História I still love you - Capítulo 51


Escrita por: ~

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Categorias Grey's Anatomy
Personagens Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Mark Sloan
Tags Calzona, Grey's Anatomy
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Palavras 6.021
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meninas, como vocês estão?
me desculpem pela demora, mas é que a semana foi bastante corrida.
Fico sem palavras com o carinho, compreensão e pelas mensagens.
Obrigada sempre. ♥
Espero que gostem e me digam depois o que acharam, tá? um beijo em todas!

Capítulo 51 - É que você é tão linda!


Callie

 

Arizona despertou as coisas mais bonitas que existiam em Callie, algumas confessa que nem sabia que tinha. Aquela loirinha marrenta colocou brilho em seus olhos e paz em seu coração. Ela é a única pessoa que sabe decifrar seu olhar e só ela consegue fazer isso. Tudo isso. Só a baixinha de covinhas irresistíveis consegue lhe deixar sem palavras, sem forças, com falta de ar. E por incrível que pareça ela conseguia lhe deixar horas acordada com uma vontade incontrolável de juntar os pés com os dela e lhe encher de beijos.  É a mulher que tem o sorriso mágico que sempre está ao meu lado e quer que sempre esteja ao seu lado. Arizona é quem ela quer para vida toda… É tudo ela. É só ela, o amor da sua vida.

Depois de muito namorarem, a morena decidiu com a ajuda de Arizona colocar o colchão no chão já que aquela pequena cama de solteiro tinha decidido testar seus limites e seria embaraçoso demais seus sogros escutarem a cama do quarto ao lado ranger. Nunca mais conseguiria olhar com os mesmos olhos para eles se isso acontecesse.

Apesar de não ter achado uma boa ideia no início, acabou sucumbindo os desejos da sua mulher de dormirem naquele quarto, pois há anos atrás quando foi conhecer a casa dos Robbins tinha tido esse pequeno fetiche mas sempre dormiam no quarto de hospedes com Sofia pequena. Lembra que quando contou para Arizona essa ideia, a loira tinha soltado belas gargalhadas e dissera que jamais tinha dormido com suas namoradas em casa pois era terreno proibido. Bom... agora não é mais como podia se notar, talvez depois de ter dormido na casa dos Torres a mulher gostou de correr um pouco de ‘’perigo’’ ou saber que não estavam em casa e sim em outro lugar, tornava as coisas um pouco mais sexy, picantes...

 

para onde a senhorita pensa que vai? Observa a meia luz do quarto a loira vestir um roupão.

— vou lá embaixo pegar vinho e ver se tem algumas frutas na geladeira. A responde indo em direção à porta.

— vai conseguir trazer tudo sozinha? Pergunta tirando da mala um blusão grande jogando por cima do corpo.

— a gente divide a taça. Solta uma piscadela e some porta a fora.
 

Pegando seu celular ao lado do colchão no chão confere às horas e nossa ‘’quase uma hora da manhã’’ certamente acordaria com um baita sono e teria um dia puxado já que trabalharia no turno da noite na segunda feira, ah os plantões da madrugada, suspira.

Enquanto passava pelas fotos que foram tiradas durante o domingo, sorrir lembrando de cada momento que teve em família e da ótima ideia que foi ir encontrar suas meninas em Washington. Lembra do desespero que foi o café da manhã quando seu sogro tocou num assunto super delicado e Arizona só faltou desmaiar pelo comentário de seu pai, ela sabia das limitações e preocupações da mulher. Rapidamente tinha mudado de assunto, mas não tinha esquecido a reação da loira, não sabia se era desespero ou que realmente não quisesse mais ter mais filhos. Mas o desespero de seu coração deu adeus quando a mesma puxou o assunto horas atrás expondo todo o medo, apreensão e pânico ao pensar que poderiam repetir os erros do passado. Sabia que era arriscado, não eram mais tão jovens, mas seu sonho sempre foi ser mãe, mãe de muitos filhos e com a separação dela e de Arizona parecia que esse sonho tinha sido enterrado. Mas agora... depois que suas amigas fizeram despertar novamente esse desejo nela, estava fervendo e borbulhando. Estava feliz com a possibilidade de aumentarem a família, juntas. Claro que deu todo suporte dizendo para a mulher que estaria ao seu lado, não iria jogar toda ansiedade e inquietação para cima dela, tinham sofrido uma perda. Iria se controlar e buscar ajuda de quem a conhecia tão bem, Addison. Sua amiga sempre tem os melhores conselhos e sabia que não falharia perante esse assunto.

 

voltei! A mulher a tira de seus pensamentos que estavam longe. — trouxe vinho, uvas e morangos. Sorrir enquanto ela sentava com as costas na madeira da cama.

— sua mãe vai perceber que a geladeira foi assaltada amanhã de manhã quando for pôr a mesa do café. Faz a pequena observação levando um morango à boca. — huuum maravilhoso. Geme sentindo o gosto da fruta e coloca outra na boca ligeira.

está com fome, Callie? A loira pergunta achando graça da quantidade de frutas que a morena estava comendo.

— você sabe a fome monstra que eu fico depois do sexo. Abre a garrafa de vinho enchendo a taça. — a gente gasta muita energia amor, temos que repor. Comenta.

— se você quiser a gente pode descer e você come outra coisa, um misto quente talvez?

— frutas está ótimo. agradece.

— sobre o Elias... murmura começando o assunto e Callie inclina o corpo para o lado, deitando no colhão fingindo estar dormindo. — Hey, eu estou falando com você. Belisca a perna da mulher.

Ai, Arizona! Reclama. — quase arrancou um pedaço.

— queria... mas não posso.  Solta uma piscadela. — onde vocês se conheceram? Pergunta curiosa.

— é agora que começa a entrevista de investigação? Semicerra os olhos para a loira.

— com certeza. Você quando quer saber de alguma ex faz mil perguntas...

— tudo bem. Bufa rendendo-se encarando a mulher a sua frente. — o que você quer saber?

— quando e onde se conheceram.? Beberica um pouco do vinho.

Há quase um ano e meio mais ou menos acho. Tenta recordar o tempo. — uma das vezes que vim aqui buscar Sofia pois ela estava passando o final de semana aqui, dei uma parada na cafeteria e ele me atendeu. Como ele conheceu Sofia primeiro perguntou se eu era a mãe dela, aí respondi que sim. Foi isso... dar de ombros.

— e aquela intimidade toda? Abraço demorado e você perguntado sobre a filha dele.

— nas outras vezes que voltei aqui na cidade, sempre ia lá e acabamos sabendo um pouquinho da vida do outro. Ele me contou que faz faculdade de Hotelaria e Turismo, está trabalhando na cafeteria para ter dinheiro para sustentar a filha que na época era recém-nascida e eu contei um pouco da minha vida também.

— ele estava olhando para os seus seios. Afirma num tom desgostoso.

— desde quando me conheceu ele reparou neles. Aponta para baixo. — ai jogou dizendo que eu era muito bonita e no mundo hétero eu quebraria corações de alguns cara, foi ai que eu contei que era bissexual.

— você contou para ele? O tom da voz aumenta. — vocês ficam flertando? É isso? Cruza os braços.

— não! Fala baixo, está louca? Faz um sinal com a mão. — Ele é um menino Arizona... olha para mim.

— caras mais jovens amam mulheres mais velhas.

— como você sabe?

— é o que dizem por ai... revira os olhos. — se voltarmos lá e ele ficar olhando para seus seios na minha frente, verá uma senhora Robbins muito aborrecida.

— uuuuh, é pra eu ficar com medo? Pega a taça da mão da loira bebendo todo o resto do vinho.

— vai brincando... avisa ameaçante.

por que você sempre sente mais ciúmes de homens que de mulheres? A questiona curiosa.

— ainda pergunta? Eles tem uma coisa que além de eu não ter, você ainda gosta. Responde comendo as últimas uvas da bandeja.

— você também tem uma coisa que eu gosto, aliás gosto não, amo e desejo. Observa a loira desviar o olhar pois tinha ficado tímida.

— para! Você entendeu o que eu quis dizer...

— falando sério, eu acho uma super perda de tempo, já que eu estou com você e não penso mais em outras coisas.

— que sínica! Joga um travesseiro acertando a cabeça da latina. — para de ser falsa Callie, eu vejo e ouço você comentando com nossas amigas de homens ou de mulheres.

— eu? Arregala os olhos levando a mão ao peito. — eu nunca fiz isso.

— você está tirando sarro de mim? Coloca a bandeja de frutas que já estava praticamente vazia no chão e senta no colo da morena— estou falando sério. Se ele continuar olhando sem ao mínimo disfarçar eu juro que irei deixa-lo bem sem graça.

— ah é? E o que a a Dra. Robbins irá fazer? A segura pela cintura a apertando em seus braços.

irei dizer que por baixo da blusa já são bonitos, sem blusa então... além de lindos são deliciosos.

— Rá! Eu duvido muito... você não é tão cara de pau assim. Afirma.

— não, mas eu posso ser... eu tenho a melhor professora em casa. Sorrir mordiscando o lábio inferior dela.

— a melhor professora? Sente os dentes da mulher puxar os lábios para ela e a faz deitar no pequeno colchão de solteiro.
eu não divido o que é meu com ninguém. As pessoas precisam saber disso.  Leva uma das mãos ao pescoço latino a puxando para um beijo apaixonado e doce.

eu fico louca quando você dar uma de mulher ciumenta pra cima de mim. Sorrir estalando selinhos na loira. — estamos invertendo papéis?

— é bom variar um pouco né? Para não cair na rotina. Brinca sorrindo.

eu amo você marrentinha. Sobe o tecido do roupão da mulher deslizando a mão por toda extensão se sua coxa.

— amo-te mais minha ursa gostosa. Estala um último selinho na morena. — vamos arrumar isso aqui? Vou levar as coisas lá para baixo e depois ir ao banheiro. Avisa se levantado.

— ainda tem isso... murmura preguiçosa. — acho que vou ficar por aqui mesmo.

— nada isso. Anda Calliope, vai escovar seus dentes e me espera aqui na cama que já venho.

— por que você é sempre tão mandona hein? Reclama levantando o corpo do colchão.

— porque você às vezes é preguiçosa demais. Responde. — faz silêncio para não acordar ninguém.

— ainda temos que sair do quarto e eu nesses trajes. Observa. — meus sogros me dão comida e cama para dormir mas o que eu faço? Sussurra as palavras a seguir — transo com a filha deles no quarto ao lado, como as frutas que certamente seriam do café da manhã e ainda esvazio uma garrafa de vinho deles. comenta fazendo Arizona sorrir abertamente.

— para! Você vai me fazer gargalhar essa hora da madrugada. Tampa a boca contendo o riso.

 — mas é verdade... sorrir — ainda dizem que sou a nora preferida. Meu deus! Faz drama se abanando.

— para de graça mulher e abre logo essa porta.

 

O quarto estava escuro quando a latina acordou, não conseguia se movimentar direito pois os braços de Arizona estavam em volta de sua cintura prendendo-a e não queria acordar a loira que estava em um sono profundo ao seu lado. Pegando seu celular ao lado do colchão verifica as horas calmamente ‘’6h05’’ da manhã. Tinha que levantar para poder estudar mais um pouco do caso de um paciente que iria operar naquela madrugada juntamente com Owen. Ao se remexer sente seus músculos reclamarem, estava dolorida pela travessura da madrugada e por ter dormindo naquele colchão minúsculo o qual Arizona tinha feito ela dormir. Devagar e com cuidado para não fazer barulho, a morena levanta e sente um arrepio percorrer seu corpo ao colocar os pés descalços no piso frio e galado. Silenciosamente pega uma muda de roupa, sua nécessaire e sai porta a fora para fazer sua higiene e começar o seu dia.
 

Já de banho tomado e arrumada, passa no quarto que Sofia estava dormindo e pega o notebook da filha para abrir e analisar melhor os e-mails que Hunt tinha enviado. Ao descer as escadas sente um cheirinho de café invadir suas narinas e sua barriga prontamente reclama. Fome. Ao chegar na cozinha encontra Bárbara ainda de camisola passando um café e fazendo ovos mexidos. Deseja-lhe ‘’Bom dia’’ e a mulher sorrir para ela, lhe cumprimentando de volta.
 

Callie minha filha, já tão cedo de pé? a mulher murmura mexendo os ovos na frigideira.

tenho que estudar um caso que me enviaram por e-mail. Suspira colocando o notebook em cima do balcão.

— vida de cirurgião é tão corrida e complicada. Comenta. — dormiram muito tarde? Está com uma carinha de sono. Repara no semblante da morena que estava de cara lavada.

— culpa da sua filha que não parava de falar um minuto. Inventa uma desculpa qualquer desconfiando se a sogra tinha ouvido alguma coisa já que seu quarto é ao lado do de Arizona.

ela ficou muito feliz que você veio e nós também. Sorrir colocando um prato para Callie a servindo e uma xícara de café ao lado.

— obrigada. A morena agradece. — a senhora não precisa acordar tão cedo assim já que só vai para a cafeteria mais tarde. Comenta.

— mais eu só consigo tomar café bem cedo, então todo dia tomo meu café e vou para a ginástica, mas como vocês estão aqui... só irei amanhã.

— não se prenda por nossa causa, nós vamos para o aeroporto de taxi mesmo.

— até parece que eu não iria me despedir das minhas filhas e neta.

— a senhora é tão carinhosa comigo que as vezes fico sem palavras para lhe agradecer, Bárbara.

— eu que te agradeço por ter entrado na vida da minha filha. Murmura enquanto compartilhavam do seu delicioso café. — fiquei feliz quando Ari ligou aqui para casa dizendo que finalmente tinham conversado, se acertado e agora estão morando juntas.

— vou ser eternamente grata por ter entrado naquele quarto naquela manhã e ter me ouvido e dado os melhores conselhos. Pode ter certeza que segui cada um deles.

— e eu não sei?  às vezes ela me ligava e falava que você estava saindo com suas amigas.... sorrir para a latina. — reclamando como sempre.

— sua filha está se saindo mais ciumenta que eu.

— agora tomem juízo e não deixem qualquer assunto do passado ou outras pessoa intervirem na relação de vocês. Avisa. — brigas vão acontecer porque vocês são pessoas diferentes e com opiniões diferentes, mas briga de mais atrapalha qualquer casamento.

— como a senhora faz já que é casada mais de 40 anos com a mesma pessoa? interroga a mais velha.

tudo o que eu tenho que dizer é que sempre tente se colocar no lugar do outro, não tenho um segredo para o sucesso de uma relação, de um casamento, mas cumplicidade, paciência e não deixar de conversarem nunca. Eu e Daniel quando surgem problemas no nosso meio, podemos virar a madrugada discutindo, mas dormir brigados? Nunca.  A mais velha aconselha a nora.

— nunca? Arqueia uma das sobrancelhas espantada.

— no início do nosso casamento talvez, mas vimos que por esse caminho dava certo e ficar brigado, sem falar com a outra pessoa gera mágoa... e para não acontecer isso, preferíamos quebrar pratos e copos na mesma hora. Sorrir bebericando um pouco de seu café.

será que um dia eu e Arizona chegaremos nesse nível? Murmura para si mesma olhando a sogra levar o prato e a xícara de café até a pia da cozinha e os lavando.

— com o tempo tudo vai se ajeitar minha filha, mas não tenha medo. Se arrisque e continue insistindo porque eu sou mãe dessa loirinha e conheço o gênio da minha filha. Seca as mãos no pano de prato e a encara. — agora eu vou subir um pouco que Daniel daqui a pouco acorda. Vou deixar você estudar em paz que já te atrapalhei demais, sim?

— imagina, eu amo conversar com você. Obrigada, Bárbara! Agradece mais uma vez a sogra que sai da cozinha a deixando sozinha perdida em seus pensamentos.
 

 

A morena degustava de seu belo café da manhã preparado por sua sogra enquanto estudava o caso que teria que operar naquela madrugada. Teria um dia puxado, pois pegaria um voo com mais de quatro horas até Seattle e chegaria pela tarde na cidade, e consequentemente não teria tempo de descansar já que no início da noite começaria o seu plantão. Viajar era ótimo, mas viajar e ir direto para o trabalho sendo cirurgiã era complicado, ainda mais com a quantidade de horas dentro de uma sala de cirurgia, em pé.

 

A hora foi passando e logo os habitantes da casa foram levantando enquanto ela estava concentrada no balcão da cozinha. Já era seu terceiro copo de café quando dona Bárbara e o Coronal adentraram a cozinha e para preparar o café da manhã para Arizona e Sofia que ainda não tinham dado sinal de vida. Sabia que sua filha só acordaria se alguém fosse chama-la, tinha ido dormir cedo pelo cansaço do dia anterior, mas de férias se deixasse, aquela menina dormiria o dia inteiro.

 

— imagina só, eu acordei e virei para o lado, mas não tinha nenhum ser moreno na cama comigo... sente o cheiro do perfume de Arizona invadir suas narinas quando a mesma arrasta seus fios negros e beija sua nuca, fazendo seu corpo reagir de imediato, arrepiando-se,  e os braços finos da mulher lhe abraça por traz e sente quando a loira encosta a cabeça em suas costas.

— tinha que levantar cedo para estudar. Murmura fazendo um leve carinho nos braços e nas mãos da loira.

huum... já tomou quantas xícaras de café? Pergunta sorrindo de leve colocando-se ao seu lado lhe abraçando agora pelo pescoço.

três xícaras para ter concentração suficiente. Não foi nada legal ficar acordada boa parte da madrugada mocinha... reclama.

mas foi bom, não foi? Solta uma piscadela dando leves selinhos em seus lábios.

— xiiii... vai que alguém escuta.

— Calliope Torres, está com medo de ser descoberta pelos meus pais? Solta uma gargalhada gostosa.

Arizona! Olha para a entrada da cozinha escutando as vozes dos sogros que conversavam no cômodo a fora.

você que diz que gosta de aventuras, e agora está ai... com medo, que covarde! Dar uma mordida de leve no queixo latino enquanto as mãos da morena a apertava pela cintura trazendo-a mais para perto.

sabia que você está uma tentação com essa blusa? Mira o decote levemente cavado e envesado da blusa da loira.

querida, eu não estou uma tentação, eu sou uma tentação. Fala orgulhosa sabendo do efeito que causava na morena.

— e convencida também. A simplicidade passou longe agora viu.... namorada. Sussurra a beijando com paixão, deixando a loira sem ar e arfante.

um beijo seu e desses essa hora da manhã é covardia comigo. Enfia o rosto no vão do pescoço da latina a cheirando sentindo o deslizar das mãos da mulher em suas costas.

Arizona, minha filha, venha tomar café antes que esfrie e deixe a Callie estudar para a cirurgia dela. Bárbara a chama na entrada da cozinha.

cachorra, está roubando a minha mãe de mim. Afirma batendo em um de seus braços.

Ai! Isso dói sabia? Eu preciso dele para operar mais tarde.

— crianças sem briga essa hora da manhã, está cedo. Observa as duas mulheres que se encaravam com olhares penetrantes.

mãe, a senhora tem que parar de tratar a Callie feito uma princesa. Ela não é uma princesa. Sai dos braços da morena caminhando para fora da cozinha fazendo bico.

— mas é a minha linda nora. Merece todo carinho do mundo. Rebate.

está vendo? Ela me ama. Rá! Comemora batendo palma rindo da cara da loira que levanta o dedo do meio para ela.

ei, para com isso! Isso não são modos de uma mulher adulta. Abaixa a mão da filha e a puxa para a sala de jantar deixando a morena sozinha sorrindo da implicância da sua mulher.

 

Enquanto desligava o notebook em cima do balcão da cozinha, escutava as vozes e risadas da sua filha, da sua namorada e mulher e dos seus sogros. Estava feliz, estava em família, estava novamente junto com aquela linda família.

 

A latina encontrava-se com um sentimento de querer casar novamente com Arizona, aliás ‘’recasar’’ sorrir imaginando a loucura que seria, um dia. Só de pensar em ter mais um filho com a loira sente o frio percorrer pelo seu corpo, iriam ter mais um serzinho lindo no meio delas. Por mais que tentasse esconder a empolgação, sabia que Arizona sabia da sua grande vontade de ser mãe novamente, é o que ela mais quer e não está nem aí para que os outros dizem ou irão dizer, vão realiza-los na hora certa.

  A cada dia aprendia um jeito novo de amar, a cada dia descobria uma coisa nova para amar em Arizona. Já não sabia mais como seria sua vida sem ela, não novamente. Não conseguia imaginar um dia que mesmo não estando por perto, ela deixe de arrancar um sorriso de seus lábios. Aquela birrenta é um pedaço do seu coração, e não irá tirá-la dele nunca, por pior que seja a fase, ou por mais triste que seja a decepção, Arizona vai estar sempre nele porque não somos nós quem escolhe o amor, é o amor quem escolhe as pessoas, e esse mesmo amor escolheu ela e a sua linda loira de covinhas irresistíveis.

 

Não acredito que minha princesa já vai embora. Daniel se despedia da neta. Estava abraçado a adolescente que enchia suas bochechas de beijos fazendo o ‘’temido Coronel’’ se desmanchar pela menina.

volto logo vovô e vocês também precisam ir nos visitar em Seattle. Agora eu não vou poder vir para cá sempre como era antes quando eu morava em Nova Iorque. Explica-se Sofia.

bons tempos. Comenta sabendo que a neta não passaria tantos finais de semana com ele com sua mulher.

eu ouvi isso. Arizona resmunga para o pai que ajeita sua postura. — bons tempos... sei....

estou falando de tê-la sempre aqui conosco minha filha. Abraça a loira fazendo a morena sorrir da cara de emburrada que Arizona estava. — não de outra coisa, você pode ficar tranquila.

— sua filha é a mulher mais ciumenta que eu conheço Daniel. A latina se despede do sogro em frente a porta de casa. — mas eu sinto falta de vir pra cá com mais frequência e tomar um belo café na cafeteria.

— está sentindo saudades de ser servida pelo Elias, amor? A última palavra sai arrastada e num tom irônico que não passa despercebido nem pela morena, nem pelos outros. — se quiser pode voltar para Nova Iorque, eu não ligo. Levanta o queixo querendo intimidar a latina.

se nós não estivéssemos aqui na frente de todo mundo... murmura para si mesma fazendo dona Bárbara ao seu lado gargalhar.

meninas vocês me divertem com essa implicância toda. Estou começando a sentir pena da minha neta no meio de vocês dia a dia em casa. Comenta puxando a adolescente para seus braços.

para a senhora ver o que eu passo em casa vovó. Elas são loucas. Dar a língua para as mães que reviram os olhos em uníssono.

assim que eu ver que Daniel está melhor para pegar um avião, nós marcamos e iremos visitar vocês. Bárbara avisa assim que o táxi encosta no meio fio da calçada d sua casa.

obrigada por tudo mãe. Já estou com saudades. Arizona abraça a mãe e depois o pai. — se cuidem por favor e nada de estripulia. Pede suplicante.

vão com Deus e quando chegar avisa. Daniel beija a testa da filha e depois faz o mesmo com Callie.

obrigada por sempre me receberem com tanto carinho. A latina agradece aos sogros.

pare com isso minha filha, você sabe que é de casa. Agora vão que o motorista os espera.  

 

Depois que se despedem dos sogros caminham até o táxi, não tinham muita bagagem o que facilitou as coisas. O percurso até o aeroporto foi divertido pois o motorista era Mexicano e já trabalhava como taxista em Washington há dez anos, o que fez ele e Callie trocarem muitas figurinhas sobre o país que nasceram e as cidades onde viveram. A latina estava no banco da frente ao lado do senhor simpático enquanto Sofia estava perdida na sua bolha, em seu mundo virtual e Arizona escutava a conversa dos dois adultos rindo da empolgação da namorada ao conversar com o simpático motorista.

 

Pouco tempo depois chegam ao aeroporto, após fazerem check-in e despachar as malas, vão para a sala vip do aeroporto esperar quase uma hora para o anúncio do voo. Enquanto estavam sentadas ouviam Sofia falar com ansiedade da viagem que faria na quarta feira, não era a primeira vez que a menina iria viajar com as amigas, já que em Nova Iorque na maioria dos feriados ela viajava, mas tinha um quê a mais com as amizades de Seattle, pareciam que os adolescentes eram mais pra frente, talvez mais independentes e aquilo estava assustando a latina, ainda mais que iriam para Los Angeles, grande cidade com praia e muitos lugares que adolescentes adoram se divertir. Sabia que iria com os pais de uma das amigas da filha, mas não podia deixar de se preocupar, era mãe, e era difícil ver seu bebê crescer tão rápido e começar a ser independente andando com as próprias pernas.

 

com quem você tanto conversa? A morena pergunta para a namorada que não para de mandar mensagens em seu celular.

Karev. Sorrir olhando para ela. — acredita que agora virei consultora de papai de primeira viagem? Faz uma cara indignada.

manda ele deixar a Jô relaxar, ela vai acabar esganando ele por ser tão chato.

— eu disse pra ele que não era médica da Jô e muito menos obstetra. Gargalha após receber outra mensagem do amigo. — ele não para de me xingar.

— o que ele está dizendo? Pergunta curiosa tentando olhar o visor do aplicativo de mensagem.

— que quando eu quero eu sou muitas coisas: cirurgiã geral, cirurgiã pediátrica e fetal. Então agora ele ficará no meu pé, pois não quer que nada ocorra com o mine Karev.

— mas ele nem sabe se é menino. Resmunga. — tomara que venha uma menina pra ele apagar a língua assim como Mark e Shepherd estão apagando e vão apagar. Rir balançando os ombros.

pare com isso! Ele está nervoso... é pai de primeira viagem Calliope.

— por que você sempre defende ele? Encara os olhos azuis brilhantes.

ele é minha alma gêmea, meu marido-trabalho. Somos um só... explica e a morena faz uma careta imaginando coisas nenhum pouco interessantes.

— assim como Jô é minha alma gêmea. Pensa alto. — Não é estranho? Dois casais... imagina nós quatro e... sente um tapa estalar em seu braço.

— que nojo! Escuta a voz de Arizona ao seu lado um pouco histérica. — que nojo meu Deus, você às vezes é a versão feminina do Mark.

— o que eu falei mesmo? Até ela estava assustada pelo que tinha pensado.

— eu não quero nem lembrar. Balança a cabeça negativamente. — apesar de saber que você já transou com o Alex, mas isso... negativo.

 

Depois de um pouco mais de quatro horas de voo enfim chegam em Seattle. Logo após pegarem suas bagagens, mães e filha se encaminham para fora do aeroporto a procura de um táxi. Assim que chegam em casa Arizona e Sofia se jogam no sofá enquanto a morena sobe as escadas pesadamente indo para a grande suíte. Amava aquele quarto que agora não tinha só o cheiro de Arizona, agora tinha o cheiro delas duas misturado. O ambiente era bastante espaçoso e aquela cama era mais que convidativa, o que mais gostava no quarto era a cama não só por ser grande, mas também por ser tão macia. Os músculos reclamam enquanto ela tira as roupas e joga em cima da cama. Caminha até o enorme guarda roupa empurrando a porta de correr para o lado pegando uma calça jeans escura e uma blusa de botão. Era incrível como o clima entre duas cidades de um mesmo país poderia ser tão diferente. Sentindo a preguiça bater, a morena se dirige para o banheiro e enquanto tomava seu banho quentinho escuta a voz da namorada reclamando sobre alguma coisa que não fazia sentido para ela, já que o barulho da água caindo sobre o piso não dava para lhe ouvir com clareza.
 

Callie, qual a dificuldade de colocar a roupa suja dentro do cesto de roupa suja? Mostra a roupa para a mulher colocando dentro do pequeno baú.

— eu ia colocar... você que não me deu tempo. explica olhando a cara de brava da loira. 

— ia? eu te conheço... ia deixar lá junto com a toalha molhada em cima da cama.

— amor agora não tá? Depois você briga comigo. Fecha os olhos suspirando.

— o que foi? Não está se sentindo bem? Começa a tirar a própria roupa ficando apenas de calcinha encarando a morena com um olhar preocupado.

sentindo um pouquinho de dor de cabeça. Eu ficarei acordava a madrugada toda, e só de pensar nisso... suspira.

por que você não tira um cochilo antes de ir? Quarenta minutos... eu te acordo. Fala encostada na pia do banheiro.

não vai dar tempo. Eu vou acabar me atrasando e ainda tenho que comer antes de ir para o hospital.

— claro que dar. Acaba de tomar banho e vai deitar que eu vou preparar alguma coisa para você comer. Desiste primeiramente de tomar banho pegando seu roupão que estava pendurado saindo do banheiro.

eu já disse que te amo hoje? Fala alto para a mulher poder lhe ouvir.

não, mas daqui a pouco eu cobro. Escuta o grito da loira.

 

Depois que toma seu banho, a latina faz o que Arizona tinha falado. Coloca apenas um conjunto de lingerie e deixa a roupa que usaria mais tarde separada na poltrona do quarto. Deita por baixo da colcha macia e apaga as luzes do quarto, não demorou muito para dormir já que estava com um pouco de dor de cabeça e o cansaço acabou falando mais alto.

 

amor, acorda! Sente uma das mãos de Arizona acariciar seu braço. — Callie? Está na hora de levantar.

— huuum... geme em desgosta. — eu acabei de fechar os olhos. Resmunga.

— na verdade não. Já se passaram quarenta e três minutos que você deu uma leve dormida.

— eu estou muito cansada. Esfrega os olhos sentando na cama e logo Arizona oferece a ela uma bandeja com carne, legumes, purê de batata e suco de laranja. — você é a melhor mulher do mundo. Oferece os lábios para um leve selinho.

eu gosto de cuidar do que é meu. Come um pedaço de cenoura do prato da mulher. — agora come tudinho para não passar fome no trabalho.

— e eu amo quando você me paparica. Começa a fazer a refeição sobre os olhares atentos de Arizona. — o que foi?

— nada. Sorrir tímida. — é que você é tão linda.

— não fala isso pra mim quando eu não tenho tempo pra essas coisas... ergue uma das sobrancelhas para a loira.

sem conotação sexual, Calliope. Só estou lhe admirando.

— já eu meu amor, transaria com você agora se tivesse tempo. Solta uma piscadela fazendo a mulher sorrir.

você é linda e safada, sabia? Faz um bico tão lindo que a morena se perde por segundos olhando para a boca da loira. — nem parece aquela Callie Torres que estava com medo de ser pega pelos sogros enquanto transava com a filha deles.

— nem me fala nisso. Deus me livre! Come um pedaço de carne encarando a mulher.

— para de encarar minha boca e trate de comer tudo.

— se eu tivesse pelos menos tempo para a sobremesa. Reclama. — saco. Revira os olhos.

você é tão besta Calliope. Senta encostando as costas na cabeceira da cama. — Mark vai vir buscar a Sofia. Avisa. — Hannah já ligou duas vezes para ter certeza que a irmã dormirá com ela hoje.

— essa menina está um grude com a Sofia. Comenta. — te contei que ela me fez pintar as unhas dela já que Sofia tinha viajado e prometido que pintaria as unhas dela?

— nossa afilhada é tão perua. Lembra da mini cópia de Lexie. — ela é tão diferente da Sofia nessa idade.

— nossa filha sempre foi mais moleca, e Hannah já fala sobre maquiagem deixando o Mark com mais cabelos brancos.

— Sloan vai passar mais mal com ela que passa com Sofia.

— não acredito que ela vai passar cinco dias longe da gente. Sente o coração apertar.

vai passar rápido amor, deixe a menina se divertir.

— por que você é sempre tão tranquila? Não fica nenhum pouco preocupada?

— já tivemos essa idade, e eu também gostava de sair e viajar com meus amigos. Não vejo problemas Callie. Explica. — sobre a preocupação, claro que sinto mas vai ter responsável na casa, conversamos com a mãe da Amanda e eu confio na minha filha.

— eu sei... mas ela está crescendo tão rápido. Por que meu bebê está crescendo Arizona?

— já já nós temos mais um e aí você desencana. Brinca e a morena engasga com o suco quase colocando tudo para fora.

— porra, não me pega desprevenida. Tossia tentando controlar a respiração.

tudo bem... não falo mais nada. Dar de ombros.

— você sabe que eu quero muito né? Pergunta vendo o balançar de cabelo da mulher. — você sabe também que a Addie é minha médica e que eu fiz tratamento por muitos anos?

— Sofia me falou quando ela pensou que ia ganhar um irmão já que você tinha começado o tratamento.

— mas ai a outra deu para trás, mas eu continuei todo procedimento para que pudesse um dia voltar a engravidar. Explica. — e agora com a idade avançada... as coisas complicam e eu não sei se você vai querer engravidar, então...

— amor... tampa a boca da mulher com dois dedos. — na hora certa a gente ver isso, sim? Quando falarmos: vai ser agora! Então aí a gente procura ajuda. Não vamos colocar a carroça na frente dos bois.

desculpa, é que eu pensei que se adiantássemos e procurássemos ajuda de especialistas seria melhor para quando decidirmos.

— amor vai dar certo, na hora certa nós vamos ter outro bebê. Sorrir beijando a bochecha latina. — agora vai se arrumar mocinha. Se não Owen já te liga para lhe apressar.

— às vezes eu odeio esse trabalho. Bufa levantando da cama indo para o banheiro escovar os dentes.

— que mentira. Murmura. — é só chegar lá e ver vários ossos só falta ter um orgasmo.

— se eu estiver estressada, é quase isso mesmo. Faz todo o processo de higiene no banheiro e depois caminha pelo quarto sentindo o olhar de Arizona sobre ela enquanto se vestia. — para de ficar me encarando o tempo todo.

— se eu fizesse isso com outra mulher, aposto que você não iria gostar. Diz fazendo a morena lhe lançar um olhar ameaçador. — nem ouse...

— ué? Minha mulher está reclamando que eu não paro de admirá-la, então só me resta olhar para outra. Sabia que aquilo mexia com a latina.

— está tentando me estressar?

— estou conseguindo amor? Abre um sorriso travesso soltando um beijo no ar para a morena. — você já vai sair? Eu vou entrar no banho agora antes que Mark venha buscar Sofia.

— sim, já estou indo. Caminha em direção à loira lhe dando vários selinhos seguidos de mordidinhas no lábio inferior. — eu amo você.

— eu amo mais... sussurra sorrindo entre os lábios latinos. — bom plantão e se comporte. Mira o olhar para a morena.

— eu sempre me comporto. Por que isso agora? Questiona.
 

 as enfermeiras da madrugada são saidinhas demais pro meu gosto.
 

 eu sei... sorrir pegando sua bolsa. — a propósito, tem uma que me acha linda. Caminha apressadamente para fora do quarto escutando a mulher falar alto’quem é essa Calliope?’’

 

Antes de sair de casa passa no quarto da filha que ajeitava suas coisas para dormir na casa do pai, se despede da filha com muitos beijos fazendo a filha reclamar que estava ficando sufocada com tanto abraço. Assim que adentra o veículo escuta o celular apitar, sinal que estavam enviando uma mensagem para ela. Antes de ligar o carro, confere quem poderia ser e um sorriso brota em seus lábios.

 

‘’Calliope, se eu souber que você está de amizade com uma dessas enfermeiras plantonistas, eu juro para você Calliope, eu te deixo um mês sem sexo. Um mês não que é muito e nem eu vou aguentar, mas duas semanas com certeza. Então meu amor, você trate de se comportar porque se eu souber dessas mulheres e meninas atrás de você, eu juro... nada de masturbação e nada de brigadeiro. Tchau! Ps: ‘’continuo te amando.’’

 

— Ah mulher, você ainda me mata de tanto amor. Murmura para si mesma ligando o carro e saindo da garagem, indo para mais um plantão que tinha certeza que seria puxado.



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