História I Remember - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Doctor Who
Personagens 11º Doctor, Clara Oswald, Jenny Flint, Madame Vastra, Strax
Tags 11 Doctor, Clara Oswald, Doctor Who
Exibições 57
Palavras 1.457
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oie!!!!
Primeiramente, obrigada pelos comentários e favoritos!
E vamos ao segundo capitulo dessa fic,

Espero que gostem. :)

Capítulo 2 - A pergunta é feita novamente


 

 

Doutor

 

Não acredito no que estou vendo, será que a TARDIS usou de novo o holograma da Clara para tentar me fazer sorrir de novo? Isso não é possível.

Deixo o livro que estava lendo cair no chão.

- Oi, me desculpe não me apresentei, sou Clara Oswald.- Olho para a mulher parada, os mesmos olhos com vida brilhantes como nunca, percebo que estou de boca aberta a fecho rapidamente, sinto meus olhos arderem pelas lágrimas que estão se acumulando. Depois de tanto tempo sozinho evitando pessoas, aliens, problemas e galaxias evitando tudo depois de sua morte, ela voltou...

Sinto que vou passar mal, meus corações aceleram de um jeito me fazendo ficar levemente tonto.

- Você esta bem? Se o problema for eu ter entrado eu posso sair.- Ela diz já se virando para ir embora.

- Não, não vá!- Minhas palavras saem denunciando o meu choro contido. Isso realmente é real? Tenho receio de chegar mais perto e ser tudo uma ilusão.

Crio coragem dou alguns passos a frente, ela fica me olhando com curiosidade. Levo meu dedo indicador a sua bochecha a tocando, sinto sua pele quente. Algumas lágrimas escapam dos meus olhos, áh muito tempo que não choro.

- Clara...

- Como sabe o meu nome? Qual o seu nome?- Como assim ela não lembra de mim? De novo isso!

- Sou o...- faz tempo que não me chamo desse jeito, mas ve-la novamente voltou toda a vontade de ser o bom e velho Doutor- O Doutor! Você, como me achou?

Não consigo tirar a atenção de cima dela, é como se fosse um milagre ela ter voltado mais uma vez. Vejo que está emocionada também, por quê? Se ela não lembra de nada. 

Clara olha a TARDIS com olhos brilhantes iguais a de uma criança que vê algo pela primeira vez.

- Eu te vi enquanto estava tomando café da manhã com uma amiga. Sabe você é igual ao homem que desenho a anos, eu deixei tudo e te segui, eu não podia perder essa oportunidade.- ela para de falar e olha bem em meus olhos.- Doutor quem?!- diz se dando conta do que falei.

Solto uma risada chegando mais perto. A pergunta foi feita outra vez, depois de tantos anos evitando isso, ela é feita justamente pela Clara.

- Você disse que me desenha, como assim?- faço outra pergunta para não ter que responder.

Ela se vira pra mim radiante.

- É, minha mãe já me levou em vários psiquiatras mas ninguém resolveu nada, eu tenho vários desenhos seus e dessa... caixa azul? Em diferentes situações.

- A caixa se chama TARDIS.- A corrijo. Ela faz uma careta e logo depois pega a minha mão. Isso é tão a Clara, ainda não consigo acreditar.

- Venha eu preciso te mostrar, todos me chamam de louca mas não sou você é real.

Sou puxado para fora da TARDIS, normalmente sou eu que faço isso, mas estou tão abismado de ve-la de novo, eu jurava... não eu tinha certeza que desta vez ela não voltaria. 

Sua mão na minha me trás uma sensação tão boa, estava com tanta saudade dessa adrenalina.

Depois de descermos as escadas que levam até  a Tardis ela comenta que foi inteligente da minha parte fazer uma escada invisível. Andamos por algumas ruas, finalmente paramos na frente da sua casa, ela abre a porta me puxando pro andar de cima, para o seu quarto eu suponho.

A porta é aberta por ela e o que eu vejo me deixa sem palavras. As paredes do seu quarto estão cheias de desenhos, eu consigo reconhecer todos os momentos que ela desenhou, inclusive desenhou suas próprias mortes.

 

 

 

 

 

Clara

 

 

Aquele homem entra em meu quarto olhando tudo pelas paredes um pouco emocionado, fico observando o seu olhar em meus desenhos pendurados é cuidadoso e triste ao mesmo tempo, parece que isso o faz lembrar de coisas dolorosas.

Isso é estranho, tudo aquilo que me lembro e botei em papeis como rabisco se tornou realidade. Talvez ele seja real, e tudo isso só foi uma coincidência... não, isso ta realmente muito estranho.

O Doutor, como ele disse para mim o chamar, sentou na beirada da minha cama olhando pra tudo com olhos marejados, me apresso me sentando ao seu lado.

- Porque está chorando?- O Doutor põe a mão em cima da minha, sinto um pequeno choque e uma sensação estranha.

- Por que você está viva Clara. Eu deixei que você partisse eu errei, você não sabe o quanto me arrependo, depois daquele dia eu nunca mais fui o Doutor, todos os dias eu me lembrava de você, de todos que já foram e como doía, doía tanto saber que não iria mais te ver.- Ouço atentamente o estranho homem, fico meio assustada com as suas palavras. Lágrimas teimosas rolam de seu rosto.- Tentaram me fazer voltar a ser o de antes mas não dava, porque a garota impossível tinha partido. É isso que acontece com todos que viajam comigo se vão para sempre, todas as partidas são doloridas mas a sua doeu de mais. Foi tudo por causa de um único erro meu.

Passo as mãos sem pensar em seu rosto secando os caminhos das lágrimas, suas mãos seguram as minhas em seu rosto, seus olhos verdes me olham intensamente como se quisesse me dizer algo guardado a muito tempo.

Sinto que o conheço muito bem, sinto que outra vez irei chorar nunca estive tão emotiva assim na minha vida.

- Então quer dizer que eu viajei com você naquela caixa, na TARDIS  como você a chamou?- Ele assente sorrindo.

- Sim viajou muitas e muitas vezes, você adorava. Ah! Como adorava.- Ele sorri com os olhos brilhantes se lembrando, o Doutor tira minhas mãos do seu rosto dando um beijo nas costas de cada mão.

- Eu pensei que tudo o que eu lembrava e sonhava era apenas fruto da minha imaginação doentia, todos acham que sou louca.

- Você não é louca, apenas lembra do que já viveu.- Ele diz soltando minhas mãos, sem tirar os olhos dos meus.- Parece que o universo quer nos ver juntos.

Sorrio para ele, uma lembrança começa a aparecer em minha mente, eu estava desesperada pois iria morrer, me encontrava sentada nas escadas da TARDIS com a minha visão danificada, eu sentia um amor enorme pelo Doutor que estava nervoso na minha frente eu sabia que iria morrer, então em um ato desesperado de ultimo desejo antes de partir o beijo, eu botava todo o amor escondido que sentia a mostra naquele beijo ele me retribuía aprofundando mais aquele beijo depois de um tempo sem reação alguma.

- Clara! Está me ouvindo?- O Doutor me chamava enquanto eu o olhava fixamente tendo meus devaneios. Pisco os olhos, eu o amava sempre o amei.- O que houve?- me pergunta preocupado.

- Eu me lembrei de uma coisa agora. Eh...- Fico meio sem jeito de perguntar uma coisa dessas.- Você se arrependeu do beijo que demos antes de eu... morrer?- Pergunto séria, eu preciso saber pelo menos isso.

Ele fica olhando para o chão em silêncio.

- Me responda! Não tente fugir.

Ele abre a boca para responder mas fecha de novo, o Doutor passa as mãos no rosto.

- No inicio eu sabia que iria me arrepender, que aquele beijo seria um erro.- Ele diz baixo. Olho para a porta do meu quarto para não ter que olhar pra ele, eu sei que o amava muito, mas agora tudo isso esta confuso é como se esse sentimento ainda existisse estando muito enterrado esperando algo tira-lo das profundezas. 

- Mas depois eu vi que era o que você sentia por mim, era o seu ultimo desejo e então...

- Você ficou com pena e resolveu me beijar, afinal era o ultimo desejo de alguém que iria morrer em algumas horas.- digo sarcástica.

- Não, não, não!- Ele mexe as mãos nervoso, cruzo meus braços.- Tá no incio foi, só que depois eu percebi... talvez eu sentisse o mesmo por você. Clara eu estou enferrujado faz muito tempo que não sinto essas coisas, não sei lhe dar com isso, não sei nem se realmente é esse o sentimento certo.

Levanto da cama indo para a janela do meu quarto olhar o movimento da rua. - Me levaria com você para viajarmos de novo?

Ouço ele se levantar da cama, me viro em sua direção ele está com uma cara de poucos amigos.

- Não, eu não botaria você em risco outra vez e não sou mais o Doutor desde sua morte.- Ele me diz chegado cada vez mais perto.

- Seus olhos me dizem ao contrário, eles mostram que deseja muito ir. - Chego mais perto dele...

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Deixei as coisas no ar! kkkkk


Comentem e favoritem se estiverem gostando.


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