História I Still Love Him - Capítulo 3


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Categorias Batman
Personagens Bruce Wayne (Batman), Coringa (Jack Napier), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina)
Tags Arlequina, Coringa, Esquadrão Suicida, Harleen Frances Quinzel, Harley Quinn, Insane, Joker, Mad Love
Exibições 61
Palavras 1.088
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - A Terapia Começa


Fanfic / Fanfiction I Still Love Him - Capítulo 3 - A Terapia Começa

“Você acha que eu não falo a sério

Cada palavra que digo

São só palavras, e palavras são tudo que tenho

Para roubar seu coração”

 

Os olhos verdes me fitavam, inquietantes, presunçosos, como dois pares de berlindes procurando alguma resposta que obviamente eu não poderia dar.

Ele permanecia quieto, enquanto os dedos tamborilavam na mesa de metal.

Arrumei a câmera no tripé ao meu lado e me sentei assim que a luz vermelha acendeu.

Coloquei o prontuário médico a minha frente e sorri para ele.

-  As gravações a seguir são para o propósito expresso da pesquisa médica e é propriedade exclusiva do pessoal do hospital e suas instalações. - disse eu - Arkham Asylum, Programa de Reabilitação Psiquiatra com o paciente #4479 sob a supervisão da Doutora Harleen Frances Quinzel. Neste momento estou encarando um dos homens mais procurados do mundo, e cabe a mim fazê-lo repensar seus crimes através do meu trabalho como psiquiatra. - ele me pareceu sério assim que pronunciei minhas últimas palavras - Pedi para que Jeremiah tirasse a autorização de usar a camisa-de-força, para saber como você se comportaria comigo nestes dias em que teremos uma terapia mais avançada.

Meu caderno estava abaixo de minhas mãos, sobre a mesa. A caneta era pressionada entre os meus dedos, com força, tentando manter a calma que meus pés, quase perto dos dele, não tinham, ao chacoalhar, batendo a sola no chão.

O tic-tac do relógio me deixava apreensiva.

Poderia temer o que ele faria.

- Acha que eu vou te atacar, Doutora Harleen? - perguntou, olhando para mim de baixo para cima.

- Você atacaria?

Ele olhou para o outro lado, rindo.

- Só se você pedisse.

- Preciso que se dirija a câmera quando estiver falando. - ele continuou a olhar para o lado - Por favor, para a câmera.

Suspirando, sorri assim que ele voltou a encarar a câmera.

- Bom, Coringa, acho que estamos aqui de novo.

- É sempre um prazer te ter por perto, Srta. Harleen.

- Se sente confortável? Digo, está se sentindo confortável?

Ele parou para pensar um pouco.

- Não. - sorriu - Sua cadeira parece bem melhor que a minha.

Pisquei, frustrada, sabendo que ele estava querendo mudar nosso quadro de paciente vs médico.

- Preciso que você diga o seu nome para registro.

Ele me olhou sem entender.

- Porque eu faria isso, Arle?

- Sei que conversamos sobre isso ontem, mas devemos manter isso estritamente profissional, então por favor, só me chame de Dra. Quinzel.

- Então você deveria… Sabe… Continuar a me chamar de Sr. C.

Me recompus, tentando me manter neutra em toda essa situação.

- O primeiro motivo de você estar aqui e ser tratado para o início da reabilitação, é você compreender o porquê está aqui e tentar melhorar sua conduta a respeito de todas as coisas ruins que já fez.

- Coisas ruins? HA-HA!

- Isso mesmo.

- Acha que eu faço coisas ruins? - me olhou por alguns instantes, esperando uma resposta - Vamos, fale, isso com certeza deve ser interessante. Um debate muito interessante.

- Isso não é um debate, é uma terapia.

- Uma terapia? Ah, sim, claro, havia me esquecido. Não! - negou para si mesmo, olhando para mim -  Quero dizer: Sim! Mas pense bem! Acredito que esses… Videos… Claro, eles vão ser usados para a sua pesquisa e algum método sem sentido de ver o quanto pode recuperar ou ajudar na minha saúde mental, huh? - questionou, ainda tamborilando os dedos sobre a mesa de mental - Mas acho que você deveria prestar atenção em quem vai ver estes vídeos e como se sairá a saúde mental deles.

- Acha que pode ser tão perigoso a ponto de manipular alguém?

- É o que eu faço de melhor!

- Desculpe, mas não podemos continuar assim. - reclamei, escrevendo diversas palavras sobre síndrome de personalidade dependente, egocentrismo e complexo de grandeza.

- Desculpe, Pudinzinho.

- Dra. Quinzel! -  o corrigi.

- Dra. Quinzel! - repetiu logo em seguida.

- Certo, certo. Então será assim que vai nos definir? Pensei que estávamos tendo um encontro aqui.

- Você quis definições, vamos ter definições.

- Eu sou um cara complicado, Doutora.

- Sim, você é. - passei a mecha do meu cabelo para trás da orelha - Vai ser um desafio para os meus estudos, mas vou saber como lidar com isso.

- Estudos? - pareceu se empolgar de repente - Já vou deixar claro que não sou uma pessoa de rotina.

- Nunca pensei que seria. Eu só… Eu só estou procurando saber e entender se há uma… Um método para a loucura.

Ele, antes encostado na cadeira, voltou-se para a frente, sorrindo.

- Eu gosto de você. Isso pode ser divertido. Por quê? Quer realmente saber? Eu adoraria contar.

Afundei meus cotovelos sobre o caderno e me aproximei.

- Pessoas cometem coisas terríveis para entrar aqui dentro.

- Ah! Isso eu concordo! Significa que você não é assim tão perfeita, não é mesmo, Dra. Quinzel?

- Ao contrário de você, eu trabalho aqui.

- Essa foi uma boa jogada, devo admitir HA-HA!

- Eu quero que me diga, com as suas palavras, o que fez para ser colocado no Asylum Arkham.

Pude vê-lo revirar os olhos e resmungar baixo, olhando para mim com mais afinco.

- Segundo… Algumas pessoas, eu fiz “coisas ruins”. "Coisas inaceitáveis".

- Acredita mesmo nisso?

Ele cruzou os braços, franziu a testa e ficou sério por um longo instante de tempo até sorrir.

- Ah, desculpe, me desculpe. - riu alto - Mas isso é muito divertido! Digo, olhe bem ao seu redor, sabe onde eu estou e porque eu estou aqui, você tem um prontuário e provavelmente toda a história da minha vida ao estilo agente do FBI, então porque não pulamos essas parte e vamos para algo mais interessante, Dra. Quinzel?

- Não existem partes divertidas quando o paciente não coopera.

- Então pretende ser durona ao invés de fazer algo que realmente goste...

- Pretendo fazer o meu trabalho, Sr. C.

- Olhe só! Me chamou de Sr. C! Já sei que posso ser mais íntimo. - se aproximou, rindo.

- Não, não pode! - reclamei - Quero que seja sincero, olhe para a câmera e me diga o porque de estar aqui!

- Sinceramente? - se inclinou na mesa - Eu estou aqui… - olhou para mim - Porque… - voltou-se para a câmera, o rosto se aproximando da lente - Eu quero estar aqui!



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