História I Saved You - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Malhação
Tags Isabella, Rafael
Exibições 196
Palavras 2.431
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi meus amores, talvez eu tenha demorado um pouco pra postar mas finalmente está aí, eu confesso que gostei bastante desse capítulo e espero que também gostem.
Bom, se quiserem colocar uma música, coloquem: All That Matter, do Justin. Vou deixar o link nas notas finais. Eu amo vocês. <3

Capítulo 25 - Perdition


Fanfic / Fanfiction I Saved You - Capítulo 25 - Perdition

3 semanas depois... 

-Acampar? Como assim, Isabella? - Meu pai perguntou, indignado. Rafael me chamou para acampar junto com o pessoal e, como eu conheço meu pai, deixei para pedir antes de sair mesmo. 

-Acampar, pai. Floresta, amigos, fogueira. - Expliquei e ele revirou os olhos. - E eu não vou sozinha com o Rafael, o pessoal todo vai. 

-Não sei. - Ele cruzou os braços e eu o abracei forte, suplicando. - Ok, quando vocês voltam? 

-Amanhã de noite ou depois de amanhã cedo. - Falei e ele passou as mãos pelos cabelos, e antes de ele mudar de ideia, dei um beijo rápido em seu rosto e saí correndo. Todos já estavam lá embaixo me esperando. 

-Que demora. - Guilherme reclamou e eu dei um beijo no seu rosto, antes de me agarrar ao corpo de Rafael. 

-Eu tive que enrolar meu pai, vamos logo. - Pedi e nós saímos dali, caminhando até o ponto de ônibus. 

-Ansiosa? - Rafael perguntou assim que nos sentamos nas últimas cadeiras do ônibus. Assenti e encostei a cabeça em seu ombro, observando a bagunça que meus amigos faziam. Mesmo namorando, Jenny e Cadu não paravam de brigar, assim como Gui e Anaju. Bruna e Arthur apenas se agarravam, como de costume. E naquela mesma bagunça, nós chegamos ao nosso destino e tenho certeza que os passageiros daquele ônibus agradeceram a Deus quando saímos, nem eu estava aguentando mais aquela gritaria. 

-Eu odeio mato. - Anaju reclamou, enquanto andávamos na direção da enorme floresta. - Tem muito mosquito aqui, eu quero ir embora. 

-Cala a boca, Anaju. Só anda. - Pedi e ela suspirou, em rendição. 

Eu já estava cansada, nós realmente andamos muito e parecia que não tínhamos saído do lugar, o que já estava me deixando extremamente estressada. Rafael, Cadu e Arthur iam super animados na nossa frente. Eu estava cansada, suando e me coçando, devido aos mosquitos mas estava feliz. Rafael admirava cada canto daquele ambiente, é lindo seu amor pela natureza. Ele passava as mãos em cada árvore diferente, seus olhos brilhavam quando víamos flores. 

-Ah, não vai chegar, não? - Jenny perguntou e eu ajeitei a mochila pesada nas costas. 

-Estamos cansadas. - Bruna reclamou e os três andaram até nós, nos pegando no colo. 

-Eu não vou te pegar no colo. - Gui disse para Anaju que revirou os olhos. - Sobe. - Ele deu as costas pra ela, que sorriu e envolveu seu pescoço, subindo em suas costas. 

-Já estamos chegando. - Rafael disse, olhando em meus olhos. Segurei em seu pescoço e encostei a cabeça em seu peito nu, ouvindo as batidas rápidas de seu coração. - Finalmente! - Rafael me colocou no chão e envolveu meu pescoço, fazendo com que eu encostasse minhas costas em seu peito, observando o lugar. Tinha uma espécie de campo ali, poucas árvores, diferente de todo o caminho que fizemos. Um pequeno caminho de pedras que nos levaria a uma linda cachoeira. Eu preciso mergulhar ali. 

-Vamos arrumar as coisas e depois dar um mergulho? - Cadu perguntou e nós assentimos, colocando as mochilas no chão. 

Depois de um longo tempo montando as barracas, nós pudemos finalmente descansar. Tirei o short e segurei a mão de Rafael, ele me guiou pelo caminho de pedras até a beira da cachoeira, onde ele me pegou em seu colo e sem qualquer aviso prévio, pulou nas águas rasas da cachoeira. Voltei rapidamente a superfície, já observando Rafael com seu lindo sorriso de satisfação. Nadei até ele e o abracei, envolvendo sua cintura com as pernas. 

-Obrigada. - Falei baixo, antes de afundar o rosto na curvatura do seu pescoço, inalando seu cheiro. - Eu estou vivendo coisas que eu jamais imaginei viver.

-Eu te amo, raio de Sol. - Ele disse, virando seu rosto para me encarar. Um raio forte de Sol foi contra seus olhos, deixando-os mais claros e avermelhados, como duas enormes bolas de fogo. Como o Sol. Abracei-o forte e lhe beijei, beijei delicadamente, deixando o amor transbordar. Fomos interrompidos pelo pessoal pulando na cachoeira e rimos, indo na direção deles. 

-Eu cansei de você! - Jenny gritou para Cadu que se aproximou dela, abraçando-a forte. - Babaca. - Ela sussurrou e nós rimos, observando aquele casal problema. Olhei em volta e notei que faltava uma pessoa ali. 

Bruna. 

-Cadê a Bruna? - Perguntei e Arthur olhou para perto das barracas. 

-Ali! - Ele apontou para ela, que estava sentada mexendo em seu celular. Saí dali rapidamente, indo na sua direção. Ela sorriu fraco quando me viu e bloqueou o celular, mantendo o olhar fixo na paisagem. 

-O que aconteceu? - Perguntei e ela negou com a cabeça. - Bruna, eu te conheço. - Ela sorriu e encostou a cabela no meu ombro molhado. 

-Apenas estou cansada. Vamos para a cachoeira? - Ela perguntou, fugindo do assunto e se levantou, livrando-se do short e correndo para a cachoeira, pulando na água em seguida. Balancei a cabeça, negativamente e pulei também. 

-Vem. - Rafael segurou na minha cintura e me puxou , indo na direção da enorme cachoeira. Paramos ali embaixo, sentindo a força e a temperatura da água batendo em nossos corpos. Abracei-o, beijando-o novamente. Estava tudo perfeito, não tinha como ficar melhor. Rafael segurou na minha bunda, puxando-o meu corpo para perto do seu. Envolvi sua cintura com as pernas e Rafael apertou a minha coxa, me fazendo arfar e pressionar nossos corpos cada vez mais. - Você está com muito fogo esses dias. - Ele disse, entre os beijos que distribuía em meu pescoço. 

-Culpa sua. - Falei, ofegante, agarrando seus cabelos. 

-Vão transar em outro lugar, gente! - Guilherme gritou e nós nos separamos, rindo. Enlacei sua mão na minha e mergulhei, puxando-o comigo. Nadamos até o pessoal, que conversava sobre um assunto aleatório.

-Vamos comer, estou morrendo de fome. - Arthur reclamou e nós assentimos, saindo da água logo em seguida. 

*

-Quer dar uma volta? - Rafael perguntou e eu assenti, levantando-me logo em seguida. O Sol estava se pondo, os raios fracos do Sol refletiam contra as folhas das enormes árvores e a brisa era fraca porém agradável. Todos já tinham ido dormir, o que é extremamente estranho, já que todos dormem tarde. Provavelmente estão muito cansados, depois que comemos, ainda andamos mais um pouco até a pequena praia dali. Estava sendo divertido, e por um momento, eu desejei nunca ir embora. Segurei na mão de Rafael, sentindo seus dedos enlaçarem nos meus e nós começamos uma caminhada num silêncio confortador. 

-Ai, estou cansada. - Reclamei depois de alguns longos minutos caminhando. 

-Vem, senta aqui. - Ele me chamou e nós nos sentamos num grande tronco que tinha ali. Rafael puxou meu corpo para próximo do seu e eu encostei a cabeça em seu ombro, fechando os olhos em seguida implorando para Deus fazer o tempo parar. - E as aulas de dança? 

-Estão ótimas. - Respondi rapidamente e ele enlaçou nossos dedos novamente. -Daqui a dois meses, eu acho, tem uma nova apresentação, eu ainda sinto muito medo. 

-Não precisa, você é maravilhosa. - Ele disse, antes de dar um beijo nos meus cabelos. Virei meu corpo para ele, ficando de frente, encarando seu rosto perfeito. Sorri fraco, admirando a enorme e surreal beleza pertencente a Rafael. As inúmeras pintinhas espalhadas pelo seu rosto o deixavam ainda mais lindo - e eu pensava que era impossível -. Seus lábios se curvaram num sorriso tímido. Incrível como Rafael consegue sorrir também com os olhos. 

Seu olhar é como de um menino e brilhavam cada vez que as cores dos nossos olhos se misturavam, como num abraço azul e castanho, como a união de planetas diferentes, como um beijo de nossas almas. É uma força inexplicável, um sentimento imensurável, tão grande que eu jamais imaginei que caberia dentro de mim ou que eu não seria capaz de sentir. Levei meu polegar até sua bochecha lisa e a acariciei lentamente, fazendo com que ele fechasse os olhos, sentindo meu toque. Desci o dedo até seus lábios macios e perfeitamente desenhados, ele abriu os abriu lentamente, dando um pequeno beijo em meu dedo e eu sorri, fraco. Ah, aqueles lábios, motivo da minha insônia, são a minha perdição. Toda vez que eu olho para eles, sinto uma vontade incontrolável de beijá-los, eles são doces, delicados, incrivelmente perfeitos e encaixam perfeitamente nos meus, como se fossem feitos um para o outro. Subi a mão pelo seu rosto, até seus cabelos. Aqueles cachos perfeitos e macios, meus dedos poderiam passear por ali todos os dias que eu jamais me cansaria. 

Eu jamais me cansaria do Rafael. 

Desci novamente as mãos pela sua nuca, sentindo sua pele esquentar e se arrepiar com meu toque. Me aproximei mais, colocando minha perna sobre a sua e puxei-o para mim. Ele inclinou sua cabeça, encostando-a em meu ombro e eu encostei levemente meus lábios na extensão de seu pescoço. Distribuí beijos molhados e calmos por ali, sentindo sua pele ficar cada vez mais quente. Suas mãos desceram pelos meus ombros até a minha cintura, e ele me puxou para que eu ficasse sentada em seu colo. Arfei quando ele se levantou mas logo se sentou, dessa vez no chão. Segurei em seu rosto, encarando-o por alguns segundo, antes de tomar seus lábios para mim. Eu já disse que esses lábios são a minha perdição? Eu já estava perdida em Rafael. 

E eu não queria me encontrar. 

Rafael desceu suas mãos até a minha bunda e a apertou levemente, fazendo com que eu me movesse em seu colo e sentisse seu volume contra a minha intimidade. Éramos um do outro, nossos corpos já estavam conectados, bastava um toque e pronto, estamos entregues. Puxei seu lábio inferior com meu dente e delicadamente, ele inclinou meu pescoço, deixando-o acessível para que ele pudesse trilhar beijos doces por ali. Mordi levemente meu lábio inferior, fechando os olhos, aproveitando cada momento das melhores sensações que Rafael me faz ter. 

-Eu quero você. - Pedi, pouco ofegante. - Agora. 

-Apressada. - Ele disse, respirando contra o meu pescoço e eu ri. Estava muito calor, consequentemente, Rafael estava sem camisa, o que facilitou a minha vida por completo. Desci minhas unhas do seu pescoço, pelo seu peitoral, seguindo o caminho das suas pintas, até a barra da sua bermuda. Rapidamente, ele puxou a minha blusa, colocando-a do nosso lado e desamarrou meu biquíni, deixando meus seios expostos. 

-Eu não acredito que vamos fazer isso aqui. - Falei, no meio de um riso fraco e ele riu também. 

-Nem eu. - Ele disse, enquanto descia sua bermuda. - Se não fizermos, eu terei que resolver isso. - Ele falou, apontando para seu membro que já estava extremamente ereto. 

-Não, eu vou resolver. - Falei e tomei seu membro em minhas mãos, passando a ponta na minha intimidade. - Ai, meu Deus. - Sussurrei e observei Rafael que estava com a cabeça jogada para trás. E em questão de segundos, ele já estava em mim por completo. Segurei em seus ombros, ficando minhas unhas ali e ele segurou forte na minha cintura, me ajudando com os movimentos que ficavam mais rápidos conforme nossos gemidos aumentavam. 

E se multiplicavam. E multiplicavam. 

Nós já gritávamos em um uníssono perfeito, nossos corpos encaixavam-se na mesma perfeição. Senti minha intimidade contrair e seu membro pulsar dentro de mim. No mesmo instante, nós chegamos ao ápice, suados, ofegantes e completos. Encostei a cabeça em seu ombro, controlando a respiração, enquanto ele acariciava delicadamente meus cabelos. 

-Eu amo você. 

*

Abri os olhos me deparando com o teto plastificado da barraca. Os raios de Sol já entravam ali, incomodando a minha visão. Sorri, fraco ao lembrar do dia anterior. Eu e Rafael voltamos para cá, como se nada tivesse acontecido. Todos já estavam acordados e Bruna estava louca atrás de nós, pensando que tínhamos morrido. Fizemos uma fogueira, comemos e cantamos e depois, nos entregamos por completo ao sono e aquela parte da enorme floresta, pela primeira vez naquele dia, ficou num completo silêncio. 

Virei-me para o lado me deparando com a obra mais perfeita de Deus. Rafael ainda dormia como uma pedra. Sorri novamente e cocei os olhos para ter certeza de que aquilo não era um sonho.Peguei o celular: 09:00 em ponto, todos ainda devem estar dormindo. Me levantei, saindo da barraca logo em seguida e me surpreendi vendo a minha melhor amiga sentada de costas pra mim, olhando fixamente para a cachoeira. 

-Bruna? - Sentei-me do seu lado e me assustei, vendo seu rosto molhado, seus olhos avermelhados. Ela estava chorando e pelo visto, fazia um bom tempo. - Ei, o que aconteceu? - Perguntei e imediatamente, ela me abraçou, desabando em meu ombro. Afaguei seus cabelos e logo, ela se separou do meu abraço, secando suas lágrimas em seguida. - Me conta. 

-É-é... É que... - Ela tentou falar, ainda soluçando. - Eu acho que eu estou... É-é... 

-Fala, Bruna! - Supliquei nervosa e ela suspirou. 

-Eu acho que eu estou grávida. - Ela disse, rapidamente e eu arregalei os olhos. 

-Como é? - Perguntei, indignada e novamente ela caiu no choro. 

-O que eu faço, Bella? - Ela perguntou, em meio aos soluços desesperados. Meu coração estava apertado. -E se eu estiver grávida? Eu sou tão nova. Meu futuro? O que vai acontecer? Meus pais me apoiariam, não ficariam felizes no início mas também não me abandonariam mas e a minha vida? Minha juventude? Eu vou abortar. 

-Não! - a interrompi. - Nunca pense na sua possibilidade, ok? Eu sei que é difícil, estou tentando me pôr no seu lugar, ok? - Ela assentiu. - Mas não aborte, não aborte porque eu sei que depois, todo esse desespero vai passar e eu tenho certeza que você e o Arthur serão pais incríveis. - Ela sorriu fraco mas fechou os olhos, deixando as lágrimas caírem novamente. - Quando eu estava com o Marcelo ele disse que queria que a minha mãe abortasse. - Falei, sentindo meus olhos encherem d'água. - Não acabe com essa vida. Eu sei que é difícil e milhares de garotas abortam mas a grande maioria aborta porque não tem condições, porque sabe que não vai cuidar do filho ou algo assim, é apenas uma vida poupada do sofrimento mas eu - apontei para mim - tenho certeza de que essa criança, se ela estiver mesmo aqui - coloquei a mão na sua barriga -, sei que ela vai ser a criança mais feliz do mundo. 

-Eu te amo. - Ela disse, me abraçando forte logo em seguida. - Obrigada. 
 


Notas Finais


Até o próximo capítulo, amo vocês.
https://www.youtube.com/watch?v=JC2yu2a9sHk


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