História I saw an angel - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Sehun, Xiumin
Tags Xiuhun
Visualizações 25
Palavras 2.700
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Genteeeeee socorro essa é minha primeira fic então por favor amem muito ela, foi escrita em 2015 de presente para a maria, te amo gata. Obrigada pelo apoio e boa leitura c:

Capítulo 1 - Tomadas, mosquitos e asas.


O carro da família Oh estava parado na entrada, mas o garoto de cabelos castanhos se negava a sair do automóvel, nada de movimentos bruscos. Sehun não queria passar 3 semanas de suas férias de verão em um acampamento, estaria perdendo o melhor delas. Já havia combinado a algumas semanas atrás que ficaria dormindo e jogando vídeo game com seu vizinho, Chanyeol. Um garoto com orelhas grandes demais, sorriso grande demais, pernas compridas demais e que falava demais. Algo irrelevante se levarmos em consideração que Sehun o conhece desde que tinha 4 anos de idade, Chanyeol era se melhor amigo e companheiro.

A exatamente três dias senhora Oh havia dado a notícia ao seu filho caçula, teria que deixa-lo em um acampamento para que ela e seu marido pudessem aproveitar sua segunda lua de mel. O garoto de fato não tinha gostado nada da idéia, mas como negar um pedido feito pelo sua mãe? Agora Sehun teria de aguentar as consequências, consequências essas que incluiriam conviver com cavalos, galinhas, patos e virar alimento de mosquitos geneticamente modificados.

- Meu querido, saia daí ou vamos acabar perdendo o vôo.- Sehun escutou a voz de sua mãe acompanhada a batidas no vidro do carro. Suspirou passando os dedos entre os cabelos perfeitamente bagunçados, ele realmente não queria se mover dali, não queria perder tempo com pessoas que não conhecia, não queria se enturmar e muito menos conhecer pessoas novas. Estava bem conhecendo apenas Chanyeol, Zitao e Jongin, não precisava de mais amigos para lhe encher o saco com asneiras.

O vidro do banco traseiro foi abaixado lentamente enquanto Sehun ainda se preparava para sair do carro e enfrentar as malditas galinhas gordas.

- Vamos rapaz, pare de manha. São apenas 21 dias. - Senhor Oh disse alegremente tirando as bagagens do porta malas. - Agora tire essa bunda magra e branca do meu carro e vá conhecer o lugar. - O garoto Oh abriu a porta respirando o ar calmo do campo, até aquele momento nada parecia muito estranho ou diferente. Pássaros cantavam, ouvia-se risadas ao longe, e até mesmo o barulho de água batendo contra pedras.

Sua mãe falava alegremente com um senhor loiro alto, cara de poucos amigos e olhos bonitos. Não tinha mais de 25 anos, Sehun acabou pensando o que uma pessoa como aquela estaria fazendo em um lugar assim. Talvez se divertissem cuidando de pirralhos nas férias, talvez fosse esse seu hobbie: cuidar de adolescentes viciados em tecnologia. Sehun era um adolescente desses, ainda se perguntava se lá, no acampamento, haviam tomadas o suficiente para carregar seu celular. Esse pensamento o fez soltar uma risada nasalada, que mais pareceu um murmuro, fazendo assim com que toda a atenção dos presentes focasse em si.

- Ah, Sehun, esse é Yifan, ele é coordenador de atividades e vai ajudar você a encontrar sua cabana. - Senhora Oh parecia muito feliz, ao contrário de seu filho, que ao ouvir as palavras "coordenador de atividades" e "cabana" contorceu sua face em descontentamento. - Sehun, pelo amor de Deus não faça essa cara, você vai se divertir aqui, nem vai querer ir para a casa no final das contas. - Sehun balançou a cabeça em negação. Não queria gostar dali. Aquele lugar era verde demais para seu gosto.

Uma voz grossa foi ouvida, finalmente o tal de Yifan, ou seja lá como aquele gigante loiro se chamava, pronunciou-se. Ele era sério, parecia não estar ali para brincadeiras, Sehun não iria se dar nada bem com ele. O grandão sorriu e olhou para os pais de SeHun, um olhar gentil e amoroso, nada comparado a sua pose de machão.

- Senhores, eu agradeço a preferência, nosso acampamento é realmente muito grato. Bem, e você rapazinho. - Seu olhar se virou para o garoto ao seu lado, sua fala mudou abruptamente, e suas sobrancelhas se juntaram, fazendo uma careta esquisita tomar conta se seu rosto. - Vou te acompanhar até seu quarto, e dizer nossas regras.

Agora fora a vez de SeHun franzir as sobrancelhas. Regras? Que tipo de regras? Sehun estava gostando cada vez menos disso. Eram exatamente 14:00 horas de uma quinta - feira de sua primeira semana de férias, Sehun era um cara sem sorte, realmente.

Ele queria se agarrar as saias da senhora Oh e voltar para o aconchego de seu lar, repleto de amor, descanso e sem mosquitos do tamanho de araras e galinhas obesas. Queria voltar para seu quarto e seu vídeo game, queria voltar a civilização. Quando viu seu pai abanando a mão direita com um sorriso enorme no rosto enquanto o carro se afastava cada vez mais de seu alcance, teve uma imensa vontade de chorar, sua única possibilidade de voltar a cidade indo pelos ares. Tinha até se esquecido de de que não estava sozinho, Sehun esperava que o grandalhão não tivesse visto sua cara de choro, isso iria acabar com sua reputação antes mesmo de começa-la.

Respirou fundo, agarrando suas malas que estavam perto de seus pés, se virou na direção do coordenador que ainda mantinha o olhar na direção da entrada, onde estava, há alguns segundos, o carro. Aquele cara era estranho. Sehun pigarreou na intenção de chamar a atenção do mais velho, obtendo êxito.

- Espero que você goste daqui, garoto. - Disse mantendo o olhar na estrada.

-Sehun, meu nome é Sehun. - Sehun odiava quando o chamavam de "garoto" ou de "criança", isso o tornava indefeso, e se tinha uma coisa que Sehun odiava mais que mosquitos sanguessugas gigantes isso era parecer indefeso. Esperava que seu comentário surtisse algum efeito mas em vez disso a única coisa que o coordenador fez foi revirar os olhos e começar a andar por entre as árvores.

- Ei, garoto, se você não me seguir vai acabar dormindo aí, junto com os lobos. - Gritou o gigante, apesar de não estar tão longe de SeHun para precisar fazer isso, Sehun bufou e seguiu, adentrando a trilha, no mesmo caminho que o outro.

- Sehun, meu nome é Sehun. - O menino, quer dizer, Sehun, falou por entre os dentes, já estava ficando irritado.

- Não fale, apenas me siga, garoto. - A última palavra foi dita mais alta e entonada que as outras, o gigante estava realmente afim de implicar. - Bem, creio que não tenha comentado as regras com você ainda, mas nada que eu não possa resolver agora, em nossa pequena caminhada.- Sehun nem se deu ao trabalho de responder, e talvez até mesmo a firmação nem precisasse de comentários, se manteve calado, seguindo o loiro pisando nas folhas caídas, tropeçando em galhos secos. O coordenador se manteve quieto por uns 5 segundos, parecia pensar nas palavras certas, até que começou a falar novamente:

- As cabanas são compartilhadas, aleatoriamente. E separadas por sexo, suponho que você saiba o porquê. - Nada de olhares enquanto andavam, Sehun se mantinha a uma distância segura do loiro, Sehun achava que ela poderia se tornar um selvagem e tentar ataca-lo, ninguém sabia o que esse tipo de gente era capaz. - O café da manhã é servido as 8:30 em ponto, almoço e jantar serão livres. Ah, aqui está! Essa é sua cabana.- Falou quando parou em frente a uma construção que mais parecia uma casinha de bonecas. Tinha aparência pequena, de madeira e uma porta e uma janela. O grandão andou em direção a porta, limpando os pés no batente, e sorrindo. Parecia em estado nostálgico. Esquisito.

- Seu companheiro já foi escolhido, mas acho que ele não está aí. Pode entrar e escolher sua cama, as cabanas são equipadas com ventiladores e um banheiro, fique a vontade que os chamaremos para o jantar.- Porque Sehun tinha a impressão de que seu companheiro de quarto seria um bicho do mato? Isso era preconceito. Sehun se sentiu mal por pensar assim, com toda a certeza ele estava errado. Quando se deu conta o coordenador já estava se enfiando entre a trilha de árvores, ele havia o deixado sozinho. Ele queria saber das tomadas, como iria sobreviver sem tomadas?

- Ei grandão! - Berrou Sehun, correndo alguns passos a frente, viu o corpo enorme parar e olha-lo por cima dos ombros. - Por acaso aqui tem tomadas?- Pela primeira vez Sehun ouviu uma gargalhada do gigante, era bonita, contagiante, mas teve a impressão que ele estava rindo de si, isso o fez fechar o rosto quase que imediatamente.

- Você é engraçado garoto. Nos vemos mais tarde.- E saiu, sem nem ao menos responder se aquele cubículo continha tomadas, tomadas eram importantes. O castanho bufou, voltando-se para a porta de madeira na sua frente, número 99.

Moveu os pés empurrando as malas com os mesmos, não estava com a mínima vontade de carregar peso, iria deixa-las do lado de fora. Girou a maçaneta se deixando entrar em seu alojamento, realmente era pequeno, mas nada exagerado, chegava até a ser bonito. Duas camas bem arrumadas com lençóis brancos bem colocados e de aparência macia, um pequeno guarda - roupas de cor clara ao lado de uma porta de cor mogno, e um criado mudo entre as camas, nada muito diferente. Sem pestanejar Sehun se jogou na cama mais próxima, nem se preocupando em tirar os calçados, de alguma forma ele se sentia tão cansado, só precisava de uma hora de sono até seus músculos deixarem a tenção de lado e aprenderem a aproveitar. Apoiou a cabeça no travesseiro e fechou os olhos, respirando o cheiro de cravo e canela que emanava da fronha. Em poucos segundos já estava dormindo calmamente.

Escutou o barulho de água entrando em contado com os azulejos e uma voz macia cantarolando uma melodia conhecida. Parecia a voz de um anjo, o som da calma e sossego no mesmo local que ele, Sehun não poderia pedir sonho melhor. Os sons foram aumentando degradativamente, agora chegando a ser incômodo, Oh apertou os olhos balançando a cabeça e um lado para outro encima do travesseiro, tentando fazer com que aquele som voltasse a ser a melodia agradável de poucos segundos atrás.

Demorou um pouco até o castanho perceber que não era um sonho, mas tentou se manter na mesma posição, olhos fechados e respiração calma. A voz, que provavelmente vinha do banheiro junto ao barulho de água fez uma pausa, que pareceu ser para recuperar o fôlego para logo em seguida voltar ao apse da canção, agora com agudos e back vocals. Parecia loucura, mas aquilo realmente parecia um ser de luz cantarolando.                        

 Sehun fez um esforço para se levantar da cama esfregando os olhos tentando afastar o sono, o que seria uma tarefa difícil naquela altura. Firmou os pés descalços no chão morno de madeira e e deu impulso para ficar de. pé, perdendo o equilíbrio por conta da rapidez ao levantar. Sehun mantinha a idéia de que havia um anjo cantando em seu banheiro, mas poderia ser perigoso entrar assim, sem avisar.       

 Pegou o primeiro objeto que viu e seguiu na ponta dos pés para o banheiro, ele estava ansioso e nem sabia o por que, suas mãos suavam frio deixando o peso de papéis que segurava firmemente por pouco nao escorregar. Sentia-se pisando em ovos, a cada passo o som ia aumentando e sua boca secava, apertou o peso de papéis com mais força segurando agora apenas com a mão direita, direcionou a mão livre para a maçaneta da porta escura. Em um momento de coragem empurrou a porta de uma só vez. Quando seus olhos finalmente viram a imagem teve a certeza, realmente, a voz pertencia a um anjo. 

 As gotas de água escorrendo pela pele branca, quase brilhante. Costas lisas e magras, músculos pouco marcados mas que não deixavam de ser aparente. Nádegas redondinhas, parecidas com a de um bebê. 

Um anjo.

 A perfeição. 

 Sehun não sabia se era o vapor do chuveiro ou se foi o corpo nu a sua frente que tornou o ambiente mais quente e agradável, mal percebeu quando soltou o que tinha em mãos, o objeto era o de menos. Mas quando o peso de papéis tocou o piso fazendo um barulho oco trazendo a atenção da criatura de luz para si, quis que o peso tivesse atingido sua testa e não o piso branco do banheiro. Os acontecimentos a seguir, tiveram uma sequência rápida, Sehun sentiu o tempo parar e o suor frio escorrendo por sua espinha, fechou os olhos quando a melodia cantada deu lugar a um grito agudo. 

-AAAAAAAAAAAAAAAAH MAS QUE PORRAAAAAAAAAAAAAAAA. -    Para um anjo, uma criatura divina, tinha uma boca muito suja, pensou Sehun. 

Ele não tinha coragem o suficiente para abrir os olhos e encarar o garoto nu há sua frente, sentia um olhar sobre si, e por alguns segundos um silêncio assustador se fez presente, a única coisa escutada além do barulho das gotas de água escorrendo até o chão, era o som da respiração vinda de dentro do box. - Você vai falar alguma coisa ou vai ficar aí parado feito um retardado? - Era engraçado a pronúncia de suas palavras, seu sotaque era carregado, carregado da forma mais fofa o possível. Oh se mexeu desconfortavelmente trocando o peso do corpo de uma perna para a outra, era evidente a vergonha que estava sentindo. - Desculpa.- Respondeu num sussurro, ainda de cabeça baixa, as manchas no piso branco pareciam bem menos intimidadoras que o anjo de boca suja. - E-eu não... foi quem querer.- E mais silêncio.

 Aquilo era um castigo, era difícil para ele mesmo aguentar, até o som daquela palavra era sufocante. 

SILÊNCIO.

 O registro foi fechado, a água deixou de escorregar pelo corpo do garoto enquanto o vapor se dissipava do cômodo. 

 Silêncio. 

 O box foi aberto lentamente deixando um ruído pelo ar.

 Silêncio. 

Maldito. 

Silêncio. 

 Que finalmente foi quebrado quando a criatura iluminada se colocou para fora do box, pegando uma toalha encima da vaso sanitário, enrolando-a em sua cintura. Ficou perto de Sehun, que ainda mantinha a atenção totalmente voltada para o piso branco. - Han? Garoto? - Falou agora frente a frente com o castanho, que pela primeira vez em minutos olhou novamente para o corpo pálido, e novamente perdeu o ar. Sem o vidro e o vapor Sehun podia ver com mais clareza o formato perfeitamente moldado daquele garoto, o quadril, as coxas firmes marcadas pela toalha úmida, o abdômen liso. Sehun levantou um pouco mais o olhar até alcançar a face alheia, e viu, até mais que no corpo, a perfeição. A feição infantil e mimada com bochechas gordinhas e boca fina, o fez ter terá impressão de que o anjo não passava dos 14 anos agora que de perto a diferença de altura era evidente. Mas o que o deixou um pouco intrigado foi a cor dos cabelos, uma cor entre o rosa e o lilás, meio branco, a cor combinava com seu tom de pele e com a cor de seus olhos. - O gato comeu sua língua ou...? - Me desculpe. 

 - Você já falou isso. - E sorriu, o sorriso mais lindo que Sehun já tinha visto foi solto juntos a essas palavras, um sorriso divertido, um sorriso com sentimento. Mais uma vez Sehun se viu sem palavras, deu dois passos para a frente sentindo o cheiro de sabonete de erva doce. - Você estava dormindo quando cheguei, devo mesmo ter feito muito barulho. - Disse o anjo, ainda sem nome, com as sobrancelhas franzidas olhando diretamente para o rosto de Sehun, que se encontrava sem nenhuma expressão significativa. - Não se preocupe. - Sehun estava sério, queria apenas observar todos os movimentos da pessoa pessoa a sua frente mas se viu obrigado a se apresentar. - Me chamo Oh Sehun. É um prazer conhecer você. - Esticou a mão e direção ao garoto rosa, vendo ele abaixar o olhar para a sua mão estendida e sorrir de olhos fechados.

As peles se tocaram.

 Arrepios.

 O anjo sorriu. 

 O anjo rosa balançou as mãos dadas em um comprimento. - Kim Minseok. E sua mão é macia, por isso o prazer é todo meu.- E sorriu mais uma vez, o coração de Sehun iluminou, uma sensação deliciosa.

 Anjo Kim Minseok.


 Talvez, mas só talvez, 21 dias se tornem bem melhores agora.


Notas Finais


Postei e sai correndo.


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