História Ibitsu - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Kai, Reita, Ruki, Uruha
Visualizações 47
Palavras 1.948
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não tenho muito o que dizer a não ser ESPERO QUE GOSTEM...

Capítulo 5 - Capítulo 5


Capítulo 5

 

Achei estranho quando não o vi na sala, desde que cheguei à escola nunca tinha visto Ruki faltar de aula nem mesmo quando não dormia a noite, fiquei preocupado e liguei pra ele, o telefone chamou uma, duas, três vezes.

Chamou até desligar e nada. E também desde que nos falamos ele nunca deixou de me atender, lembrei-me da irmã dele e percebi que tinha feito a burrada de não pegar o numero dela, estava na hora da aula começar e eu não tinha conseguido falar com ele, “depois da aula eu ligo outra vez” pensei.

E foi o que eu fiz, não consegui prestar atenção na aula por que estava preocupado demais com ele e o professor não parava de falar. Era uma tortura. Liguei novamente no celular dele e alguém atendeu “finalmente”.

“Oi Kou, bom dia”.

Fiquei ainda mais preocupado, alguém atendeu e não era meu pequeno era May, ela parecia um pouco preocupada também apesar de tentar disfarçar.

“Bom dia, desculpe o incomodo, mas o Ruki está?”

Ela suspirou e ouvi som de passos

“Sim ele está, você pode vir aqui um pouco?”

Ela falou num tom de voz baixo

“Sim eu estou indo, mas aconteceu alguma coisa?”

“Quando você chegar aqui eu te explico, anota meu numero e quando você estiver no portão me dá um toque e eu abro pra você”.

Isso está me deixando preocupado

“Tudo bem, pode falar”.

Anotei o telefone dela e fui pra casa dele o mais rápido que consegui, no caminho liguei para minha mãe e expliquei a situação, ela me disse para ficar com ele o tempo que fosse preciso, cheguei lá alguns minutos depois e fiz como o combinado com May, ela abriu o portão e parecia... triste, preocupada? Não sei dizer?

-“Oi, desculpe te fazer vir aqui, mas quem sabe você consiga tirar ele de lá”.

-“De lá onde?”

-“Ele se trancou no quarto de novo, só abriu para o Shiro como sempre”.

-“Vou ver o que posso fazer, mas o que aconteceu?”

-“Uma recaída, não são frequentes mas ainda acontecem, e como ele não está mais se tratando como deveria, tenho medo que aquela condição volte”.

-“Mas aconteceu alguma coisa?”

-“Não, não tem um motivo que o faça ter recaídas, ele simplesmente se isola do mundo e a única pessoa até o momento que ele permite se aproximar é o Shiro”.

-“Entendi, vou ver o que posso fazer”.

-“Obrigada”.

Entrei e fui para o quarto dele, bati na porta e chamei.

-“Ruki, sou eu Uruha, posso entrar?”

Silêncio...

Bati outra vez

-“Ru-chan, sou eu, por favor abre a porta”.

Silêncio novamente

-“Ru-chan, por favor, eu estou preocupado”.

O ouvi se mexendo na cama e esperei.

-“O que você quer?”

Ele parecia sem expressão, olhei nos olhos dele e era como olhar para o vazio.

-“Eu vim te ver, você não foi à aula e fiquei preocupado”.

-“May que te chamou aqui?”

-“Não, eu implorei a ela que me deixasse vir, eu fiz mal?”

Resolvi não contar a verdade, não queria que eles discutissem,

-“Só não queria que você especificamente me visse nessas condições, desculpe”.

-“Não se preocupe com isso, somos amigos não é? Amigos não são só para os momentos felizes não, estou aqui agora não tenho intenção nenhuma de te deixar sozinho, nem hoje nem nunca”.

Ele pareceu considerar isso e por um segundo eu pude ver uma tentativa de sorriso

Ele abriu a porta e me deixou entrar, Shiro já tinha destruído quase o quarto todo e ele parecia nem ligar pra isso.

Ele voltou a se deitar e colocou um lado do fone de ouvido.

-“Isso vai passar, estarei melhor amanhã não se preocupe” Ele disse.

-“É claro que eu me preocupo, como pode me pedir para não me preocupar? Eu...”

Desviei meu rosto.

Eu quase disse. O que eu estava pensando?

-“Você... o que?”

-“Eu sou seu amigo Ruki, não me peça para não ficar preocupado”.

Ele ficou chateado? O que foi que eu fiz?

-“O que você está ouvindo?” mudei de assunto.

-“Ah, musicas aleatórias, mas são todas “rock” pesado, eu preciso de muito barulho na cabeça agora”.

Tirei os fones de ouvido dele e apontei para o quarto

-“Shiro está fazendo barulho o suficiente, não percebeu?”

Ele riu um pouco e se levantou na cama

-“Ele é uma graça não é?” Disse sorrindo.

Serio que só esse menino consegue o fazer rir mesmo numa recaída?

-“Titi”

-“Oi amor, estou aqui, pode falar”.

-“Dá - dá” ele disse apontando pra nada em especifico e para tudo ao mesmo tempo.

-“O que você quer? É isso?” Ruki perguntou pegando um bicho de pelúcia.

Shiro balançou a cabeça negando Ruki  pegou ele no colo e perguntou.

-“O que é então?”

Ele pegou o celular de Ruki e disse

-“Ne - ném”

Ruki pegou o celular e colocou alguma musica infantil, o garoto pegou o celular e deitou na cama ficando assustadoramente quieto e compenetrado, até demais para o meu gosto.

-“Eu acho engraçado o quanto ele gosta dessas musicas” Ele disse sorrindo.

-“É...” eu disse olhando aquele sorriso que eu pensei que não veria mais hoje.

-“Trouxe os exercícios, mas eu os faço pra você, eu já fiz os meus e vou te deixar descansando”.

-“Não precisa, pode deixar aqui, eu faço, não é como se a escola não soubesse do motivo quando eu falto de aula”.

-“Eles sabem?”

-“Sim, May levou meu histórico médico quando eu tive a crise, o médico disse que eu teria recaídas, mas como eu não tenho o habito de faltar de aula eles entenderam meu lado”.

-“Ah...”

Por que ninguém me disse então? Não era segredo pra ninguém que eu e  Ruki somos próximos.

-“Desculpe” Ele disse me trazendo de volta a realidade.

-“Pelo que?” Perguntei sem entender.

-“Por você me ver assim, eu não estou nada apresentável” E abaixou a cabeça

Passei a com as costas da mão pelo seu rosto fazendo um carinho de leve e segurei em seu queixo levantando lentamente e olhando ele nos olhos.

-“Não diga isso, você é lindo, sempre vai ser lindo pra mim”.

Queria poder tirar uma foto agora, queria proteger ele do mundo e é exatamente isso que eu vou fazer.

-“Ma-mas...”

Não sei o que ele ia dizer naquele momento por que não consegui me controlar ele estava fofo demais e num impulso eu o beijei.

Ele se assustou no primeiro momento, mas depois de um tempo ele cedeu, o beijo que no inicio foi um pouco agressivo foi ficando calmo depois de certo tempo e percebi que estava sendo correspondido, ele abriu um pouco os lábios me dando passagem e como eu já imaginava ele beija muito bem, ele tem os lábios macios e eu não queria parar aquele beijo, mas praguejei mentalmente a necessidade humana de respirar. Ele se afastou e naquele momento me dei conta do que eu fiz por causa de expressão dele.

Ele parecia que ia ter um ataque... o que eu fiz? Será que piorei as coisas?

-”Ru-chan, me desculpe, eu...”

Soltei o ar que tinha prendido sem perceber abaixei os ombros suspirando, me aproximei dele e disse.

-“Ru-chan, eu poderia inventar uma desculpa qualquer, mas não vou fazer isso”

Me aproximei ainda mais dele pegando novamente no rosto dele e fazendo ele me olhar nos olhos, queria que ele entendesse que não era brincadeira.

-“Matsumoto Takanori, olhe pra mim por favor”.

Disse firme.

-“Não sei dizer desde quando exatamente, mas meus sentimentos por você não é o que eu tenho pelo Reita ou pelo Aoi ou pelo Kai, e também não é admiração por você ter sido o primeiro amigo que eu fiz desde que cheguei aqui, não é o que eu sentiria por um irmão ou alguém da família”.

-“Po-por que?”

-“Só estou querendo dizer que não estou confuso quanto ao que eu sinto por você, não é o que eu sinto pelos meus amigos, não é o que eu sinto por ninguém da minha família, eu gosto de você de uma forma romântica e queria que você soubesse. Desculpe dizer isso assim.”

E foi minha vez de abaixar a cabeça, soltei minha mão do rosto dele e me virei indo em direção à porta.

E ainda de cabeça baixa eu disse:

-“Eu só queria que você soubesse”.

Quando alcancei a maçaneta com uma das mãos, ele segurou a outra com as dele me fazendo virar de frente pra ele, vi que ele estava me encarando com o rosto todo vermelho, ele parecia que ia explodir a qualquer momento.

Ele parecia estar se forçando a não pensar muito e quando dei por mim ele me beijou.

Sim produção, foi exatamente isso ELE me beijou, não eu, mas ELE.

Foi um beijo tão bom quanto o primeiro e tão demorado como o primeiro, entendi que era a forma dele dizer que era recíproco e sorri em meio ao beijo, eu estava aliviado.

Novamente pela necessidade de respirar nos afastamos

-“De-desculpe por isso eu...”

Novamente fiz um carinho no rosto dele e dei um beijo suave naquelas bochechas

-“Eu entendi, e fiquei feliz por isso, obrigado por corresponder, tive medo que se afastasse, não queria te perder e precisei de muita coragem para me confessar”.

-“E-eu também tive medo que se dissesse alguma coisa você se afastaria”.

-“Bom saber que meu atrevimento teve uma consequência boa pelo menos uma vez”.

Disse sorrindo

-“Ru-chan olhe pra mim” Disse segurando nas mãos dele.

Ele levantou o rosto

-“Eu sempre estarei do seu lado, você pode contar comigo sempre e pra tudo o que quiser, sempre vou te apoiar e fazer o possível pra te ver sempre sorrindo. Quero ser alguém especial pra você e quero que seus sentimentos por mim sejam tão intensos quanto os meus por você”.

Ele sorriu e dei um beijo suave nos lábios dele.

-“Fica mais um pouco” Ele disse.

“Só se você sair do quarto” Respondi.

E assim eu consegui tirar ele de lá.

May nos olhou e pelo rosto dela eu entendi que ela tinha percebido o que estava acontecendo no quarto.

-“Sabia que você conseguiria”.

Ela disse e percebi um toque de ambiguidade nas palavras dela

-“Você esta bem irmãozinho?”

-“Estou” Ele disse sorrindo.

-“Entendi” Ela disse e mais uma vez senti a ambiguidade.

Ela se aproximou e sussurrou no meu ouvido enquanto me abraçava

-“Sei o que aconteceu. Não se esqueça do que eu disse”.

Ela sorriu e piscou pra mim. Nessa hora eu quis correr, ela me assusta.

-“Ele vai ficar mais um pouco” Disse Ruki.

-“Tudo bem, depois eu o levo em casa Uruha”.

-“Obrigado”.

E assim, passamos a tarde, quando deu umas 17:00 eu disse que precisava ir e que ligaria para Ruki assim que chegasse em casa e foi exatamente o que eu fiz quando cheguei.

“Obrigado por ter vindo, e fico feliz por ter meus sentimentos correspondidos, se dependesse de mim você nunca saberia do que sinto por você, eu não teria coragem de dizer”.

“Eu sei Ru-chan, e por muito pouco eu também não te contaria dos meus sentimentos por você, eu tinha medo de perder até mesmo sua amizade, por isso me desculpe por ter te beijado naquele momento”.

“Não precisa se desculpar por isso. Foi bom”.

Posso morrer agora?

Pensando bem melhor não, vai que eu morro e outro abutre o encontra e faz qualquer barbaridade com ele. Ah não, calma Takashima, se acalme, foco...

“Até mais tarde Ru-chan”.

“Até mais tarde Uru”.

Nos despedimos e fui fazer meus exercícios, assim que terminei fui jantar tomar um banho e me deitei, minha mãe não estava então não precisei dar explicações do motivo do meu sorriso escancarado, e antes do que esperava eu dormi.


Notas Finais


Finalmente 'A DECLARAÇÃO" e aí? o que acharam?

PS:no próximo tem o ensaio de verdade e o baixinho vai soltar a voz...

Beijos


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