História I Will Always Love You - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Arthur Weasley, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Molly Weasley, Narcissa Black Malfoy, Ronald Weasley
Tags Draco, Dramione, Granger/malfoy, Hermione
Visualizações 163
Palavras 1.807
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela, Saga
Avisos: Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Amores como eu disse a algumas de vocês, o final de semana é completamente corrido para mim e por isso sempre que eu tinha um tempo e tentava escrever não estava fluindo muito bem. No caso, eu tive um pequeno bloqueio e só consegui terminar agora o que eu comecei sábado kkk
Mas assim, eu espero que esteja muito bom e saibam que estou muito feliz em ver vocês cada vez mais presentes aqui comentando. 😍
Sem mais, boa leituraaa! 😙

Capítulo 23 - ~ Capítulo 23 ~


Uma pequena sala, um quarto ainda menor, a cozinha era grande demais para uma pessoa só, o banheiro não chegava nem aos pés daquele maravilhoso em que em muitas vezes ela se deliciou. Na verdade a casa era ideal para ela, era exatamente o que ela precisava, só que isso não era o suficiente. Estar longe dele faria com que a mais magnífica das casas fosse um nada!

Hermione já estava a uma hora arrumando sua casa para distrair-se e tentar esquecer pelo menos um pouco aquele loiro, que ela tanto praguejava por estar causando essa devastação em seus pensamentos e certezas, tornando tudo uma grande porcaria.

Mesmo podendo usar magia livremente, já que estava em um povoado bruxo, ela preferiu limpar tudo manualmente para se ocupar por mais tempo e evitar ao máximo o sentimento de tristeza e o vazio por estar só. Hermione sempre foi muito organizada com suas coisas e isso facilitava muito sua vida; naquele momento ela estava guardando as diversas correspondências de pessoas que talvez nunca a tenham visto, mas que prestaram solidariedade nesse momento em que esteve no hospital, só que uma carta incomum lhe chamou a atenção. Era um pergaminho aparentemente amassado e levemente empoeirado que havia caído de sua pequena bolsa com o feitiço de extensão, então ela pegou a carta e observou aquele garrancho que ela conhecia muito bem.

"De: Ronald Weasley

Para: Hermione Granger"

Sorriu sem mesmo saber o porque. Havia ignorado essa carta por semanas, mas algo lhe dizia que finalmente era a hora de ler e enfrentar sua raiva. Se foi traída e trocada por alguém, queria pelo menos entender os motivos que o ruivo tinha, mesmo que fossem motivos muito idiotas, o que ela tinha quase certeza que realmente eram.

"Hermione, eu não espero que você leia essa carta hoje, quero dizer, no dia em que te enviei. Conhecendo-a e sabendo como você é completamente rancorosa quando quer, imagino que já se passaram meses, quem sabe até anos..."

'Exagerado como sempre' pensou enquanto revirava os olhos para em seguida retornar à leitura.

" você como sempre está certa de pensar que eu fui um trasgo inconsequente e ter trocado tudo o que você é por uma noite, foi uma coisa que me arrependi por muito tempo, mas hoje talvez nem tanto. Eu não sou pra você Mi, nem nunca fui e eu já sabia disso quando começamos a namorar. Imaginei que com o tempo eu acharia alguns defeitos em você que fariam nós dois ficarmos no mesmo nível, mas nem com todos os seus defeitos eu chego aos seus pés. Descobri que sofri mais com sua ausência e sua amizade do que com o nosso relacionamento e pode ser insensível falar isso considerando que foi comigo que você teve sua primeira vez, mas eu preciso ser sincero e você sabe que nunca fui cavalheiro. Os dias vão passando e a gente acaba amadurecendo com isso e eu amadureci, sei que isso não é grande coisa e que já deveria estar maduro o suficiente naquele tempo, mas não dava Hermione. Eu não conseguia ser maduro!

Finalmente algo estava me dando atenção, ou melhor, alguém. Alguém que não era o Harry ou você, que estava fazendo eu me sentir importante. Eu sei que em sua cabeça eu fui um trasgo, porco imundo e eu fui, mas sabia que eu me apaixonei? Eu me apaixonei por ela Hermione. E o preço que eu pago é não estar com ela.

Acho que todos merecem uma segunda chance não é? Me dê a minha. Eu sei que isso não está nem aos pés do que você esperava ou merecia, mas eu não sou bom em escrever... espero que um dia possa vir aqui em casa, conversar comigo olhando em meus olhos e me perdoar. Por muito tempo eu te amei, mesmo não te merecendo e eu realmente acho que você não precisa me odiar depois de uma história tão linda de amizade que sempre tivemos. Pensa com carinho!

Rony. "

- É... Vindo de Rony, isso até que foi bonito - Ela disse séria para si mesma.

Pôs-se a pensar e decidiu que finalmente iria enfrentar seus fantasmas e medos do passado, até porque o motivo de não estar falando com o ruivo até então, era a mágoa e a ferida que estavam abertas em seu peito antes, mas agora era outra ferida que doía e essa se tratava de um loiro e não de um ruivo.

Balançou a cabeça afastando esses pensamentos, levantou-se e com um breve aceno de varinha estava arrumada. Respirou fundo e aparatou na plantação, próximo a casa  dos Weasley's e de lá avistou a grande árvore, onde por muitas vezes, Jorge estava com ela, chorando a perda de Fred e foi para lá, tentar acalmar-se e prosseguir com o que tinha ido fazer ali.

~*~

Draco já estava no seu consultório a horas, só pensando na vida e imaginando como seria dali para frente. Nada parecia fazer tanto sentido agora e ele se perguntava se apenas por um momento algo havia feito sentido em sua vida. Suas amizades, a influência de seus pais em sua vida, seus sentimentos reprimidos, seus caprichos e toda aquela baboseira de sangue, poder, prestígio. Era realmente ridículo pensar em quão babaca ele havia sido durante anos com todos e principalmente com aquela castanha! Ah, ela... sempre roubando a cena e também o seu coração. Quanto tempo ele havia desperdiçado nos tempos de escola por culpa de sua família, mas também dele mesmo? Quantos sorrisos ele teria compartilhado com ela, quantas carícias e até beijos, talvez... Ele nunca poderia saber e querer adivinhar como seria se tudo fosse diferente , era inútil.

Então começou a lembrar das conversas jogadas foras, sorrisos, beijos, cuidado e tudo aquilo que ele sabia que jamais tinha tido com alguém antes. Nem mesmo com a única que havia sido sua namorada, que por sinal havia sumido no mundo depois que se separaram; em um desses Flash's, lembrou-se de uma das conversas que tiveram juntos e pela primeira vez em anos, sentiu que estava louco, mas era isso que deveria fazer. Fechou os olhos, imaginou o local e pensou 'só posso estar ficando louco. Vamos lá, coragem.' Para em seguida, aparatar.

~*~

Hermione já estava ali a uns minutos, andando de um lado para o outro e decidindo se continuava ou não com o que tinha ido fazer, até que em um fio de coragem ela seguiu até parar na porta d'A Toca. Sentindo um cheiro maravilhoso de bolo, ela adorou estar naquele lugar depois de anos. Bateu na porta calmamente, como se ainda estivesse criando coragem. Dois minutos se passaram e nada; bateu na porta novamente e aguardou a cada segundo mais ansiosa. Mais alguns momentos de espera e ninguém apareceu. Virou-se de costas já saindo dali, quando finalmente a porta abriu atrás de si, mas a pessoa não disse absolutamente nada, o que a deixou muito mais nervosa. Queria virar-se novamente e encarar quem quer quer fosse, mas tinha medo que fosse Rony logo de cara. Começou a se arrepender de ter ido até ali.

- Mi? - uma voz grave, mas acolhedora falou. Voz essa que ela conhecia muito bem.

Virou-se imediatamente e jogou-se nos braços do amigo

- Jorge, que saudades estava de você - disse sincera e sorrindo

- Por Merlin, como você está linda! - ele disse a abraçando para em seguida tirá-la do chão em um breve giro que lhe arrancou uma grito seguido de uma risadinha.

- Jorge, eu já disse pra você parar de... - uma Molly que parecia estar extremamente estressada e gritando com o filho, paralisou ao chegar na porta e ver quem estava ali - Hermione? Aconteceu alguma coisa filha? Quer dizer, você nunca mais veio...

- Verdade, Mi. Aconteceu alguma coisa? - interrompeu Jorge.

- Não gente , por favor fiquem calmos - Ela disse sorridente e sincera - vim apenas visita-los - concluiu.

- Oh minha querida, que bom que você está aqui - disse Molly a abraçando. - Por favor, entre. Estamos quase na hora do almoço.

Então a castanha entrou naquela pequena casa, que por muito tempo foi o seu lar e sentiu aquele cheiro de pinho e comida, o que a fez sorrir mais uma vez.

- Mãe, o que foi dessa vez? Por que toda essa gritaria? - disse uma Gina descabelada descendo as escadas para só depois notar quem estava ali - Santo Quadribol... Não acredito no que meus olhos estão vendo! AAAAAAH AMIGAAA VOCÊ ESTÁ AQUI - concluiu gritando e agarrando Hermione.

- Calma Gina, para com isso! - disse enquanto era agarrada por uma ruiva louca - Nos vimos hoje de manhã, para de drama.

- Ah, mas você estar aqui merece um drama siim.

- Gina, respondendo a pergunta, sua preguiçosinha, pensei que Jorge tinha aprontado com você de novo quando ouvi um gritinho vindo lá de fora, mas já deveria saber que não era você porque se não o grito teria sido o triplo da altura que foi - disse Molly risonha enquanto Hermione ria e Gina fazia cara de tédio.

- Quer dizer que a senhorita estava dormindo? - começou Hermione - que folgada...

- Você acha que é fácil dormir em uma poltrona de hospital? Estou completamente torta e a culpa é sua - a ruiva acusou, fazendo biquinho.

- Acho que vocês duas já alugaram muito a MINHA AMIGA - disse Jorge dando ênfase às últimas palavras - Agora é minha vez de conversar com ela - concluiu já levando-a para o sofá enquanto ela ria da empolgação das três pessoas ali.

Antes mesmo que Jorge puxasse um assunto, a porta da sala abre, revelando dois ruivos, sendo um jovem e o outro mais velho e um moreno, ambos rindo e conversando entre si, até que finalmente prestaram atenção em quem estava ali e o silêncio foi absoluto.

~*~

Draco finalmente tomou coragem de abrir aquela imensa porta sem bater mesmo, para fazer uma surpresa.

Entrou e observou aquela sala grande e fria, que era capaz de dar arrepios em qualquer um, até em Draco que por anos morou ali.

- Senhor Malfoy? - uma voz esganiçada e aguda chamou.

- Olá, Musgo! Como vai?

- Musgo vai bem, senhor. Musgo está surpreso com sua visita. Quer que Musgo chame a senhora Malfoy?

- Ah, não Obrigado. Onde ela está? Pode deixar que vou até ela.

- Senhora Malfoy está em sua sala particular. Musgo deve anuncia-lo senhor?

- Não não. Pode deixar que eu vou até lá.

Dizendo isso, Draco passou pelo Elfo e foi até uma das portas de madeira luxuosa e rústica que havia ali. Abriu a porta devagar para não fazer barulho e pôde vislumbrar aquela mulher magra e abatida, mas que sempre estava elegante, assim como naquela ocasião. Ela estava sentada em uma poltrona e parecia imersa em seus pensamentos enquanto segurava um livro.

- Olá, mãe!

Foi tudo o que ele conseguiu dizer para a mulher, que agora o estava encarando, com uma expressão totalmente indecifrável.


Notas Finais


E então? O que acharam? Um pouquinho de mistério para vocês. Mas me digam o que vocês querem pra o próximo capítulo? A conversa de Draco e Narcisa primeiro ou a de Rony e Mione? Comentem porque eu adorooo 😍😙


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