História I Swear - Capítulo 40


Escrita por: ~

Postado
Categorias Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Exibições 227
Palavras 1.352
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 40 - Apesar de tudo


Os dois continuavam acordados, apenas de olhos fechados, ignorando um ao outro.

 

 

- Me desculpa... - beijou seu pescoço tirando os cabelos molhados daquela região.

 

- Vamos apenas dormir. - suspirou pesarosa fechando os olhos com força, tentando ignorar sua vontade de virar e abraçar Nero.

 

- Não vou conseguir dormir com você sem falar comigo. - se apoiou na mão, a olhando por cima. Tinha errado, mas ela também não estava de toda certa, brigaram por uma coisa besta, que culminou naquela briga enorme. - O que esta acontecendo Giovanna? - balançou a cabeça, se ela não falasse, não saberia como agir.

 

- Eu também não sei. - se virou encarando os olhos de Nero. Realmente não sabia.

 

- Se você não conversar comigo, e sempre ficar brava sem dar chance para uma explicação...eu, eu realmente não sei como será essa nossa relação. - ele estava certo, e ela via isso.

 

- Quer desistir? Tudo bem. - se sentou na cama, não conseguiria encara-lo.

 

- Não, não é isso. - se sentou acariciando as costas tensa da morena. - Não quero desistir de nada, só quero que converse comigo, quero que me fale o que esta acontecendo. - balançou a cabeça respirando fundo.

 

- Eu, eu, não quero falar sobre isso. - o sentiu se afastar, levantando-se da cama para encara-la serio.

 

- Se não quer falar sobre isso, não pode sair me culpando por tudo, não pode sair achando qualquer coisa para brigar. - inquieto andava de um lado para o outro. - Esquece essa história passada Giovanna, esquece. - se irritou, não tinha como ser ou fazer algo para ela, sem saber o que. - Eu sou seu presente e seu futuro, nada daquilo que passou vai voltar, mas se você continuar assim, pensando em tantas coisas sobre seu passado ruim, nos nunca teremos um futuro juntos, nem mesmo um presente. - tinha que colocar as cartas na mesa, mostrar para ela que aquilo so afetava ainda mais os dois.

 

- Eu não consigo, me desculpa. - a vontade enorme de chorar crescia a cada instante. Muito mais do que demonstrava, muito mais do que realmente era.

 

- Então me conta. - se agachou a sua frente. Por 5 minutos o silêncio foi tudo o que escutaram.

 

- A 10 anos atrás, quando ainda namorava com Murilo, ganhamos uma bolsa de estudos para fazer a residência em um hospital muito bom aqui, em Nova Iorque. - esperou um pouco antes de continuar, não iria chorar, não mais. - Foi a pior coisa que já fiz, estavamos nos dois e mais umas 3 pessoas da faculdade, amigos nossos. - fungou evitando encarar Alexandre que acompanhava tudo. - Eu tinha 25 anos, ainda era nova, e ele também, achavamos o máximo tudo o que estavamos vivendo, ja namoravamos a 6 anos, desde que entrei na faculdade, fazíamos planos e mais planos...ate que. - suspirou olhando para cima, tentando segurar as lágrimas. - Ele me traiu, me traiu com minha amiga de quarto, bem aqui, nessa cidade, debaixo dos meus olhos. - balançou a cabeça sentindo a mão de Nero lhe apertar a coxa passando confiança para continuar.

 

- Ele é um babaca Giovanna. - acariciava sua perna, a encarando como se pudesse sentir sua dor. Uma traição é sim muito pesado, ainda mais para um relacionamento de 6 anos, mas, não era so isso.

 

- Eu fui embora, não deixei que ele explicasse nem nada, comprei a primeira passagem de volta para o Brasil e fui embora. - encarou Nero. - Amora me recebeu, me deixou ficar na casa dela, meus pais sempre foram contra nós dois juntos, brigamos por ele, e ate hoje, não nos falamos, me arrependo tanto disso. - viu Nero afirmar.

 

- Você era jovem, apaixonada, ainda tem tempo de reparar isso. - afirmou se sentando ao seu lado, a abraçando.

 

- Eu não sei... - o encarou nervosa. - Não deu nem um dia que eu tinha chegado aqui, e, tive um...tive um sangramento. - engoliu em seco, vendo Nero arregalar os olhos. - Eu, eu estava grávida, de um mês, e por causa do avião e do estresse que passei, eu perdi o bebê. - ele não sabia o que dizer, apenas a abraçou, o mais forte que conseguiu.

 

- Eu sinto muito. - beijou sua testa a abraçando. Não fazia ideia de como era a dor, de tudo o que ela passou naqueles meses que se seguiram. - Seus pais te culpam por isso? - a encarou.

 

- Nunca falaram com todas as letras, mas eu sei que sim. - passou a mão pelo rosto. - Nunca mais falaram comigo. - não chorava, apenas sentia parte da dor que sempre estaria lá.

 

- Por isso escolheu seguir com neonatal? - a viu afirmar com a cabeça. - Mas, você...você ainda pode... - se encararam tensos.

 

- Sim eu posso. - o abraçou. - Eu posso ter filhos. - suspiraram. Eram tantas coisas, tantos sentimentos. Ela sofreu tanto, não tirava sua razão de nada, não mais.

 

- Eu estou aqui Giovanna. - a sentou em seu colo, pertos, juntos. - Nada disso vai acontecer outra vez, eu te juro. - beijou sua bochecha a encarando.

 

- Não, não faça isso. - suspirou. - Eu confio em você, e me desculpa, por não contar, é que, é que doi tanto. - pressionou os lábios, tensa.

 

- Me desculpa, mesmo, eu não fazia ideia de que... - travou. Ela carregava um peso muito maior do que imaginava, era imensamente incrível o quão bem ela vivia, o quão bem ela sabia lidar com aquela fase escura e tão dolorida para ela.

 

- É... - se levantou da cama. - Eu nunca contei a ninguém, nem mesmo Murilo sabe disso. - é realmente, aquele cara era completamente diferente do que imaginava. - Quando falei para meus pais eles queriam quase matar o Murilo, e Amora também por tão ter falado para eles antes. - suspirou o encarando. - Entende agora? O por que de não gostar de falar sobre isso? - se virou caminhando para o banheiro, jogar uma água no rosto, para ver se levava junto todos aqueles sentimentos. - Sei que faz muito tempo, e eu era nova, mas, perder um filho, perder o cara que você achava ser o homem da sua vida... - negou com a cabeça. - É insuportável, a dor que te trás. - entrou ali, tomando o tempo que precisava para voltar lá e encarar Nero.

 

- Eu realmente sinto muito. - acariciou levemente sua cintura, beijando suas costas curvadas enquanto molhava o rosto. - Eu nunca irei te fazer passar por isso, eu realmente sinto muito por tudo o que passou com aquele cretino. - a virou de frente, tocando seu rosto molhado. - Eu juro Giovanna. - segurou seu rosto, se encaravam esquecendo tudo ao redor. - Eu gosto muito de você, e juro que irei te fazer ter as melhores lembranças do mundo, os melhores sorrisos, as mais altas gargalhadas, quero que seja imensamente feliz ao meu lado, que tenha tudo o que sempre sonhou. - a abraçou, como se levasse todas as dores e mágoas embora.

 

- Eu já sou, muito feliz, apesar de tudo. - sorriu suspirando o abraçando ainfa mais forte.

 

- Paremos com as brigas ok, com as discussões, vamos tentar, eu darei o meu melhor. - afirmou voltando a encara-la.

 

- Obrigada. - o beijo foi mais suave do que imaginavam, mais doce e calmo do que esperavam depois de todas aquelas "confissões". Se deixaram levar por toda a energia que voltava a sua calma.

 

 

Enfim, se recolheram em paz, a morena dormiu agarrada ao peito de Nero, que a todo instante acariciava seus cabelos fazendo cafuné. A primeira e mais verdadeira entrega dos dois. Estavam ali juntos, se sentiam da mesma forma em relação ao outro, ele tentaria dar o melhor para ela. E foi o que fez, assim que o dia amanheceu acordou ao lado da morena serena dormindo agarrada a seu corpo. Planejava o melhor dia para os dois naquela cidade.



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