História Ice heart - Capítulo 28


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Nico di Angelo, Thalia Grace
Tags Fogo, Gelo, Nico, Thalia, Thalico
Exibições 120
Palavras 1.768
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Super Power, Universo Alternativo
Avisos: Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey cerejinhas, bom alguns de vocês devem ter notado que eu demorei um tantinho mais para postar, mas estava definindo tretas que tinha que ter muito cuidado ao fazer isso, mas agora tretas definidas e podemos por fim ter um belo e novíssimo capítulo.
Boa leitura e espero que gostem.

Capítulo 28 - A violinista


POV- Thalia

Acordei com a cela sendo aberta e a voz da loira invadindo meus ouvidos.

- Acordem seus vagabundos, quero todos de pé AGORA! - Ela gritou e senti meu corpo sendo puxado para cima.

Percy me puxou até aonde a grade deveria estar e consegui ver a loira repetindo sua gritaria em diversos idiomas que eu não entendia.

Ela falou por vários minutos até que seu idioma foi o mesmo que o meu e eu consegui compreender o que ela dizia.

- Hoje à noite é o baile, todas as portas e saídas estarão interditadas, qualquer tentativa de conversa com qualquer um dos convidados fará vocês serem mortos, qualquer tentativa de fuga gerara uma morte, qualquer desobediência será gerada uma morte, eu não estou a pessoa mais paciente do mundo ultimamente então espero que não tentem me irritar. – A loira disse e parou a minha frente. – Levem todos ao banho e você vem comigo.

Annabeth me fez seguir ela para o lado oposto que os outros foram, mas o lado que eu costumava seguir. Não demorou muito estava na sala do Nico que estava parado encarando sua mesa, pensando, como sempre.

- Obrigado Anne. – Ele disse sem olha-la.

A loira saiu fechando a porta sem falar nenhuma palavra, olhei para o moreno que apenas com a mão indicou que eu fosse até ele e foi o que eu fiz. Parei ao seu lado e ele finalmente me olhou. Seus olhos cor de carvão passaram lentamente pelo meu corpo o avaliando.

- Hoje você vai tocar no baile, sei que Annabeth já deixou as regras bem claras, mas eu quero deixa-las mais claras ainda. – Ele disse passando a mão pelo meu rosto e pegando uma mecha do meu cabelo. – Minha paciência está muito pequena com você, então quando entrar naquele palco, sem falar nenhuma palavra vai tocar até eu te der autorização para parar, não quero que olhe para ninguém por mais de cinco segundos, se eu ver sua boca se mexendo para falar qualquer coisa que seja assim que te tirar daquele palco farei questão de te levar para aquela sala de tortura novamente e te garanto que dessa vez você não sai de lá viva. – Ele disse enrolando meu cabelo nos dedos. – Entendido?

Assenti e ele sorriu e indicou que eu o seguisse.

Ao entrar no quarto vi um vestido elegante ao lado de um violino completamente preto e com detalhes em dourado.

- Se arrume e acho bom não tentar nada. – Dito isso ele me deixou sozinha.

Peguei o instrumento com cuidado e suspirei ao ver que mesmo aqui minha rotina estava regressando e eu não queria isso, queria uma vida nova, uma vida livre.

Coloquei o violino novamente na cama e fui para o banheiro começando a tomar um banho demorado, deixei que meu corpo relaxasse. Assim que sai do banheiro enrolada na toalha vi Nico sentado na cama, ele olhava as próprias mãos aonde ele brincava com um pequeno pingente. Ele levantou o olhar me encarando.

- Pensei que estaria cuidando dos preparativos do baile. – Comentei cruzando os braços para garantir que a toalha ficaria no seu devido lugar.

- Eu tenho a Annabeth. – Disse como se fosse óbvio e realmente era, não tinha porque ele fazer essas coisas.

Caminhei até ele me sentando ao seu lado.

- Não deveria estar se vestindo? – Ele perguntou e eu dei de ombros.

- Você não se importa. – Disse e ele sorriu olhando a mão novamente. – O que foi dessa vez?

- Porque sempre acha que vou te contar as coisas? – Perguntou ele e eu dei de ombros.

- Não custa nada tentar e sei que te ajuda a pensar. – Disse e ele riu.

- Sabe é? – Perguntou e eu sorri.

- Sim, já te vi falando muito sozinho, pensando alto. – Falei olhando seus olhos negros que eram muito confusos.

- Podemos dizer que as coisas são mais complicadas do que parecem. – Ele disse olhando o teto e depois o pingente o girando na mão.

- Às vezes elas só parecem complicadas. – Disse e ele riu.

- Às vezes elas são. – O moreno falou e eu dei de ombros.

- Veja como quiser, mas sabe quem é a escrava aqui sou eu e nem por isso eu enxergo as coisas como o fim do mundo, tente ver como um grande desenho a sua frente ou talvez de mais certo para você como um grande jogo de xadrez ou de damas, aonde tem as suas peças e as peças do inimigo, tente se afastar e observar o jogo por inteiro, as peças podem fazer mais sentido.

- Isso não é um jogo. – Ele disse e eu ri.

- Para você, mas talvez pro seu inimigo sim. – Disse piscando e ele riu. – Sabe tenho experiências com monstros e eu menti...- Falei abaixando a cabeça e ele me olhou.

- Sobre? – Perguntou sério.

- Acredito em destino, mas acredito que possa molda-lo. – Disse e ele guardou o pingente no bolso.

- Se vista. – Ele disse se levantando e começando a sair do quarto.

Respirei fundo e olhei o vestido em cima da cama, ele era incrivelmente bonito, mas novamente muito elegante para mim. Tirei a toalha do corpo e a coloquei em cima da cama pegando a peça de roupa; conseguia sentir o olhar queimar em minhas costas, olhei por cima do ombro e Nico estava em pé parado na porta me observando. Suspirei e coloquei o vestido longo preto no corpo, assim como os sapatos e as joias.

Não sei por quanto tempo fui obrigada a ficar sentada na cama observando o quarto do moreno, lendo suas paredes e tetos, nomes e sobrenomes de pessoas que eu não conhecia, até que por fim a porta foi aberta e o moreno vestindo um terno entrou e indicou que eu o seguisse sem falar nenhuma palavra. Peguei o violino e o segui, conseguia ouvir as pessoas conversando umas com as outras em aparentemente um idioma comum, o meu idioma.

Subi no palco e sem falar nada comecei a tocar a primeira música que me veio à cabeça, notei que algumas pessoas perceberam a minha presença e me olharam tocar sem interromper suas conversas, alguns apenas ignoraram-me ou não me notaram de tão entretidos que estava.

Fechei os olhos e deixei que a música me levasse, não podia me distrair com pessoas. A melodia que saia do violino parecia entreter as pessoas, pois aos poucos as pessoas começavam a silenciar suas conversar aleatórias.

POV- Nico

Me sentei ao lado da loira que olhava a unha distraída. Tudo parecia normal no baile, inclusive o tédio que essas festas sempre dão. Thalia tocava no palco e isso pareceu cativar o interesse de várias pessoas, todos pareciam encantados com a morena que parecia viajar a um mundo distante enquanto se concentrava apenas na música que tocava.

Logo vi o loiro, ele estava em uma mesa distante, um homem muito parecido com ele porém anos mais velhos estava ali, assim como duas mulheres, uma mais velha e uma da idade do loiro. Todos conversavam, mas com os olhos fixos na garota.

Vi Ares e ele sorriu e começou a andar em minha direção, me levantei e quando ele estava perto o suficiente comecei a andar, pois sabia que ele me seguiria. Entramos em uma das poucas salas que tinha disponibilizado o acesso e ouvi a porta sendo fechada.

- Sobre o que queria falar comigo? – Perguntei e ouvi a sua risada.

- Sempre direto ao ponto. – Ele comentou e eu dei de ombros.

- Não vejo o porquê de enrolação, diga. – Falei o encarando e ele sorriu.

- Quero comprar a menina do violino. – Ele disse e eu franzi o cenho.

- Quem quer ela? – Perguntei e ele riu.

- Porque acha que alguém quer ela, achei ela interessante, eu quero ela. – Ares disse e eu neguei.

- Não deveria conhece-la antes de hoje e como veio aqui antes e queria conversar direto comigo suponho que já tenha vindo para compra-la, mas porquê? – Perguntei e ele riu.

- Ela é só uma pirralha Nico, não tem força o suficiente para fazer trabalhos pesados, não é pequena o suficiente para entrar em lugares apertados e sem falar que tem centenas de escravos a sua disposição, me venda ela. – Disse o homem e eu dei de ombros.

- Então não se importaria de ficar com outra, afinal eu tenho centenas de escravos a minha disposição e ela não tem força o suficiente para fazer trabalho pesado e não é pequena o suficiente para entrar em lugares apertados. – Disse e pude ouvir o homem grunhir.

- Ela é inútil para você e meu dinheiro é muito útil. – Ele disse irritado, claramente tentando controlar a raiva.

- Então no que ela seria útil para você? – Perguntei e ele suspirou cansado.

- Ela é fértil, Afrodite quer ter um filho, mas fica dizendo que o corpo dela não vai ser o mesmo. – Ares falou e eu ri.

- Afrodite nunca vai querer ter um filho, ela odeia crianças. – Disse e ele respirou fundo.

- Não, não odeia. – Ele disse e eu dei de ombros.

- Não vou vende-la para ter um filho, muito menos para vender ela a alguém porque é isso que você faz Ares, seja lá quem estiver interessado nela mande vir falar comigo que se for o caso eu mesmo vendo. – Disse saindo da sala e voltando a festa.

- Olá Di Ângelo, nem tivemos a oportunidade de conversar hoje. – Jason comentou se aproximando. – Deixe-me o apresentar minha esposa.

- Muito prazer, Piper McLean. – A morena esticou a mão para me cumprimentar.

Peguei sua mão e segui as normas que qualquer rei tinha que seguir, depositando um beijo nas costas da mão da morena e com um sorriso esboçando confiança e tranquilidade disse.

- Nico Di Ângelo, espero que estejam gostando da festa. – Soltei a mão da morena que sorriu e assentiu.

- Magnifica. – A garota disse e Jason sorriu.

- Amor que tal ir pegar algo para bebermos. – O loiro pediu e a morena assentiu e pedindo licença se retirou.

- Sua cordialidade me surpreende. – Ele disse e eu dei de ombros.

- Ainda sou um rei recebendo convidados, agora se me der licença tenho mais o que fazer. – Disse e sai de perto do garoto dando um tapa breve no ombro do loiro e caminhei até Annabeth a puxando para uma dança.

- Conseguiu? – Ela perguntou enquanto a puxava para o meio do salão.

- Claro. – Disse girando-a e levando a mão na cintura da loira e começando a dançar ao som do violino.


Notas Finais


- Fanfic movida a comentários, quanto mais comentários mais rápido eu posto.
- O que acharam?
- O que querem que aconteça?
Beijos e até!


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