História I See Fire. - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Rap Monster, Suga
Tags Bts, Imagine, Romance
Visualizações 37
Palavras 2.534
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que vocês gostem desse capítulo e escolham seu lado. Tae ou Namjoom?
Boa leitura!

Capítulo 10 - A Noite


Fanfic / Fanfiction I See Fire. - Capítulo 10 - A Noite

Quanto mais ansiosa eu ficava mais parecia que o tempo passava devagar. Eu olhava o horário na tela do computador e apenas alguns poucos minutos haviam se passado. Respirei fundo tentando me concentrar e depois de uma longa hora, consegui ser imersa pelo trabalho.
Agradeci os céus por conseguir concluir aquele trabalho menor em poucas horas. Ouvi três batidas leves na porta e meu coração se acelerou.
— Pode entrar. - Eu queria que fosse ele, ao mesmo passo que não queria. Sua presença me deixava intimidada mesmo que não pusesse distância entre nós. A porta se abriu revelando um Namjoom lindo e impecável como sempre. Vestindo um terno azul marinho e uma camisa branca por dentro.Parecia feito sob medida porque valorizava cada ponto daquele corpo maravilhoso.
— Boa tarde! Como você está?
— Eu estou bem CEO Namjoom, e você?
— Apenas um pouco cansado, mas bem. - Ele deu um leve sorriso. — Eu sei que me atrasei hoje para revisar a seção C com você, mas prometo que amanhã nós retomamos tudo, sim? Eu tive alguns contratempos esta manhã, o quê resultou na total catástrofe de um dia inteiro. - Eu realmente não tive reação. Ele, um CEO ali em pé bem á minha frente se explicando. Não é algo que se vê todos os dias.
— CEO, você não precisa se explicar, eu posso avançar sozinha sem problemas. Você tem muita responsabilidade se me permite dizer, não precisa se sobrecarregar por isso.
— Por favor, pode me chamar apenas de Namjoom. - Eu assenti meio sem graça. — Eu disse que a ajudaria, que tipo de homem eu seria se voltasse atrás com a minha palavra? - Ele se aproximou lentamente de mim. Meus joelhos começaram a fraquejar levemente. Ele parou bem á minha frente e se abaixou um pouco até seu nariz estar a poucos centímetros do meu. Meu coração agora batia completamente descompassado. — E também, nós temos um problema bem maior nas mãos. O problema do desfalque. Eu preciso estar com você e revisar tudo. Espero que entenda. - Ele se afastou um pouco e eu só consegui balançar a cabeça positivamente como uma idiota.
— Que bom, que estamos de acordo. Bom, eu estou indo agora e se quiser, eu posso te levar. - Eu demorei um pouco pra assimilar suas palavras já que minha mente reprisava sem piedade a imagem do rosto dele a poucos centímetros do meu.
— Ah, eu... eu... - Ele me olhava com uma expressão confusa. — Eu vou com um amigo, hoje. Obrigada. - A expressão curiosa dele se transformou em surpresa. 
— Fico feliz que esteja fazendo - ele pigarreou — Amigos nesta empresa. Se me der licença. - Ele fez uma reverência e saiu como uma flecha pela porta.
Quando o barulho da porta se fechando ecoou pela sala eu recuei e caí sentada na cadeira e com a mão no peito. Meu coração parecia querer rasgar meu peito e pular bem em cima da minha mesa. Respirei fundo com a lembrança daqueles olhos queimando minha pele e o respirar suave dele contra meu rosto.  Se controla, Alaska. Fica fria, você precisa se acalmar. Me levantei da cadeira devagar com medo que se fosse de uma vez, bateria com a cara no chão. Peguei minha bolsa e fui andando como um zumbi para o estacionamento. Talvez esse convite tenha sido divino, eu preciso sair pra tirar isso da cabeça. Até porque se eu ficasse em casa teria uma noite inteira pra remoer isso. Entrei no elevador e apertei o botão correspondente ao andar: G3.
A empresa, assim como o estacionamento estava vazia já que a maioria dos funcionários encerrava o expediente ás 05:00PM.
Quando vi o Tae ao longe e de costas, mexendo em algo dentro do carro, eu automaticamente tentei ajeitar ao máximo a postura e fazer o melhor rosto de "mulher interessante" que conseguia. Provavelmente, um fiasco. Fui me aproximando e meu salto fazia um baque surdo no chão de concreto. Tae se virou rapidamente e me dirigiu um sorriso. Em poucos segundos eu já estava bem ao lado dele.
— Oi Tae.
— Oi Alaska. - Nós ficamos nos olhando como dois adolescentes sem saber o quê dizer.
— Bem, vamos? Até porque você sabe como essas coisas são, eu preciso de um tempo pra me arrumar. - Ele sorriu pra mim.
— Você é tão linda que mesmo se não estivesse com um pingo de maquiagem e usasse sua pior roupa ainda seria  a mais bonita do clube. - Meu rosto começou a esquentar e logo meu coração começou a acelerar. Provavelmente trabalhar nessa empresa vai me causar uma disritmia a longo prazo. Resta saber se vale a pena ou não.
— Não precisa mentir só porque tá com medo de eu demorar. - Impliquei.
— Eu não estou mentindo. - Ele não pareceu se intimidar. Foi até o outro lado do carro e abriu a porta pra mim e fez um sinal para que eu entrasse.
— Obrigada.
Ele deu a volta entrou no carro e deu a partida. Logo já estávamos varando a rua na incrível noite de Seoul.
— Pra onde vamos, Senhorita? - Eu lhe expliquei e lhe disse meu endereço e ele digitou as coordenadas no GPS. — Então, eu não sei nada sobre você. Eu não quero ser indiscreto mas você desperta minha curiosidade.
— Eu? Mas porquê?
— Eu não sei explicar, só preciso saber mais. Afinal, nós somos colegas de trabalho. Vai que você é uma espiã americana contratada pra me matar, eu tenho que me precaver. - Ele tirou os olhos da estrada por alguns instantes e me fitou sorrindo.
— Você me pegou! Eu me rendo. - levantei as mãos em rendição.
— Você é péssima. Eu nem te torturei ainda.
— Eu sou uma espiã inteligente, estou evitando a tortura. - Ambos rimos.
— Mas é sério, me fala sobre você. Eu não quero saber quem é a chefe de Marketig e Publicidade. Quero saber quem é a Alaska. - Ele me olhou com uma expressão neutra. Respirei fundo e tentei filtrar tudo que diria a ele mas as coisas pareciam se embolar como um grande novelo.
— Bom, eu sou uma mestiça como você pode perceber. Eu sou bem comum, na verdade. Gosto de coisas fofas, de gatos e de chocolate. Cheguei aqui á um pouco menos de um mês, trabalhei em duas outras grandes empresas que nem de longe me valorizavam quanto a Kim Enterprise. Não acho que eu consiga separar a profissional da mulher, porque meu trabalho é minha vida, sabe. Ele me fez ser quem eu sou e me moldou em quem eu sou hoje.
— Eu entendo, mas trabalho é só o quê a gente faz pra sobreviver, ter dinheiro, comer e viver com conforto. Não deveria ser sua vida tentar enriquecer outras pessoas. Não me leve a mal, eu amo meu trabalho mas, eu tenho coisas mais importantes como minha família e amigos. E você esqueceu algumas informações adicionais como, seu filme favorito ou... Se você tem namorado. - Ele se mantinha olhando pra frente.
— Bom, acho que meu filme favorito é "O primeiro amor de um milionário".
— Escolha interessante de filme. - Ele sorriu. — Mas você esqueceu de responder uma pergunta.
— Ah, sim! - Eu me encolhi um pouco. — Eu não tenho namorado.
— Que bom. - Ele sorriu de lado. Minha vergonha parecia crescer exponencialmente.
— Bom, e você? Bem, eu quero saber mais sobre você também. Você pode ser um traficante de mulheres me levando embora sem deixar rastros. - Ele riu.
— Bom, eu também me considero um cara comum. A coisa mais importante que eu tenho na vida, é minha família. Acho que minha pessoa favorita do mundo inteiro, é minha avó. Ela é como meu pilar, sabe? - Os olhos dele brilhavam e acho que foi a coisa mais fofa que eu já vi. Talvez empatado com Kim Namjoom dormindo. — Eu tenho uma irmã mais velha, e todos vivemos juntos. Meus pais sempre foram muito humildes e nenhum deles foi á faculdade mas eles juntaram dinheiro a vida inteira para que eu e Hanny fôssemos. - Meu coração se apertou. — Ela cursou Direito e eu Publicidade. Depois fiz pós em Marketing Financeiro, e mais alguns outros cursos. Hoje, eu e minha irmã cuidamos dos nossos pais já que o trabalho pesado e braçal de toda vida pesa sobre eles. Minha mãe vai fazer uma cirurgia em algumas semanas.
— Meu Deus, o quê ela tem?
— Não se preocupe, ela tem algumas hérnias que precisam ser retiradas. Ela foi lavadeira a vida inteira e a posição era muito prejudicial. - Eu sentia que poderia chorar a qualquer momento. - Ele me fitou, tirou uma das mãos do volante e colocou sobre a minha que estava jogada sobre minha coxa de forma desajeitada. — Ela vai ficar bem. - Ele sorriu e colocou a mão de volta no volante.
— Sou eu que devia estar dizendo isso! - Minha voz saiu esganiçada por conta do choro que eu queria conter.
— Ela é uma mulher forte. Enfim, meu pai tem uma pequena mercearia que com muito esforço abrimos pra ele e pode parecer estranho mas ainda não consegui morar sozinho. Sinto que assim que eu me afastar, eles vão precisar de mim. Eu sei que é estúpido, mas é verdade. - Ele riu, fraco.
— Não é bobo. É uma das coisas mais lindas que eu já vi. - Abri um sorriso e toquei seu ombro de leve. Ele me devolveu o sorriso de um jeito carinhoso.
Chegamos á minha casa e ele parecia bem impressionado.
— Bom, Bem vindo!
— Obrigado. 
— Você pode me esperar aqui se quiser ou tomar um banho também. - A frase saiu de modo tão natural que eu demorei alguns segundos pra entender a burrada que tinha acabado de fazer. Meu rosto ardia como se estivesse em chamas e eu juro, mesmo sem ver sentia o tom quase púrpura das minhas bochechas. — Eu quero dizer, não comigo, claro. Eu tenho dois banheiros, eu vou tomar no da suíte e você pode tomar no do térreo. Ou você pode tomar no da suíte, tanto faz mas é claro, enquanto eu tomo no do térreo. - A cada palavra eu me sentia pior, eu gaguejava e a tentativa de explicar só tornou a situação mais engraçada pra ele e vergonhosa pra mim.
Ele me olhava com um sorrisinho tão sem vergonha que nem tinha nome no rosto. Ele chegou bem perto de mim e levantou meu rosto com as duas mãos carinhosamente.
— Você fica ainda mais linda, toda atrapalhada e com vergonha. Eu aceito tomar um banho, obrigado. - Se afastou lentamente, deixando só a sensação maravilhosa de suas mãos em meu rosto. - Mostrei pra ele o banheiro do térreo. No armário tinham toalhas de sobra e deixei que ele se virasse. Eu não estava mais sã.  O quê você fez, porque tinha que falar aquilo sua ESTÚPIDA.
Subi as escadas, completamente desorientada. Onde está a garota que ia seduzir ele e foder até o sol raiar? Não era você? Então engole essa vergonha idiota que você já tem quase 30 anos. Respirei fundo tentado me controlar. Talvez tenha sido bom, talvez eu realmente devesse tê-lo convidado pra tomar banho comigo já que era realmente o quê eu queria. Aquelas mãos enormes e maravilhosas ensaboando todo o meu corpo. E ele não pareceu envergonhado ou contrariado, pelo contrário, pareceu aceitar bem a ideia mesmo que não tenha passado de uma confusão.
Tomei meu banho e ainda de roupão fui escolher um vestido. Optei por um vestido preto, justo e extremamente curto que ainda estava com a etiqueta. E comprei por insistência de uma amiga e nem sabia porquê o tinha trago pra cá. Bom, eu queria ser uma mulher diferente, queria comandar minha vida e definitivamente queria Taehyung. Não que o vestido fosse me dar super-poderes, longe disso. Mas o motivo pelo qual eu nunca o usei foi por insegurança. Sempre achei que minha barriga estava grande demais ou que minhas pernas eram longas demais ou que meus seios eram pequenos demais pra aquele tipo de vestido e me privava de me sentir sexy. Coloquei-o e fiquei me olhando por alguns segundos, fitando aquele reflexo diante de mim. Nada mal. Sequei o cabelo e o deixei solto com algumas ondulações sem padrão me dando um ar despojado. Fiz um delineado e passei um lip tatoo já queo que eu mais queria era beijar aquele homem. Não queria que nada atrapalhasse. Pus uma sandália de tiras finas, vermelha e uma clutch preta. Uma última olhada no espelho, perfume, uma piscada e um mantra. Lá fui eu descer a escada e encontrar aquele lindo par de olhos me acompanhando.
— Vamos? - Ele me olhou de cima á baixo e lambeu o lábio inferior.
— Nossa...
— O quê foi?
— Isso tudo é pra mim? - Ele abriu um sorriso travesso.
— Isso tudo é pra nós. - Ele levantou uma sobrancelha e veio andando em minha direção. Passou um dos braços pela minha cintura, aproximou a boca da minha orelha e sussurrou:
— Eu não sou um homem que gosta de jogos. Eu preciso saber se você me quer assim como eu quero você. Não se assuste, eu não estou falando de sentimentos. Eu estou falando de tesão. Me diz como se sente... Porquê eu só de te ver assim já estou com uma puta de uma ereção.  - Ele aproximou mais o corpo do meu para que eu sentisse e isso fez com que todo o meu corpo entrasse em combustão. Ele desceu os lábios pro meu pescoço e começou a dar leves selares arrepiando lugares que  eu nem sabia ser possível se arrepiarem. — Fala pra mim o quê você quer. - A voz dele agora parecia um pornô explícito. Uma voz rouca e completamente sexual. Eu poderia ter um orgasmo só ouvindo ele falar. Ele se apertou mais contra mim e eu só consegui gemer. Eu já estava de olhos fechados, lutando pra conseguir dizer algo.
Quando eu percebi, ele já não estava mais colado em mim. Estava caminhando calmamente em direção á porta. Eu me senti confusa e levemente idiota. O quê acabou de acontecer?
— Acho que você ainda está indecisa. - Ele quebrou o silêncio e se virou em minha direção. — Decida até o fim da noite e se você não quiser, nós fingimos que nada aconteceu. Tudo bem pra você?
— Tudo bem pra mim. - As palavras saíram como se eu estivesse drogada.
— Ótimo. Vamos? Nós já estamos um pouco atrasados. - Ele ainda mantinha o sorriso sacana.
— Me desculpe. - Gaguejei
— Pelo quê? Você está magnífica. Cada segundo de espera valeu. 
— Você está exagerando.
— Eu não estou e aposto que todos os olhares estarão em você hoje a noite. É por isso que eu vou ficar ao seu lado.
— Como assim?
— Não vou deixar ninguém interferir na sua decisão. Vai que você conhece alguém mais interessante e decide me abandonar. - Eu só consegui rir.
— Não se preocupe, acho que ninguém seria capaz de mudar minha decisão. - Ele estreita os olhos. — Que foi?
— Nada. - Ele sorri. Taehyung abre a porta do carro pra mim, entra e dá a partida. — Eu prevejo uma noite memorável. 
— Quem sabe. - Ele me olha e eu dou uma piscadela pra ele.


Notas Finais


Não me matem, eu tentei fazer o cap do clube ser esse mas não rolou ç.ç
Espero que tenham gostado e se gostaram não se esqueçam de favoritar e comentar pq ajuda MUITO <3


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