História I Swear - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Drama, Originais, Shoujo
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Palavras 1.554
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá a todos! Como estão? Estão bem? Bom, aqui está o primeiro capítulo que eu tanto prometi para vocês (Minhas amigas), tanto fiz suspense e tanto enrolei. Estava quase desistindo de postar hoje por causa da imagem de capa do capítulo, mas eu resolvi que vou postar hoje mesmo e resolver isso amanhã.

Espero que gostem e aproveitem a leitura.

Capítulo 1 - Prologue - The Beginning


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"Mesmo que pareça o fim, a nossa historia está apenas começando. Ainda há um imenso oceano a ser desbravado." 

—Autor Desconhecido

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Narrador PoV 

  Num dia de frio do inverno de 2007, num dia dos pais numa escola de ensino fundamental, essa escola havia convidado os pais ou mães para irem lá ver uma apresentação dos alunos. 

  Havias tantos pais e filhos, mas também havia mães e seus filhos. Mães viúvas, solteiras, recém divorciadas, mães que cuidavam de seus filhos sozinhas. Umas das crianças com mães se destacava, Hope, que na época era novata na escola, uma ruiva de olhos âmbar que estava bem nervosa para se apresentar para sua mãe. Os alunos do 2 ano do ensino fundamental iriam fazer um coral. A música você pergunta, era "Avião sem asa", mas isso é um detalhe a parte. 

  Hope estava muito nervosa com isso, ela não queria desapontar sua mãe e também estava se sentindo estranha com 90% das crianças estarem com seus pais ao invés de suas mães. Vieram tantos pensamentos negativos e por causa disso que a ruiva decidiu sair e respirar um ar nos corredores da escola. Andando para lá e para cá, Hope ouviu uma criança chorando, então, como era muito curiosa, ela decidiu dar uma olhada para ver o que era e então viu um garoto escondido numa das salas chorando. Sem pensar duas vezes ela foi até esse garoto. 

  — Está tudo bem? Aconteceu algo? — Perguntou para o garoto. 

  — Eu estou bem, não é nada! 

  — Não está tudo bem, você está chorando, e muito. Se por acaso você estivesse bem não estaria chorando, ninguém chora à toa. — Falou ela, se abaixando e se aproximando para onde ele estava escondido. — Pode me contar o porquê, eu não vou fazer brincadeiras. 

  — Como e-eu posso acreditar em você se nem ao menos t-te conheço? — Indagou o moreno ainda soluçando por causa do seu choro.

  — Se eu não fosse confiável eu teria rido da sua cara por você ser um menino e estar chorando e falaria para as outras pessoas assistir seus prantos. — Ele ficou surpreso com o que a garota ao seu lado acabara de falar. — E outra, não vou sair daqui enquanto você não me falar o motivo disso tudo. 

  O garoto que já tinha se surpreendido com o vocabulário de uma garota tão nova e da sua atitude. Dado por vencido, levantou sua cabeça para falar cara a cara o que tinha acontecido. 

  — É porque meu pai morreu no início do ano e agora que eu queria que ele estivesse aqui ele não está. — Seus olhos voltaram a lacrimejar e a despejar várias lágrimas. — Eu queria tanto que ele estivesse aqui... E eu também sinto que as pessoas vão rir se ver que minha mãe está aqui no lugar do meu pai. 

  — Ah, eu te entendo. — Falou secando as lágrimas dele com sua mão. — Eu também não tenho pai e é minha mãe que está aqui no lugar dele. 

  — Seu pai também morreu? — Perguntou se segurando para não voltar a soluçar.

  — Não. — Suspirou, ela não gostava de falar isso, mas como ele tinha se aberto com ela, ela também iria se abrir. — Na verdade eu não sei, nunca cheguei a conhecer meu pai. Ele sempre promete que vai me ver e até foi convidado para meus aniversários, mas nunca apareceu. Mas está tudo bem, minha mãe cuida muito bem de mim. — Hope então pegou o rosto do garoto, virou para perto do seu, o encarando. — Vai tudo melhorar, uma hora esse sentimento passa e assim as coisas melhoraram, pelo menos é o que minha mãe diz. Seus olhos são muito bonitos para se desgastar chorando. 

  — Obrigado, menina que eu não sei o nome. - Riu um pouco. — Obrigado por ter me escutado um pouco. Aliás, qual seu nome? 

  — Hope, Hope Sullivan. 

  — O que? Nome diferente. É daqui mesmo? 

  — Não. "Hope" é inglês e "Sullivan" é da Alemanha. E o seu? 

  — Alex, Alex Dupont Alencar. — Falou coçando levemente atrás de sua cabeça. — Bom, acho melhor eu voltar para o auditório, daqui a pouco eu tenho que me apresentar com o pessoal. Tchau. — Falou acenando e saindo da sala.

  — Espera um pouco, eu também tenho que ir, daqui a pouco tenho que me apresentar. — Disse alto, desesperadamente e correndo um pouco. 

  — Você também é do 2° ano? Pensei que fosse uma convidada. Você parece ser mais nova. — Disse o maior. 

  — E eu sou nova, tenho 5 anos. Fiz aniversário em março. - Disse sorrindo. Ela parecia estar um pouco melhor depois de fazê-lo parar de chorar. 

  — SÉRIO?! Eu também faço aniversário em março! - Disse Alex surpreso. Nunca imaginou que iria conhecer tão rápido alguém que fazia aniversário no mesmo mês que o mesmo.

  Eles acabaram se distraindo com toda a conversa que nem perceberam que estavam atrasados, até uma professora vê-los nos corredores e os chamar para a apresentação. Mas é claro que no meio do caminho eles levaram um belo sermão, porém isso não era mais problema. 

  Após a apresentação Hope chamou Alex para um canto, ela queria falar algo para o garoto. 

   — Alex, eu gostei de você. Eu queria saber se você podia ser meu amigo. Então, quer ser meu amigo? 

  O garoto ficou abismado. Nunca recebera um pedido assim, muito menos ouviu alguém pedir esse tipo de coisa à outra pessoa. O moreno ficou em com dúvida se Hope era muito problemática ou se era muito audaciosa. No entanto, mesmo com todos esses pensamentos, o garoto já tinha a sua resposta. 

  — Isso foi tão... Direto. — Coçou sua cabeça levemente — Mas eu vou aceitar ser seu amigo. 

  — Oba! Mas antes vamos fazer um juramento? — Questionou a mais nova. Essa pergunta fez o maior ficar com mais receio ainda da garota. "Será que ela iria fazer algo ruim?" Pensou — Não precisa ficar com medo, é algo que eu vi em um desenho. É o seguinte, vamos jurar que ficaremos juntos para sempre, cuspiremos nas nossas mãos e vamos apertar elas. 

  — Mas jurar não é errado? Me falavam que isso era errado.

  — Então é só prometer. Vamos!? — Alex estava com medo, isso era estranho, contudo ele não tinha amigos, essa era a única chance de ele fazer uma amizade. Então o moreno decidiu arriscar e aceitar acenando a sua cabeça em um sentido positivo, até porque o que o mesmo poderia perder com isso? — Ótimo, eu vou falar. Eu prometo que sempre vou estar com você. — Foi aí que ela cuspiu em sua mão direita e a estendeu. — Sua vez. 

  — Eu prometo que sempre vou estar com você. — Falou o mais velho fazendo o mesmo e juntando as mãos de ambos. — Agora já podemos lavar as mãos? 

  — Sim. Vou no banheiro lavar ela e te espero no bebedouro da quadra, okay?! 

  — Okay, vou estar lá.

 

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9 anos e alguns meses depois... 

Hope PoV

  — Acorda logo, se não nós nos atrasamos para o voo! — Eu falei abrindo a porta do quarto onde Alex estava e pulando em cima dele. 

  — Ain, só mais uns cinco minutos. - Falou ele sonolento e com muita preguiça também, e depois eu que sou a dorminhoca. 

  — Ah, não. Você vai acordar agora e ir para o banheiro tomar banho. Não temos todo tempo do mundo. — Falei enquanto puxava ele da cama dele. Por mais magro que ele fosse, ainda era um tanto pesado. — Você bem que podia cooperar. Vamos dormir mais no avião de qualquer maneira. 

  — Tudo bem. Eu já estou indo. Agora para de me perturbar e vai te aquietar. — Argumentou o mesmo se levantando, pegando sua toalha e indo direto para o banheiro. 

  Acredito que eu o irritei, mas provavelmente era uma coisinha de nada. Se ele conseguiu me aturar por uns 9 anos e 6 meses isso significa quase nada. Creio também que ele queria ter dormido um pouco mais, até porque fomos dormir tarde ontem por causa da festa de despedida que o pessoal da nossa sala do 1 ano tinha feito. Foi divertido, entretanto tínhamos um voo no dia seguinte às 09: 30 da manhã. Ele também carrega um pouco de culpa por ter enrolado para dormir. Ah, antes que perguntem, não moramos juntos ainda, ele e sua mãe apenas dormiram na minha casa para ficar mais fácil na hora de se locomover daqui ao aeroporto.

  Quando menos esperava ele já estava arrumado e me gritando para ir à cozinha. Parece que era eu quem estava enrolando agora. Então corri para a cozinha, já levando um pouco da bagagem, conversamos um pouco enquanto tomávamos o café da manhã e rapidamente nos dirigimos ao carro. 

  Durante o trajeto eu abri a janela e deixei o vento bater no meu rosto. Eu amava aquilo. Era verão, então aquela ação fez com que eu me refrescasse. Porém olhar a aquela paisagem que eu amava me fez lembrar que eu abandonaria 90% do que eu conhecia e gostava, isso me deixava muito assustada. Eu estava ansiosa para conhecer esse novo mundo, todavia não queria abandonar o meu país. Claro que ficar no Japão por 5 anos seria uma ótima experiência, no entanto sentia que não estava totalmente preparada para abandonar tudo isso. 

  De qualquer jeito, não era apenas isso que me deixava ansiosa. Algo me dizia que esse ano seria mais agitado que o de costume. É melhor eu me preparar para algo novo.


Notas Finais


E então? O que acharam? Curtiram esse capítulo? Qualquer dúvida, crítica positiva ou surto de felicidade pode deixar nos comentários.
Aliás, não foi nenhum pouco proposital eu postar esse capítulo justamente faltando poucos minutos para o Dia dos Pais. É serio! Era para ele ter saído semana passada, mas não deu :/
Adios e até o próximo capítulo. Bye


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