História I Think We're Doomed - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescentes, Guerra, Militar, Romance
Exibições 5
Palavras 1.056
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Policial, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - A Vida Que Eu Poderia Ter.


Existe um segredo oculto aí, eu sempre desconfiei que Tracy sentia algo por mim, vai ver era coisa da minha cabeça. Nós estudávamos em colégios diferentes, eu e Robin no NEC, Tracy e Luna no Brasilis, e cá entre nós desde que conheci Robin, não consigo parar de pensar nela.... Deve ter algo errado comigo, mas não deve ser nada demais, somos apenas melhores amigos, com o tempo Robin me apresentou Luna e Tracy, e até fui em uma das audiências de seu pai. É legal ver esse tipo de coisa, seu pai Peter era Tenente e sua mãe, Stella, delegada.

Quando conheci os 2 eu senti um leve medo, ambos tinham cara de que iriam me comer vivo ali...

Eu sempre gostei de ver o meio de notícias, chegava até a gostar, mas eu era meio problemático (eu acho) gostava de ver tragédias e guerras, jogos preferidos eram os simuladores de guerra, e com o sonho de um dia ser militar, mas meus pais.... Esse sim era o verdadeiro problema, então decidi esquecer essa ideia e me tornar um arquiteto que era algo que eu também admirava muito, e achava realmente interessante. Estudei sobre tudo o que um arquiteto precisa saber e precisava entender uma coisa.... Que tipo de pai e mãe aprovaria seu filho querendo entrar para o exército?

Infelizmente, esse não é o meu caso...

Tracy e Will, meus pais, não são o melhor casal que já conheci em toda a minha vida, mas certamente o que mais me ensinou sobre tudo e todos. Tracy vinha de uma família pobre, que poderia se auto sustentar mais nada além disso, já Will vinha de uma família bem sustentada financeiramente e tinha mais vantagens. Uma vez Tracy achou uma mulher na rua, e a mulher havia perdido sua carteira, Tracy a encontrou e devolveu, a mulher agradecida deu a Tracy R$ 60,00. Tracy sabia muito bem como iria gastar o seu ganho, iria à maior festa do ano, Black Party. Onde com certeza o playboy Will iria comparecer, mas até então eles não se conheciam praticamente nada, eram da mesma sala no colégio, porém a sala era dividida entre a elite e os "pobres", então seus grupos eram distintos, no dia da festa o pai de Tracy, meu avô a deu um vestido lindo, e Will??? Kkkk Will, ele já tinha de tudo, palhaço...                       

 Na festa ele era o mais conhecido, todas as garotas queriam ficar com ele, até porque ser rico e bonito parece complicado. Mas então cercado por garotas ele avistou um grupinho, de garotas quietas no seu canto, no meio do grupo algo brilhou em seus olhos, via apenas um caminho a seguir, abandonou todas as garotas que lá estavam apenas por seus bens e caminhou em direção à desconhecida (que na verdade ele conhecia, UÉ). Assim que chegou próximo a tal garota, virou para ela e disse.

- É difícil? Ser assim tão linda?

Ela respondeu.

- Vindo de você? Kkkkk, sinto mais é uma ofensa.

- Por que esse ódio todo sobre mim???

- Pelo fato de você nos menosprezar talvez?

- Eu nunca menosprezaria alguém como você! Me daria a honra desta dança? (Com um sorrisinho no rosto)

(Ela puxou um sorrisinho também) e respondeu.

- Bem, não tenho nada a perder não é mesmo?

Mas ninguém precisa de clima romântico para as coisas, a música escolhida para dançar foi "Sweet Dreams - Eurythimics"

Quando aparece o ex-namorado de Tracy, Russel. Ele ficou inconformado vendo a situação e então quis tirar satisfação com Will.

- Que palhaçada é essa? Você com a minha namorada?

- Olha cara, eu sei muito bem que vocês terminaram já faz quase 2 meses, e você não é mais namorado dela...

- Russel, por favor... /Disse Tracy.

- Não se mete sua mulher idiota! /Disse Russel, após empurrar Tracy.

Então Will ajudou Tracy a se levantar, e virou um soco na cara de Russel, (Que era o dobro de seu tamanho) pegou Tracy no colo e saiu correndo para longe, depois pegaram ônibus e pararam em uma praça.

- Will... Você está bem?

- Sim, estou sim, e você?

- Bem... Graças a você né, obrigada!

-  Como eu poderia lhe recompensar??? /Disse Tracy com um olhar meio tímido.

- Ah, aquilo? Não foi nada, fique tranquila hehe, é esta tarde né? Frio? Melhor ir para casa, seu pai não vai gostar...

- Seu idiota kkk....

Então Tracy o pegou e deu um beijo que fez com que o coração de Will parasse por alguns segundos. Ambos sabiam, que depois daquilo, nada mais seria como antes. No colégio, aquela história de grupos já não existia mais, Will sempre preferia ficar conversando com Tracy do que com seus “supostos amigos”.

Tempo vai e tempo vem, de uma maneira engraçada, foi assim que meus pais se conheceram, Will e Tracy. Willard filho de um General da Força Tarefa Norte Americana, e de uma das encarregadas de limpeza, em Paris. Pois é, meu avô era General, daí parte a minha influência e gosto por guerras. Will e Tracy começaram a namorar em 2010, e vieram a se casar em 2012, (Ano em que nasci) dia 12/12/12, nasceu seu filho, filho único. Eles tiveram uma vida alegre, até o dia 11/12/2017, onde tropas Russas, invadiram nossa cidade e invadiram a casa de meus pais, que em meio ao conflito me esconderam em baixo da cama.... Eu nunca irei esquecer a cena, deles entrando, falando uma língua que eu nunca havia ouvido em toda a minha vida, e colocando meus pais deitados no chão. Eu me lembro das palavras que meu pai me disse aquele dia, foram as últimas que ouvi vindas dele.

Lembro – me também de meu pai, chama-lo de “ Dard “.

- Dard, por que? Por que depois de todo esse tempo?

- Filho, não saia daí, para nada, quero que fiquei aí, e se o papai e a mamãe não voltarem.... Vá para a casa do vovô. Ok? /Disse minha mãe. E meu pai completou.

- Um dia você vai ser o melhor naquilo que desejar, mas só se acreditar...

Eu sem reação apenas balancei a cabeça insinuando um “Sim”, a cena dos militares atirando em meus pais, e depois os esquartejando, sem explicação alguma, é algo que nunca irá sair de minha cabeça, definitivamente...



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