História I Won't Mind - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Maluma
Personagens Maluma, Personagens Originais
Exibições 136
Palavras 3.704
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpa a demora. Não desistam de mim.
Espero que vocês gostem.
Amo vocês.
XOXO, Moon.

Capítulo 17 - Seventeen


                Romeo e eu ficamos ali por alguns minutos, falando sobre a vida no geral. Quando Dora, a governanta da casa, vem nos chamar dizendo que toda a família está junta. Eu me enrolo na manta, e nós descemos para o primeiro andar da casa. Eu não me lembrava da casa ser tão grande, mas essa casa já passou por tantas reformas que dificilmente me lembraria.

                Eu entro na cozinha onde há muita conversa, e me sento em uma das banquetas do balcão. Minha família é muito barulhenta, são varias conversas em apenas um lugar. Gabriel me olha do outro lado do balcão e caminha até mim, ele me abraça e apoia o queixo na minha cabeça.

                               –Do que estávamos falando? – pergunto curiosa, e atenção vem toda para mim.

                               –Sobre mim, claro. – Linda joga os cabelos para trás, e eu reviro os olhos. – Papá não me quer viajando tanto. Ele quer que eu tenha uma vida normal.

                               –Como se qualquer um dos seus filhos tivesse. – Julieta comenta, nosso papá olha para ela a reprovando. – Papá, é a verdade. Nós não somos normais, não sabemos saber.

                                –Ela está certa. – Ale diz olhando algo no tablet que está em suas mãos.

                               –Papá, Linda enche nossas paciências desde pequena. Se tem algo que essa menina sempre quis, é ser modelo. – eu tento argumentar. – Ela tem uma carreira linda e bem estruturada. Algo que é bem difícil no mundo da moda.

                               –Você não se preocupa… – ele diz e eu levanto minha mão o impedindo de continuar.

                               –Absolutamente. Eu me preocupo com ela. – os olhos de Linda brilham enquanto eu falo. – Mas, ela é feliz assim, e você sempre disse que a melhor profissão é a que nós amamos ter. – eu dou de ombros. – E eu me preocupo com todos mis hermanos e mi papás… – minha me encara com os braços cruzados. – E mi mamá. – ela sorri e eu também. – Mas, é um mal dessa família todos nós amamos nossos trabalhos.

                               –Eu não consigo parar de dançar. – Cristian é o primeiro a se pronunciar.

                               –Eu mal posso esperar para voltar ao trabalho. – Ale diz apoiando o queixo no pulso.

                               –Eu amo meu trabalho. – Gabriel diz, no tom de voz dele você vê isso.

                               –Estou ansiosa para o meu próximo ensaio fotográfico. – Linda diz com um sorriso enorme.

                               –Eu amo escolher as roupas das pessoas. – eu dou de ombros.

                               –Eu não consigo ter vestidos de noiva o suficiente. – Julieta diz e nós damos risada. – É sério, eu amo meu trabalho.

                Mi mamá e mi papá se entreolham durante alguns minutos. Ela dá de ombros e então ri.

                               –Os criamos assim, temos que aceitar as consequências. – ela dá de ombros. – E Linda é saudável e mesmo não frequentando a escola sempre, é uma ótima estudante.

                Eu, Ale e Cris olhamos diretamente para ela com o cenho franzido. Linda, é uma menina maravilhosa e Linda, assim como o nome dela. Mas, uma boa estudante não está na lista de qualidades dela. Ela está enrolando alguém para fazer os trabalhos dela, com certeza. Ela dá de ombros se fazendo de inocente.

                               –Está bem, mas vai diminuir o ritmo de viagens. – mi mamá concorda com mi papá. – Vai frequentar a escola com mais frequencia, está perdendo a melhor parte da sua vida.

                               –Eu não concordo com isso. – Cris diz sem animo. – Eu odeio a escola. – Cris odeia a escola, mas é sem duvidas a criatura mais inteligente da família.

                               –Concordo com o Cris. – Ale diz olhando novamente no bendito tablet. – Aquele lugar é o inferno na Terra.

                               –Você diz isso porque tinha que fingir ser hétero para não apanhar. – Julieta diz e Ale a encara indignado. – Eu trabalho com fatos. – ela pisca para ele.

                               –Ok, ok… Chega! – mi papá diz, e todos se sentam-se à mesa. O jantar vai ser servido. – Agora, eu quero saber de você Cristian, sua carteira de motorista, sai ou não? – a atenção da mesa se vira para Cristian.

                               –Vai sair, papá… - Cristian diz sem graça.

                Cris tem alguns problemas com dirigir, ele sabe. Mas, ele perdeu a namorada em um acidente de carro, ficou traumatizado.

                               –Quando for o tempo certo, vai sair. – mi mamá diz gentil.

                O clima da mesa fica pesado. Então, eu dou um jeito de animar as coisas. Vejo Linda se esticando para pegar algo do prato do Cris, é um ótimo momento para isso. Cris desvia o olhar de mim assim que Linda tira a mão do prato dele.

                               –Não põe a mão na minha comida! – ele levanta o prato na direção dela e eu dou risada.

                Eu me estico, e com certo esforço dou um tapa na cabeça dela. Que olha rapidamente na direção do Cris, Romeo e Hernando dão risada.

                               –Vicenzo! – ela quase bate nele.

                               –Não fiz nada! – ele diz irritado, e todos na mesa seguram o riso. Eu ao contrario dou uma garfada na macarronada, e dou uma risadinha. – Foi você. – ele aponta para mim.

                               –Por favor, eu não tenho mais seis anos. – eu reviro os olhos. – E meu braço não é tão longo assim. Se foi você, assuma a culpa.

                Os dois começam uma discussão sem sentido e fim. E os mais velhos na mesa dão risada. É muito raro conseguirmos a família inteira assim, junta. O que deixa cada momento mais divertido.

                               –Senti falta disso. – ouço mi papá dizer.

                               –O que? Brigas na mesa de jantar? – Julieta diz ainda rindo dos mais novos ao meu lado.

                               –Acredite ou não… Isso faz falta. – mi mamá diz e olha para todos na mesa. – Não podemos perder isso.

                               –Amanhã podemos provar os vestidos. – Julieta diz olhando algo no celular, e mi mamá bate palmas animada. – Tenho o dia inteiro livre, e vou ficar na loja.

                               –Mas, eu não tenho. Tenho que separar as roupas do Maluma, a turnê vai começar e temos muita coisa para fazer. – eu digo olhando no meu celular.

                               –Pela manhã. – Julieta diz, e eu dou risada. – Não muito cedo, Eduardo chega com o pai.

                               –Isso são boas noticias. – eu me levanto, tenho que ir para casa, estou exausta. – Eu tenho que ir.

                               –Já? – mi papá diz quando me retiro da mesa.

                               –Sim, tenho que fazer minhas malas antes de fazer as do meu chefe. – eu explico e me abaixo para abraçar ele. – Tenho mais dois dias de folga, posso vir aqui depois de amanhã. Passar o dia com vocês.

                Peguei o carro do meu pai emprestado para voltar para casa. Se tem algo que tenho necessidades de comprar alguma coisa, se chama carro. Eu entro no prédio e vejo uma movimentação na portaria.

                Vejo minha vizinha, Liana, que tem mais ou menos minha idade. Não somos amigas, mas ela é uma ótima vizinha. As pessoas do prédio dizem que ela mexe com bruxaria, embora o visual dela não aponte isso. Ela tem cabelos vermelhos como sangue, imagino a quantidade de lençóis manchados que ela tem. Os olhos são verdes claros, e a pele morena.

                               –Eles estão trocando o porteiro. – ela explica ao ver minha cara confusa. – Sr. Gonzáles sendo tão enrolado como sempre. – ela revira os olhos.

                               –A questão é: Como ele é o nosso síndico? – eu digo quando as portas do elevador se abrem. Eu entro e me apoio na parede, meus pés doem demais exatamente como minha cabeça.

                               –Dia difícil? – ela diz prendendo os cabelos vermelhos.

                               –Mais ou menos isso. – dou de ombros.

                               –Deixe-me adivinhar… - ela semicerra os olhos e eu dou risada. – Caras. Esse é o seu problema.

                               –Quase sempre. É uma sina que eu carrego. – fecho os olhos pensando no dia complicado que eu tive. – E os homens dizem que nós somos complicadas.

                               –É por isso que eu os evito. – ela diz assim que a porta se abre no nosso andar. – Only a girl knows how a girl feels… – ela dá de ombros. – É uma musica.

                               –Vou ouvir ela. – eu digo pegando minhas chaves na bolsa. – Te vejo depois.

                               –Você certamente vai. – ela pisca para mim e entra em casa.

                Eu sorrio, porque sei que ela estava dando em cima de mim. E faz um bom tempo que não fico com uma garota, e ela é certamente meu tipo. Eu abro a porta, e jogo minha bolsa e meus sapatos no hall. Dou uma olhada em uma papelada que deixei na mesa do hall.

                Eu tiro meus tênis com os pés, enquanto vejo a agenda de tour do Maluma. Começaremos pelos locais quentes e depois vamos para locais mais frios. O que me dá uma boa ideia do que escolher.

                Eu me jogo no sofá, e me assusto ao reparar que tem alguém sentado no meu sofá. Me viro para o lado e vejo o Maluma ali. Com cara de poucos amigos.

                               –Sério! Essa merda de entrar na minha casa sem autorização tem que parar! – eu digo me levantando. – Você quase me matou de susto!

                               –Como se você fosse a única a se assustar com alguém na sua casa. – ele responde e aponta na direção da cozinha.

                Benjamin está do outro lado do balcão. Com os braços cruzados, o maxilar trancado e a raiva do Juan por estar na minha casa. Eu suspiro e passo a mão pelo meu cabelo o puxando para trás sem nenhum cuidado.

                               –Okay, minha casa é o que agora? – eu digo irritada. – Puteiro? Entra quem quiser. – Benja abre a boca para dizer algo e eu respiro fundo. – Como você entrou aqui? – eu pergunto para o Juan.

                               –Você autorizou minha entrada quando eu aparecesse e me deu uma chave. – ele dá de ombros.

                               –Um erro. – eu resmungo e me viro para o Benja? – Você?

                               –Eu disse que era seu namorado Juan. – Benja explica indiferente.

                               –Esperto. – eu comento. – Agora, a pergunta que não quer calar? O que caralhos vocês dois estão fazendo aqui?!

                               –Precisamos conversar. – os dois dizem ao mesmo tempo e revirei os olhos.

                               –Não! – eu digo irritada. – Nós não temos nada que conversar. Eu não quero conversar com vocês, eu não me importo em conversar com vocês. Vocês já não estragaram meu dia o suficiente? Hoje era para ser um puta dia especial! Minha família toda estava lá, meus amigos estavam lá! Era um dia para comemorar! Mas, é obvio que vocês não poderiam deixar eu ter um dia de paz! A PORRA DE UM DIA DE PAZ!

                               –Eu não queria estragar o seu dia! – Juan diz se levantando.

                               –Então para que você foi até lá?! – eu grito em resposta, ouço a risadinha do Benja. – E você? Por que você está rindo?! Você foi quem entrou no meu quarto e me provocou?!

                               –Eu estava bravo com você! – ele grita em resposta.

                               –COM EXATAMENTE O QUE?! Eu não sou sua namorada, deixei de ser anos atrás quando você me traiu com a ex namorada dele! – eu aponto para o Juan que está atrás de mim. – Então, você pode me explicar porque você estava bravo comigo?!

                               –Porque eu te amo! – ele grita se aproximando de mim.

                De primeiro, eu me assusto com a proximidade e dou um faço para trás, me afastando dele. Minha vista escurece durante alguns segundos, e consigo me ver a uns anos atrás. Ele berrando comigo por um motivo que eu nunca sabia, eu me apoiando contra parede tentando me afastar, mas por não ter mais espaço eu me encolho, enquanto ele se aproxima de mim e soca a parede a centímetros de mim, ou tacava coisas contra a parede que eu estou apoiada. Sinto minha nuca se arrepiar e o medo de apanhar me atingir como um soco.

                Mas, então reparo no que ele disse. O que me deixa preocupada.

                               –Você não me ama. – eu retruco. – Você é obcecado comigo. É diferente e você sabe disso.

                               –Angelina, só porque você não me ama mais e não quer mais ficar comigo. Não quer dizer que eu não ame você. – ele se aproxima, e dessa vez eu não me afasto, porque se der mais um passo para trás bato contra o Maluma. – Eu quero você, e você sabe disso.

                               –Benja, se afasta. – eu peço, sinto minha cabeça girando.

                               –Eu não vou te machucar. – ele diz, mas eu não quero ninguém aqui.

                               –Ela disse para você se afastar. – Juan diz me puxando para perto dele, o braço dele não solta minha cintura, me mantendo segura atrás de si. – Ela não quer você aqui.

                               –Ela pode falar por cima mesma… – Benja fecha a mão em punho, as coisas não estão indo para o melhor final.

                               –Você a assusta, qualquer um pode saber… – Juan diz, eu sinto que tenho que fazer alguma coisa, mas simplesmente não consigo me mexer. – Eu me imagino o quão perto você chegou de bater nela. – vejo a veia da testa do Benja saltar. É um assunto delicado. – Ponha suas mãos uma vez nela, e você vai achar uma boa briga.

                               –Você não é o único querendo uma boa briga. – Benja responde.

                               –Você não é um cara exatamente seguro para ficar perto dela. – Juan diz, suas mãos fechadas em punho ao lado do corpo.

                               –Discordo. – Benja diz, reconheço a frieza no seu olhar, era o que eu via quando ele estava pronto para uma luta, quando ele concentrava toda sua raiva. 

                               –Não estou negociando isso, Benjamin. – Juan diz entre dentes.

                A tensão entre os dois pode ser cortada com uma faca. E por algum diabo de motivo, eu não consigo me mexer.

                               –Nem eu. – Benja diz com seu sorrisinho irônico.

                Juan dá um passo para frente, eu finalmente consigo me mexer e me ponho entre os dois.

                               –Vocês dois estão mesmo falando sobre minha segurança? – eu finalmente consigo dizer.

                               –O que quer dizer com isso? – Benja pergunta.

                               –Vocês não estão… – eu olho para os dois. A única possibilidade dessa briga estúpida estar acontecendo, é tão idiota. – Vocês não estão com ciúmes, certo? Vocês não tem que ter ciúmes de mim, eu não estou com nenhum dos dois.

                Juan ergue uma sobrancelha. Mas, consigo ver que o acertei com minhas palavras.

                               –Eu sei. – ele diz.

                               –Fale sério. – eu olho para o Benja.

                               –Perfeitamente… Não existe nada de cômico nisso. – Benja diz, posso ver que suas mãos não estão mais fechadas em punho.

                Eu franzi minha testa, desconfiada.       

                               –Ou… é um outro motivo completamente diferente do meu entendimento? Algum absurdo de “a obsessão do ex mais antigo e o mais recente”? Só algo provocado por pura testosterona…

                               –Trata-se apenas de você. E sua segurança. – Juan diz cada palavra com seriedade.

                               –Tudo bem. – suspiro e cruzo meus braços. – Acredito nisso. Mas, eu quero que vocês saibam da próxima vez que eu entrar na minha casa e um de vocês estarem aqui sem minha autorização, eu chamo a policia. – Benja revira os olhos, mas sabe que eu falo serio. – E no que diz respeito a rivalidade masculina de vocês, eu estou fora. Eu sou… – eu penso em um bom exemplo. – Sou um país neutro. Sou a Suíça. – ambos me olham confusos. – Eu sou a Suíça. – eu decido acabar com essa discussão estúpida assim. Pacifica e neutra. – Agora, Benja vá para casa. – ele me olha revoltado. – Eu estou falando serio, vocês já me causaram muita dor de cabeça.

                               –E ele fica? – ele aponta para o Juan, não preciso me virar para saber que Juan está com um sorrisinho idiota nos lábios. – Angel?

                               –Agora! – eu o empurro em direção à porta. Eu abro a porta, e paro ao lado dela, a segurando aberta. – Por favor. – eu peço ainda paciente.

                               –Angel…

                               –Benja, vai para casa. – eu seguro a mão dele. – Eu estou te pedindo. Por favor, vai para casa. – ele reluta um pouco, e então assente. Ele segura minha nuca e beija minha testa. Ele sai e eu fecho a porta. Preciso de dois minutos, antes de voltar para a sala. – Você não está pensando que vai ficar aqui, certo? – eu digo para o Juan assim que volto para sala. – Só pedi para o Benja ir porque eu não queria que vocês se batessem na portaria.

                               –Eu não bateria nele. – ele revira os olhos.

                               –Eu não sei se posso contar com isso. – eu caminho até a cozinha, e pego uma garrafinha de suco. – Eu achei ridículo o que aconteceu aí… – eu aponto para onde ele está, dou um gole no suco. –Na verdade, esse dia inteiro foi ridículo.

                               –O dia inteiro? – ele cruza os braços.

                               –Tirando minha formatura e o tempo que passei com minha família. – eu digo, e então caminho até a janela. Não há sinal da presença do Benja. – Pode ir agora. – eu digo deixando a garrafinha de suco na mesa do telefone. – Eu quero dormir, minha cabeça está doendo. – caminho até porta e ele me segue. – Te vejo quando voltarmos a trabalhar.

                               –Então, vão ser dois dias sem ouvir nada ao seu respeito. – ele diz.

                               –Sim, de acordo com suas contas e as minhas. – eu respondo indiferente.

                Ele se aproxima e beija minha bochecha. Assim que ele passa pela porta, eu a fecho e me apoio nela. Eu menti sobre a dor de cabeça, mas posso pressentir uma começando. Tiro o vestido e me deito embaixo das cobertas.

MALUMA

                O caminho do apartamento dela até minha casa parecia durar anos. E minha vontade de parar o carro e voltar para o apartamento dela chega a doer.

                Mas, na verdade o que mais me assustou foi ver como ela ficou assustada com a proximidade do Benjamin. Ela quase tropeçou em mim quando ele se aproximou dela. Ela se encolheu, notavelmente com medo dele. Ela disse que o relacionamento deles foi complicado, mas não falou nada a respeito de agressões. Mas, aparentemente isso pode ter acontecido.

                Entro em casa, e Bonnie e Clyde correm na minha direção, eles estão agitados. O que quer dizer que alguém está em casa. Pego Clyde no colo e caminho até sala, sinto o cheiro de flor de laranjeira, Lola está em casa.

                Entro na sala, ela está olhando algo no notebook e no telefone. Eu me jogo no sofá ao lado dela, ela sorri rapidamente e continua falando no telefone. Eu brinco com meus bebés, ela termina a ligação e bufa.

                               –Dia cheio? – eu pergunto enquanto tento impedir Bonnie de subir na Lola.

                               –Miguel foi à casa do irmão e deixou toda sua carreira nas minhas pequenas e delicadas mãos. – ela joga a cabeca para trás e faz uma massagem dos lados da cabeça. – Sabe o que pior? Ele me liga a cada cinco minutos.

                               –Sinto muito. – eu digo para ela, que puxa Bonnie para o seu colo.

                               –E você? Como foi a festa da Angel? – ela diz parecendo chateada. – Queria ir, Thaya tinha me chamado para ir.

                               –Você adoraria ter ido. A maioria da família dela estava lá, e ela nunca me pareceu tão feliz em estar em um lugar. Eu entendo agora porque ela é tão apegada a eles. – eu digo me lembrando dela rindo com os irmãos.

                               –E você? Como foi a festa para você? – ela diz apertando o rosto de Bonnie. – Pela sua cara não foi boa.

                               –Não foi toda boa, mas toda vez que Angel passava por mim eu fico feliz. Ela me deixa feliz. – eu suspiro me lembrando do jeito que ela me olhou quando me viu com a Delilah.

                               –Então, por que você não está? – ela deita a cabeça um pouco para o lado.

                               –Alguns acontecimentos destruíram o dia. Delilah descobriu sobre mim e Angel, Delilah e eu terminamos, e eu e Angel também, eu fui até a casa da Angel falar com ela e o Benjamin estava lá, nós discutimos e ela ficou mais irritada do que já estava. – eu explico rapidamente.

                                –Em alguma hora isso ficou bom? – ela pergunta parecendo chocada.

                               –Angel, disse que me ama…

                               –Isso é bom.

                               –Mas, também disse que odeia quem eu sou para ela agora. – eu suspiro me lembrando do vazio que me deu quando ela disse. – E que sabe que por agora, ela não vai me perdoar. Ela não pode.

                               –Ela disse por agora. Talvez ela precise de um tempo.

                               –E se eu perder ela nesse tempo? – eu estou realmente preocupado. – Ela traz um bom lado de mim.

                               –Eu sei, eu também gosto de você com ela. Mas, eu acho que você deveria ter pensado nisso no começo. – eu a encaro irritado, ela deveria me dar conselhos e não me deixar para baixo. – Eu estou certa e você sabe bem disso.

                               –Eu sei. Só não quero ver isso. – eu bufo.

                               –Espero que você não se importe, mas vou passar a noite aqui. O seu quarto de hospedes é melhor que meu apartamento inteiro. – ela se levanta, e segura minha mão. – Sua tia vai deixar Romeo aqui porque amanhã ela vai na prova do vestido de noiva da mamá da Angel. E depois você vai ter que levar para a Yudy.

                               –Certo. – eu beijo a mão dela que se abaixa e beija minha testa. – Durma bem.

                               –Obrigada, você também. – ela diz saindo da sala.

                Eu deito minha cabeça no sofá, e consigo lembrar da primeira vez que Angel veio aqui. O qual inocente e linda ela estava aqui.

                Ela era uma boa parte do que estava acontecendo na minha vida. E eu mesmo sozinho, sem a ajuda de ninguém, consegui destruir tudo. Na verdade, Delilah estragou tudo. Não sei o que deu na cabeça dela para aparecer aqui na minha vida sem eu pedir.

                Delilah sempre foi uma boa namorada. Obviamente foi estragando conforme o tempo foi passando. Mas, sempre foi uma boa menina. Era gentil e educada, toda minha família gosta dela. Desde o começo do namoro, mas ela acabou se tornando possessiva e ciumenta demais. Me sufocava com as perguntas e olhando o meu celular, e me irritando o máximo possível.

                Por algum diabo de motivo, a imagem dela e do Nathan sentados na beirada da piscina da chega a me irritar. O jeito que os dois riram e continuaram abraçados, como se fossem um casal perfeito. Ciúmes. Com certeza, ciúmes.

                Eu não estou certo. De forma alguma, porém ela também nunca esteve sempre certa. Mesmo que sem querer, ela tem um mel para homens, os caras sem pensar duas vezes a amam. Ela parece fluir amizade com a ala masculina da humanidade com a felicidade que respira.

                Eu balanço a cabeça, afastando ela da minha cabeça. O que obviamente não vou conseguir, fazer isso. Tenho sonhado com ela desde que a conheci isso não vai mudar agora.

                



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...