História I Saved You - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias Malhação
Tags Isabella, Rafael
Exibições 163
Palavras 1.754
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OI MEUS BEBÊS. Então, sei que o capítulo está pequeno mas essa é a intenção para deixá-los ainda mais curiosos, ok? Ok, não me matem. <3 ENFIM, não coloquei foto dessa vez porque eu quero que vocês imaginem cada reação, cada expressão. Eu sofri bastante escrevendo isso, e sim, não é exagero, eu chorei. Meu teclado tá todo molhado HAHSUAH
Para as meninas que eu marco no tt, eu tive um problema no meu Twitter antigo (@xsunshineshawn), ele ficou invisível e eu tenho que ficar um bom tempo sem tuitar, então, eu fiz outro, agora o user é @malecpayne (quem n segue, segue lá bj) e mesmo que o outro volte, continuarei com o outro fc também e marcarei sempre lá.
Sem mais delongas, vamos para o capítulo. E se quiserem colocar uma música para ajudar, recomendo que coloquem Someone Like You da Adele. Irei deixar o link nas notas finais.
AMO VOCÊS.

Capítulo 26 - Last Hug


-Hora de ir, bebê. - A voz calma e rouca de Rafael me fez despertar. Abri os olhos me deparando com seu lindo rosto e sorri fraco, ainda sonolenta. Eu me sentia renovada, ficar aqui esse tempinho foi bom para eu recarregar as minhas energias. 

-Já? - Perguntei, manhosa e ele riu, me puxando para o seu colo. Encostei a cabeça em seu peito e envolvi seu pescoço, sentindo seu cheiro embriagador invadir minhas narinas. 

-Vamos, seu pai daqui a pouco surta. - Ri baixo e saí de seu colo, esticando meu corpo para despertar. Peguei meu celular para olhar a hora, agradecendo a Deus pela Bruna ter trago carregadores portáteis. Senti meu coração apertar e meu corpo gelar. 

10 chamadas perdidas da minha mãe e duas mensagens. 

Eu sempre ouvia os meus colegas de classe falando que mais de duas chamadas perdidas da mãe é motivo de desespero e nunca pude sentir isso. Mas agora eu senti e senti mesmo, até doeu. Naquele momento pensei em todas as coisas ruins que já fiz na minha vida e na probabilidade de ela descobrir todas elas e querer me matar assim que eu pisar em casa. Com a mão trêmula, abri a mensagem e ao ler, instantaneamente, meus olhos inundaram-se de lágrimas e mesmo sem saber o que estava acontecendo, eu já estava desesperada. 

Filha, por favor, não venha pra casa. Não apareça por aqui, pelo amor de Deus. 

Pela sua segurança, minha filha. Não venha. Eu amo você, tudo ficará bem. 

Como assim, minha segurança? Como assim, não apareça em casa? Isso não é possível e não, eu não irei obedece-la, eu irei em casa para descobrir o que está acontecendo. Eu sinto que tem algo ruim nisso, que alguém está correndo perigo e talvez a culpa até seja minha. 

-O que foi, Bella? - A voz de Rafael me arrancou dos pensamentos turbulentos e eu lhe entreguei o celular, ainda trêmula. - Meu Deus. 

-Me leva pra casa. - Pedi, arrumando rapidamente as minhas coisas. 

-Mas Bella, ela disse pra vo...

-Foda-se, Rafael! - Gritei e ele me olhou, assustado. Passei as mãos pelos cabelos, tentando me acalmar. - Desculpa. - Pedi e acariciei seu rosto. - Eu tenho que ir lá, eu sinto que eu tenho que ir. - Ele assentiu e eu selei nossos lábios rapidamente, voltando a atenção para as minhas coisas em seguida. 

*

O caminho foi num silêncio perturbador que parecia ser eterno. O tempo todo permaneci encostada no peito de Rafael, ouvindo as batidas apressadas e fortes do seu coração, e ao mesmo tempo, tentando acalmar o meu, que doía cada vez que o ônibus se aproximava do nosso destino. 

A minha casa. 

E eu estava com medo. Medo do que iria encontrar lá, medo do que estava acontecendo, medo dos meus pais e meu irmão se machucarem, medo de sofrer de novo. Eu estou sentindo a montanha russa da minha vida cair novamente, estou sentindo meu coração se quebrar aos poucos sem nem saber o por quê. Eu já não estava com medo. 

Eu estava apavorada. 

-Eu vou lá com você. - Rafael disse, com o queixo encostado na minha cabeça, enquanto seus dedos acariciavam o meu. Imediatamente, me separei dele, encarando-o séria e decidida. 

-Não, eu irei sozinha. Seja lá o que for, se for perigoso, não quero você em perigo por minha cau... 

-Isabella, não discute comigo. - Ele disse, igualmente sério. Eu nunca tinha visto Rafael tão sério e tão determinado. - E não me olha assim, eu vou e ponto. - Assenti lentamente e me encostei em seu peito novamente. Talvez Rafael seja o meu escudo e eu só percebi isso agora. 

*

-Cuidado, por favor. - Bruna disse, segurando meu rosto. Sorri fraco, assentindo e ela beijou minha testa. Anaju e Jenny me abraçaram forte, assim como Cadu e Arthur. Acenei para eles e enlacei meus dedos nos de Rafael. 

-Vamos. - Ele disse, firme e pouco corajoso. Respirei fundo e dei o primeiro passo, sentindo meu coração se apertar novamente. Seja o que Deus quiser. 

E eu parei na porta. Parei porque estava sem coragem, parei porque eu estava com muito medo do que veria ali. Parei porque estava sentindo que ia perdê-los novamente e se eu não entrasse, talvez evitaria isso, ou não. Hesitei em colocar minha mão na maçaneta gelada na porta da minha casa mas coloquei lentamente. Então, eu finalmente abri.

-Mãe? - Falei com dificuldade. Minha voz estava falha de nervoso, quase não saiu. 

-Finalmente! - Aquela voz. 

Aquela voz que me atormentou a vida toda e eu pensei que nunca mais escutaria. Aquela voz que me faz estremecer de medo e fez minhas pernas fraquejarem antes de olhar em seu rosto para ter uma confirmação. 

Marcelo. 

Em passos lentos, passei pela pequena barreira que me impedia de ver a pequena sala e sim, era ele. E ele segurava meu pai pelo pescoço, ele tinha amarrado a minha mãe numa cadeira. Ah, o lindo e desenhado rosto da minha mãe, pela primeira vez estava triste, apavorado, desesperado e molhados de lágrimas que não eram de felicidade. Meu pai estava vermelho, parecia sem ar mas mesmo assim, não demonstrava um sentimento ruim, mantinha sua pose de corajoso lutador de boxe mas eu sei que ele estava com medo, afinal, uma arma estava apontada para a sua cabeça. Ele podia facilmente desarmar o Marcelo mas suas pernas e braços estavam amarradas. 

Meu coração se despedaçou por completo, como se ele tivesse sendo arrancado de mim e eu já podia sentir as lágrimas escorrem pelo meu rosto, percorrendo um caminho doloroso pelo meu pescoço. Rafael segurou a minha cintura mas eu tirei as suas mãos de mim. 

-Rafael, por favor. Sai daqui. - Pedi e ele negou. 

-Não sai, não! - Marcelo disse, com aquela voz irônica e nojenta, carregando um sorriso igualmente nojento. - Eu quero que ele veja você indo embora e quero que você sofra vendo ele ficar. 

-Marcelo, por favor, solta eles. - Pedi, tentando controlar um soluço que insistia em sair e me aproximei. - Eu faço o que você quiser. 

-Isabella, nã... 

-Pai, por favor. - Interrompi meu pai e voltei a minha atenção para Marcelo. - Eu vou com você mas deixa os meus pais em paz. 

-Você vem comigo. - Assenti, afirmando. - Como posso ter tanta certeza? - Dei de ombros. 

-Eu estou sem defesas. Não duvide, eu faço de tudo para que eles fiquem bem. 

-Nossa, que comovente. - Ele disse, ainda irônico e eu sequei meu rosto, revirando os olhos logo em seguida. 

-Posso me despedir? - Pedi e ele assentiu, soltando o pescoço do meu pai e quando eu me aproximei dele, Marcelo correu para Rafael e o segurou. 

-Se você fizer algo, eu mato seu namoradinho. - Ele falou e as lágrimas já saíam novamente. A expressão desesperada de Rafael me destruiu o que restava inteiro em mim. 

-Pai, eu te amo muito. - Falei, entre soluços enquanto segurava seu rosto, já molhado de lágrimas. - Eu te amo muito, obrigada por ter salvado a minha vida. - Dei um beijo fraco em seu rosto e parei na frente da minha mãe. Ah, minha doce mãe. Acariciei seu rosto lentamente, enquanto ela soluçava como eu. Dei um beijo demorado em seu rosto e uni nossas testas, olhando dentro dos seus olhos negros. - Eu te amo mais que tudo nessa vida. 

-Minha filha... - Ela suplicou e eu neguei. 

-Eu faço tudo por vocês. Eu te amo muito. - Dei um último beijo e me levantei. - Agora, solta ele. - Pedi, firme e ele fez, deixando o pescoço de Rafael livre. E imediatamente e desesperadamente, eu corri para os braços do amor da minha vida, abraçando-o forte, sentindo que era a última vez. - Eu te amo muito, eu te amo mais do que eu consigo demonstrar e explicar. - Falei baixo e ele apertou meu corpo contra o seu, soluçando e molhando meu ombro com suas lágrimas. 

-Eu prometo, eu vou te salvar. - Ele sussurrou. - Eu sempre irei te salvar. - Ele disse, baixo. - Eu te amo. - Selei nossos lábios e arfei, quando Marcelo me puxou forte pelo braço. 

-Tchau, família linda. - Ele disse, olhando para os meus pais. 

Olhei-os novamente, gravando seus rostos em meu coração. Olhei para Rafael, beijando-o mentalmente. 

-Eu te amo. - Sussurrei para ele e os perdi de vista, sendo arrancada de casa. 

POV Rafael 

Eu não tinha mais chão. 

Eu não tinha mais ar, eu não tinha mais coração porque ele estava despedaçado, completamente destruído. 

Corri até Eriberto e o desamarrei, fazendo o mesmo com Emanuelle e depois de os libertarem, minhas pernas perderam totalmente as forças e meu corpo entrou em contato com o chão, como se eu tivesse caindo num abismo sem fim. Minha cabeça latejava, eu apenas queria fechar os olhos e despertar desse pesadelo, acordar ao lado de Isabella e ter certeza de que tudo estava bem. 

Mas infelizmente, aquilo não era um sonho. 

É realidade pois eu sentia a dor, eu poderia sentir a dor em sonhos ou algo parecido mas eu estava sentindo o que restava das minhas forças sumirem, era como se eu estivesse morrendo, uma dor tão profunda que minhas lágrimas já tinham acabado de tanto que eu tinha chorado e eu só conseguia soluçar sem controle. Ver Isabella indo embora doeu mais que um soco no estômago ou um tiro, ou qualquer coisa que causaria uma dor insuportável. Eu estava travado, eu estava perdido, eu estava me sentindo um lixo por ser tão fraco, por não ter enfrentado o Marcelo, por não ter lutado pela minha menina. Eu não fiz porque sabia que não ia adiantar absolutamente nada, ia acabar desse jeito, ou aconteceria algo pior. 

-Filho. - Eriberto ajoelhou na minha frente, ele estava tão desesperado quanto eu. Suas mãos foram para o meu rosto, fazendo com que eu o encarasse e mesmo que ele esteja desesperado e chorando, seus olhos estavam firmes, ele é forte e naquele momento, eu desejei ser igual a ele. - O que você sempre diz para Isabella quando algo ruim está acontecendo? 

-Eu sempre vou salvar você. - Falei, baixo e trêmulo. 

-Repete. 

-Eu sempre vou salvar você. - Repeti, firme. 

-Mais uma vez. 

-Eu sempre vou salvar você. 

-E o que você irá fazer? - Ele falou, com um sorriso triste em seu rosto, enquanto segurava firme em meus ombros. 

-Salvar o amor da minha vida. 
 


Notas Finais


POR FAVOR, LEIAM AS NOTAS INICIAIS, É IMPORTANTE E E E E EE E E E E E
https://www.youtube.com/watch?v=hLQl3WQQoQ0
amo vocês.


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