História Ibitsu - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Kai, Reita, Ruki, Uruha
Visualizações 23
Palavras 2.168
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiii gente eu chegay...

Consegui parar alguns minutinhos para postar esse capítulo e espero que gostem

Capítulo 6 - Capítulo 6


Estava tão ansioso pelo ensaio que nem percebi que já tinha chegado o dia, acordei antes de o despertador tocar ou que minha mãe viesse me chamar.

“Hoje vou ouvir meu chibi cantar” foi o que pensei ao abrir os olhos, me arrumei e fui para a cozinha tomar meu café.

-“Bom dia querido, que sorriso lindo é esse? Teve um sonho bom ou só está feliz em ver sua linda mãe?”

-“Bom dia mãe, eu não estou sorrindo”

-“Ah não? E o como se chama quando a pessoa está com a boca aberta de um canto a outro do rosto assim como você está agora?” Disse meu pai entrando na cozinha também.

-“Não sei velho, mas não estou sorrindo”.

-“Uhum” disseram os dois juntos...

Não acredito que eles estão fazendo isso comigo justo hoje?

-“Você tem ensaio hoje filho?” disse meu pai.

-“Tenho sim”.

-“Quer que eu te leve como da vez anterior?”

-“Se puder eu gostaria sim”.

-“Claro que eu posso, aliás, eu me comprometo a fazer isso toda vez a partir de hoje, tudo bem pra você?”

-“Isso é ótimo pai, assim posso dormir um pouco mais”.

Meu pai sempre arruma um jeito de me ter por perto enquanto pode e eu não seria capaz de fazer algo para impedir. Eu tenho os melhores pais do mundo.

Chegou a hora de me arrumar, fui tomar um banho vestir uma roupa. E novamente aquele dilema “que roupa usar?” Que levou a outro dilema que veio por consequência.

“maquiagem”

Acabei decidindo por uma calça jeans preta, uma blusa também preta e um colete xadrez. “Agora fica fácil decidir a maquiagem” é o que qualquer pessoa normal, em um dia normal pensaria.

Mas não sou essa pessoa e hoje não é um dia normal. VOU FINALMENTE OUVIR MEU PEQUENO CANTAR, preciso estar no mínimo lindo ele precisa de um incentivo e vou ajuda-lo com isso, agora que ele já sabe sobre meus sentimentos tenho certeza que vai ser mais fácil “encorajá-lo” se eu estiver vestido no mínimo de uma forma descente.

Assim que decidi sobre a maquiagem eu peguei minha guitarra e desci

-“Estou pronto velho, podemos ir?” ainda era cedo, mas já estava ficando impaciente.

-“Claro, vamos, até logo querida”.

-“Até logo mãe”.

-“Tchauzinho meus amores”.

Entramos no carro e fomos para a casa do Kai, como o caminho não é longo até lá, não deu pra gente se falar muito, mas meu pai disse que minha mãe tem reparado que estou sorrindo muito essa semana e que é melhor eu contar de uma vez o que tá rolando quando chegar em casa caso não queira enfrentar o interrogatório dela.

-“Ok, quando eu chegar eu explico, aliás, vou levar o motivo comigo”. Sai do carro e me despedi dele.

-“Te aviso quando a gente acabar aqui”.

-“Ok filho, até mais tarde”.

E fui esperar os outros em frente à casa do baterista.

Não precisei esperar muito, como sempre Aoi já estava lá, e como sempre rindo como um bobo.

-“Viu o passarinho verde?” Perguntei.

Ele parecia muito distraído e estranhamente envergonhado e respondeu.

-“E você? Parece estar até algumas toneladas mais leve” ele me respondeu claramente tentando desviar o foco de cima dele para mim.

-“Eu e Ruki nos resolvemos também, mas você não vai fugir do assunto”.

-“Você me conta que eu te conto”.

Suspirei se eu não contasse ele ia ficar me enrolando até que os outros chegassem e não ia falar nada.

-“Ruki teve uma recaída, e faltou à aula, fiquei preocupado por que ele não tem o habito de faltar, e quando liguei a irmã dele atendeu e disse que eu poderia ir lá tentar tirar ele do quarto, assim que eu cheguei, ele me deixou entrar, mas eu precisei insistir muito antes de conseguir e enquanto a gente falava sobre algumas coisas eu o beijei e me confessei, na hora pensei que ele fosse me rejeitar, mas acabei descobrindo que era correspondido também, então fiquei aliviado. Vou tentar levar ele para conhecer meus pais hoje com a desculpa de que ele quer conhecer o estúdio de tatuagem da minha mãe, espero que ele aceite”. Disse enquanto ria de nervoso por falar isso para outra pessoa. Tá certo era o Aoi e ele ia me entender, ele passou pela mesma situação.

-“Eu e o Reita transamos”. Ele disse isso assim, na maior calma e na maior naturalidade como quem diz “estou com sede” ou algo tão irrelevante quanto.

Só pude levantar o rosto e encará-lo enquanto ele ria da minha expressão.

-“Finalmente resolveu olhar pra mim”.

-“Como você me diz isso assim?”

-“O que tem de mais no que eu disse? Eu gosto dele e queria isso então não vi nenhum problema já que ele também gosta de mim e também queria isso”.

- “E...?” a pergunta não saia da minha boca.

-“Como é? Se dói? O que você quer saber? Pode perguntar.”

-“As duas coisas”. Foi mais fácil dizer isso do que a pergunta mesmo sair da minha boca, não sabia como verbalizar aquilo.

-“Não doeu se você quer saber. Talvez seja por que eu estava com muita vontade, e ele também e sem contar que fomos gentis um com o outro e nos preparamos antes, mas também acho que o fato que a gente gosta muito um do outro ajudou muito”.

-“Como assim gentis um com o outro? Vocês...?”

-“Sim, não seria justo só um de nós apreciarmos isso”.

Não sabia onde enfiar a cara quando me peguei pensando em Ruki, como seria fazer isso com ele, e se ele aceitaria fazer assim como o Aoi e o Reita, dar e receber prazer, isso deve ser bom né? Já que o sorriso no rosto do Aoi dobrou de tamanho desde a ultima vez que eu o vi.

-“Mas foi rápido não é?”

-“Acho que não dá pra colocar um tempo nisso, o que você não pode fazer é apressar as coisas, no seu caso eu acho melhor deixar acontecer, Ruki é muito tímido, com certeza ainda é virgem e você não vai querer assustá-lo com isso agora”.

-“Com certeza não”.

-“Vamos mudar de assunto então, por que o assunto chegou”.  Ele disse baixo enquanto sorria abrindo os braços para o namorado.

-“Como vai Kou?” Reita me cumprimentou enquanto abraçava um Aoi quase aflito para beijar ele.

-“Estou bem, vou deixar os pombinhos enquanto tenho um assunto para resolver antes do ensaio”.

-“Tudo bem, a proposito estou feliz por vocês dois”.

-“Espera... ele te contou?”

Reita não respondeu minha pergunta, só disse:

-“Vai logo, não quer deixar aquele baixinho esperando né?”

E se virou beijando o namorado, ele também deveria estar ansioso por isso pelo que eu via.

Quando eu o vi eu não conseguia parar de olhar pra ele, como pode uma pessoa ser tão linda e fofa quando está envergonhada?

-“Como está Ru-chan?” Disse sorrindo pra ele.

-“E-Estou b-bem. E v-voce?”

Gente eu quero morder ele, como eu faço?

-“Senti sua falta, mas agora que você está aqui estou melhor”. Fui até ele e dei um beijo na bochecha e um beijo rápido na boca dele.

-“Eu também senti sua falta” ele disse antes de me puxar pelo colete e me beijar de novo.

Sério. “Quem é você e o que você fez com o meu tímido Rukinho?”

-“Nossa”. Eu disse depois do beijo

-“D-desculpe... foi o impulso”.

-“Pode ter quantos impulsos quiser, eu adorei”.

Ele sorriu olhando pra mim, “Que fofo”

Kai abriu a porta da casa dele e nós entramos.

-“Chega de agarração na porta da minha casa, meus pais não estão, mas eu tenho vizinhos”.

Ele disse sério enquanto se aproximava da gente para dizer em tom mais baixo.

-“Podem se pegar aqui dentro, tem quartos suficientes para cada casal inclusive eu também”.

-“Como assim?” Perguntou Reita enquanto entravamos pela casa.

Não sei se pelo que ele disse com “podem se pegar aqui dentro” ou se foi com o “inclusive eu também”?

-“Eu também estou em um relacionamento caso não saibam”. Respondeu Kai dando de ombros.

-“Com quem?” Perguntou Aoi

-“Isso não importa”.

-“Claro que importa”.

Eles pareciam revoltados com o Kai enquanto eu e Ruki riamos da situação.

 

Já tínhamos chegado na garagem quando Kai perguntou

-“Trouxe o caderno hoje não é Ruki?”

-“Sim, eu trouxe”.

-“Ótimo, vamos começar então. Escolha uma musica e diga a forma como você quer que a gente toque pra que possamos começar”.

Ele estava mesmo empolgado.

-“E- Eu gosto dessa”.

Ele disse um pouco envergonhado pela escolha enquanto explicava o tom certo e como ele imaginava que queria que tocássemos.

Quando estava tudo pronto para começar ele ficou ainda mais envergonhado, ele estava quase em pânico, pedi um tempo para os outros e o chamei.

-“Ruki, por favor, vem aqui comigo”.

Ele acenou e me seguiu.

-“Está tudo bem pequeno, é só um ensaio e nós somos amigos, somos todos amigos antes de qualquer coisa, não precisa ficar com vergonha”.

-“E-eu não sei o que fazer, eu nunca cantei assim, só em casa quando estou sozinho, até mesmo a May só me ouviu cantar poucas vezes mesmo assim por que ela aparecia de surpresa em casa”.

-“Vamos fazer assim então. Feche os olhos e respire fundo”.

Ele fez exatamente o que eu disse.

-“Certo, ainda de olhos fechados pense em alguém que você gostaria que te ouvisse cantar, você consegue fazer isso?”

Ele balançou a cabeça afirmando.

-“Ótimo, agora antes de terminar quero que você faça exatamente isso enquanto estiver lá, pense nessa pessoa e se imagine cantando para ela, esqueça os outros, foque nessa pessoa tudo bem? Você pode fazer isso?”

-“A-acho que sim”. Ele respondeu enquanto me olhava- ”Posso fazer uma coisa  antes que a gente entre lá de novo”?

-“Claro Ru-chan, você pode fazer o que quiser”.

Ele segurou minhas mãos enquanto respirava fundo, me puxou pelo colete de novo e me deu mais um beijo daqueles, me pegando completamente desprevenido.

Assim que nos afastamos pela falta de respiração provocada pelo beijo intenso ele sussurrou.

-“Vou cantar pra você”.

E eu sorri, queria mesmo que fosse eu a pessoa que ele estivesse pensando e voltamos.

-“Está tudo certo agora?” Perguntou Kai

-“Está sim” respondeu Ruki, ele me olhou e nós sorrimos.

-“Certo, vamos começar então”. Eu disse

Começamos a tocar enquanto Ruki se preparava para cantar conforme eu tinha explicado pra ele minutos antes, quando ele se sentiu pronto para começar ele cantou.

“Always stay this way

Koko ni iru yokotoba yori mo fukaku

Last heaven”

(Sempre será assim

Eu estarei aqui

Esperando para te dizer

Sobre o céu)

E então eu não sabia se conseguia me concentrar em tocar a guitarra ou em ouvir Ruki cantar ou na letra da musica, só sabia que a forma que ele cantava era perfeito por falta de palavra melhor.

Ele continuou cantando até que chegou na parte que eu senti ciúmes, sei que ele já tinha cantado essa parte algumas vezes mas não estava prestando muita atenção até aquele momento.

“Love without shape changing day by day

Toki o kasaneru

Todokanai yume o mite iyou

Long road which leads to the calm hill

Kanashimi oite iku yo

Good night my beloved

Last heaven of mine

(O amor está mudando devagar

O tempo não irá parar

Estou sempre a olhar, um sonho que não vou alcançar

Essa tristeza irá ficar

Mas não vou deixar ela se aproximar

Boa noite minha amada

Meu ultimo céu)

Ia tudo bem até o momento que ele disse essas ultimas frases, “que história é essa de minha amada? Como assim?” não tinha me dado conta da minha reação até que Reita chegou perto o suficiente para dizer em um tom alto o suficiente para todos ouvirem.

-“Acho que tem alguém com ciúmes aqui”.

Ouvi Aoi e Kai rirem atrás de mim, mas Ruki parecia não ter ouvido, ele estava mesmo concentrado.

Depois de um tempo ele parou de cantar e Aoi se aproximou dele

-“Que letra linda, escreveu pensando em alguém?”

É impressão minha ou ele está sondando o meu pequeno?

-“É. E-eu escrevi pra alguém sim”

Ele respondeu de cabeça baixa mais, vermelho que um tomate.

-“Escreveu quando? Posso ver?”

-“P-pode, eu sempre coloco a data quando escrevo minhas musicas”. Disse Ruki um pouco mais animado.

Eu só queria saber pra quem é essa que ele escreveu essa musica tão linda.

-“Olha o ciúmes”. Disse Kai atrás de mim e dei um pulo com o susto

-“Está tão óbvio assim?”

-“Óbvio? Sorte sua que ele não te viu enquanto cantava, ele ia ficar com medo. Eu fiquei”. Ele disse isso rindo

-“Só queria saber pra quem ele escreveu isso”.

-“RUKIIII...PARA QUEM VOCE ESCREVEU ESSA MUSICA?” Kai gritou e eu só pude encará-lo enquanto ele me olhava sobre o ombro dando um sorriso debochado.

-“A-Alguém que eu conheci há pouco tempo”.

-“Ah tá, entendi”. Disseram os três ao mesmo tempo.

Só eu que fiquei boiando? Quem é?

Aoi olhou pra mim piscou o olho e deu um sorrisinho irônico.

Isso tá me irritando é sério.


Notas Finais


Eu quero agradecer aos que favoritaram essa história, aos que comentaram e aos demais...
Para mim é um incentivo muito grande pois eu quase desisti de continuar om Ibitsu essa semana, eu nem ia postar mais pois estava preocupada com algumas coisas e conversando com uma grande amiga minha ela me fez entender que eu estava preocupada demais desnecessariamente, por isso eu decidi continuar até que eu consiga concluir essa história.

Ibitsu tem até o capítulo 11 adiantada, eu preciso escrever, mas não estou tendo muito tempo, espero que até lá eu tenha conseguido escrever mais alguma coisa.

Desculpem por essa nota enorme mas eu precisava esclarecer algumas coisas


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