História I Surrender - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Cersei Lannister, Jaime Lannister, Margaery Tyrell, Personagens Originais, Tyrion Lannister
Visualizações 19
Palavras 4.959
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi amores, essa é mais uma one sobre o meu segundo personagem favorito da série e terceiro dos livros kkkkk
Jaime, quase perdi este capítulo por problemas técnicos, mas aqui está ele!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction I Surrender - Capítulo 1 - Capítulo Único

É perigoso se apaixonar
Mas quero queimar com você esta noite
Me machuque
Há dois de nós
Temos a certeza do desejo
O prazer que há na dor e no fogo
Me queime

(Fire meet Gasoline – Sai)

 

Ele ouviu dizer que ela estava ali, ele não poderia perder a oportunidade de provocar sua prima, esse era o seu passatempo preferido a forma como ela tentava parecer indiferente a ele deixava tudo mais interessante, soube que veio procurar seu irmão mais novo. Bom ele queria saber o que seria tão importante a ponto de fazer Selene Lannister vir a empresa da família.

Ao chegar à sala do irmão, Jaime abriu a porta sem ser anunciado e riu ao ver a situação de sua prima que tentava convencer Tyrion de alguma coisa. Ela estava de joelhos sobre a cadeira com o corpo debruçado sobre a mesa com as mãos no colarinho de Tyrion, seu belo traseiro, diga-se de passagem, empinado em direção a porta, Jaime parou silencioso inclinou a cabeça para o lado e sorriu malicioso.

―Por favor, primo diga sim eu preciso de você! – falou e ele podia jurar que ela fez um biquinho na tentativa de comover Tyrion. – É apenas um fim de semana, vai ser divertido eu juro, preciso de um acompanhante, para me sentir segura.

―Não posso tenho trabalho neste final de semana, relatórios e mais relatórios, cortesia do seu tio Tywn Lannister.

―Ele não é meu tio. – falou aborrecida ajeitando os cabelos em tons escuros herdado de sua mãe bravosi.

―Ele é irmão do seu pai, então ele é seu tio. – Rebateu o homem. – Escute porque você não convida seu irmão, aposto que o Lancel iria gostar. – Falou sorrindo fazendo a mulher deitar a cabeça sobre sua mesa, empinando mais o traseiro para a alegria de Jaime.

―Está de brincadeira comigo? – Falou a voz abafada por está com o rosto coberto pelos papeis que havia sobre a mesa. – O Lancel e eu não gostamos um do outro, eu sou a filha que seu pai teve fora do casamento, mesmo que eu tenha nascido antes do Kevan ter se casado com a mãe dele. – Rebate. – Essa viagem é importante, eu posso pleitear o cargo de diretora executiva agora que o senhor Mace Tyrell se aposentou e tem mais. – Ela preparou o discurso quando sentiu um forte tapa em sua bunda. – AI! – gritou surpresa.

―Como vai prima. – Jaime estava parado bem atrás dela. – Adorei essas calças que está usando. – Sorriu cínico.

―Porque fez isso idiota? – Ela estava vermelha de raiva.

―Vi a oportunidade e aproveitei. – Ele abriu o paletó e se sentou no sofá que ficava ao lado em sua postura arrogante como sempre. – Qual é o seu problema? – Selene bufou o ignorando.

―A confraternização das indústrias Tyrell acontece neste fim de semana e nossa querida prima quer aproveitar que o novo vice-presidente estará por lá para conseguir o cargo de diretora executiva, já que agora o Willas é o novo presidente.

―E seu irmão não quer me acompanhar! – falou cruzando os braços a frente do corpo.

―E o seu namorado? Como é mesmo o nome do palerma? – Jaime se dirigiu para Tyrion.

―Acho que era Theon Greyjoy. – Tyrion respondeu entrando na provocação de Jaime.

―Isso mesmo, onde ele foi parar? – Ela passou a língua pelos lábios tentando não explodir e Jaime gostou disso. – Você o transformou em sapo não foi? Tadinho eu disse que dá um nome de uma bruxa a uma criança acarretaria em problemas futuros. – Selene explodiu após a piada com seu nome.

―Em primeiro lugar ele não é um palerma, segundo eu e ele terminamos por questões de distância, terceiro não devo explicações da minha vida a você Jaime e quarto... bom não tem quarto isso é suficiente. – Ela pega sua bolsa que descansava sobre a segunda cadeira a seu lado. – Vou convidar a Myrcella talvez tenhamos um fim de semana de garotas, e você Tyrion está perdendo um grande fim de semana em um belo resort em Highgarden. – Saiu batendo os saltos porta a fora, Jaime se levanta se preparando para segui-la.

―A deixe em paz irmão, você está brincando com fogo. – Tyrion alertou e Jaime apenas o dispensou com um gesto de mão e seguiu pelos corredores a fim de alcançar Selene.

―Hey, parada ai você. – Ele consegue alcança-la escorando a garota na parede do corredor vazio.

―O que quer Jaime?

―Eu posso acompanhar você neste fim de semana. – Falou tentando parecer inocente, Selene estreitando os olhos desconfiada. – É para isso que serve a família não é? – colocou seu melhor sorriso.

―Não obrigada, eu prefiro ir sozinha. – Ela tentou afasta-lo, mas ele não moveu um centímetro. – Não faça isso Jaime. – Pediu.

―Não fazer o que? – Perguntou aproximando ainda mais seu rosto ao dela. – Tem medo de mim Selene, eu não vou fazer nenhum mal a você nesta viagem, vou me comportar eu juro.

―Eu não tenho medo de você Jaime, eu tenho medo do que está vindo ali. – Ele ficou confuso até ouvir a voz de Cersei.

―Selene? Jaime? – Ele fechou os olhos e amaldiçoou a irmã por aparecer justo agora, tomando uma postura séria Jaime virou para olhar a irmã.

―Olá Cersei, como tem andado? – Selene perguntou por mera educação, ela não gostava de Cersei e a recíproca era verdadeira.

―Estou surpresa com a sua presença aqui. – falou olhando de Jaime para a prima. – Veio ver seu pai?

―Não, na verdade eu vim falar com o Tyrion. – Respondeu. – Queria que ele me acompanhasse em uma viagem de fim de semana.

―Oh! Que interessante e aonde vocês vão? – Estava curiosa.

―Highgarden, mas infelizmente ele não pode me acompanhar. – Selene falou desapontada. – Então eu pensei em chamar a...

―A mim. – Jaime falou atropelando a prima.

―O que? – Cersei e Selene gritou ao mesmo tempo.

―Ela me perguntou se poderia acompanha-la e eu aceitei, não é bem uma viagem de férias, ela pode conseguir uma bela promoção não é mesmo? – Selene tentava falar, mas parecia que seu cérebro havia derretido. – Eu estou indo mais como um conselheiro.

―Sério? – Cersei falou desdenhosa. – Sei, mas...

―Bom irmã eu tenho que acertar os detalhes da viagem com nossa prima, nos vemos depois. – Disse arrastando Selene pelo corredor que continuava com a expressão de choque, ao chegar à sala de Jaime a garota começou a voltar a si.

―Porque fez aquilo? – Jaime sorria a deixando raiva. – Não ria eu te fiz uma pergunta.

―Você tinha que ver a sua cara, parecia que estava tendo um AVC. – Ele continuou com aquele sorriso que ele sabia que ela odiava.

―Você não vai comigo Jaime. – Voltou a negar taxativa, quando Jaime começou a caminhar em sua direção, fazendo Selene recuar a cada passo seu. – Falei para não fazer isso.

―Você ainda não me disse o que eu não posso fazer. – Ele encurralou Selene na parede de seu escritório. – O que eu não posso fazer? – Falou passando a ponta do nariz pela bochecha vermelha da prima, quando tenta prender seus lábios ela o empurra.

―Exatamente isso. – A voz estava ofegante e Jaime sabia que mexia com ela do mesmo jeito que ela mexia com ele. – Não faça essas coisas de... essas coisas que acabou de fazer. – Ela se enrolou com as palavras.

―Quando partimos para Highgarden? – Ela solta um suspiro derrotado.

―Na sexta e não se atrase Lannister! – Falou bruscamente.

―Não use meu sobrenome como se fosse uma ofensa, ele também é seu. – Fez graça, sabia que ela não aceitava bem o parentesco por parte de seu pai.

―Infelizmente há coisas que fogem a nosso controle. – Falou saindo, sem deixar margem para Jaime rebater qualquer coisa que seja.

 

―Jaime isso é uma suíte. – Selene batia o pé nervosamente ao ver que o primo trocou seu quarto por uma suíte. – Essa nem é a mesma ala onde os outros funcionários vão ficar. – Ele parecia não se importar com a queixa da garota. – Eu estou começando a me arrepender de ter deixado você vir comigo! – Sibilou furiosa.

―Selene, essa é a ala onde Randyll Tarly vai ficar, pensei que a ideia de comparecer a essa confraternização é poder se aproximar do vice-presidente. – Ela solta um suspiro cansado. – Vamos conhecer a nossa suíte pelo que me descreveram é maravilhosa. – Quando eles se encaminhavam para o elevador Jaime indo mais a frente para cuidar da bagagem, ela ficando para trás dando de cara com Margaery e seu noivo Robb Stark.

―Selene que maravilha, pensei que você não viria esse ano. – Selene abraça a amiga e colega de trabalho.

―Bom sabe que não podia deixar a oportunidade passar, como vai Robb? – Cumprimentou o noivo da amiga.

―Tudo indo bem. – Ele respondeu sorridente.

―Sabe que eu poderia falar com Willas e você seria a diretora executiva amanhã.  – Margaery afirmou.

―Não! Se eu conseguir o cargo quero que seja por que eu o mereci. – Falou orgulhosa.

―Tudo bem. – A morena assentiu. – Veio sozinha? – Ela iria responder quando Jaime surge do nada e envolve um braço em sua cintura.

―Vamos tudo pronto. – Ele olhou para o casal ao lado dela e sorriu. – Olá, bom vê-los novamente – Margaery sorrir maliciosa para Selene.

―Não, Marg, não. – Ela tentou explicar o que sabia que se passava na cabeça suja de sua amiga.

―Vamos, estou morto, quero comer algo antes de dormir. – Jaime entrelaça sua mão na sua. – Nos vemos amanhã? – Margaery e Robb assente, o sorriso ainda no rosto da Tyrell.

―Por favor, Marg nem ouse pensar... – Ela não terminou a frase, Jaime a puxava pelo salão.

Realmente a suíte era maravilhosa, tinha vista para os jardins de rosas espetaculares, assim como uma lagoa repleta de cisnes. A decoração era em tons de branco, rosa e vermelho tudo de muito bom gosto, era maior que o apartamento em que ela morava, uma pequena sala confortável, uma área para as refeições, em outro cômodo o quarto e aí foi o problema, só havia uma cama.

―Uma cama. – Ela falou para si mesmo. – Eu vou ter que dormir na mesma cama que você? – Jaime não respondeu apenas tinha aquele sorriso, como ela adoraria arrancar aquele sorriso daquele rosto lindo, espera o que? Que rosto lindo o que? Repreendeu seu próprio pensamento.

―São só duas noites, você consegue. – Disse Jaime zombeteiro.

Ela estava a mais de uma hora no banheiro olhando o próprio reflexo no espelho, eles haviam jantado e como sempre seu primo sendo um pé na sua bunda, ela estava realmente tentada em mata-lo durante o sono, desistindo de seu plano de morte, ele não valia o esforço, Selene sai do banheiro e ver Jaime deitado parecia que já estava dormindo. Agradeceu mentalmente tomando o seu lugar na enorme cama, outra coisa pela qual agradeceu, deitando-se o mais longe possível do primo.

Era madrugada e Selene se assustou com o vento que abrira a janela, então percebeu que de alguma forma Jaime havia se aproximado, ele estava com o braço preso em sua cintura, o corpo completamente colado ao dela, miserável estava dormindo de conchinha com ela. Em uma tentativa de sair do aperto do homem, Selene tenta se mover para longe, porém Jaime aumenta a pressão de seus braços em volta dela que bufa irritada, ela tenta empurra-lo para trás com seus quadris e ele solta um gemido, pressionando os lábios em sua nuca, ela tenta mais uma vez e nota que ele estava excitado? Que cretino! Pensou com raiva, tentou mais uma vez empurra-lo com os quadris e de repente.

―É melhor parar de fazer o que está fazendo querida, as coisas estão ficando difíceis aqui. – A voz rouca ao seu ouvido lhe causou um arrepio e por um segundo ela parou até mesmo de respirar.

―Pre-preciso de espaço. – Gaguejou e se xingou mentalmente por isso. – Você está... – Ela parou de falar ao sentir que a mão de Jaime vagava agora pela curva se seu quadril indo até sua coxa, depois fazendo o caminho de volta levantando seu pijama no processo. – Jaime? – Tentou chamar a atenção dele.

―Hum? – Ele passou a beijar-lhe o pescoço, os pelos da região se arrepiando. – Você precisa de que? – Perguntou puxando ainda mais o corpo dela para perto dele como se fosse possível.

―Pare com isso, por favor. – Jaime envolveu um dos seios com sua enorme mão, a fazendo arfar ele era um bastardo filho de uma mãe. – Jaime.

Ele se colocou sobre o corpo quente capturando seus lábios em um beijo lascivo, sua língua abrindo espaço entre seus lábios, ela não estava resistindo, por mais que seu cérebro gritasse para que ela fugisse.

―Você deseja isso tanto quanto eu. – Jaime desce as alças de seu pijama revelando os seios sedentos pelo seu toque. – Você não sabe o quanto eu desejei estar assim com você – Sua boca deixou uma trilha de fogo descendo até seus seios e tomando um com a boca, ele tinha fome e ela estava rendida, deuses ela estava completamente rendida. – Gosta disso? – Sua voz era calma e firme a deixando cada vez mais em chamas.

―Bastardo! – Conseguiu dizer o fazendo rir contra sua pele. – Eu te odeio! – Falou cravando as unhas nas costas de Jaime que solta um som abafado, ela envolve a cintura de Jaime coma as pernas exigindo mais contato com as mãos ela empurra a única peça de roupa que ele vestia.

Jaime se livra da peça se encaixando sem nenhuma cerimônia entre as pernas de Selene voltando a beija-la com ardor e parando quando o ar se faz necessário, Selene leva as mãos ao dorso despido de Jaime, mas ele prende seus braços acima da cabeça impedindo de tocá-lo.

―Diga o que deseja Selene. – Jaime pressiona ainda mais seus braços contra o colchão e empurra seu quadril contra o dela. – Diga

―Acabe com isso Jaime. – Ela disse entre sussurros. – Pelos deuses acabe com isso. – Ele sorri mantendo com uma mão seus braços na mesma posição enquanto a outra desce pelo seu corpo até a pequena peça íntima que ela vestia.

―Bela peça. – disse seguindo o desenho da calcinha que ela usava e sem espera ele a arranca com um puxão, Selene grita em surpresa ao mesmo tempo em que sente ele a penetrar em um movimento forte, ela se contorce tentando liberar          sua mãos. – Ainda não disse o que quer. – Falou próximo ai seu ouvido depois marcando a pele com os dentes, Jaime entrava e saia dela lentamente deixando a beira do seu limite, mas sem deixa-la chegar onde queria, ela estava enlouquecendo.

―Eu quero você seu cretino! – Falou ofegante, Jaime libera seus braços que se agarra a ele com desespero e ele investe cada vez mais forte e ela sente que a cada estocada, os músculos de Jaime se contraiam sob suas mãos e quando ele entra mais fundo ela finalmente sente seu orgasmo chegar em ondas que a enervaram. – Jaime! – Ela deixa escapar seu nome, mole saciada.

―Minha vez. – Ele falou com seus olhos verdes colados aos seus e Selene não entendeu até sentir Jaime a virar de bruços e penetra-la novamente por trás sem nenhum aviso Selene solta outro grito de surpresa quando Jaime ergueu seus quadris a fazendo se apoiar em seus joelhos. Foi tão rápido e inesperado, ele mantinha suas mãos em seus quadris, apertando quase que de forma cruel, para então deixar uma mão passear pelas suas costas até seus cabelos que dançavam ao redor de seu rosto, enfiando a mão entre os fios, segurando forte ele puxa fazendo Selene encostar as costas em seu peito suado, ele ainda dentro dela assumindo um ritmo cada vez mais rápido, cada vez mais forte, ela sente que chegaria ao seu limite novamente, deuses ela estava perdida.

―Desgraçado! – Ela soltou em meio aos gemidos, sentido o sorriso de Jaime contra a pele da sua nuca.

Ele aumenta o ritmo mantendo uma mão nos cabelos de Selene enquanto a outra desce até seu núcleo tocando onde ela mais necessitava, outra onda de prazer toma conta do corpo pequeno da mulher e Jaime a segue dessa vez, os dois caem sobre a cama exaustos com a respiração descompassada.

―Perdemos tempo demais com joguinhos, devíamos ter feito isso há mais tempo. – Disse Jaime tentando normalizar a respiração.

―Isso não vai se repetir. – Ela falou pouco convicta e Jaime ergue a sobrancelha em descredito, droga ele sabia que ela era uma terrível mentirosa, ele tinha que ser tão bom de cama? Seus pensamentos não estavam ajudando.

―Podemos discutir isso depois, teremos um dia longo amanhã. – Ele estende os braços em um convite para ela se deitar junto a ele, Selene faz uma careta, mas termina por aceitar apoiando a cabeça sobre o peito de Jaime recebendo um beijo sobre os cabelos.

―Eu te odeio Jaime Lannister!

―Eu também te amo bruxa. – Selene bufou e acabou por adormecer.

 

A manhã chega, as cortinas abertas permitem que a claridade adentre o cômodo anunciando a chegada do novo dia, Selene se move preguiçosa sobre a cama, sentindo o corpo todo protestar a cada movimento trazendo as lembranças da sua madrugada. Ela é uma fraca, não devia ter se rendido a Jaime, ela estava indo tão bem todos esses anos, se bem que em sua defesa ela nunca esteve na mesma cama que ele, então as coisas ficaram um pouco mais difícil.

Ela se mantinha com os olhos fechados, tinha medo que ao abrissem desse de cara com Jaime, claro que ela teria que encarar a realidade, eles passariam o fim de semana juntos, no mesmo quarto, na mesma cama, que os deuses tenham misericórdia de sua pobre alma. Mas ela podia pelo menos ignorá-lo por enquanto, então decidiu que permaneceria na cama.

―Sei que está acordada bruxa, já passou da hora de levantar. – Droga seus planos haviam ido por água a baixo.

―Eu tenho um nome sabia? – Respondeu ainda deitada com os olhos fechados.

―Um nome de bruxa, eu sei. – gracejou sua voz bem perto, quando ela abre os olhos o rosto de Jaime estava tão perto que ela se assustou. – Hora do café. – Falou segurando uma xícara. Desistindo de tentar ignorá-lo ela se levanta sentando-se a beira da cama, seu corpo voltou a protestar.

Certo da próxima vez eles deveriam ir um pouco mais devagar, ou ela não aguentaria. Seu rosto se contorceu ao notar que havia pensando em uma próxima vez. “Ficou louca Selene, você nunca mais vai deixar ele te tocar”, advertiu a se mesma.

―Vai ficar parada aí até quando? – Ele agia como se nada tivesse acontecido, isso era bom, pelo menos ela não precisaria falar sobre o assunto, mais no fundo ficou um pouco ressentida.

―Claro que não! – Sua voz soou ríspida. – Vou tomar um banho primeiro. – Levantou-se devagar e notou sua calcinha, pelo menos o que restou dela no chão, uma das alças do seu pijama estava arrebentada, ela olhou para Jaime e ele estava sentado à mesa sorrindo por cima da xícara, imbecil! Ela marchou para o banheiro batendo a porta com força.

Protegida dentro do banheiro ela se senta sobre o vaso passa as mãos pela bagunça que estava seus cabelos, com a ação percebeu algo diferente em seu pulso. Pelos deuses não! Ela estava com marcas roxas ao redor do pulso, onde Jaime havia segurado com força, correu para frente do espelho e entrou em pânico, ela estava coberta de marcas, pescoço, ombros, seios, quadris, deuses a parte interna das suas coxas tinham marcas avermelhadas e algumas já roxas.

―Eu não acredito nisso! – Sua voz saiu mais alto do que pretendia e Jaime adentra o banheiro.

―O que aconteceu? – Perguntou assustado.

―Olha pra mim, o que você ver? – Ela estava furiosa, ele percorre os olhos pelo corpo da garota e seus olhos aumentam de tamanho.

―Isso foi...

―Não, claro que não, eu acordei de madrugada fui até um bar qualquer e arrumei uma briga. – Falou irônica. – Você é um bastardo, filho da mãe. – Ela começou a desferir tapas enquanto ele tentava se defender.

―Calma! – Gritou segurando os pulsos de Selene e então notando que haviam marcas de seus dedos ali. – Desculpe, eu não tive a intensão. – falava em um tom carinhoso tentando acalmá-la e parece funcionar por um momento. – Temos que dá um jeito de esconder isso, Randyll Tarly esteve aqui mais cedo, Jaime percebe que ela está preste a explodir.

―O que ele queria?

―Fez um convite para um almoço hoje e eu disse que iriamos juntos. – Selene fecha os olhos tentando não matar seu primo.

―O que eu faço eu não posso aparecer assim! Ele é meu chefe, o que vai pensar?

 

Jaime estava sentado esperando Selene se aprontar, estava quase na hora do almoço com o chefe dela, ele tentou várias vezes ajuda-la com a maquiagem para esconder as marcas, ele foi imprudente, mas só as lembranças da noite que passaram juntos fez um sorriso surgir em seu rosto.

―Estou pronta. – Ela se põe a frente dele, vestia um vestido longo floral com decote em v estava linda, os cabelos longos caindo em cachos ao redor do rosto, que dos Lannisters só havia herdado os olhos. – O que achou?

―Está maravilhosa. – ela revira os olhos para ele. – Fez um belo trabalho. – apontou para seus pulsos.

―Se não fosse por você não precisaria desse trabalho todo. – Falou irritada. – Meu estojo de maquiagem já era. Terei que ficar longe da piscina, cachoeira ou qualquer fonte de água, satisfeito Lannister, eu deveria...

Jaime interrompe o mar de palavras com um beijo repentino que ela correspondeu de imediato enlaçando seu pescoço com os braços, com as mãos em seu rosto ele se afasta, ela ainda de olhos fechados.

―Não fale como se eu fosse o único culpado Selene, tenho marcas de suas unhas bruxa, nas minhas costas como prova. – Ele sente um tapa forte em seu rosto e ela sai porta a fora, ele a seguindo.

O almoço foi o ponto alto do dia, Selene assistiu surpresa ao homem expor uma pasta com todos os seus trabalhos realizados durante todo esse tempo nas indústrias Tyrell, ele e Tyrion haviam avisado ao seu pai e seu tio que ter Selene na Lannister seria um ganho, mas ambos eram terrivelmente orgulhosos, o próprio Tyrion tentou contratá-la e ela se negou a trabalhar com o pai.

―Então diante todo seu talento e eficiência, gostaria de lhe oferecer o cargo de diretora executiva das Indústrias Tyrell. – Randyll falou com seu tom sisudo. – O que me diz senhorita Lannister.

―É senhorita Faridah, eu prefiro o sobrenome de minha mãe se não for um problema. – Randyll olha para Jaime que dá de ombros, Selene nunca gostou de ser chamada de Lannister.  

―Não há problema algum. – assentiu o mais velho.

Depois de acertado os detalhes do novo cargo que Selene passaria a exercer já segunda-feira, eles se reuniram para o almoço na suíte do vice-presidente, falaram sobre amenidades, Jaime só não gostou quando o filho de Randyll, Dickon, que nome idiota, começou a interagir demais com Selene, ele mal ouvia o que falavam para ele, seus olhos sempre na dupla sorridente a sua frente, quando ele decidiu que já havia permanecido ali tempo suficiente, chamou Selene para irem embora, mesmo não gostando da ideia ela não se opôs e eles deixaram a suíte dos Tarlys.

―Não acredito que eu conseguir! – Ela se joga na cama, Jaime encostado à soleira observando a alegria da prima. – E eu achando que teria que abordá-lo na festa logo mais a noite e fazer minha campanha.

―Por acaso o filho do Tarly trabalha na Tyrell também? – Selene ergue o corpo apoiando-se nos cotovelos para olhar para Jaime.

―Não, ele oficial do exército, porque a pergunta? – Quis saber.

―Não gostei dele, achei ele muito atrevido. – Ele não gostou quando ouviu Selene rir.

―Está com ciúmes Jaime? Porque daqui pareceu muito que você está com ciúmes. – Ela mantinha o sorriso.

Jaime abandona sua posição e vai até ela que fica tensa quando ele ajoelha a sua frente, ela sentada sobre a cama.

―E se eu estiver? – Ele coloca suas mãos por baixo do longo vestido subindo até os joelhos delas tentou separar suas pernas, mas ela não permitiu.

―Não. – Ele manteve as mãos no mesmo lugar, enquanto ela trava as pernas impedindo de fazer o que ele queria. – Eu disse que você não tocaria mais em mim. – Ele riu de lado.

―Não me lembro, você disse? – Ele fazia pequenos círculos na parte de trás dos joelhos de Selene, sentido a pele arrepiar, ela queria e ele sabia disso, a questão é como fazer as defesas dela cair.

―Eu disse, em minha mente. – Falou apontando para a própria cabeça. – Foi um pensamento.

―As palavras só são reais se escritas ou faladas. – Beijou os joelhos dela e voltou à tentativa de separa-los obtendo sucesso, então passou a distribuir beijos na parte interna das coxas de Selene, uma depois a outra, beijando as marcas que ele havia deixado nelas.

―Se essa é a questão eu digo agor... – Ela não conseguiu terminar a frase, Jaime tinha a cabeça entre suas pernas, sua língua estava explorando o local pulsante entre elas, Selene se joga sobre a cama novamente as mãos apertando os lençóis, os dentes prendendo seu lábio inferior tentando conter o gemino de prazer que estava em sua garganta.

―Jaime! – Ela chama por ele. – Por favor, eu estou... – ele a ergue pelos braços esmagando os lábios dela bom um beijo, ele queria que ela se provasse em sua língua, as mãos de Selene tateiam até as suas calças arrancando o cinto, abrindo o zíper encontrando seu membro duro e latente, ela acaricia lentamente, Jaime repousa a cabeça nos ombros dela, gemendo diante os estímulos que ela fazia.

―Acho que isso vai contra sua regra de não tocar em você. – Ele sussurra no ouvido dela antes de morder o lóbulo de sua orelha.

―Foda-se. – Com a mão ela guia seu membro até a sua entrada que se encontrava úmida.

Jaime a prende pela cintura ajustando os corpos de ambos a cama, ele entrava e sai dela em um ritmo perfeito, ele era tudo que ele havia desejado por anos em seus sonhos, quando ele sente que ela está próxima intensifica os movimentos até que sentiu Selene estremecer em baixo dele, enterrando as unhas em seus braços, Jaime continua por mais algumas investidas até atingir o seu orgasmo. Ele rola para o lado a levando junto.

―O que estamos fazendo Jaime? – ela perguntou ofegante. – Responda a verdade, sem joguinhos de palavras. – Ele se senta e ela senta-se a sua frente ajeitando o vestido.

―A verdade é que eu sou apaixonado por você. – ele acaricia o rosto dela com as pontas dos dedos. – Eu desejo de verdade você, mas você sempre se mostrou indiferente devido aos problemas com seu pai, acredite eu entendo por conhecimento de causa. – ela rir. – Mas você era sempre gentil, e ainda é, com o Tyrion, mas comigo era distante, eu sei que todos pensam que eu sou igual ao meu pai, na verdade tentei ser por anos, mas percebi que eu deveria ser apenas eu mesmo, Jaime, e sabe que me abriu os olhos? – Ela negou com a cabeça. – Você fez. Fazer parte dessa família nunca importou para você, conseguiu ser uma mulher de sucesso mesmo com tudo contra você.

―Mas você sempre me provocava, alias você ainda faz isso. – Acusou.

―Porque é divertido, é o nosso lance, admita. – Ela riu.

―Essa é nova, Jaime Lannister fala “nosso lance”. – Ele a puxa pela cintura a fazendo sentar-se em seu colo. – O que pensa que vai acontecer entre a gente Jaime? Eu não serei a garota com quem você transa e só.

―E você não é, acredite. Não posso garantir que nossa relação terá um futuro, mas quem pode garantir tal coisa? A única coisa que eu posso garantir é que eu ficaria muito feliz em tentar. – Ele fecha os olhos ao sentir o toque das mãos de Selene em seu rosto.

―E a Cersei? – Jaime trincou o maxilar ao ouvir o nome da irmã. – Não estou julgando, longe de mim, mas eu não quero entrar em uma cama de gato Jaime, não tenho paciência para aturar a sua irmã. – Ela respira fundo e volta a falar. – Você e a Cersei é o fim?

―Chegamos ao fim há anos, eu juro. – Selene ainda se mantem insegura. – O que te incomoda?

―Eu não sei Jaime. – respondeu. – Somos primos, nossos pais podem não enxergar isso com bons olhos.

―Desde quando você se preocupa com Tywn e Kevan Lannister? – Perguntou com desdém.

―Não me preocupo com eles eu só...

―O que? Selene, diga o que te incomoda. – Ela envolve seu pescoço com os braços e ele se deita novamente com ela junto ao seu corpo. – Pode me dizer qualquer coisa.

―Tenho medo de sair machucada dessa história Jaime, me chame de covarde se quiser, mas tenho medo, eu acho que amo você, mas isso pode não ser o suficiente para evitar que meu seja coração partido. – Ele a estreitou em seus braços, ela é sempre tão segura que ele esquece que é apenas uma garota.

―Eu entendo seu medo querida, eu também tenho, mas acho que devemos arriscar. – Tentou persuadi-la. – Aliás, se eu fizer besteira você sempre pode me transformar em um sapo, como fez o palerma Greyjoy. – Selene riu com vontade.

―Te odeio Jaime Lannister, por me tornar incapaz de te odiar. – Gira o corpo ficando por cima dele.

―Isso é um sim? A forma que você usa a palavra ódio me confunde Bruxa. – Ela toma a iniciativa de beijá-lo.

―Porque você não para de falar e volta a fazer o que você faz melhor. – provocou.

―Que seria? – Ele inverte as posições.

―Adivinha. – Ele lhe dá seu sorriso mais cínico e a beija com paixão.

Eles não sairão mais do quarto naquele dia, eles tinham coisas mais importantes a tratar.

 

Eu mal posso respirar
Quando você está aqui me amando
Fogo encontra gasolina
Tive tudo de que precisava
Quando você veio atrás de mim

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                               

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...