História I Remember - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 4.366
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Sci-Fi, Seinen, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Genteeeeeee!!!!
Veja se não é a tia Juh postando sua primeira Mpreg... Socorro que chega ta dando uns coiso na barriga.

Gente, essa one, foi feita de presente do dia das crianças para uma amiga...
Não que ela seja criança, longe disso, mas ela queria tanto essa historia que k estou eu postando-a, e espero que ela goste, e bem espero que vocês gostem, por eu acho ela fofinha.

Bem a historia é original, e os nomes foram dados por essa minha amiga... Então é isso... espero que gostem....

Capítulo 1 - I Remember


                A sala de espera era pequena para o tamanho de minha ansiedade, sentado em um dos bancos de espera fui acometido subitamente por toda a historia que me levara até ali. Cinco anos já se passara desde que nós conhecemos. E enquanto algumas pessoas diziam que o amor continuava o mesmo eu me sentia obrigado a gritar aos quatro cantos do mundo que meu amor com Christian apenas aumentava mais e mais a cada dia.  E esperar que o mesmo fosse preparado para dar a luz a nosso primeiro filho era a prova disso, era a prova de que mesmo que fossemos diferentes em e essência nos encaixávamos, nos completávamos, mesmo sendo dois homens havíamos sidos feitos um para o outro.

-Senhor Tanaka?

                Meus devaneios foram cessados quando tive meu nome chamado por uma das enfermeiras da clinica, a observei por alguns instantes voltando lentamente ate a realidade e recordando-me de que estava em uma maternidade prestes a ver meu filho nascer.

-Sim?

-Estamos quase prontos, poderia me seguir por gentileza? O levarei ate a sala de onde o senhor assistira toda a cirurgia.

                Segui a mulher que trajava um típico uniforme azul claro ate a sala em questão. Aquilo era algo que sem duvida me incomodava. Eu pretendia estar ao lado de Chris em todos os momentos da gestação, coisa que fiz arduamente durante os nove meses de gravidez. Frequentei consultas, ecografias, exames de sangue... Passei noites em claro quando o mesmo passava mal, e ate mesmo dirigira para o outro lado da cidade as 6 da manhã quando subitamente o mesmo  acordou desejando um lamen de um restaurante especifico, coisa que ainda tive que esperar duas horas ate o estabelecimento  em questão abrir...  Participei de cada detalhe do quarto, eu ate mesmo fizera questão de montar o berço, o guarda roupa, tudo. Participei da compra de cada roupinha, me emocionara junto com Chris a cada uma que também ganhávamos de nossos amigos e parentes... Eu participara de tudo...

                Porem não participaria diretamente do parto, ficaria recruzo em uma sala, observando meu marido dar a luz ao nosso filho de longe, sem poder segurar em sua mão, sem poder lhe dar conforto naquele momento que eu sabia que era assustador para ele.

                A gravidez masculina era tratada quase como doença na sociedade, isso era um fato. Mesmo que estivéssemos no ano de 2250, e mesmo que a capacidade de homens engravidarem se desse ao fato de mutações genéticas,  mutações essas que ocorreram graças a diversos fatores ambientais, o que deixava mais do que claro que a culpa de tal “deformidade” era da própria humanidade... Mesmo assim ainda era tratado como doença, como aberração... E eu sabia o quanto isso incomodava Chris... Eu sabia o quanto ele havia relutado para assumir a si próprio e o quanto ele se assustara ao descobrir que esperava nosso filho, mesmo que tenha sido algo planejado e de comum acordo entre nós dois, e não estar ao lado dele nesse momento me fazia sentir culpado mesmo que não fosse uma escolha minha essa decisão.

                Tudo era mil vezes mais complicado para nós, e duas mil vezes mais complicado para Chris... A começar pelo fato de que em nosso distrito nem uma clinica sequer aceitara fazer o acompanhamento da gestação, nos obrigando a procurar atendimento em outro distrito, e nos fazendo viajar mais de uma hora a cada consulta mensal, o que demandava tempo, e deixava Christian exausto. Quando o mês do parto finalmente chegou, em nossa ultima consulta antes da cirurgia, o medico de Chris nos explicou como seria. Esperaríamos  ate o ultimo dia e enfim seria feito o procedimento cirúrgico. Por algum motivo também genético do qual eu não prestara atenção quanto o medico explicava, já que estava mais concentrado em afagar a mão fria e tremula de Chris, o parto masculino era mais arriscado e perigoso, e por esse motivo apenas Chris e a equipe cirúrgica estaria na sala.

                E claro que eu argumentara ate o ultimo instante, argumentara arduamente ate Chris segurar-me pelas mãos, apertando-me ali dizendo-me que daria tudo certo e fazendo-me ficar mais calmo apenas por vislumbrar aqueles olhos castanhos tão calmos e tão diferentes de quando eu o conhecera.

                No dia que Thalles e Christian se conheceram o céu estava nublado, tão nublado quanto o humor de Chris aquele dia. Era um debate, algo simples na turma. Era a quarta aula do semestre e as turmas do curso de administração e direito acabaram por pegarem uma aula compartilhada sobre “Ética” e sinceramente, eu não sei ao certo como o assunto apareceu, mas quando menos me dei conta a turma entrara em uma discursão fervorosa sobre ser a favor ou contra homens levarem gestações a diante.  Sempre fora totalmente neutro nesse assunto, afinal, assim que nascíamos eram feitos exames para sabermos se aviamos nascido com a condição M-preg  ou não, e bem, eu era um dos “nãos”. Dessa forma tinha por mim que era um assunto ao qual eu não deveria opinar, muito menos argumentar, eu sabia, e via como a vida era absurdamente mais complicada para os homens que nascera com tal condição, e achava bastante justo eles escolherem continuar ou não com isso. Quando mudei-me para o Japão, vindo da Tailândia não imaginei que encontraria tanto preconceito contra os m-pregs no Japão, de longe meu pais era mais tolerante em relação a eles, obviamente algumas pessoas ainda olhava torto quando um homem se aventurava a dar a luz usando sua condição, mas nada comparado ao Japão.

                A questão que se era debatida ali, na sala de aula,  era o fato de regularização da retirada do útero masculino, caso o individuo assim quisesse, o que a meu ver era totalmente justo, porem em algum ponto daquela conversa  a voz de Chris se levantara entre todas as outras, argumentando, exclamando, berrando na verdade, que os meninos que nascessem com tal condição deveriam passar pela cirurgia ainda  bebês, e que nem ao menos deveriam saber do que lhes havia acontecido. E foi justamente ai que eu entrei na historia. Quando me dei conta, estava em uma discursão acalorada e muito pessoal com aquele baixinho, de olhos castanhos vivos e língua afiada. Eu tentando expressar meu ponto de vista ao qual ninguém deveria ser submetido a uma cirurgia com base no que outra pessoa achara que era melhor, e ele com seus argumentos nada concisos, afirmando que seria melhor em todos os aspectos da vida da criança.

                E sinceramente, eu não vida problema algum na condição de M-preg, eu via problema na sociedade que não conseguia simplesmente aceitar que tal condição existia, era um fato. O primeiro caso registrado de M-preg havia sido registrado em 2150, cem anos haviam se passado e a sociedade continuava sendo completamente retrograda em relação a isso... Era um absurdo.

                Alguns minutos de tal discussão de passaram, ao que chegamos ao ponto em que eu já não mais argumentava, afinal já havia explicado claramente meu ponto de vista e apenas observava um Chris espernear a cada vez que eu falava que não concordava com seu ponto de vista, ao que respondia apenas para velo ainda mais enfurecido  e com as bochechas mais rosadas ainda... ele era uma gracinha.

                Assim que o sinal do termino da aula tocou o mesmo saiu da sala em passos firmes e absurdamente furioso, ao que eu apenas joguei tudo que me pertencia dentro da mochila de qualquer jeito e o segui ate a lanchonete da faculdade. Encontrei o mesmo sentado em uma das mesas e não me importei nem um pouco em ser totalmente inoportuno e por que não? Extremamente chato, ao me sentar bem a sua frente, com o melhor sorriso que poderia estampar na cara, ao que o mesmo apenas resmungou e virou o rosto.

                Lembro-me de nossa primeira conversa,  sentados naquela mesa, sobre o como lhe falei que podíamos ter opiniões divergentes, mas que, não precisávamos ser inimigos mortais, que apesar de não concordar com tal opinião eu a respeitava, e acima de tudo o respeitava, e lembro-me do primeiro sorriso que tirei daqueles lábios finos ao lhe dizer que o admirava por sustentar sua verdade ate o fim, mesmo quando o questionavam, e depois daquela conversa não existiu mais um dia sequer sem nos falarmos.

                Olhando para Chris por aquele vidro, o vendo ali naquela sala, indefeso, e sem eu estar ao seu lado, cada momento nosso junto voltava a minha mente... e era angustiante não poder sentir sua pele para ter certeza de que cada lembrança daquela era real e não apenas um sonho.  Nosso primeiro beijo fora uma das sensações mais incríveis que eu tive oportunidade de experimentar na vida. Já éramos amigos há alguns meses, e apesar de algumas discursões sobre temas e assuntos aos quais discordávamos ficávamos cada vez mais próximos. E em uma manhã de sábado angustiadamente ensolarada, quando acordei e a primeira coisa que fiz foi mandar-lhe um bom dia me dei conta de que estava apaixonado. Eu era muito bem resolvido a cerca de minha sexualidade, estar apaixonado por outro homem não me incomodava em nada, o que me deixara preocupado era o que Chris acharia daquilo.

                Da mesma forma que eu era decidido sobre minha sexualidade, eu era em relação a meus sentimentos, e não excitei nem um momento em relação a eles,  pensei absolutamente em tudo por duas semanas, e depois de perceber que me apaixonara realmente, que não era apenas fruto de minha imaginação por me sentir sozinho naquele país,  achei a ocasião perfeita para confessar meus sentimentos. Eu poderia acabar por perder um bom amigo, eu sabia, tinha plena consciência disso, mas, nunca, jamais,  eu guardaria meus sentimentos assim, nunca os deixaria morrer sem antes o dono real daqueles sentimentos soubesse de sua existência. E foi assim que cinco anos atrás com toda a coragem que me cabia falei sobre o que sentia para Chris.

                Na sala de seu apartamento, depois de revisarmos uma matéria que tínhamos em comum, eu falei sobre tudo que sentia, e por alguns minutos apenas observei me fitar profundamente, em minha cabeça se passara tanta coisa naquele dia, tantas possibilidades: Chris poderia me por para fora a pontapés, ou poderia fingir que nunca me vira na vida, poderia me odiar para sempre... eram tantas possibilidades ruins que em nem um único momento passou por minha cabeça que algo bom poderia acontecer. E por não pensar em um desfecho no qual tudo daria certo me peguei surpreso quando em vez de me xingar, rosnar, brigar... coisas que eram de costume de Chris... ele me abraçou. Seus braços envoltos de meu corpo, e sua cabeça encostada na altura de peito, me dando a possibilidade de sentir o cheiro que emanava de seu cabelo castanho.

                A conversa que seguiu-se era apenas esclarecedora para ambas as partes, não apenas eu me apaixonara por ele, como ele se apaixonara pelo (moreno chato da turma de ética) como o mesmo confessara me chamar mentalmente no primeiro dia que nos conhecemos. E desde então já se passara cinco anos.

                A sala que eu observava através de um vidro era totalmente branca, as únicas cores que se viam eram os uniformes de cor azul clara da equipe cirúrgica que faria o parto de Chris... Senti meu coração parar uma batida quando o medico olhou em minha direção, dando-me um sinal de que finalmente começaria  o procedimento, e ao desviar dos olhos do médico eu encontrei os olhos de Chris. Sua face estava serena, de uma forma que eu só via nas vezes que ele estava em meus braços.

                Lembro-me da primeira vez que o tive 100%  entregue a mim, totalmente em meus braços, ele esboçara o mesmo olhar. Já namorávamos há um mês e  havíamos tido algumas conversas aleatórias sobre relações sexuais, ao que o mesmo me confessara que era virgem. E não medi esforços para que a noite de sua primeira vez fosse particularmente especial.

                Preparei meu apartamento da forma que achei que ele merecia, e nunca me esquecerei dos olhos brilhantes de Chris ao encontrar uma trilha de pétalas amarelas que levava da porta de entrada na sala ate meu quarto,  onde eu escrevera com pétalas de mesma cor sobre minha cama que o amava e no meio de um coração ,muito mal feito, duas alianças... Eu sabia que o queria para sempre ao meu lado.

                Nós amamos durante toda aquela noite,  em todos os sentidos da palavra. Cada toque em seu corpo que o fazia arrepiar, cada beijo em sua pele lhe arrancava suspiros e gemidos tão agradáveis aos meus ouvidos... Sua pele macia sobre minha palma me dando a certeza de que era aquele corpo que eu queria que era ali, que eu me perderia e me encontraria ao mesmo tempo. E eu sabia, em cada atitude, em cada suspiro, em cada gemido que eu lhe arrancava de prazer que Christian também sentia o mesmo. E ao penetra-lo pela primeira vez, sentindo-o por dentro, enquanto o mesmo sussurrava meu nome contra meu peito eu tive a certeza. Seriamos para sempre, tive a certeza que nos pertencíamos, que éramos um do outro, que não importava quantas pessoas eu já tivera ate ali, Christian era o único a quem eu me entregaria de corpo e alma.

                Meus olhos permaneciam fixados nos de meu marido, enquanto  o medico o cortava, livrando-se daquelas camadas de carne que nos separava do fruto de nosso amor. Apesar do olhar sereno de Chris eu sabia que ele estava com medo... Ele era medroso, sempre fora, e vi seu olhar mudar gradativamente ao decorrer de todo o procedimento. Indo de um olhar terno e confiante para um olhar de preocupação e logo em seguida para um olhar de medo. O mesmo olhar que o mesmo esboçara no dia que me confessou ser um homem que poderia engravidar, no dia que me contara que era um m-preg,  e que havia recebido a autorização do governo para retirada de seu útero.

                Estávamos juntos a mais de um ano e o assunto nunca surgira entre nós, e obviamente eu não fazia ideia de que Chris era uma pessoa sobre essa condição, então não vou negar que me senti surpreso e ate mesmo traído quando o mesmo veio ate mim, informar-me sobre tudo isso. Em mais de um ano de namoro aquela fora nossa primeira briga real, algo realmente serio, algo que não envolvia apenas opiniões em assuntos aleatórios, aquilo era sobre ele, sobre mim, sobre nós...  O fato de Chris ser um M-preg, ou seja, um homem que poderia engravidar em nada me incomodava, a mentira sim. O fato de ter me escondido algo serio como aquilo me incomodava, o fato de não confiar em mim para contar-me algo assim me incomodava... Vários dias passaram-se  sem que nos falássemos direito. Se eu era contra a cirurgia de Chris? Obviamente que não, ele deveria fazer o que achasse melhor para si. Mas nos dias que se seguiram naquele inverno eu me senti traído.

                E o olhar que Chris esboçava na sala de cirurgia naquele momento era o mesmo que encontrei em minha porta depois de duas semanas sem nos falarmos descentemente, o mesmo que carregava quando  jogou-se em meus braços, pedindo desculpas por ter escondido aquilo de mim. Obvio que o perdoei porem, mesmo com minhas palavras acalentadoras  os olhos de Chris continuavam carregados de medo ao que o vi obrigado a  questiona-lo o que mais ele precisava falar.  E tamanha fora minha surpresa ao ouvir de seus lábios que não queria fazer a cirurgia, que em algum futuro, queria ter um filho nosso, que não queria que eu ficasse com raiva, que sabia que tal desejo era repugnante e que eu tinha todo o direito de não mais o querer, mas que ele precisava falar antes de tomar qualquer decisão. Meus lábios não conseguiam formar as palavras necessárias para expressar minha resposta, e que apenas o evolvi em meus braços, o abraçando o mais forte que pude... Aquela era minha resposta, acolhe-lo em meus braços era minha resposta, eu sempre estaria com ele, sempre o protegeria. E  as lagrimas que repentinamente escorreram daqueles olhos castanhos indicavam que ele sabia muito bem qual era minha resposta. Eu o amava, e saber que ele me amava ao ponto de mudar de ideia sobre algo que um dia eu o vira lutar fervorosamente a favor me dava toda a certeza que seriamos felizes, de alguma forma seriamos.

                Vi os olhos de Chris igualmente se enxerem de lagrimas como naquela noite assim que o primeiro choro de nosso filho ecoou pela sala.  A maior expressão de amor que poderia existir entre mim e aquele homem estava ali, chorando e avisando ao mundo que havia chegado, minha alegria só não era maior que minha preocupação ao ver lentamente os olhos de Chris perderem o foco e logo se fecharem. Em minutos perdi meu filho de vista e logo me concentrava apenas na movimentação na sala de cirurgia.

                Meu desespero era tamanho que poderia atravessar aquela janela de vidro, porem apenas escorreguei pela mesma ate alcançar o chão, perdendo subitamente toda a força em minhas pernas,  quando as cortinas foram fechadas bem diante de meus olhos no mesmo instante em que vi o medico tentar reanimar meu marido... Meu mundo estava desabando.

                Permaneci ali alguns minutos... O mundo havia parado? Eu não sentia nada... O que eu faria se perdesse Chris... Eu, Thalles... Não sabia viver sem ele, Christian...

                Uma mão encostou levemente em meu braço chamando minha atenção, a mesma enfermeira que me levara ate aquela sala, agora se encontrava diante de mim, os olhos que antes claramente me julgavam agora esboçavam um leve ar de compaixão.

-Senhor o bebê já está no berçário, já pode ir velo.

                Meus olhos encontraram o daquela mulher e apenas com o olhar eu lhe supliquei que me desse noticias de meu marido...

-Ouve complicações, e ele sofreu uma parada cardíaca, o doutor o reanimou e agora ele está estável... o bebê está bem.

                Assim como a sala de cirurgia o berçário era separado por uma janela de vidro... Não demorou para que eu encontrasse o nosso filho... Envolvido em uma manta azul, aparentemente dormindo em um sono calmo e tranquilo, uma plaquinha no pequeno berço que o mesmo ocupava me dava a certeza de que aquele era meu pequeno anjo.

Muangyai Christian – Muangyai Thalles
                Muangyai Yuuri
                05/12/2250
                10:50am

                Ver o mesmo sobrenome adornando o nome de nós três, me fazia ter uma sensação única de paz, a mesma sensação que senti quando finalmente pedi Chris em casamento, a mesma sensação que senti quando finalmente trocamos alianças oficialmente... E ao observar mais atentamente, me dando conta de que nosso filho estava ali, com o mesmo sobrenome que nos compartilhávamos agora, fui acometido pela mesma euforia de quando descobrimos a gravidez de Chris, fez lembrar-me  da felicidade que senti quando vi o primeiro ultrassom, a mesma sensação que senti quando montei cada móvel do quarto dele, a mesma sensação que senti  ao sentir os chutes que ele dava de dentro da barriga de Chris, ao que o mesmo me chamava para sentir.

                Peguei-me pensando em tudo que havia mudado no decorrer daqueles seis anos, o quanto tínhamos mudado, Chris ficara mais calmo, menos agressivo, eu aprendera a lhe dar ouvidos em determinadas situações. Peguei-me analisando o quanto havíamos aprendido a conviver um com o outro, a tomar decisões em comum acordo. Peguei-me lembrando de quando decidimos que já era hora de aumentarmos a família ao que levou Chris a parar de tomar os inibidores de hormônio... Peguei-me pensando em o quanto eu precisava dele, em o quanto eu não conseguira mais viver sem o mesmo para me controlar em determinados pontos, em o quanto estaria perdido sem aquele sorriso para me guiar... E não sei de fato quanto tempo permaneci ali, em pé em frente aquele berçário, com o olhar fixado naquele pequeno ser de cabelos tão castanhos quanto os meus e pele tão clara quanto a de Chris... ele era uma mistura única e perfeita de nós dois.

                Não me dei conta, mas a noite já havia chegado quando me vi sendo guiado pela enfermeira novamente ate o berçário, era hora de amamentar meu filho, e eu o faria... As noticias sobre Chris não chegavam apenas o mesmo de sempre, ele está estável... E me vi cansado, com os olhos ardendo de chorar naquela sala de espera, sentindo que já não possuía nem uma lagrima para derramar... Eu queria velo.

                O pequeno corpo foi colocado em meus braços assim que sentei-me em uma das varias cadeiras de uma sala ao lado do berçário... Algumas mulheres amamentavam ali, e senti alguns olhares de pena sobre mim ao que sem nem um jeito recebi o pacotinho azul em meus braços para logo em seguida a enfermeira me ensinar o que deveria ser feito. Eu sabia o que se passava no pensamento de cada mulher ali presente... Achavam que minha “esposa” estava em um estado que não poderia amamentar, e na pior das hipóteses que a mesma havia morrido... De certa forma estavam certas... Eu não as julgava, não, apesar de existir vários     M-pregs, poucos tinham coragem de engravidar, e poucos se atreviam a levar a gestação a diante justamente por ser de alto risco... Eu sabia que era perigoso... E mesmo assim havia deixado Chris fazer aquilo.

                Deixando de  lado aqueles olhares foquei-me no único que poderia me dar algum conforto, encontrando em meus braços um par de olhos escuros, tão escuros quanto os meus, e uma pele alva como a neve... era um contrates lindo, Yuuri era perfeito. E me peguei ali por algum bom tempo, viajando para um lugar onde existíamos apenas eu e ele, sentados em uma cadeira esperando pelo terceiro membro de nossa família, ao que nem reparei na enfermeira que novamente se aproximara chamando minha atenção,  pedindo para que a acompanhasse mais uma vez.

                Entreguei o bebê à outra enfermeira, essa vestida em uma roupa rosa clara,  e segui a acompanhado da mulher em questão por um corredor longo ate chegar há uma porta em particular... Apenas um novo escrito na porta.

                Muangyai Christian

                Meu sangue parou de correr pelos alguns segundo os quais antecederam a abertura daquela porta, eu apenas queria velo bem, eu queria velo me provocando, argumentando sobre algo que discordávamos, eu o queria comigo... Sua pele estava mais clara que o normal, na verdade ele estava pálido, seus olhos fechados e seu semblante nitidamente abatido. Não perdi nem um minuto para me aproximar da cama onde o mesmo encontrava-se deitado.

                Minha mão foi ate seu rosto afagando lhe levemente a bochecha, e não contive as lagrimas quando vi as lindas orbes castanhas me olhando tão docemente...

-Eiiii como você está?

-Idiota! Eu que deveria perguntar isso.

                Uma de minhas mãos continuava a acariciar sua bochecha, enquanto a outra entrelaçou-se a seus dedos.

-Eu estou bem... Tha... Você é muito chorão.

                Eu não poderia negar, já havia chorado tanto, e ali estava eu novamente me desmanchando em lagrimas diante do homem que eu amava por velo vivo, por velo falando, por velo ate mesmo  rindo de minha cara.

-Como ele é?

-Ele é lindo.

                Um sorriso perfeito se formou no rosto de Chris.

-Se parece com você, tem o seu cabelo, a sua pele... Mas, os olhos são meus.

                Nos dois rimos juntos ao que eu tinha a imagem de nosso filho tão bem gravada em minha mente e Chris pode imaginar como ele seria. E imaginando como nossa vida seria a partir dali depositei um beijo em sua testa... Nos seriamos felizes...apesar do pesares... Estaríamos juntos.

 

                31/12/2250

                O apartamento estava arrumado, e eu estava feliz, mais feliz do que jamais poderia imaginar, há duas semanas Chris recebera alta e podemos ir para casa... Como era de se imaginar ele tinha muito mais jeito com o bebê do que eu, mas eu estava me esforçando e Chris sabia disso.

                Era véspera de ano novo, e acabamos por convidar alguns amigos para comemorar conosco e assim conhecerem Yuuri... Ao anoitecer nossa casa foi completamente ocupada por amigos da faculdade... Certo não completamente, mas acredite nossos amigos conseguiam ser bem espaçosos... E observei Yuuri passar de braço em braço durante toda a noite... Assim como observei um Chris muito preocupado, que exigia que cada um que se atrevesse a encostar em nosso bebê tivesse as mãos devidamente esterilizada com álcool antes.

                Nossos amigos não se demoraram, todos tinham compromisso e bem, tínhamos um recém-nascido em casa, mesmo que quiséssemos não tínhamos como darmos uma festa ate tarde.

                Yuuri a muito já havia dormido, e acordaria para mamar apenas às três da manhã, ele era um bebê calmo, tranquilo, de sono longo e pesado. Eu havia começado a acreditar no que muitos estavam dizendo, que se a criança nasce de um amor verdadeiro consequentemente ela é calma e amena em todos os sentidos... E bem, não poderia existir criança mais calma do que Yuuri. Assim como não poderia ter um bebê gerado de mais amor do que ele.

                O relógio batia a meia noite, e eu acabara de lavar toda a louça que havia sido suja, voltando assim de encontro a um Chris que se encontrava deitado no sofá da sala, a tv ligada em um programa de auditório qualquer e o mesmo adormecido.

                O observei por algum tempo, pensando em tudo que havia acontecido no ano que se passara  e por fim aninhando-me ao mesmo, ao que Chris acordou-se e virou-se em minha direção, deixando-nos assim com as testas encostadas uma na outra, nossas respirações se misturando.

-Feliz ano novo...
-Feliz ano novo.

                O ouvi sussurrar em resposta, ao que selamos nossos lábios em um beijo tendo a certeza de que aquele seria o primeiro de vários anos que passaríamos juntos, que aquele era apenas o inicio de um novo começo, que apesar de todos os pesares nos pertencíamos, que não importasse o tamanho de nossa batalha, lutaríamos juntos... E que, mesmo contra tudo e todos, nos amávamos e Yuuri, nosso bebê era a prova viva e real de nosso amor... Era a prova de que lutaríamos um pelo outro e nos dois por Yuuri...

Para sempre... 


Notas Finais


E então??? o que acharam?? hem hem hem??

Espero que tenham gostado,pq eu amei escrever essa one...
E bem eu estava pensando eu postar uma outra com o ponto de vista do Chris... Então comentem ai se vocês gostariam de ver esse outro ponto da história e tudo mais.

Haaaaaaaaaaaaaaaaaaa to nervosa...

Kissus da tia Juh

E feliz dia das crianças a todos...


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