História I wanna be yours - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Categorias Adèle Exarchopoulos, Arctic Monkeys
Personagens Adèle Exarchopoulos, Alex Turner
Tags Alex Turner, Arctic Monkeys, Drama, Romance
Exibições 45
Palavras 4.059
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá [email protected]!

Nossa, quanto tempo, né?! Estava morrendo de saudades. Minha ausência tem explicação: TCC. Mas sequer um minuto parei de pensar nessa fic que eu amo escrever e ainda mais em vocês [email protected] [email protected]

Este capítulo dedico a [email protected] vocês! Em especial a Nathaly que tornou meu domingo tão bom e inspirador que decidir fazer rapidinho um capitulo, mas de todo o coração. Espero que vocês gostem, então, não esqueçam de dar suas opiniões, fazer suas reclamações, elogios etc.

Amo vocês!!! Enjoy!!!

Capítulo 29 - A little surprise (versão atualizada)


1 SEMANA DEPOIS

            Após alguns dias na cidade do amor, Ana e Alex retornaram a Londres. Foram dias nos quais puderam curtir um ao outro, num lugar estrangeiro que era propicio aos momentos mais leves e românticos – mas vale ressaltar que Ana acabava não colaborando tanto, mas Alex já havia se acostumado. A mania de distraída de Ana passou a ser uma das características preferidas dele. Ela era um paradoxo ambulante: doce e amarga, calma e relaxante como a brisa serena e destruidora como um tsunami. Ela era única e Alex sabia muito bem disso.

            Foram poucos dias de folga, mas os dois souberam aproveitá-los intensamente. Então, de volta a Londres, o novo casal queridinho do mundo indie estava pronto para assumir suas agendas ocupadas. Ana tinha uma reunião para assinar contrato com a Interscope Records, além de ter que começar a trabalhar diretamente com Johnny Depp e sua banda. Além disso, ela havia escrito algumas canções para negociar com a gravadora onde trabalharia. Já Alex tinha que focar na gravação do segundo disco, mas a viagem e companhia de Ana serviram de inspiração para escrever mais algumas canções que poderiam compor o álbum. Além disso, a garota tinha ótimas ideias e um ótimo senso para melodias: foi o que aconteceu com uma das letras que Alex havia composto: Teddy Picker. Mas, ainda havia muito trabalho a ser feito e Alex não queria enfrentar a maldição do segundo disco, já que são poucas as bandas que conseguem superar um sucesso de álbum de estreia. E os Arctic Monkeys teriam que superar e não cair no anonimato.

            -------

Os dois estavam no taxi, indo para o apartamento de Alex. A viagem havia sido cansativa e Ana estava dormindo sobre o ombro de Alex que também havia tirado um cochilo.

- Senhor! Senhor! – o taxista com forte sotaque britânico chamou, acordando Alex.

- Ah... Obrigado! Quanto deu?

- 35 libras – respondeu e Alex mexeu-se para pegar sua carteira, acordando Ana. A garota deu um leve sorriso, afastando-se de Alex para ele pegar sua carteira.

- Aqui está! Obrigado! – Disse Alex, entregando o dinheiro ao taxista.

Como os dois tinham poucas bagagens, suas malas ficaram junto a eles. Alex pegou as suas malas e saiu. Ana olhava surpresa para a rua. Na verdade, estava surpresa com o bairro onde estava, era um dos mais luxuosos e caros de Londres. Ela estava parada a beira da calçada e Alex já estava perto da portaria do elegante prédio onde morava, assim que percebeu que Ana não o estava seguindo, ele vira-se e se depara com a garota boquiaberta olhando para todos os cantos. Mas a expressão dela estava mais para alguém que estava vendo algo engraçado e que logo em seguida, estaria pronta para sacanear alguém.

- O que foi? – perguntou Alex. Ana voltou sua atenção a ele. Suas sobrancelhas estavam arqueadas e havia um sorriso com um toque de deboche em seus lábios.

- Sério isso?  Kensington? 

- O que que tem? 

- Só não vai me falar que você, agora, usa casacos de camurça gola alta, calças sociais, sapatos Stefano Bemmer e com um cachimbo na mão.... Espera – ela se aproximou dele – Você não tá usando suspensório, né... Tipo os burgueses tradicionais londrinos. Será que eu devo te chamar de Sir. ?  - ela riu junto com ele e deu um selinho nele, entrando – VAMOS, SIR. TURNER! EU NÃO SEI O CAMINHO!

Alguns moradores ficaram olhando Ana e sua atitude escandalosa. Ela só queria zoar mesmo. Ela chegou ao elevador, chamando-o. Enquanto, aguardava, Alex a alcançou ficando ao seu lado. Havia uma mulher loira com seu esposo e mais uma senhora de idade. A loira era daquelas de nariz em pé (não que, necessariamente, ela tenha nascido com o nariz arrebitado. Deveria ser plástica, aliás, para essas milionárias, não basta ‘ser uma mulher de nariz em pé”, só de acordo com o ditado popular, elas tem que TER o nariz em pé literalmente). A mulher estava olhando fixamente para a porta do elevador, mantendo sua postura ereta, cabeça erguida sem expressar nenhum sentimento no rosto, até porque mulher rica não tem rugas (isso é o que elas pensam). Ela olhava de canto de olho para Ana e suas vestes. A garota usava uma calça justa desbotada e com alguns rasgos, um all star, seus cabelos estavam desgrenhados e, pela primeira vez, havia rímel escorrido de seus olhos (no dia anterior, eles haviam ido a uma festa e como Ana não é nenhum pouco preocupada com estética da pele, dormiu sem tirar sua maquiagem e, talvez, não fosse passar nenhum demaquilante depois).

Em frações, um dos faxineiros acabou deixando cair um balde de água, fazendo a loira revirar os olhos. No mesmo instante, o elevador chega e todos entram.

- Quanta incompetência. Esse prédio já não tem mais serviçais capacitados. Qualquer um entra aqui. – a mulher tinha uma voz irritante, Ana pensou que com o dinheiro que ela tinha, a mulher já deveria ter consertado isso com uma fonoaudióloga. A garota ficou com tanta raiva da arrogância da mulher a sua frente que não perdeu tempo.

Alex foi pego de surpresa quando Ana o beijo calorosamente, sem pudores algum, na frente da elite londrina a sua frente. O esposo da mulher olhava aquilo atentamente, sendo logo repreendido por um soquinho vindo de sua esposa.

- ah... Você é tão gostoso, mas eu recebo adiantado, gato. – disse ela com um sotaque francês com a maior cara de safada. Então, olhou para o homem gordo a sua frente, dando um sorriso convidativo, e depois, para a loira. Ana era provocação pura. A loira desceu no primeiro andar, puxando seu esposo. Com certeza, aquele não era o andar deles, deveria ser a cobertura. Ana parou a provocação e a senhora ficou calada, e saiu do elevador três andares depois.

- O que foi isso? – perguntou Alex surpreso

- Nada. Só tirando onda com a cara daquela loira aguada. Viu como ela era nojenta?

- Vi. Mas, se você quiser continuar o que começou, eu não vou reclamar.

- bobo! – disse ela dando um soco no braço de Alex.

Logo, os dois chegaram ao andar onde Alex morava. Esses apartamentos eram daqueles que ocupavam um andar todo. Assim que Alex abriu a porta, Ana contemplou a grandiosidade daquele imóvel.

- Lar doce lar! – disse Alex soltando as malas no chão.

- Wow! Vem cá, desde quando parou de ser músico para virar traficante?  - brincou Ana, olhando as fotos que estavam espelhadas num quadro na parede. – No apartamento, havia uma grande sala com sofás grandes e de uma marca cara bem no centro, havia uma escada daquelas de arquitetura moderna que da para o segundo andar. No lado da sala, se via uma porta que devia dar para a cozinha. Mas, nem todo aquele luxo chamou tanta atenção de Ana quanto aquele quadro, repleto de boas lembranças, havia fotos deles e dos amigos, fotos da família de Alex e de sua infância. Ela olhava cada foto atenciosamente. De repente, sentiu as mãos de Alex passarem por sua cintura, ficando atrás dela. Ele apoiou sua cabeça no ombro de Ana e os dois ficaram ali parados em silencio

- Está pensando no quê?  - perguntou ele num sussurro

- Em nada. – Ela virou-se, ficando frente a frente com ele – só estou pensando no quanto eu estou feliz. – ele colocou uma mexa do cabelo dela atrás de sua orelha

- Eu também – e finalizou com um selinho. – Tá com fome?

- To morrendo!

Alex mostrou as dependências do apartamento e saiu para comprar comida, pois já era 15h. Ana tomou seu banho e vestiu uma calça moleton cinza e uma camisa do Green Day. Foi para a sala de estar e sentou-se no chão, apoiando suas costas no sofá. Ela ficou olhando para o teto, onde havia um lustre grandioso. Ela realmente não pensava em nada. Havia esvaziado sua mente e ali, adormeceu.

- Ana! – ela abriu seus olhos lentamente

- hummm? – resmungou ela, enquanto esfregava os olhos.

- Sua comida está aqui – disse Alex

Os dois comeram na sala mesmo e, em seguida, passaram o resto do dia descansando.

5 dias depois

A luz solar logo dá o ar de sua graça, adentrando sorrateiramente através das brechas da persiana de luxo no apartamento localizado num dos bairros mais nobres de Londres. E aquela luz, que parecia nada inofensiva e até mesmo atípica na cidade, ilumina Ana. A garota estava deitada de bruços com o cobertor cobrindo apenas a parte de baixo do seu corpo. Após alguns segundos, a luz natural começa a esquentar discretamente uma parte da pela dela que acorda só quando a luz atinge a altura de seus olhos.

- Que merda – sussurra pra si mesma com a voz rouca, ainda com seus olhos fechados – Eu preciso anotar num bloquinho para lembrar de fechar essa cortina toda noite. – bufou por fim, convencida que seu dia precisava começar naquele instante. Ela abre os olhos e, após se espreguiçar, pega um bilhete que estava no criado mudo.

“Bom dia, gatinha! Acordei cedo para ir pro estúdio. Deixei café na mesa. Beijos. Te amo!”

Ana se levantou, desceu e tomou seu café, aquele nada britânico: sem gordura... apenas um pão francês e uma xícara de café com leite. Depois, terminou de se arrumar, daquele jeito único e característico dela: um tênis all star, uma camisa de algodão cinza de mangas cumpridas, calça jeans clara e um casaco cinza mais escuro que sua camisa, pois apesar do sol que estava fazendo naquela manhã, a temperatura ainda estava abaixo de 20º.

A garota saiu e pegou o metrô em direção a gravadora Interscope, filial de Londres, onde se encontraria com a banda (P.). Johnny nunca havia dito o real significado daquele nome, mas Ana qualquer dia se lembraria de perguntar. Eles já estavam trabalhando em estúdio há três dias. Ana auxiliava com as melodias e as letras. Ela não interferia em muita coisa, só dava algumas dicas para aprimorar o som e sempre eram dicas atendidas. Johnny e sua banda gostavam de trabalhar com ela, já que ela os deixava livres para criar e, em ocasião nenhuma, tinha o intuito de impor algo que fosse mudar a identidade da banda.

Assim que chegou ao estúdio, todos já estavam lá. E logo, iniciaram os trabalhos. Passadas 4 horas de gravação, todos da banda ainda estavam dentro da cabine de gravação, já estavam concluindo quando um cara loiro entra na sala e senta-se num dos sofás daquele lugar. Ele entrou sem falar com ninguém e ali ficou. Ana olhou para Peter, o produtor principal.

- Conhece? – sussurrou baixinho no intuito do cara não ouvir.

- Não conhece ele? Sério!?  - ele perguntou como se ela fosse um ET.

- Não – respondeu sinceramente.

- Stand by me? Esse filme te lembra algo?

- Sério, Peter? Vai querer brincar de charada?

- Ele é o River Phoenix. Ator. Músico. Ele é amigo dos caras da banda.

- Espera... Ele é o garoto loirinho do filme?

- Pois é. O garotinho cresceu!

- De fato, ele não mudou muito. Mas, ele é bem mal educado. Entra nos lugares sem pedir licença

- Coisa de ator. Mas ele é gente boa. Entrou porque é conhecido de todos – concluiu Peter. Ali no sofá havia mais algumas pessoas, pessoal que ajudava na produção e três garotas, namoradas de alguns integrantes da banda. Phoenix interagia, mas muito pouco. Parecia distraído com algo.

Logo, pararam de fofocar e prosseguiram o trabalho. Mas, Ana sentia-se incomodada, parecia que o tal River não parava de secá-la com os olhos. Ele era sério, introspectivo, mas ao mesmo tempo comunicativo com as pessoas ali. Mas, seu olhar era invasivo. Ela teve vontade de ir até ele e perguntar o que ele queria. Mas, ficou calada. De repente, passados alguns longos minutos, River levanta-se e fica em pé ao lado de Ana. Ela finge não ligar e continua focada na mesa de mixagem com Peter. Mas, ele simplesmente abaixa-se um pouco, tocando em seu cabelo, mas ela da um grito de dor:

- AI! QUE PORRA É ESSA? – alarmou ela

- Ainda não é dia das bruxas, mas alguém fez travessuras com seu cabelo – disse ele com um sorriso de deboche mostrando um pedaço de chiclete que havia arrancado de seu cabelo.

- Precisava puxar assim? – perguntou ela com a mão na cabeça, massageando o local dolorido.

- Realmente não. Mas, veja! A dor foi passageira, o inesperado é menos traumatizante do que o premeditado. – Ana fez uma cara de “Que porra esse cara fumou” e só conseguiu dizer a coisa mais sensata no momento

- Vai se fuder!

- Talvez depois. Aliás, isso e uma calcinha ou uma rede? Não tá combinando com seu cofrinho.

Ela ficou sem palavras, apenas ajeitou suas calças e teve que aturar Peter rindo dela, mas logo, o produtor levou uma cotovelada e voltou ao seu trabalho.

- Valeu, galera. Bom trabalho. Por hoje é só - Os integrantes saíram da cabine de gravação nesse momento.

- Olha quem está aqui... – alertou Teddy, o baixista

- Teddy!!! Como vai? – assim, River cumprimentou a todos.

- Grande Phoenix! Surgiu das cinzas? Hollywood tem que parar de te sequestrar de vez em quando – disse Johnny, acendendo um cigarro.

- Olha quem fala, o escravo de Tim Burton – os dois riram – É sempre bom te ver também

- Peter, Ana! Esse é o River. Caro River, estes são Peter e Ana

- Prazer! Aliás, a gente até bateu um papinho – disse o loiro cinicamente. Ana apenas revirou os olhos e esse gesto não foi ignorado por Depp.

- Vejo que você teve que aturar essa peste, né?!

- Ah. Quer dizer que ele é leso assim mesmo?

- Deve ser algum personagem dele. Ele costuma incorporar

- Wow! Eu ainda não to fazendo o revival de Ghost do outro lado da vida. To aqui ainda!

- E ai, vamos almoçar? – perguntou Johnny.

- Claro

- Então, vamos galera!

- Valeu, cara. Mas, a Ana e eu vamos pedir almoço aqui mesmo, a gente vai adiantar umas coisas – declarou Peter.

- Então, tá. Bom trabalho aí! – disse Johnny e todos saíram, exceto Ana e Peter.

Os dois começaram a trabalhar nas faixas que já estavam gravadas, Ana havia aprendido muito com Peter e como é de praxe, aprendeu rapidamente. Depois de algum tempo, o almoço chegou e eles almoçaram ali mesmo.

- Hum... Sabe o Richard Hawley?

- Claro – disse ela de boca cheia

- Eu produzi o ultimo disco dele, e agora, está num projeto de gravação de dvd ao vivo. Então, ele ta chamando algumas parcerias. Ele me ligou e perguntou por você

- Por mim? Por quê?

- Oras, ele conhece você e por mais que você não esteja numa banda e nem tenha um projeto de carreira solo, você chamou atenção das pessoas pelo seu talento e olha que você so fez algumas aparições. Mas, o meio musical tá de olho em você, como guitarrista, compositora... tá com a bola toda, dona Ana.

- To nada. Mas to feliz com o que to fazendo hoje. Pra mim, basta.

- Pois é, mas você não vai fazer uma desfeita pro Hawley, né?!

- Não sou doida. Mas eu posso falar com ele ver o que ele quer

- Beleza, vou passar seu contato pra ele mais tarde.

- Tudo bem.

Entre uma conversa e outra, Ana recebe um torpedo e ao ler, abre um sorriso:

“Oi, gatinha! Já terminei por aqui, será que a gente já pode se ver? To morrendo de saudades já!” – ela então, respondeu.

“Eu também, Al! To mixando umas faixas com o Peter para adiantar serviço, mas dentro uma hora e meia, chego em casa... <3”

“Vou te esperar ansioso! Te amo!”

“Também te amo”

Mas, quando menos ela espera, seu celular toca. “Será que a saudade é tanta?” pensa ela antes de atender.

- Oi, Al! – disse, mas logo foi surpreendida

- Aninha, é o Andy! – a voz dele era ansiosa e tomada por um nítido nervosismo

- Andy?! Aconteceu alguma coisa? – ela fica preocupada

- Sim... A bolsa da Marcy...

- Não me diz que...

- Isso aí! Estourou. Eu tinha acabado de sair do estúdio, já tava indo pra casa quando a mãe dela ligou. O teu estúdio fica mais perto do hospital, talvez você chegue primeiro. Podes ir logo?

- Claro! To indo agora!

- Valeu, Ana! Chego ai o mais rápido que eu puder e que esse transito permitir

- Beleza, mas não se apressa. Vai com calma! Vai dar tudo certo. Aliás, parabéns, papai!

- Nossa, você não sabe o quanto eu to feliz

- Imagino! – ele riu do outro lado da linha

- Vou desligar para não bater o carro

- Certo. Tchau!

Ana saiu correndo, apenas dando tempo de se despedir de Peter. Assim que chegou na rua, praticamente se jogou na frente de um taxi e logo deu o comando ao taxista. Ele seguiu m disparada até o hospital. Ela chegou em 20 minutos. Pagou até mais pela corrida, pois não esperou o seu troco.

- Boa tarde! A paciente Marcy Nicholson – a recepcionista digitou em seu computador algo e respondeu em seguida.

- Ela acabou de dar entrada no hospital. Está no segundo andar, apartamento 207. Preciso de sua identidade

- Aqui! – disse Ana impaciente, entregando a identidade a moça, esta digitou alguns dados e em seguida deu a Ana uma pulseira.

A garota correu ate o local indicado e encontrou o pai de Marcy no corredor

- Olá, Sr. Will. Como a Marcy está?

- Oi, querida! Ela está la dentro. Pode entrar! – ele estava inquieto

- Tudo bem! O Andy ligou, já está a caminho

- Ok. Vou espera-lo aqui.

Ana entrou na sala e encontrou Marcy gritando devido as contrações.

- AHHHHHHHHHH ANNNAAAAAA! AHHHHH – ela estava sentada e recebia ajuda de sua mãe e uma enfermeira.

- Oi, Marcy

- CADÊ O FILHO DA PUTA DO ANDY? AHHHHH UHUHUHUH

- respira, amiga!

- Como é que respira, porra? Aiiiiiiiiiii

- Assim! – ana reproduziu a respiração cachorrinho

- Vai se danar, Ana! Ahhhhh

- Ok. O Andy tá vindo

- Tá?

- Hum hum – Ana assentiu

- Aninha, tá doendo muito.

- Relaxa.

A médica entrou na sala e fez o toque.

- Acho que dentro de meia hora, o bebê já vai estar encaixado e a gente faz o parto. – a medica disse isso, dando mais alguns comandos para Marcy seguir como respiração etc, etc, etc...

Após alguns minutos, Andy chegou.

- Oi amor

- Seu filho da maãe! Até que enfim.

- Desculpa, bebê! O transito tava...

- Eu... haaaaaa. Não quero saber – Marcy parecia possuída igual a garotinha do filme exorcista. Ela daria uma excelente vocalista de banda de heavy-metal

A medica entra novamente, faz o toque e autoriza o inicio do parto.

- A gente já vai começar, só um acompanhante pode ficar

- Eu, doutora! – Andy se adianta.

- Trouxe a câmera, ursão? – perguntou ela ainda entre dores

- Claro, neném! Tá aqui

- ótimo.... Grava tudo. Se o bebê um dia fizer malcriação vou força-lo a assistir.

- Isso!

Ana olhava os dois sorrindo. Pode-se dizer que Ana foi uma das primeiras “shippeiras” de casal. Ela admirava muito Marcy e Andy, achava fofo como os dois se tratavam e até engraçado os apelidinhos. Coisas que ela até achava ridículo, mas não quando o contexto envolvia Andy e Marcy. Ela saiu com a mãe da ruiva e as duas se juntaram ao sr. Will. Ana no taxi já havia enviado mensagem para Alex e os demais. E eles naquele momento estavam chegando

- Oi. Tá tudo bem? – Alex chegou logo perguntando, enquanto cumprimentava com abraços os que ali aguardavam

- O parto já começou, Andy está la. Até o momento, tudo estava bem. A gente tá rezando para que o bebê nasça bem, com saúde... – disse a mãe de Marcy, a sra. Mariah

- Vai dar tudo certo sim, dona Mariah  - disse, Matt

- é! Vai mesmo! – completou Jamie.

Eles se sentaram e ficaram ali aguardando... Alex estava sentado ao lado de Ana, esta estava deitada sobre os ombros do namorado.

- Tá com fome?

- Não... Só sede.

- Eu vou na lanchonete

- Eu vou contigo – disse ela e os dois levantaram-se. – Pessoal, a gente vai a lanchonete, Vocês querem algo?

 - Não! – todos responderam

- Ah... so quero uma agua – O sr. Will acabou pedindo

- Tudo bem!

Os dois seguiram de mãos dadas até o elevador. Ana apertou o botão, chamando o elevador e depois ficou escorada na parede. Alex e nem ela falavam nada. Mas o garoto a olhava fixamente nos olhos. Eles estavam há uma distancia de um metro. A relação que eles tinham era engraçada, não no sentido cômico, mas no que diz respeito a serem diferentes, a química fluía naturalmente. Em um momento, ela sorria e ele fazia o mesmo. Não havia necessidade de ser dito algo. Ele, então, colocou uma das mãos escorada na parede onde ela estava, bem na altura da cabeça dela e se aproximou mais ainda, tocando seus narizes, ela sorriu, mas nesse instante, o elevador chega e Ana passa por debaixo do braço de Alex que fica a ver navios. Ele até tinha a esperança de concluir o que havia iniciado no elevador, mas este estava cheio de pessoas com jalecos brancos, roupas azuis...

Então , foram para a lanchonete. Alex decidiu fazer um lanche por ali e Ana, por mais que não estivesse faminta, decidiu acompanha-lo, pedindo um misto quente. Ali, comendo em sua mesa, os dois começaram a bater papo

- Nossa! Não sabe o quanto eu esperei por esse dia

- Eu sei como é. Nas ultimas semanas, eu até tava com um acerta ansiedade

- Isso porque você não viu a carinha de felicidade do Andy... Eu acho a relação deles tao linda... tudo perfeitinho

- E a nossa não é?! – perguntou Alex

- Claro que é, mas eu sou modesta, não vou ficar admitindo pra todo mundo mostrando o quanto a gente é foda... E vamos combinar. Tá pra nascer um casal mais fofo e cute cute do que a Marcy e o Andy. Eles tão num outro nível.

- Mas a gente batalha para chegar lá... Acho que se você começar a ser mais fofa, dar uns apelidinhos pra mim, a gente chega num segundo lugar ai. Medalha de prata também já tá valendo. – ela riu e ele deu um selinho nela.

- Bobo

- Ta ai, bom apelido. Fico bobo quando estou contigo mesmo

- Eu também fico contigo

- é? Nem parece, você disfarça bem

- Disfarço mesmo – ela deu um selinho nele dessa vez

- Sabe... eu tava pensando que eu adoraria ter uma criança com o seu olhar, com esse teu narizinho, com esse teu sorriso... – ela estava bebendo um suco e por pouco não se engasga com o liquido

- Tá de brincadeira, ne?

- Ué! Não custa sonhar, né

- É! Não custa sonhar – ela deu um leve sorriso olhando nos olhos dele

- Mas, melhor ainda quando a gente concretiza o sonho. Serio, nunca pensou em ter filhos?

- Nossa, que pergunta!... sei lá, nunca passou pela minha cabeça. Acho que já pensei em um dia adotar

- Isso é legal. Que tal a gente adotar uma criança e depois fazer uma. Sabe, aí a gente ia ter um casalzinho. E se você curtisse, a gente adotava mais um, fazia outro.

- Bacana! Curti! Mas, a gente pode ir treinando como se faz

- Ta ai! A gente treina todos os dias desse mês, e no outro a gente faz – Ana deu uma risada gostosa, em virtude do pensamento pragmático de Alex

- Hey. Você ainda nem me pediu em namoro pros meus pais, e já quer me engravidar? – perguntou ela arqueando uma das sobrancelhas.

- ah, é esse o empecilho? Deixa, eu logo comprar as passagens pro Brasil e resolver isso amanhã mesmo

- Seu bobo – ela jogou um bolinho de papel nele.

- Ana – agora, ele estava serio, tocando nas mãos dela – Eu to falando sério. Eu quero construir uma família com você.

- E a gente vai... Na hora certa – ele bufou

- Ta bom! Eu espero o tempo que


Notas Finais


E ai?! Contem-me tudo e não escondam nada! rs


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