História Ice heart - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Nico di Angelo, Thalia Grace
Tags Fogo, Gelo, Nico, Thalia, Thalico
Exibições 70
Palavras 1.131
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Super Power, Universo Alternativo
Avisos: Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey cerejinhas, tudo bem?
Espero que gostem do capítulo e Boa leitura!!

Capítulo 34 - Frio


POV- Thalia

Acordei com uma dor forte no corpo, sentia minha garganta seca. Girei na cama me forçando a abrir os olhos o que fez com que quase eu ficasse cega. Depois de alguns segundos minha visão começou a se acostumar com a claridade e vi Nico sentado me encarando.

Tentei me sentar, mas senti como se o mundo girasse e uma pontada forte na cabeça que me fez deitar novamente.

- Você foi ferida na biblioteca, vai se sentir mal por um tempo, mas vai melhorar. – Ele disse vindo até minha direção e me entregando um copo de água.

Ao notar que eu não conseguiria beber sozinha ele me ajudou a fazer. Sua mão deslizou com delicadeza sobre meu rosto e ele me deitou novamente.

- O que está sentindo? – Ele perguntou suave e eu respirei fundo tentando montar uma frase.

- Tontura, dor, cansaço, frio. – Disse apenas palavras soltas, mas sabia que ele entenderia.

Ele levantou de leve a coberta que estava sobre meu corpo e se sentou na cama mantendo as costas apoiada na cabeceira e me puxando com cuidado para um abraço, descansando meu corpo sobre o dele. Seu poder começou a envolver meu corpo com delicadeza fazendo meu corpo começar a se aquecer e a relaxar.

- Não tem que cuidar de um reino? – Perguntei fraco sentindo um pouco melhor a situação em minha garganta.

- Tenho pessoas para cuidarem do que é importante para mim. – O moreno respondeu deixando que um pequeno sorriso surgisse em seu rosto.

Sua mão passou pelo meu cabelo com delicadeza, eu me senti quebrável e talvez eu fosse, pois ele estava me tratando assim.  

- Confia em alguém para isso? – Questionei e o senti dar de ombros.

- Sei quem colocar em cada posição. – Comentou o garoto e eu assenti.

- Não se sente mal? – Perguntei e ele fez uma clara cara de confuso. – Com o fato de não confiar em ninguém, imagino que deva ser ruim.

- Você confia em alguém? – Ele questionou e eu tive que parar para pensar.

Não sabia responder aquela pergunta, com certeza era algo bem confuso, eu não sabia se confiava em alguém. Afinal acho que nunca tive alguém real para confiar, apenas sempre fiz o necessário.

- Pela sua cara acredito que não. – Ele comentou e eu suspirei.

- Vivi minha vida inteira sendo maltratada, nunca conversei muito com alguém, eu sempre apenas soube o que era necessário saber. – Comentei me encolhendo mais contra o corpo dele. – Faço o necessário.

- O que acha que tem de diferente nisso entre nós? – Ele questionou e eu sorri leve.

- Você está no controle, a vida é sua, controla o que acontece e é forte para impedir que alguém tente tomar a frente. – Disse e ele riu.

- Se eu confiar em alguém não tenho que me preocupar de este alguém tentar tomar minha frente. – Ele disse e eu assenti com dificuldade sentindo um pouco de dor ao fazer isso. – Confiança é complicado, não vem do querer alguém de confiança vem da necessidade e tempo.

- Já se sentiu assim? Confiando em alguém? Contou para alguém coisas que ninguém mais saiba? – Questionei e ele parou para refletir.

Ele passou alguns segundos em silêncio refletindo, até que ele respirou fundo.

- Talvez quando criança. – Ele disse enrolando uma mecha do meu cabelo nos dedos.

- Bianca? – Questionei e ele riu, mas assentiu. - Não confia mais nela?

- Ela está presa em um quarto não está? – Ele disse e eu me mexi tentando achar uma posição mais confortável.

- Mas ela não te irritou nem decepcionou, se não estaria morta. – Comentei com medo do que falaria. – Então deixou de confiar nela porque as situações mudaram, você mudou ou ela?

Ele não me respondeu, na verdade não expressou reação nenhuma e agradeci por isso, não sei se conseguiria resistir ao frio, que mesmo com ele ali, com seu poder me envolvendo ainda era existente.

O silêncio se instaurou no cômodo e de certo modo como era desconfortável, já que parecia que seu lado maléfico estava ali pensando e agindo, ter ele ali tão próximo e talvez de um modo tão carinhoso me fazia pensar que ele não era um monstro, pelo menos não um completo.

A porta foi aberta e a loira olhou estranho para a cena, mas sem comentar nada olhou para Nico.

- Está pronto, pode leva-la. – Depois ela direcionou o olhar para mim e saiu da sala fechando a porta.

Nico se levantou ainda se mantendo próximo a mim e passou um dos seus braços por debaixo do meu joelho me levantando da cama.

- Vai me levar para aonde? – Perguntei tensa, mas pela Annabeth estar envolvida do que por ele.

- Lembra que eu disse que foi ferida na biblioteca? – Perguntou ele me carregando no colo para fora do quarto.

- Sim. – Disse baixo tensa.

- Temos que tirar o veneno do seu corpo, para que possa começar realmente a se curar. – Disse ele caminhando pelos corredores.

- E como pretende fazer isso? – Meu corpo estava tenso, eu sabia que ele conseguia sentir isso.

- Filtrando seu sangue. – Ele disse entrando no corredor da sala de tortura e aquilo me agoniou mais ainda.

Depois que entramos em uma sala, logo notei que não era qualquer sala, era a mesma que ele tinha testado todos os equipamentos em mim fez com que meu coração disparasse, vi umas maquinas ao lado da mesa que ele tinha me acorrentado e soube que seria acorrentada novamente.

Ele me colocou sentada na mesa e com cuidado ele me empurrou fazendo eu deitar na mesa gelada, aquilo fazia minha pele doer e eu nunca esperei sentir isso novamente, lembrava quando era os primeiros anos no mundo de gelo, minha pele descascando e queimando por causa do gelo e da roupa inadequada, de acordo com que minha idade ia evoluindo eu tinha mais chances de conseguir roupas mais quentes, agora estava eu ali, com frio sentindo minha pele queimar em contato com o metal.

Nico acorrentou minhas mãos e pernas e pegou uma agulha colocando-a no meu braço direito e outra no meu braço esquerdo, as duas agulhas estavam ligadas a uma máquina que tinha duas comportas de vidro, uma em cima da outra. O moreno apertou um botão e aquilo começou a fazer um barulho estranho e eu comecei a ver o sangue sair do meu braço direito e ir subindo pelo tubo até a comporta de cima e um liquido preto descer para a debaixo e meu sangue sair e entrar no braço esquerdo.

Comecei a ficar levemente tonta e o cansaço a voltar a meu corpo.

- Dorme, isso vai demorar. – Ele disse e eu assenti deixando que meus olhos fechassem e aos poucos atingir a inconsciência.


Notas Finais


- Fanfic movida a comentários.
- O que acharam?
- O que querem que aconteça?
- Beijos e até!!


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