História I Remember You - Capítulo 10


Escrita por: ~ e ~JazzFCullen

Postado
Categorias Lucifer
Personagens Amenadiel, Chloe Decker, Dan Espinoza, Lucifer Morningstar, Personagens Originais
Visualizações 48
Palavras 2.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


De tão feliz que fiquei com o aumento dos acompanhamentos/comentários, que vim postar mais cedo do que previsto e sem falar com a co-autora 3o3, mas irei falar com ela depois kkkk
Espero que gostem!

Capítulo 10 - Caixa de Surpresas


Fanfic / Fanfiction I Remember You - Capítulo 10 - Caixa de Surpresas

Purgatório, o local onde a alma purifica e onde fica até se redimir dos seus pecados e onde poderá alcançar o reino dos Céus, ou onde irá alcançar o inferno se não se redimir, sendo preparado após um tempo de auto punição á reencarnação.

Purgatório, onde ela estivera tantas vezes e tantas vezes vagara por ali, ajudando quem podia e levando a seu destino quem não podia.

“Boa Morte” , não era só um apelido “fofo” que seu pai usava com ela, era de facto uma de suas funções e missões na vida, ela levava os de boa alma a seu triunfal destino no Paraíso e os que precisavam voltar e aprender as lições que a vida ainda não tinha lhe ensinado, ela levava para o Inferno, para ai se auto punir e voltar de novo, tudo outra vez.

Macária, Boa Morte, agora era um eco do que tinha sido outrora, ela não tinha propósito, ela não tinha nada.

E ela ouvia vozes, ela realmente ouvia, mas tudo que via era escuridão e um enorme vazio opressor, ela não conseguia sair de dentro de si mesma, ela não conseguia sair da dor imensa em seu coração, a dor da traição que ela cria que seu pai lhe tinha infligido e da dor imensa de ter perdido seu filho e marido, era tão grande a dor que sentia-se paralisada no tempo, presa e isolada, em baixo aos destroços do seu coração sangrento.

A melancolia e a dor era a sua constante companhia agora, sem contar das tormentosas e dolorosas memórias que não cessavam de terminar, como num loop eterno que não cessaria tão cedo.

“ Eu realmente achava fascinante, como a barriga crescia e dentro dela, tinha o meu filho se mexendo, por Deus, era lindo demais a experiência, parecia uma criança de cinco anos com seu brinquedo, cada vez que tocava a barriga vendo o filho mexer-se e tocar, era muita emoção.

John ria-se da minha cara de animação, abraçando pelas costas e colocando as mãos sob as minhas.

—Ahhh, você está me zoando,John, quando não é você é Keith, quem ri…- E eu fazia um biquinho enorme, ao que ele ria-se e beijava o biquinho, com muito carinho.

—Que fofinha, com o biquinho…mas é muito fofo você acarinhando assim seu ventre, você realmente reflecte luz e candura, sabia…parece com a Virgem Maria…- E ele olhava para mim, tão apaixonado, era tão lindo de se ver.

E eu ria que nem boba, puxando-o para mim e abraçando-o com força, com a sua última frase rira-me imenso, ao que ele não entendera.

—Minha avó odiava Maria…sério, não está vendo bem os ciúmes que ela teve de quando vovó mandou Jesus á terra, não foi uma experiência legal, muitas enchentes e terremotos pela fúria dela, abateu os humanos…- Conclui com um suspiro triste, lembrando-me da época. E John abria a boca atónito, com receio da Deusa Suprema, não era para menos, a minha avó era terrível. “

E ela abanava a cabeça, como se repreendendo pelas memórias, não as merecia, deixara que a família dela morresse, fora sua culpa, sua única e exclusiva culpa. Tudo porque tinha achado que merecia viver o amor, mas não ela não merecia, fora egoísta e cruel, levando o amor da sua vida e o fruto desse amor á morte, ela merecia sofrer, ela merecia ficar pela eternidade presa ao Purgatório.

Lucifer sentia-se meio nauseado, voltando ali aquele local, ele realmente desde que se lembrava de existir não gostava de olhar o purgatório, ver tanta miséria, sofrimento e tristeza, já lhe tinha bastado milénios no Inferno, mas lá ao menos eram portões fechados e ele ouvia a agonia, mas não via, ali ele via claramente o sofrimento, pelo que questionava-se como Macária aguentara tanto tempo ali, sem contar Michael, de tão sensíveis que eles eram.

—MAC…MAC…Como posso encontrar a minha filha, por aqui?- Dizia claramente frustrado, depois de percorrer inúmeras almas e não reconhecer por essência, a da filha que seria inconfundível perante aquelas, afinal era a alma de uma meia anjo, não era uma alma normal como as outras. Michael suspirara mais triste ainda, ao que Luci notara olhando mais atentamente o irmão, ficando ainda mais tenso. _Irmão…?

—Purgatório, é o local de purificação da alma, Luci…se não estamos encontrando facilmente a Macária, é porque ela não consegue se libertar da dor e da melancolia, deve estar presa dentro do seu sofrimento …pelo que não consegue seguir em frente…enquanto ela não lavar a alma do pecado da morte, e deixar esse sofrimento do lado, ela não irá nos ouvir e muito menos, aparecer…

Lucifer escutava e o peso do que o irmão dizia abatia-se sobre ele, tal como a culpa, ele não devia de ter sido tão fechado com ela, devia de ter visto o sofrimento dela, ele realmente deveria ser mais aberto com a filha, mas quem ele queria enganar, nem consigo mesmo ele conseguia ser aberto? Não pensava demasiado sobre suas acções, com medo de saber do que tinha se tornado.

Mais fácil, querer, desejar e ter, do que pensar profundamente nas implicações de tudo isso, já tinha tido o suficiente quando á milénios, tinha perdido Lilith, a confusão de sentimentos com a Chloe e agora, Macária de novo na sua vida, depois de não a ver em anos.

Seu irmão pressentindo seu redemoinho interior, dera-lhe um sorriso triste e compreensivo.

—Está na hora de voltar, você não consegue ficar aqui muito tempo…senão temo que você ainda se prenda no purgatório…

Luci nada dissera, limitara-se a deixar que o irmão lhe levasse de volta, apesar de sentir-se claramente frustrado com o sentimento de derrota, por não ter achado a filha.

Quando vira onde estava, vira-se novamente naquela praia de L.A, onde tinha aportado da primeira vez de viera do Inferno juntamente com Maze. Seus pensamentos voavam longe, enquanto seu irmão guardava silencio, como sabendo que ele precisava disso.

—Ela vai conseguir sair do Purgatório, irmão?

Um longo suspiro fora sentido por Luci, que olhara o irmão, vendo que ele observava as ondas do mar com uma abstracção bem própria dele.

—Não sei, irmão…desejava saber…mas se há algo que sei …é que ela tem a garra que você tem, Samael… e sei que ela irá conseguir de lá, tenho fé…

Lucifer dera um leve sorriso ao que o irmão dissera, assentindo e virara-se para ele.

— Há algo que me intriga…

Michael olhara para ele, com uma expressão interrogativa, á medida que Luci ficava mais sério, puxando do seu maço de cigarros e acendendo um, num claro gesto nervoso.

—Quando a Macária estava sem memória, lembro claramente…que…sentia uma presença angelical perto, sempre presumi ser você dai nunca investiguei…era você?

—Não…

A expressão de Luci agravara-se ao ouvir o que o irmão falara, pelo que aguardara a continuação.

—Sempre estive em Nova Iorque, tratando de ver se John e Sam estavam bem…a ausência de Mac foi um evento traumático para John, além de que Sam tem poderes angelicais como você já deve ter notado…além de que precisei investigar aquele acidente, foi bem estranho….

Luci limitara-se a assentir para isso, ele realmente tinha notado, mas não queria pensar sobre seu neto ainda, uma coisa de cada vez que ele precisava assimilar.

—Então quem era? Porque, algo me diz que essa pessoa teve a ver com o estranho acidente, não?

—Capaz de você ter razão, irei ver…

—Não…

Michael franzira o cenho, olhando-o mais atentamente, esperando que prosseguisse a falar.

—Eu irei ver…investigarei sobre isso…e a pessoa irá se arrepender, se bem que... desconfio de quem seja…

—Quem?

Mas, Luci não respondera decidindo deixar isso consigo por enquanto, precisava ter certeza, pelo que olhara fixamente o irmão, respirando o ar com fumo, expelindo o excesso .

—Cuide dela para mim, por favor…

E vendo o que sempre desejara em seculos á sua frente, seu irmão ali bem na sua frente, Michael concordara.

—Na medida possível, o farei…

E vendo o irmão esticar as asas vira ele subir novamente na direcção do purgatório, conforme ele ficara ali um tempo ainda observando as ondas do mar, pensando sobre que faria agora, meio dormente, o único que pensara fora se acabar numa festa na Lux, era realmente um bom pensamento

Enquanto isso, noutro canto de Los Angeles, dentro do seu carro policial, Chloe Decker olhava em frente, como revivendo aquela cena impossível na sua mente, não podia ser.

Ela não vira simplesmente Lucifer voando com um anjo para os céus, tudo que ele havia dito assorcebera-lhe a mente, não podia ser.

Meio distraída, sairá do carro, como precisando ver o carro destruído novamente, eram mossas enormes de uma força expelida descomunalmente, fazia a forma perfeita de um corpo. O corpo de Lucifer.

Por amor de Deus, como era possível tal coisa? De tão distraída, que estava nem notava que estava sendo observada por Uriel, que movera uma bicicleta.

A dona da bicicleta sairá da casa em seguida, perseguindo a fugitiva, nisso um carro desvia-se da sua rota na estrada, embatendo no carro estacionado de Decker, que com o impulso e devido ao facto de não estar freado, move-se descendo rua abaixo, ao que Chloe corre atrás, distraído –se do que fazia, correndo atrás do carro, consegue alcança-lo, se jogando dentro e freando a milímetros de embater com uma lanchonete fechada , mas com o susto, acaba batendo com a cabeça no comando das mudanças do carro, embatendo com a parede e desmaiando com o embate.

Ao verem o que aconteceu, a dona da bicicleta e o dono do carro levaram as mãos á cabeça, indo socorre-la rapidamente, chamando a ambulância que a socorrera num instante.

Ali perto, observava Uriel com um sorriso satisfeito, sabendo que tinha dado um jeito na intrometida Chloe Decker, ela ainda seria importante no seu padrão mais adiante, por enquanto ainda precisava viver.

Na manhã seguinte, Chloe acorda no hospital, ao que vê do seu lado, Trixie dormindo sob o seu braço e ela olhando para o seu pequeno tesouro, da porta entrava Dan com seu amigo John e o pequeno filho dele, Sam, pareciam felizes de a verem acordada.

— Chloe, que susto nos deu...-

Dan havia falado, ao que Chloe suspirara, olhando-os.

—Desculpem, mas que aconteceu?

—Não se lembra da noite passada?

John que havia falado agora e Chloe franzira o cenho, olhando para ele, tentando lembrar-se do que aconteceu a noite passada, e nada, nada vinha na sua mente, somente lembrava-se de estar preocupada com Macária e ver Lucifer sair transtornado pela porta, mais nada, que será que tinha acontecido?

Nesse momento, entrava pela porta, Lucifer olhando-a na cama, parecia que nem no primeiro dia que o havia conhecido, vira o olhar dele ao aproximar-se.

—Lucifer…

—Detetive, vejo que acordou bem…

—Sim…

Nesse momento, Dan recebe uma chamada do departamento, ao que Chloe diz para ele ir, á medida que vê John dizer que o acompanharia, levando o pequeno Sam consigo, vendo que Lucifer havia engraçado com ele, sendo que ele afirmava aos sete ventos, que não gostava de crianças, mas parecia ter aptidão com elas, ela realmente era muito curiosa sobre ele, era uma constante caixa de surpresas.

Vira ele despedir-se do pequeno, ao que vira-o sentar-se perto dela, olhando Trixie dormir, intrigada, tivera que falar.

—Você realmente gosta do Samael…

Lucifer sorrira de modo bem mínimo, olhando-a.

—Sim…temos o mesmo nome detective…

Aquela surpreendera Chloe, fazendo-a franzir o cenho.

—Como?

—Sim…

—Mas, seu nome não é Lucifer Morningstar?

—Antes de ter adquirido esse nome, meu nome era Samael, Estrela da Manhã…ou Samael Morningstar…mas odiei esse nome, por causa de meu pai…e mudei para esse, gosto mais…

Ela decidira abanar a cabeça, sentindo que ela recomeçaria a doer novamente, com as esquisitices de Lucifer, pelo que decidira perguntar outra coisa.

—Lucifer… está tudo bem?

Lucifer olhara para ela, sorrindo de leve, suspirando, erguera-se novamente, beijando-lhe a fronte ao que ela sorrira.

—Sim, Detetive…devia de estar preocupada consigo, embateu com uma lanchonete, isso que é falta de estilo, não acha não?

Vira ele esforçar-se em voltar ao seu estado de bom humor, ao que ela sorrira e decidira seguir-lhe a corrente, afinal haveria tempo para suas eternas questões sobre Lucifer e seus mistérios.


Notas Finais


<3


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