História I Will Survive - Capítulo 27


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Swan Queen
Visualizações 307
Palavras 3.847
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero que a imaginação de vocês esteja nas alturas hoje!

Boa leitura!

Capítulo 27 - Capítulo 27


Emma já estava há minutos mergulhada naquela banheira, mas ainda não se sentia preparada para sair dela. Os sais de banho que tinham o mesmo cheiro de Regina a inebriavam. Delicadamente, passava a esponja pelo corpo. Recostou a cabeça na borda e fechou os olhos tentando controlar a velocidade de seus pensamentos. Ela desejava Regina há tanto tempo, mas nunca pensou que teria uma chance real de tê-la. E, então, lá estava prestes a consumar o amor que guardou por tantos anos, no entanto, sequer tinha forças em suas pernas para se levantar. Seu corpo todo passou a tremer com o nervosismo crescente.

“Vamos lá, Emma. Tome a mulher que ama para si”. Levantou-se tentando firmar todos os músculos, puxou a toalha e enrolou pelo corpo. “Se arrume e vá, será perfeito”. Lentamente, enxugou o corpo e alcançou a lingerie vermelha que havia sido colocada para ela por Regina. Um vestido também a aguardava, da mesma cor, com alças finas e caimento até o meio das coxas. Swan livrou-se do coque que fez para o banho, alinhando os fios sobre os ombros. “Apenas abra a porta, Emma. Não a deixe esperando”.

Após longos minutos gastos simplesmente parada diante da porta, Emma deixou o cômodo. Ao deparar-se com o cenário que Regina criou, os olhos da loira, instantaneamente, marejaram. As velas espalhadas pela cabana iluminavam a mesa e o colchão, aonde lírios foram espalhados. A morena havia se trocado também e trajava um vestido preto, semelhante ao de Emma, com alças mais grossas. Quando a rainha percebeu a presença da loira, um doce sorriso preencheu seu rosto e, a passos lentos, buscou pela loira e a guiou até a mesa.

- Você está linda.

- Você que está linda. – Swan enfatizou sentindo o rosto queimar pelo olhar penetrante da mulher sobre si. – Está tudo lindo. As velas... eu amei.

- Espero que também goste do jantar. Tentei equilibrar nossos gostos. – Regina destampou os pratos onde haviam peixes, espargos, batatas gratinadas e um pouco de batatas fritas. – E, claro, champanhe.

A rainha serviu a bebida em duas taças e sorriu para Emma, incentivando-a a experimentar o jantar.

- Acho que merecemos um brinde antes. – Emma elevou a taça até a da rainha. – À vida. – Swan viu Regina sorrir para a referência antes de oferecer a sua própria.

- Aos relacionamentos improváveis.

O jantar foi silencioso, onde as conversas se deram mais pelos olhares e pelo corpo. Quando suas peles roçavam, um arrepio percorria cada centímetro delas. Assim que encerraram a refeição, sem que nada precisasse ser dito, Regina ofereceu a mão para Emma e a guiou até o colchão. Sentaram-se de frente uma para outra, com as taças em mãos. Hipnotizadas pelos olhares, moviam-se apenas para levar a bebida até a boca. Quando Emma secou sua taça, Regina e tomou e depositou, junto a sua ainda pela metade, ao lado do colchão. Com um único movimento, a morena tomou os lábios da loira. As línguas se sobrepuseram enquanto as mãos corriam por suas cinturas e coxas. À luz de velas, Regina afastou-se da loira retirando o próprio vestido e revelando a lingerie preta rendada. Os olhos de Emma percorreram o corpo moreno em luxúria e adoração. Regina passou os dedos pela ponta do vestido vermelho que a salvadora usava e o ergueu, deixando o corpo magro coberto apenas pela lingerie que ela mesma escolheu. Recuperou a sua taça de champanhe e empurrou a loira no colchão até estar completamente deitada e refém de suas vontades. Regina derrabou o restante de sua bebida pela barriga pálida da salvadora. Sustentando o corpo com os joelhos e mãos, Regina passou a língua pela pele da loira, sugando o champanhe e deixando chupões por onde passava, subindo até o pescoço. Ajustando o corpo sobre o de Emma, a rainha deslizou a língua pela orelha da loira recebendo um gemido baixo de aprovação. Swan girou o pescoço oferecendo-se para mais, a morena mordeu o lóbulo e o puxou delicadamente, ouvindo um gemido mais alto.

- Eu estou apaixonada por você. – A rainha confessou.

Emma apertou a cintura de Regina entre as mãos assim que as palavras chegaram até seus ouvidos, e trocou suas posições. Intercalando suas pernas, a loira forçou sua coxa contra o sexo de Regina e sentiu a umidade através da pequena peça que o cobria. Beijando os lábios da morena, Emma abriu o fecho do sutiã e livrou-se dele antes de fazer o mesmo com o da rainha. Quando seus seios foram expostos, ambas tomaram um momento para apreciar a beleza da qual eram feitos. Perfeitamente esculpidos. Divinamente, talvez. Regina contornou os seios rosados de Emma com as mãos e os apertou. Sem permitir que a mulher fosse em frente, Emma escorregou-se e abocanhou o mamilo esquerdo da morena, fazendo um gemido rouco atingir seus ouvidos.

Mãos escorregaram até os tecidos das calcinhas e lentamente elas foram retiradas. Regina girou seus corpos mais uma vez, colocando-se em cima. Abrindo delicadamente as pernas de Emma, beijando joelhos e a parte interna das coxas, a morena colou seus sexos encharcados pela excitação que as dominava. Rebolando e com os dedos entrelaçados, os olhos fechados proporcionavam a elas o êxtase do prazer, do sentimento que compartilhavam, da verdadeira magia em uma terra onde ela sequer deveria existir.

Intercalando mais uma vez seus corpos, dentre todas as vezes em que fariam aquilo naquela noite, Emma desceu os beijos pelo pescoço, colo, seios e barriga, até a intimidade da morena, deliciando-se com o néctar que ansiava, com o sabor daquela que amava preenchendo sua língua, trabalhando em proporcionar mais e mais prazer, até o ápice.

Sem preocupações, sem qualquer pensamento que não envolvesse deliciarem-se mais uma com a outra, amaram-se por toda a noite. Seus corpos embalaram-se em uma dança ritmada pelo simples desejo de estarem unidas em corpo, em alma, em vida. Declarações ao pé do ouvido enquanto as mãos percorriam livremente os corpos e os orgasmos vinham com gemidos, sorrisos e leveza. Já não sentiam mais o atrito do colchão, amavam-se nas nuvens, em uma conexão espiritual única. Mais do que carne, elas uniram suas existências.

O nome de Emma proferido pela boca de Regina, no auge do prazer, levou a loira a renovar a energia e marcar cada centímetro do corpo moreno com a boca enquanto as unhas da rainha arranhavam a sua pele clara. A pele clara e suada da salvadora. Não a salvadora de Storybrooke, mas sim a da Rainha Má, que a resgatou de uma vida infeliz, miserável, aonde vida mesmo não existia. Elas renasciam enquanto o fogo as iluminava com a ajuda da lua que atravessava a janela entreaberta.

Quando o sol nasceu marcando poucas horas de sono para as mulheres, a brisa da manhã apagou o que restava das velas e da lareira. Regina abriu minimamente os olhos, apenas para localizar o lençol que fora perdido durante a noite. Cobrindo-as, a rainha aconchegou-se mais no corpo de Emma, que a abraçava apertado em uma conchinha confortável. Dormiram por horas, descansando o corpo de cada esforço feito, mas que valera a pena.

Quando Regina abriu os olhos novamente, Emma a observava com um pequeno sorriso enfeitando os lábios. A rainha afundou o rosto no travesseiro fugindo do olhar da loira, que aproveitou para beijar-lhe a nuca.

- Eu preciso lavar o rosto e pentear o cabelo antes que você me olhe. – Regina resmungou com a voz grogue.

- Bobagem. Você nunca esteve tão bonita. – A xerife deitou-se em cima da rainha e descansou o rosto na curva do pescoço moreno. – Linda, na verdade.

- Você... – Regina girou o pescoço fazendo a loira afastar-se para olhá-la. – Você que está linda.

- Eu já lavei o rosto e penteei o cabelo. – Emma mordeu os lábios contento a risada que subia por sua garganta pela expressão indignada que nascia no rosto da rainha.

- Saia de cima de mim.

Enquanto a morena resmungava e sorria ao mesmo tempo, de uma forma nunca antes vista pela loira e que a impressionava muito, Emma a observou enrolar-se no lençol e apanhar a bolsa no caminho para o banheiro. A loira vestiu-se rapidamente e correu para a mesa de café, organizando tudo que lembrava-se de ver Regina comer pela manhã. Quando a rainha voltou para o cômodo principal, trajando calça de moletom cinza e camiseta preta, Swan rolou a playlist do celular.

- Sei que música é obrigatório nos seus dias.

 

I will be there, always waiting

(Eu vou estar lá, sempre esperando)

 

Waiting for you to let me inside

(Esperando que você me deixe entrar)

 

Where your fire burns in a city of angels

(Onde o fogo queima em uma cidade de anjos)

 

Well just like a river rushing straight into the sea

(Bem como o rio corre diretamente para o mar)

 

I'm the one thing meant for you and you for me

(Eu sou o único destinado para você e você para mim)

 

- É bom saber que já conhece meus gostos. – Regina sentou-se à mesa ao lado de Emma antes de lhe dar um rápido selinho.

- Mas ainda fico surpresa com suas roupas casuais.

- Hoje é domingo, por favor, me dê uma folga, garota! – A rainha roubou uma uva do prato que Emma fazia para si e a jogou na boca. – Você fica linda assim, com esse vestido vermelho.

- Eu fico linda com a minha jaqueta vermelha também.

- De qualquer jeito. Sempre.

Swan passou os braços pelas costas da rainha, trazendo-a para perto e beijando sua boca como se fosse a primeira vez, como se não houvessem passado a noite toda juntas, se amando. Para ela, beijar Regina era sempre especial.

 

Whatever you want

(O que você quiser)

 

Whatever you need

(O que você precisar)

 

Whatever it takes

(O que for necessário)

 

I'll do anything

(Eu farei qualquer coisa)

 

 

And as you sleep, eyes trough the window

(E enquanto você dorme, de olho na janela)

 

I'm watching you dream

(Eu estou vendo você sonhar)

 

Well are you dreaming of me?

(Bem, você está sonhando comigo?)

 

Yeah, so why can't you see?

(Sim, então por que você não pode ver?)

 

You're all that matters

(Você é tudo que importa)

 

You know if this earth should crack

(Você sabe que se a Terra rachar)

 

I'll be your solid ground

(Eu serei o seu chão)

 

Yeah, I will be there to catch you

(Sim, eu estarei lá para pegar você)

 

When you fall down

(Quando você cair)

 

Abandonando completamente a ideia de uma refeição, Emma levantou-se puxando Regina pelas mãos e a guiou de volta para o colchão. Deitada sobre a rainha, Swan beijou o pescoço acastanhado inalando o cheiro que ainda guardavam da noite que tiveram. Sentiu seus cabelos sendo puxados e sua boca indo de encontro aos lábios nus da rainha, para mais um beijo.

 

Oh, I'd take the stars

(Oh, eu pegaria as estrelas)

 

Right out of the sky for you

(Diretamente do céu para você)

 

I'd end the world

(Eu acabaria o mundo)

 

Give you the sun, the moon

(Te daria o sol, a lua)

 

For all of the time

(Por toda a eternidade)

 

Forever loving you

(Para sempre amando você)

 

***

 

Naquela noite, com o domingo chegando ao fim, Emma e Regina deixaram a cabana com destino à cidade. Chegando ao loft, a rainha pediu que Emma buscasse Júlia enquanto aguardava no carro. Quando a menina viu a mãe, pulou em seus braços e levou longos minutos até aceitar sentar em sua cadeirinha para que pudessem ir para casa. Com um sorriso bobo dançando nos lábios, Emma beijou a morena quando se despediram.

Com o corpo absolutamente relaxado e satisfeito, o sono chegou logo para rainha e xerife. Apesar disso, os braços de Emma envolvendo a cintura de Regina e as mãos da morena entrelaçando seus dedos fez falta para ambas e em justa tentativa de voltarem uma para a outra, sonhos a preencheram até o sol nascer.

Quando os primeiros raios invadiram o quarto pela fresta da cortina, a rainha ouviu batidas na porta. Eram muito baixas para serem no seu quarto, além disso, ela mantinha a porta aberta para o caso de Júlia desejar ir até lá. Abrindo os olhos vagarosamente enquanto tentava aguçar os sentidos, Regina percebeu que o som vinha da porta de entrada. Preguiçosa, levantou-se da cama ajustando o robe de seda preto por cima da camisola e arrastou-se pelas escadas. Quando abriu a porta, seus olhos ainda embaçados revelaram apenas um vulto dourado e vermelho; o suficiente para que a morena sorrisse esfregando os olhos para ter a visão nítida de sua namorada.

- Emma!

- É muito cedo. Eu sei. – Swan aproximou-se um passo e enlaçou a cintura fina da rainha. – Mas eu preciso de algo que não pode esperar.

- O quê?

- Isso!

Emma umedeceu os lábios e os aproximou dos de Regina, iniciando um beijo demasiado saudoso para quem a viu poucas horas atrás. Era um sentimento que nunca sentira antes; doía, mas era uma dor prazerosa que poderia durar para sempre sem que incomodasse. Tanto quanto doía, curava. Era amor, ela já sabia disso, mas crescia em ritmo mais acelerado do que imaginou que fosse possível. Quando a morena passou as unhas por sua nuca, puxando levemente os fios loiros enquanto sobrepunha sua língua, Swan sentiu o corpo eletrizar. Não havia um só centímetro seu que não desejasse aquela mulher.

- Você não imagina como senti falta disso. – Separaram-se e Regina uniu suas mãos puxando Emma para dentro.

- Eu não posso. Tenho que ir trabalhar e se eu entrar não sairei enquanto não repetir cada passo nosso naquela cabana.

- Eu não sei do que você está falando. – Regina soltou Swan e cruzou os braços olhando para além dos ombros da loira, com superioridade.

- Ah, não? – Swan tombou a cabeça no batente da porta e deslizou a ponta dos dedos pela bochecha da morena. – Talvez eu deva passar aqui mais tarde para refrescar sua memória.

- Talvez você deva. – Regina segurou a mão de Emma, que tocava seu rosto, e deslizou pelo próprio corpo até soltá-la na altura da cintura.

- Então eu venho.

- Eu fico esperando.

Swan beijou os lábios da namorada uma última vez e girou nos calcanhares caminhando em direção ao fusca amarelo estacionado do outro lado da rua. Antes que chegasse até ele, a loira girou o tronco novamente para Regina, mostrando um sorriso acanhado, com as bochechas coradas.

- Sabe... eu gosto de você me chamando de Emma fora da cama também. – A loira viu Regina ruborescer e fechar a porta imediatamente, mas o sorriso da morena não passou despercebido pela loira, que sorriu mais firme e seguiu para o carro.

Os dias passaram com uma rotina agradável, mas nunca entediante. Eram prazerosos os momentos que se repetiam todos os dias. Os almoços no Granny’s, os fins de tarde no parque, os jantares na mansão, as noites de amor no quarto trancado da morena; e, ali, absolutamente nada se repetia. Rainha e salvadora se descobriam cada vez mais, uniam-se, vibravam de prazer e transformavam-se em versões melhores de si mesmas.

- Me dá isso, Emma. Eu preciso atender – Regina subiu sobre o corpo da loira, deitado na cama, capturando o celular que a xerife sequestrara. – Alô?

Ainda sentada sobre a outra, Regina conversou rapidamente com quem quer que estivesse do outro lado da linha, mas o suficiente para que seu semblante, até então sorridente, caísse.

- Aconteceu alguma coisa? – Emma pegou o celular novamente, depositando-o no criado mudo, enquanto Regina sentava-se com as pernas cruzadas.

- Era da escola. Eles estão precisando de mim.

- Mas já?

- Por causa daqueles animais que compramos recentemente. Preciso começar a prepará-los para os alunos.

- Ninguém mais pode fazer isso?

- Ninguém tão bom quanto eu.

O sorriso convencido no rosto da morena eliminou qualquer tentativa de convencê-la a ficar. Emma espelhou o sorriso lembrando-se da expressão que Regina estampava sempre que cavalgava, do brilho nos olhos sempre que falava do trabalho e se voltar para Boston faria com que aquela leveza em seu rosto aflorasse, então que assim fosse.

- Quando você vai?

- Amanhã. – Regina puxou a namorada pela mão para que se sentasse de frente para ela. – Você vai me visitar?

- Toda semana. Henry e eu estaremos lá todas as sextas quando chegar do trabalho.

- Eu vou sentir saudade. – A rainha prendeu a mecha escura de cabelo que caia sobre o rosto.

- Eu também!

Regina deitou o corpo sobre o de Emma, prendendo os lábios finos entre os dentes e os chupando. Desceu os dedos pela barriga da loira, apertando sua cintura.

- Sei que o combinado era que hoje você iria embora porque seu turno é pela manhã, mas sendo a minha última noite aqui, fica comigo?

- Fico. – Swan esforçou-se para se levantar, levando Regina consigo, que soltou um grito baixo assustada, para sorrir amplamente logo em seguida. – Fico agarradinha a noite toda, mas antes preciso de um banho e quero companhia.

 

***

 

- Ah! O amor!

Regina ouviu a voz de James atrás de si enquanto observava um de seus alunos trotar. O sorriso em seu rosto não era raro nestes momentos, orgulhoso por ver alguém que nada sabia sobre cavalgar, já trotando tão bem, mas o sorriso daquela vez era diferente, era apaixonado, e qualquer um notaria. Falhava miseravelmente em tentar manter o foco.

- Para com isso. – A morena girou a cabeça para o lado oposto ao que o amigo se escorou na cerca em que estava, escondendo o rubor que crescia sempre que era pega pensando em Emma.

- Você não pode negar o que está estampado.

- Eu nunca disse que era amor.

- Precisa? – James passou um braço pelo ombro de Regina, puxando-a para que deitasse a cabeça em seu ombro, ambos fingindo atenção ao jovem que cavalgava a frente deles, mas com os pensamentos longe dali. Tão longe quanto Emma. – Você está viva, Rê. Viva!

- Como assim?

- Todo mundo achou que você definharia, que morreria, mesmo com o coração ainda batendo, com a respiração constante. E você morreu, Regina. Morreu todos os dias quando acordava dos sonhos que tinha com Luna e encarava a cama vazia ao seu lado.

- Não. – A rainha soltou-se do homem, subiu na cerca e sentou-se sobre ela, com as pernas suspensas sobre a areia da pista. – Eu disse que sobreviveria.

- Sobreviver é diferente de viver. Essa mulher, essa Emma, seja lá quem ela seja ou o que tenha feito, ela salvou a sua vida.

- Eu ainda sinto falta da Luna; penso nela e ainda dói.

- Nunca vai parar de doer, você nunca irá esquecê-la nem deixar de amá-la. Mas isso não significa que não pode amar outra pessoa. Que já não ame.

Regina tomou um tempo para pensar sobre aquilo. Em um primeiro momento repensou seu comportamento recente, ao lado de Emma, buscando indícios de que era amor, mas então se deu conta do ridículo da situação. Já amara outras vezes e nunca precisou de prova, nunca precisou pensar sobre isso ou que alguém lhe apontasse. Ela simplesmente sabia que amava Daniel, sabia que amava Luna. E, agora, sabia que amava Emma.

Quando beijou a loira no Natal, Regina já estava disposta a levar em frente o relacionamento entre elas e, conhecendo-se bem, a rainha sabia que aventurar-se com outra pessoa em tal momento só poderia significar uma coisa. O sentimento já crescia dentro dela, gradativamente, e, finalmente, havia se instalado dentro do seu coração. De todo o seu ser.

- Você não tem que me confessar nada. – James assegurou afagando suas costas. – Mas me diga, ela está vindo hoje?

- Sim. Aliás, ela já deveria ter me ligado, como faz sempre que sai de casa. Eu já tentei ligar, mas deu caixa-postal. Deve estar na estrada. – Regina suspirou relaxando o corpo enquanto formava um pequeno bico em seus lábios.

- Eu não sei lidar com pessoas em lua de mel. É um biquinho adorável. – O homem puxou o tecido da camiseta da amiga trazendo-a para baixo, ficando ambos em pé do lado de fora da cerca. – Há quanto tempo não se veem?

- Ela estava vindo todo final de semana, mas não veio no último porque teve que substituir um colega de trabalho. – Regina fez uma careta recordando-se da namorada detalhando a virose que o pai adquiriu. – Já fazem dois meses que as minhas férias terminaram e só os finais de semanas não estão sendo suficientes.

- É, esquentadinha, quem te viu, quem te vê! – James bateu uma mão sobre o ombro de Regina e lhe deu as costas. – Mas é melhor deixar para pensar nessa loira depois do trabalho, seu aluno está andando em círculos há quase uma hora.

Os olhos de Regina arregalaram-se enquanto conferiu o horário constatando que os planos seguintes para aquela aula precisariam ficar para a próxima. Rapidamente ela saltou a cerca e correu até o cavalo, fazendo-o parar e ajudando o jovem aprendiz a descer. Enquanto levava o animal para o estábulo, após despedir-se do aluno satisfeito com seu progresso, a morena buscou o celular no bolso. A falta de contato por parte de Emma já a estava preocupando. Em menos de uma hora ela estaria em casa e, como de costume, Emma já deveria ter chegado em Boston.

Impaciente, Regina deixou o cavalo com o tratador ainda na entrada do estábulo e seguiu até o escritório de James.

- Me empresta seu celular? Talvez o meu esteja com defeito. – Regina bateu levemente com uma mão na porta chamando a atenção para si e sentindo o rubor crescente em suas bochechas sob o olhar debochado do amigo e da namorada que o acompanhava. – Oi, Stef. É só para me certificar de que... – A morena parou de falar quando a professora acenou com as mãos e a abraçou apertado.

- Use o meu.

Sem delongas, Regina discou o número que já havia decorado e o ouviu chamar incessantemente até cair na caixa postal. Tentou novamente e permaneceu sem resposta. Prestes a discar pela terceira vez, o seu próprio aparelho vibrou em sua mão. Apressada e sem atentar-se ao nome no visor, Regina atendeu chamando pelo nome da namorada, mas a voz, sempre tão carinhosa que Emma reservava para ela, não foi a que ouviu daquela vez. Em silêncio, Regina manteve-se na linha, concentrada, enquanto sua expressão tornava-se cada vez mais assustada.

Quando a ligação chegou ao fim, em um movimento automático, a rainha guardou o celular no bolso e depositou o de Stef sobre a mesa de escritório. Em estado de choque, a rainha só reagiu quando um James preocupado tocou o seu braço.

- Está tudo bem?

- Não. – Regina sacudiu a cabeça repetidas vezes e levou as mãos até o capacete do uniforme, livrando-se dele, antes de arrancar as luvas pretas. – Emma está em perigo. Eu preciso ir agora. – A rainha jogou os apetrechos nas mãos do homem e irrompeu pela porta. – Por favor, pegue Júlia na creche e fique com ela até eu voltar. 


Notas Finais


Eu não gosto muito de descrever o hot completo, então descrevo até certo ponto e conto com a imaginação de vocês depois. Espero que tenham gostado do capítulo. Agora... o que será que aconteceu com Emma, hein?!


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