História Ice heart - Capítulo 33


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Nico di Angelo, Thalia Grace
Tags Fogo, Gelo, Nico, Thalia, Thalico
Exibições 127
Palavras 1.953
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Super Power, Universo Alternativo
Avisos: Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey cerejinhas, eu sei que demorei mais que o normal (eu acho), mas tenho andado meio sem tempo ultimamente, mas sério nas férias prometo tentar melhorar essa frequência de postagem.
Espero que gostem e BOA LEITURA!

Capítulo 33 - Setor Seis


POV- Nico

- Porque não vendeu ela? Ares usou ótimos argumentos. – Annabeth disse me encarando e eu suspirando.

- Deixe por favor seu ódio por ela de lado e avalie a situação Anne. – Disse e ela assentiu. – Ares veio aqui antes da festa, teoricamente antes de ter visto ela com um misterioso interesse que ele precisava tratar diretamente comigo, e ele chega e me chama no dia da festa dizendo que queria comprar a violinista, mas se ele veio aqui antes como poderia saber dela?

- Acha que ela tem algo de importante? – Annabeth perguntou surpresa, sabia que ela não queria admitir isso.

- Isso eu sei a dias, ela é resistente a fogo, armas se moldam a ela, sem falar que tudo sempre parece se mover para que ela se de bem, então Ares pode saber algo sobre a garota que não sabemos, algo importante demais para ele querer que outras pessoas saibam.

- Mas o que diabos uma garota que nasceu escrava e viveu assim sua vida inteira teria de importante para alguém como Ares? – A loira questionou e eu dei de ombros.

- É isso que vou descobrir. – Disse mesmo já tendo uma ideia brotando em meu cérebro sobre o que essa tal garota teria de importante.

Entrei no meu quarto e logo vi a morena dormindo calma na cama, o seu cabelo estava espalhado por todo o travesseiro e ela estava de bruços, um sorriso leve estava em seu rosto, ultimamente ela tinha andado bem mais calma dormindo, a algumas semanas ela mal parava quieta agora ela até sorria.

Revirei os olhos com esse pensamento. Sentei ao lado dela na cama a olhando e não demorou muito para que ela abrisse seus olhos e me encarasse. Ela em silêncio se sentou na cama e abraçou suas pernas colocando a cabeça apoiada em seu joelho.

- Em que está pensando? – Ela perguntou com sua voz calma e eu revirei os olhos, a mania de sempre de insistir que eu falasse com ela.

- Você parece em uma constante de querer tentar me entender. – Disse e ela riu suave.

- Só você pode ser curioso? – Questionou ela e eu ri fraco e olhei para a morena.

- Teoricamente sim. – Disse e ela riu.

- Infelizmente o mundo não é feito de teorias. – Disse ela sorrindo e eu assenti.

- O quanto você leu? – Questionei e ela deu de ombros.

- Não muito. – Ela respondeu sincera e respirou fundo. – Deu tudo certo no baile?

- Porque se importa? – Questionei e ela suspirou fechando os olhos.

- Porque é isso que as pessoas fazer Nico, se importam. – Ela disse abrindo os olhos logo em seguida, se mantendo na mesma posição.

- Não é isso que deveria querer saber. – Falei, como lógica ela deveria querer que tudo desse errado afinal eu era o inimigo dela.

- Mas é isso que eu estou te perguntando, porque não pode ser alguém normal e ter uma conversa civilizada...

- Não sou seu amigo, não tenho que ter uma conversa civilizada com você, já deixei bem claro minha opinião sobre você, você é minha escrava e posso e vou te matar assim que me der vontade. – Disse irritado e ela suspirou e se aproximou de mim, sentando ao meu lado e deixando que seus pés descalços tocassem o chão.

- Sabe, também tenho problemas com confiança, acho que é natural. Não estou pedindo para confiar em mim, sei que isso não vai acontecer e realmente não é isso que eu quero, mas bom, minha vida é uma bosta, considerando as coisas que eu já passei. – Ela falou olhando os pés. – Mas no início eu confesso que te odiava, sentia vontade de te matar, mesmo sabendo que não tinha e nem tenho força para isso, confesso que achava que tinha me roubado da minha vida e essas coisas, e as vezes ainda acredito nisso, mas eu meio que só queria viver, livre e sei que te falando isso nada muda, mas o porquê de estar falando isso é só porque todos vivem na merda, desde os ricos aos pobres, todos tem problemas e desejos, vontades, sonhos, aposto que mesmo você com essa pose toda tem vontades que quer realizar, tem vezes que quer mudar, ou sei lá. – Ela riu balançando a cabeça.

- Acho fofo esse seu pensamento, mas tenho que dizer que é mentira.

- Não precisa me falar nada Nico, se é mentira ou verdade, eu tenho meus pensamentos e você tem os seus. – Ela falou me olhando agora, como se soubesse de algo que ela não deveria saber e aquilo me irritou, não gostava daquilo.

Levantei e estiquei minha mão para ela, um segundo depois ela segurou-a e deixou ser guiada por mim porta a fora, claro que ela não tinha muita escolha. Comecei a caminhar em direção as celas, vendo seus olhos azuis elétricos vagarem já prevendo cada movimento meu, como se já tivesse decorado cada caminho para a cela.

- Memória boa. – Comentei e senti sua mão gelar junto a minha e ela assentiu.

- O suficiente. – Disse ela baixo, sorrindo leve.

Assenti e antes de entrar no setor cinco virei-me à esquerda e notei na hora que ela tinha se perdido e que mudara de estado reconhecer para gravar a nova localidade. Seus olhos iam bem mais rápido e sua mente parecia trabalhar de modo mais funcional.

Desci a escadaria que se tornava cada vez mais estreita. Tochas se acendiam de acordo que eu adentrava aquele lugar e eu conseguia sentir a tensão que ela estava sentindo no ar, mantive minha mão junto a dela até que finalmente vi a placa enferrujada e suja escrito setor seis.

- Não são apenas cinco setores de celas? – Ela questionou lendo a placa assim como eu.

- Deveria me perguntar como sabe disso? – Questionei e ela riu leve.

- Tenho ouvidos. – Ela explicou me olhando. – Que setor é esse?

- Como disse esse castelo é bem maior do que parece e além dos feitiços que eu e a Annabeth colocamos nele existem muitos outros, as vezes acho que ainda não conheço a metade do que esse castelo tem a me oferecer. – Comentei soltando a mão da morena que se aproximou mais de mim automaticamente, ela estava nervosa.

- As celas estão vazias. – Ela comentou olhando para dentro de algumas.

- Tem certeza? – Questionei e ela me olhou confusa e se aproximou de uma das grades olhando para o interior.

O silêncio deixava o ambiente mais sinistro do que realmente era, mas na verdade eu preferia esse barulho do que o costumeiro. Olhei a morena em passos lentos e incertos ficar próxima de uma grade escura.

Antes que ela pudesse raciocinar o prisioneiro pulou contra a grade fazendo com que a garota gritasse e caísse para trás, se afastando mais rápido que conseguiu. O homem estava com a pele acinzentada, ele tentava alcançar Thalia pressionando seu corpo contra a grade deixando suas mãos para fora, ele tinha três braços, um morto costurado a baixo do seu braço real, uma cicatriz mal feita se estendia da parte inferior do seu queixo até a parte em que seu short rasgado e sujo cobria.

- O que é isso? – Ela questionou olhando assustada para os vários experimentos que agora se empoleiravam o máximo possível em busca de alimento.

- Experimentos que deram errado. – Expliquei e ela me olhou assustada e abismada. – Apesar do que muitos acham eu estudei o que meu pai fazia para tentar fazer o melhor e conhecer tudo, ou quase tudo, que poderia ter a meu favor, então em um dos relatórios achei esse lugar, alguns meses depois que assumi o poder, demorei mais um ano para achar a parte real. – Disse vendo ela se levantar olhando o homem em desespero. – Meu pai era um monstro, isso ele nunca escondeu, fazia o que bem entendia quando queria, sem justificativa, mas ele sabia que algumas atitudes teriam consequências maiores.

Ela me olhou confusa e eu suspirei.

- Ele queria poder, sempre foi seu objetivo, queria que seus filhos fossem os mais fortes, que seu reino fosse o melhor e apesar de fazer o que Zeus sempre mandou ele o odiava, odiava ele ter poder para derrotar meu pai e isso o fez fazer experimentos. – Expliquei indicando que ela andasse mais adentro. – Os soldados das sombras são fortes, mas nunca foram ideais, têm falhas e isso sempre foi um problema e meu pai procurava um jeito de melhora-los e em algum momento dessa busca ele concluiu que com corpos fixos isso daria certo.

- Não entendi. – Disse ela me olhando com medo.

- Os soldados da sombra são feitos além de poder e luz de matéria, já que sombras podem ser moldadas. Meu pai chegou à conclusão de que se humanos pudessem suprir a necessidade da luz seria bem maior que a faísca que ele criava e começou a tentar achar uma busca de que a luz fosse substituída.

- Como eu disse para você fazer. – Ela comentou e eu assenti.

- Se utilizar como fonte de luz é algo idiota, pois enfraquece...

- Pensou no que eu falei? – Ela perguntou surpresa e eu ri leve.

- Analisei as hipóteses. – Disse e ela assentiu sorrindo leve, mas ela ainda estava assustada e horrorizada demais para mantê-lo. – Já que junto com o poder que já é sugado de quem os controla, mas com a outra parte.

- Te deixaria “fraco” para uma luta corpo a corpo ao mesmo tempo. – Comentou ela e eu assenti a olhando.

- Mas isso não vem ao caso, acho que meu pai sabia, sabia que precisaria disso, queria saber o quanto ele tinha conhecimento. – Comentei e ela deu de ombros.

- Talvez ele tenha feito algo para esse tal Zeus que se ele descobrisse ele precisaria usar um exército, imagina se uma faísca como disse é capaz de criar um soldado das sombras quanto uma pessoa inteira poderia criar, ele estava se preparando para uma guerra e ele queria ganhar.

Aquilo fazia sentido e se meu pai não queria soldados mais fortes, mas sim um número maior, afinal se precisa de contato direto para matar um soldado da sombra, sacrificar alguns em uma quantidade maior nem faria cócegas nele, mas poderia vencer uma guerra facilmente.

Comecei a traze-la de volta a parte superior do castelo, mas ela parou novamente a frente a jaula do homem de três braços.

- Porque os mantêm aqui? – Ela questionou com um olhar triste que estavam fixos no homem.

- Não vou mata-los, eu não sei como devolve-los a vida, mas até lá deixarei eles aqui. – Disse e ela assentiu e deixou que eu puxasse sua mão para a levar para fora.

Assim que voltamos ao quarto ela suspirou e disse.

- Porque me mostrou? – Ela questionou de costas para mim olhando a cama.

- Gosto das suas teorias. – Disse e ela negou.

- Não a cela, o seu lado bom. – Ela se virou nos calcanhares me encarando.

Seus olhos azuis elétricos estavam dilatados, sua pele parecia mais branca do que o normal e gelada, ela parecia nervosa. Me aproximei dela e passei a mão de leve sobre sua bochecha e ela segui o ato com o olhar. Coloquei a mão na sua nuca fazendo ela olhar diretamente nos meus olhos.

- Eu não tenho lado bom. – Disse sério e ela suspirou.

- Tem sim e já vi mais de uma vez. – Ela falou calma e eu conseguia sentia seu aleto gelado.

- Você tá bem? – Perguntei notando que ela estava congelando.

Ela assentiu, mas seu corpo falhou. Segurei-a e com cuidado a pus na cama e antes que ela estivesse completamente deitada seus olhos se fecharam e ela adormeceu.


Notas Finais


- Fic movida a comentários.
- O que acharam?
- O que querem que aconteça?
Beijos e até!


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