História I Shouldn't Love You - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna
Personagens Luna Valente, Matteo
Tags Colegial, Comedia, Drama, Fantasia, Lutteo, Mistério, Musical, Romance
Exibições 149
Palavras 1.480
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, gente! Amo fazer coisas diferentes, por isso gosto de escrever essa fic. Ela foge um pouco da realidade da série. Passei um tempo longe do meu teclado, foi difícil. Mas, voltei! Agradeço a todos que leem, comentam e favoritam. Um beijo!
P.S.: O nome deste capítulo é: "Um Passado Misterioso".

Tenham uma boa leitura!

Capítulo 5 - A Mysterious Past


 “Só é preciso um olhar, e as palavras se vão junto com a razão, não é mais possível compreender, refém dos seus olhos é o que me resta ser. Sem pensar, vou à estrada que me transforma, só quero seguir, chega de sonhar, a você me entrego, e espero teu fogo me consumir.”

 

 * Prólogo                                                                                                                        

Matteo nunca acreditara em destino. Para ele, as coisas eram como eram, sem qualquer interferência mítica. A morte da mãe o convencera daquilo. Ele tinha 10 anos, e a lembrança daquele dia permanecera viva em sua memória.

Eles estavam a caminho de casa. Seus pais discutiam, e sua irmã mais nova dormia ao seu lado. De repente, os gritos cessaram e um flash de luz invadiu o carro. O veículo girou, girou, girou, até que alcançasse a beirada da estrada, onde permaneceu intacto. Sentia uma dor forte no ombro esquerdo. Sua irmã, Clary, chorava e seu pai gritava por ajuda. E depois do que parecia ter sido uma eternidade, surgiram os bombeiros.

 Mais tarde, no hospital, seu pai lhe disse que ela estava num lugar melhor. Um jeito dissonante, pensara Matteo, de dizer que estava morta. Naquela noite, ele chorou até suas pálpebras começarem a pesar toneladas. Desde então, a relação com o pai se agravara.

                                                                                                      ~* ~

CAPÍTULO 5.

Argentina. Buenos Aires. Casa dos Valente.

Luna

- ENTÃO... A QUE HORAS TEM DE ESTAR LÁ?

- Às três, pai. – respondi, pelo que me parecia ser a milésima vez.

Era um dia de semana, então estávamos em casa. Estávamos na cozinha. Minha mãe, Mônica, acordara indisposta naquele dia – isso ocorrera com frequência nos últimos meses –, então ficamos responsáveis pelo jantar. Eu lavava a louça, enquanto ele secava.

- Qual é mesmo o nome dele? – perguntou, de repente.

- Matteo. – respondi. Ele arqueou as sobrancelhas. – Matteo Balsano. Dançamos juntos no baile. Lembra? Aquele que você me forçou a ir.

Ele franziu o cenho.

- Filho do Lorenzo Balsano? O Lorenzo Balsano? – perguntou ele.

Dei de ombros.

- É esse o nome do pai dele? – perguntei.

- Não sei. – retrucou. – Não sou eu quem vai para casa de um estranho. – seu queixo se apertou.

- Pai, ele não é um estranho! – murmurei. – Estudamos juntos desde o jardim de infância.

- Ah. – ele franziu a testa enquanto secava o prato. – Isso é muito reconfortante...

Ele estava sendo sarcástico?

Eu me solidarizei com ele. Deve ser difícil ser pai; viver com medo de que sua filha conheça o rapaz de quem goste, mas também se preocupar que ela não o conheça.

- Pai? – chamei.

- Sim?

- Não precisa se preocupar. – fui solene. – É apenas um trabalho, okay? E... É apenas um garoto...

Ele riu.

- Eu sei... – ele se aproximou e me envolveu num abraço de urso. – Mas, você ainda é a minha garotinha. E esses garotos são como gaviões, esperando lá no alto para atacar uma presa indefesa.

- Presa indefesa? – arfei. Explodimos numa gargalhada.

Deu um beijo no alto da minha cabeça.

Ele então saiu, com um aceno de despedida, e eu subi para escovar os dentes e pegar meus livros. Foi difícil decidir o que vestir. Acabei com a minha única saia – longa, cáqui, ainda informal – e uma blusa verde.

 

O relógio marcava 14:45. Respirei fundo. Fique tranquila, fique tranquila... Tran... quila. Só precisei esperar dois segundos para olhar por minha janela. Um carro prata já estava ali, esperando na vaga do meu pai, na entrada de carros. Desci a escada aos saltos e saí pela porta da frente. Não poderia sair pela porta da frente se estivesse na mansão.

- PAI, ESTOU INDO! – gritei, enquanto abria a porta.

- CUIDE-SE! – gritou em resposta. Eu ri.

Ele esperava no carro e não pareceu ver quando fechei a porta sem me incomodar em passar a chave. Andei até o carro que, deduzira eu, ser um Volvo, parando timidamente antes de abrir a porta e entrar. Ele sorria, relaxado – e, como sempre, perfeito e lindo de um jeito aflitivo. Ele estava sentado no banco da frente, e eu ao seu lado.

- Você dirige! – exclamei, espantada.

- Boa tarde para você também, Luna! – ele ergueu uma sobrancelha, despertando em mim uma inveja quase que instantânea. Sempre quis fazer isso.

Revirei os olhos.

Estava tendo dificuldade com o cinto de segurança, ele se aproximou e o puxou com força. Saltei, sentindo seus músculos ficarem tensos.

- Bem, obrigada. – eu estava sempre bem, muito mais do que bem, quando ele estava perto de mim.

Sabia que estava escarlate.

 

                                                                                                      ~* ~

MATTEO BALSANO DIRIGIA MUITO MAL.

Tanto na freada quanto na arrancada, dava sempre um tranco enorme. Eu voava de encontro ao painel do carro, sendo sempre salva pelo cinto de segurança. Tínhamos percorrido quase uns dois quilômetros em silêncio, ouvindo só os barulhos do carro, quando, vencida pela curiosidade, perguntei:

- Como conseguiu uma carteira?

Ele riu.

- Suborno, suborno e... mais suborno. – respondeu, rindo. – Fui reprovado duas vezes no teste de direção, até...

- Não diga. – o interrompi.

- Até que... – continuou, ignorando o meu comentário. – Meu pai fez com que o instrutor fizesse vista grossa para algumas... falhas no meu teste.

- Bem, acredito que o seu instrutor estava de venda e fones de ouvido, certo?

Ele riu e balançou a cabeça.

- Quantos anos você tem, Luna? – perguntou de repente.

- Tenho 17, Sr. Tenho Uma Carteira de Motorista, Mas Dirijo Mal Pra Caramba.

- Você tem um senso de humor e tanto... – refletiu ele.

Eu ri.

- Gosto de você... – falou de repente. – Você sabe rir.

Eu o fitei, certa de que agora ele estava brincando.

Ele sorriu ao decifrar minha expressão.

- Você precisa aprender a receber elogios, Luna. – ele era solene.

Balancei a cabeça.

- E você precisa aprender a guardar seus elogios para si, Matteo. – retruquei. – Afinal, onde você mora? Está dirigindo há uma eternidade.

- Moro no limite da cidade. – ele disse. – Estamos quase lá.

Passamos pela ponte sobre o rio Delta, a estrada que serpenteava ao norte, as casas aparecendo rapidamente ao nosso lado, cada vez maiores. Estávamos entrando na área nobre da cidade. Lembrei da surpresa do meu pai ao ouvir o sobrenome de Matteo. Então, ele era rico. É que claro, àquela altura, eu já deduzira isso. Afinal, ele estudava no Blake South College, que era, de longe, o colégio mais caro do país. E dirigia – muito mal, por sinal – um Volvo irritantemente reluzente. Isso me deixava ainda mais desconfortável. Parecia aumentar o tamanho do abismo entre nós.

- Chegamos. – anunciou.

Não sei o que eu esperava, mas definitivamente não era aquilo. A casa era graciosa, atemporal, parecia ter saído de um conto de fadas. Era pintada de um branco suave e desbotado, tinha três andares, era retangular e proporcional.

- Caramba. – deixei escapar.

- Gosta? – ele sorriu.

- Tem... certo charme.

- Assim como seu dono. – ele disse, sem qualquer traço de vergonha. Nós rimos.

Andamos pelas sombras densas até a varanda. Ele abriu a porta para mim.

O interior era ainda mais surpreendente. Era muito iluminado, muito aberto e muito grande. Na decoração havia um conflito entre o moderno e o arcaico. À nossa direita havia uma escada, e no topo dela surgiu uma figura curiosamente pequena.

- Matteo! – exclamou uma garotinha muito bonita. Ela correu ao nosso encontro. – Você prometeu que iria me ajudar com o dever de Matemática, e quando...

- Clary, não é uma boa hora. – ele disse. – Luna, essa é a Clary. Clary, essa é Luna. Clary é...

- Sou a irmã dele. – ela disse, estreitando os olhos.

Clary não era parecida com Matteo. Não era mesmo. Ela era pequena, magra e delicada. Seus cabelos não eram escuros como os do irmão, eram dourados. E seus olhos eram azuis no lugar de castanhos.

- Tenho que pegar meus materiais no quarto. Vou deixar vocês a sós por um instante. – disse Matteo. E lançou um olhar de alerta para irmã. – Não seja inconveniente.

Clary revirou os olhos.

Ele subiu a escadaria e desapareceu em algum lugar lá em cima. Um silêncio constrangedor surgiu.

- Então... – pensei em algo para dizer. – Seus pais não estão em casa?

- Meu pai está viajando a trabalho em Madrid. – explicou rapidamente.

- Ah. – foi só o que consegui dizer. – E... sua mãe?

Ela me encarou.

- Ela não está aqui. – respondeu depois de um tempo. Parecia incomodada.

- Desculpe. – eu disse. Talvez os pais fossem separados. – Ela está no trabalho?

- Ela morreu.

Fiquei paralisada.

- D-desculpe! – apressei-me para dizer. – E-eu não sabia, juro. Meus pêsames.

- Não tem problema. – respondeu, sorrindo. – Faz muito tempo. Não estou surpresa por Matteo não ter te contado. Poucas pessoas sabem. Ele costuma ser bem reservado com este assunto. Sabe... Ele era muito próximo dela. Só... Não comente sobre, até que ele esteja pronto para lhe dizer, certo?

- Certo. – assenti, atônita, ainda chocada.

Matteo Balsano tinha um passado misterioso.


Notas Finais


EEEEE...? O que acharam? Vocês estão sentindo falta da série? Estou MUITO ansiosa pela segunda temporada. Sabem de algum spoiler novo? Aguardo ansiosamente as críticas e comentários. Um beijo!


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