História I saved you, now save me - Capítulo 13


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Vovó (Granny)
Tags Emma Swan, Regina Mills, Swanqueen
Exibições 173
Palavras 1.164
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Findou-se


POV EMMA

Os livros diziam claramente que havia uma linhagem de senhores das trevas, com a morte do último, essa linhagem acabava, findava-se. Contudo, diante do meu nervoso os detalhes me passavam despercebidos. Não tinha tempo para eles. Killian poderia machucar-me a qualquer momento.

Quando mandei Regina ir embora, fez um feitiço trazendo a adaga até mim. Ela ainda não estava completa, meu nome e de Killian apareciam em letras menores. Ela não poderia ser completa. Jamais. E cuidei disso antes de tudo, selei um feitiço, na qual, além de mim, Regina é a única que consegue tocá-la. Enquanto o fazia, através de um corte na mão, lágrimas desciam de meu rosto. Eu não trouxe sua memória, eu sequer sei de seus sentimentos, enquanto os meus me esmagam diariamente, travando batalhas contra as trevas.

Esse tempo todo em que estive assim, desde o dia em que me sacrifiquei por Regina, isso é desesperador. Talvez eu nunca encontre as palavras certas para descrever como é tê-las dentro de mim. Como e tentar a todo custo mantê-las guardadas em meu próprio coração, para não matar todos que me desafiam, que as desafiam. Quando era pequena precisei fazer um esforço enorme para viver com a rejeição, precisei fazer um esforço enorme para quebrar uma barreira e deixar Henry entrar, meus pais e Regina. Precisei fazer um esforço enorme para aceitar meus sentimentos e agora é um esforço enorme e doloroso manter firme, ser boa para não decepcioná-los mais, fazer o bem.

Não foram poucas as vezes em que perdi a cabeça, lâmpadas se quebravam, era como colocar um mar dentro de um lago. Ou transformar o próprio mar em um lago. Incabível. Eu falhei tantas vezes, mas essa, tentando a todo custo fazer o certo, foi a pior. Pois tudo começou com a ideia de felicidade de Regina, sem me importar com a minha. Mas ela é teimosa e nunca me escuta. Não está feliz, eu não consegui e isso me mata.

Agora não tem o que fazer, Killian sempre se encontrou junto as trevas, eu fui um fio de luz ali, pequeno fio, que fazia apenas cócegas e agora, ele é quase invencível. Ele mesmo quebrou as regras. Regras as quais eu não entendo e quem poderia responder-me, eu matei. Antes disso tudo eu no máximo roubava, hoje posso começar uma lista de pessoas mortas por atitudes impensadas, impulsivas e carregadas de medo e sentimentos.

Minha casa parecia fria, a parede a qual me encostei enquanto pensava e deixava as lágrimas me tomarem, estava fria. Minha mãe estava trêmula segurando a adaga. Em minha mente passava-se imagens de Regina e Henry, eu gostaria de uma despedida, mas eles nunca deixariam, eles nunca entenderiam.

— Emma! – Ouvi a porta abrir-se bruscamente. Regina estava, ofegando, com as mãos no peito e os olhos arregalados. – Emma, o que você está pensando em fazer? Eu sai daqui e corri até Henry... Mas no meio do caminho, não fazia sentido.. Você deveria ir comigo. – Seus olhos estavam marejados, à medida que falava, se aproximava. Lágrimas desciam livremente, a adaga escorregou de minha mão, ecoando o barulho pela casa.

— Eu preciso fazer isso. Olha para mim, Regina. Eu sou um fracasso. Eu abraço o problema de todo, eu tento cuidar de tudo, mas não sei sequer cuidar de mim. Killian é uma ameaça real e a culpa disso é minha. – Falei, pegando a adaga, passando o polegar sobre os nomes, em coragem de encará-la.  – Eu falhei e tenho a chance de concertar isso, de deixa-los livres de um mal terrível.

— Emma, para! Eu encaro qualquer mal, todos encaramos, mas te perder não.. Eu não posso lidar com isso! Eu me vi perdida ao vê-la tomar meu lugar e desaparecer, foi desesperador e mais desesperador te procurar sabe? Mesmo tendo você por perto, te procurar dentro de si e dentro de mim. Eu e irrito ao lembrar que estou sem memória e não sei o que houve naquele lugar e sei que pode mudar isso, mas eu tento te entender! Tento entender porque se afastou e tenta fazer tudo sozinha, tento entender porque você fica fria quando apareço e ao mesmo tempo você parece querer que eu fique. Eu tento. Mas não pede para eu entender a aceitar que você se sacrifique mais uma vez. – Regina falou sem parar, em lágrimas, muitas delas, os passos até mim. Por fim estava a menos de um metro de distancia. Eu desencostei-me da parede e a puxei para meus braços, sua cabeça encostou-se a região de meus peitos, sua mão encontrou a minha que estava com a adaga, um toque leve, quase tímido.

— Eu não sei lidar comigo, esses sentimentos ruins me doem, me consomem e a culpa... A culpa me corrói. Você é a ultima pessoa que eu gostaria que estivesse aqui, porque eu odeio despedidas e você... – Suspirei contendo as lágrimas. – Você é alguém que me ganhou como ninguém, sem querer você foi o mais fundo de mim. E eu preciso saber que vai estar bem.. E feliz.

— Não vou conseguir encontrar felicidade assim, Emma.. Eu não sei te dizer o que acontece comigo ou o que eu sinto. Mas eu preciso de você... Desde Neverland talvez, ou antes. Eu não sei. Mas preciso. Olha para mim.. – Afastou, me olhando nos olhos, os seus estavam, vermelhos e pequenos, suas bochechas rosadas. Doeu-me vê-la daquela forma. Eu nunca me perdoaria se algo acontecesse. Meus dedos passaram lentamente por seu rosto, sendo molhados pelas lágrimas. – Por favor...

— Shiiu.. – Sussurrei, avançando lentamente. Uma mão estava caída, com a dela segurando e a adaga junto. A outra apertou seus cabelos. Seus lábios se entreabriram, os tomei calmamente. Minha mente logo voou ao ultimo dia em Camelot e meu coração estilhaçou-se. Regina soltou minha mão me abraçando, me apertando contra si, buscando meus lábios. Eu queria tanto. Mais lágrimas rolaram. – Vou devolver sua memória. – Sussurrei entre seus lábios.

— Mesmo? – Ela perguntou, olhando-me, pude ver um quase sorriso formar-se.

Não sei o que ela pensou, mas fiquei feliz de vê-la assim. Uma ultima visão boa. Afaguei seus lábios e selei seus lábios mais uma vez. Um filtro dos sonhos apareceu flutuando ao nosso lado, ela o olhou e apertou minha mão.

— Eu sinto muito.. – Sussurrei.

— Mas.. – Não deixei que terminei, maneei as mãos trazendo suas memórias do filtro para dentro de si. Regina caiu sobre mim. Escorreguei até o chão, com ela em meu corpo.  

— A adaga.. – Killian apareceu na porta.

— Acabou, Killian.. – Sussurrei sem forças. Olhei para Regina, vendo minhas lágrimas caírem em seu rosto.

— Swan, não! – Killian gritou e entrou, mas não deu tempo. Com a mão de Regina junto a minha, finquei a adaga em meu coração. Não gritei, nem nada. Fechei os olhos. O que vem depois disso? O céu? O inferno? Ou recanto de seres mágicos? Quem sabe? Senti as trevas se espalhando dentro de mim, me apertando, me sufocando.

Meus olhos arderam, eu não senti mais Regina em meus braços. Eu não sentia mais nada.



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