno velho e amarelado pelo tempo. 


- Pode se sentar, não se acanhe - ela terminou suas anotações e virou em minha direção com um sorriso carinhoso no rosto, sentou-se em uma cadeira na ponta da mesa e indicou que eu fizesse o mesmo. A mesa estava pronta e o cheiro de comida caseira aqueceu meu coração - qual seu nome meu anjo?


- Camila, e a senhora?


- Mary Louise Streep, eu sei que meu nome é lindo mas pode me chamar só de Mary - nós acabamos rindo e ela juntou as mãos sobre a mesa - me conte um pouco sobre você Camila.


- Eu tenho 22 anos e curso jornalismo em Stanford. Estava aqui de férias, na verdade não há muito o que saber sobre mim.


- Então eu vou falar um pouco sobre mim e se você se sentir confortável nós falaremos sobre você depois - concordei e nós começamos a nos servir para jantar - esse hotel é tudo o que me restou. Meu marido faleceu há 5 anos e eu fiquei sozinha no mundo.


- Sinto muito por isso.


- Não sinta meu anjo, ele viveu tudo o que tinha para viver e foi em paz quando chegou o momento. No começo é difícil mas uma hora a gente compreende e a dor passa.


- Passa mesmo? Isso parece tão distante agora 


- Você teve alguma perda recente?


- Sim, perdi meu filho essa semana.


- Compreendo, eu nunca tive filhos mas entendo de perda - ela deu um sorriso triste e me encarou por uns instantes - o que aconteceu?


- Leucemia, quando nós descobrimos já era tarde - encarei e remexi a comida que estava em meu prato - aconteceu tanta coisa ao mesmo tempo que eu ainda me sinto meio perdida.


- Quer conversar sobre isso? Às vezes é bom desabafar com um estranho, eles não são sua família pra te julgar e podem te ajudar a ver outras perspectivas. Fora que a probabilidade de você nunca mais vê-los é gigante - Fato, eu odeio falar sobre mim mas agora eu sentia essa necessidade de desabafar


- Foi um verão agitado, na primeira noite eu fui arrastada pra um bar e conheci uma mulher que virou minha vida de cabeça pra baixo. Ela é linda - senti meus olhos arderem e as lágrimas querendo descer novamente, Mary sorria me observando - nós acabamos nos aproximando e foi por causa dela que eu conheci o Gus, meu filho. Eu tinha que fazer um trabalho pra faculdade e ela me deu a ideia de falar sobre o orfanato em que ele estava, nós começamos a visitar o local todos os dias até o momento que foi inevitável me apaixonar por ela e por ele. Uma coisa que nunca aconteceu antes.


- Ela foi seu primeiro amor?


- Ela ainda é e duvido que deixará de ser algum dia - sequei uma lágrima teimosa que desceu escorrendo por minha bochecha e respirei fundo - em um dia qualquer o Gus passou mal e depois disso as coisas desandaram. Ele ficou internado e precisava fazer os tratamentos mas o orfanato não tinha verba e nem como repassar as verbas que entrassem, nem eu e nem ela podia adotá-lo por uma porção de regras estúpidas. Então meus pais adotaram e ele começou os tratamentos, a situação estava sob controle até um médico incompetente errar o diagnóstico e meu filho morrer por causa disso.


- Ele morreu por um erro médico?


- Foi um conjunto de fatores mas o erro dele tornou a situação irreversível, eu vi meu filho sangrar até morrer.


- Eu sinto muito Camila, você é muito nova pra estar machucada dessa forma - Mary segurou minha mão por cima da mesa e fez uma carinho suave com o polegar - o que aconteceu com a moça?


- Nós terminamos antes de eu chegar aqui - um ar pesado escapou dos meus pulmões e eu usei a mão livre para acariciar minhas têmporas - eu terminei na verdade, nós chegamos em um ponto em que o amor não era o suficiente. Deixar ela foi a decisão mais difícil e dolorosa que eu já tomei.


- É triste quando duas pessoas que se amam são obrigadas a se separar por ocasiões do destino, mas tudo o que é nosso retorna para nós Camila.


- Eu acho difícil Mary, muito difícil. Lauren deixou claro que ela não concordava com isso e que se eu realmente a deixasse seria um fim definitivo. 


- Você a deixou Camila, em um dos momentos mais difíceis da vida dela, isso é uma reação normal. Eu sei que você teve motivos pra fazer isso, provavelmente muito fortes pra você abrir mão da mulher que ama, mas a única coisa que ela está vendo agora é que perdeu um filho e que a mulher que dizia amá-la a abandonou. É uma coisa difícil de se absorver.


- Eu sei, não a culpo por isso. Ela tem todo o direito de me odiar, eu só não podia ficar com ela. Não era certo e nem seguro pra nós. Nós duas somos muito inconstantes juntas e isso nos machucou, continuar seria suicídio. Nós não estamos prontas.


- Então quando vocês estiverem o destino se encarregará de tudo.


- Você acredita nisso? Em destino?


- Destino, deus, forças da natureza ou do universo.. independente do que você crê, ele sempre cuidará de reunir duas almas que se amam incondicionalmente.


- Quem sabe..


O jantar seguiu com tranquilidade após meu desabafo, Mary era uma mulher alegre e inquieta. Ela me contou sobre os anos em que esteve com o marido e sobre como ele era gentil, amável e um conquistador barato quando se conheceram. Mary falava com saudades e em seus olhos não havia mais sinais de dor. Eu queria isso pra mim. Ela conseguiu ultrapassar o formigamento e fazer cócegas em meu coração. 

Após o jantar eu voltei para o quarto e fiquei observando o movimento das pessoas pela janela, a correria em frente o aeroporto, as buzinas de táxis que rondavam o local, o barulho dos aviões que chegavam e partiam constantemente. Era um caos e eu me identifiquei com aquilo tudo, tantas coisas acontecendo em um só lugar. Depois de umas duas horas eu me cansei e deitei, a foto de Lauren, Gustavo e eu ao meu lado na cama e um travesseiro que eu agarrava com força. Lembrei do envelope e de Nala, eu não cheguei a falar pra Lauren sobre eles e algo me dizia que ela não iria encontrá-los por conta própria. Talvez ela queimasse meu quarto pra não precisar ver minhas coisas novamente. Enviar uma mensagem para ela estava fora de cogitação, então era melhor apelar para alguém que pudesse fazer isso por mim. Dinah.


Mila: Dentro do meu closet tem um envelope junto com a Nala, entregue os dois para Lauren. Não me faça perguntas. Vou sentir sua falta DJ.


Notas Finais


E aí? Me digam o que estão achando, vamos prozear um pouco.


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